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sábado, 30 de maio de 2015

Ilha da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um pacto com o diabo... 

Demorou anos para Louise Frobisher conseguir superar o desastroso caso de amor com Dimitri Kalakos. 
O belo magnata grego havia partido o seu coração, mas ela conseguiu dar a volta por cima. Só que agora ela precisa de ajuda!
A mãe de Louise está muito doente, e ela não tem dinheiro para pagar o tratamento. 
Por isso, oferece à Dimitri o que ele mais desejava — a ilha grega que pertencia à família Kalakos. O reencontro reacende a chama de um amor que parecia ter sido apagada para sempre. 
Será que Dimitri e Louise estão dispostos a brincar com fogo outra vez?

Capítulo Um

As 14h30 de uma clara tarde de verão, Atenas parecia uma fornalha. O calor irradiava da escada que levava à entrada da Kalakos Shipping, e o brilho do sol incendiava as vidraças cor de bronze do edifício. Assim que Louise se aproximou, as portas se abriram automaticamente. 
Lá dentro, a decoração era simples, minimalista, e, graças ao ar-condicionado, o ambiente era fresco como o de uma catedral. A recepcionista elegante, que usava uma maquiagem discreta, recebeu-a com um sorriso. 
— O meu nome é Louise Frobisher. Gostaria de ver Dimitri Kalakos — disse ela em grego. Uma das vantagens de ter crescido como nômade fora desenvolver o dom de aprender outros idiomas. A recepcionista consultou a agenda e franziu as sobrancelhas. 
— Sinto muito, mas seu nome não está na agenda do Sr. Kalakos, Srta. Frobisher. 
— A minha visita é pessoal, não comercial. Garanto que o Sr. Kalakos ficará encantado em me ver. — Ela inventara um pouquinho, contando com a fama de playboy de Dimitri. Com sorte, a recepcionista acreditaria que ela fosse uma de suas inúmeras namoradas. 
Fora por isso que vestira uma saia muito mais curta que de costume e calçara sapatos incrivelmente altos, que alongavam suas pernas, deixara os cabelos soltos e exagerara na maquiagem. 
A sombra cinza realçava o azul profundo de seus olhos e o batom vermelho seguia o tom da saia e da jaqueta. E, para dar sorte, colocara a única jóia que possuía; uma corrente com uma flor de lis de diamantes, que fora de sua avó, Céline. Em algum lugar, ela lera que os impostores se davam bem por se mostrarem absolutamente seguros.
Quando a recepcionista disse que iria consultar a secretária do Sr. Kalakos, Louise riu, ergueu a cabeça e se dirigiu para o elevador. Conhecera os escritórios da Kalakos Shipping havia muitos anos, na época em que sua mãe era amante de Kostas Kalakos, e tinha certeza de que Dimitri estaria ocupando o luxuoso escritório de cobertura que fora de seu pai. 
— Não há dúvida de que Dimitri desejará me receber. Aposto que ele não vai querer que nos perturbem por algum tempo — ronronou Louise. 
Para seu alívio, a recepcionista não tentou detê-la, mas, assim que entrou no elevador, ela perdeu a pose e se sentiu tão insegura como fora aos 19 anos. Ainda se recordava nitidamente da briga que tivera com Dimitri sete anos antes, e a lembrança da raiva que ele demonstrara e da própria humilhação lhe causavam um nó no estômago. O elevador era claustrofóbico, mas Louise respirou profundamente e tentou se acalmar. 
Dimitri representava a esperança de que pudesse salvar sua mãe. Era fundamental que se mantivesse calma e controlasse as emoções que oscilavam entre o medo e a expectativa de vê-lo novamente depois de tanto tempo.