
A princesa Katharine nasceu destinada a um casamento político.
Com o coração pesado, ela se prepara para conhecer seu futuro marido, o homem a quem seus súditos chamam secretamente de A Fera de Hajar…
Ocultando suas cicatrizes do olhar público, o sheik Zahir governa o país de trás das muralhas de seu palácio, onde a ninguém é concedida a entrada.
Até que o dever exige que ele permita a presença de sua noiva. Zahir espera que Katharine fuja assim que vislumbrar seu corpo.
Mas seu olhar inabalável faz o sangue dele ferver. E a atração se torna mais quente do que as escaldantes areias do deserto…
Capítulo Um
Ele era chamado de A Fera de Hajar por um motivo. Katharine agora entendia o por que. Zahir S’ad AL Din era tão assustador quanto diziam os boatos. Ele era totalmente diferente do homem que ela conhecera há alguns anos.
Frio, completamente ameaçador. Mas Katharine não podia se dar ao luxo de temê-lo. Afinal, ela estava acostumada com homens frios e ameaçadores.
— Sheik Zahir — começou ela, aproximando-se, a um passo da mesa imponente.
Ele não a encarava, com a cabeça inclinada, continuou focado na folha de papel à sua frente.
— Esperei você entrar em contato comigo. E você não fez isso.
— Não, não entrei. O que me faz imaginar por que você está aqui. Katharine engoliu em seco.
— Para me casar com você.
— É isso mesmo, princesa Katharine? Ouvi rumores de que você estava prestes a fazer isso, mas eu não acreditei. — Ele ergueu a cabeça, e pela primeira vez, Katharine viu seu rosto.
Sim, ele era tão assustador quanto diziam. A pele do lado esquerdo de seu rosto era retorcida, e um dos olhos, não tão vívido quanto o outro. Ainda assim, ela sentia como se ele pudesse ver através dela, como se o acidente que deixara aquele olho opaco também o tornara capaz de enxergar mais do que um mero mortal consegue.
Ele era um fantasma ou algum tipo de Deus que fazia parte de sua lenda, e o observando agora, ela entendia o por que.
— Eu liguei. — Ela não conversara especificamente com Zahir, mas falara com o assistente dele. E também não fora convidada, de fato.
— Não achei que você sairia do conforto do seu palácio e faria uma viagem tão longa apenas para ouvir sua proposta de casamento ser recusada, sendo que já transmiti minha decisão. Ele endireitou os ombros.
— Achei que você me devia uma conversa. Uma conversa pessoal, não apenas sua decisão. E não vim aqui para ser recusada, vim para certificar-me de que o contrato foi honrado. O negócio foi fechado há seis anos...
— Para que você se casasse com Malik. Não comigo.
Pensar em Malik sempre a deixava triste. Mas era uma tristeza por uma vida jovem interrompida, e nada mais. Ele fora seu destino e seu dever por toda a vida adulta, e embora ela tenha gostado e se importado com ele, Katharine não o amara.
A princípio parecia que, ao perdê-lo, tudo mudara que seus horizontes se abriram que poderia existir um futuro diferente para ela. Agora estava claro que nada mudara. Em vez de Malik, era Zahir.
Mas ela ainda estava determinada a ser vendida em casamento em nome de seu país. Ela aceitara seu destino. Inclusive não achara que a mudança de noivo importasse tanto assim.
Observando-o agora, porém, na prática a questão era bem diferente da teoria. Ele era... Ele era muito mais do que ela esperava. Isso nunca teve nada a ver com você. Nem com seus sentimentos. Você precisa estar preparada para ir até o fim.
— Foi o que pensei. Mas quando eu examinei mais atentamente os documentos... — O pai dela cuidou da maior parte do acordo matrimonial entre ela e Malik.

Frio, completamente ameaçador. Mas Katharine não podia se dar ao luxo de temê-lo. Afinal, ela estava acostumada com homens frios e ameaçadores.
— Sheik Zahir — começou ela, aproximando-se, a um passo da mesa imponente.
Ele não a encarava, com a cabeça inclinada, continuou focado na folha de papel à sua frente.
— Esperei você entrar em contato comigo. E você não fez isso.
— Não, não entrei. O que me faz imaginar por que você está aqui. Katharine engoliu em seco.
— Para me casar com você.
— É isso mesmo, princesa Katharine? Ouvi rumores de que você estava prestes a fazer isso, mas eu não acreditei. — Ele ergueu a cabeça, e pela primeira vez, Katharine viu seu rosto.
Sim, ele era tão assustador quanto diziam. A pele do lado esquerdo de seu rosto era retorcida, e um dos olhos, não tão vívido quanto o outro. Ainda assim, ela sentia como se ele pudesse ver através dela, como se o acidente que deixara aquele olho opaco também o tornara capaz de enxergar mais do que um mero mortal consegue.
Ele era um fantasma ou algum tipo de Deus que fazia parte de sua lenda, e o observando agora, ela entendia o por que.
— Eu liguei. — Ela não conversara especificamente com Zahir, mas falara com o assistente dele. E também não fora convidada, de fato.
— Não achei que você sairia do conforto do seu palácio e faria uma viagem tão longa apenas para ouvir sua proposta de casamento ser recusada, sendo que já transmiti minha decisão. Ele endireitou os ombros.
— Achei que você me devia uma conversa. Uma conversa pessoal, não apenas sua decisão. E não vim aqui para ser recusada, vim para certificar-me de que o contrato foi honrado. O negócio foi fechado há seis anos...
— Para que você se casasse com Malik. Não comigo.
Pensar em Malik sempre a deixava triste. Mas era uma tristeza por uma vida jovem interrompida, e nada mais. Ele fora seu destino e seu dever por toda a vida adulta, e embora ela tenha gostado e se importado com ele, Katharine não o amara.
A princípio parecia que, ao perdê-lo, tudo mudara que seus horizontes se abriram que poderia existir um futuro diferente para ela. Agora estava claro que nada mudara. Em vez de Malik, era Zahir.
Mas ela ainda estava determinada a ser vendida em casamento em nome de seu país. Ela aceitara seu destino. Inclusive não achara que a mudança de noivo importasse tanto assim.
Observando-o agora, porém, na prática a questão era bem diferente da teoria. Ele era... Ele era muito mais do que ela esperava. Isso nunca teve nada a ver com você. Nem com seus sentimentos. Você precisa estar preparada para ir até o fim.
— Foi o que pensei. Mas quando eu examinei mais atentamente os documentos... — O pai dela cuidou da maior parte do acordo matrimonial entre ela e Malik.
