1- ABIGAIL
Antes de conhecer pessoalmente Abigail O’Hurley Rockwell, viúva do campeão de Fórmula Chuck Rockwell, Dylan Crosby estava certo de que ela não passava de mais uma golpista coberta de joias e roupas de grife.
Ao passar uma temporada na fazenda de Abby para escrever biografia definitiva de Chuck, Dylan reforça sua crença de que ela sempre fingiu ser uma mulher simples e a mãe dedicada de dois meninos, Ben e Chris, que mal conheceram o pai.
Mas por que dissimular o tempo todo? Afinal, o que haveria a esconder?
E o pior de tudo: por que Dylan acreditava cada vez mais em tais mentiras? Eu gostei muito dessa e das outras histórias desse quarteto. Eu li o original. Nessa primeira esse escritor jura de pé junto que a Abigail é uma farsante e que o marido dela era um homem bom, ele acredita que ela era uma exploradora, folgada que vive no luxo, mas ele se apaixona ( e continua resistindo pois acha que ela é uma fraude) e a história é uma graça.
As heroínas são trigêmeas, filhas de Frank e Molly e eles são artistas itinerantes.
Depois que elas crescem, param de fazer esses espetáculos com os pais e cada livro conta uma história, no quarto é a história do irmão delas, Trace, que é o mais velho.
Capítulo Um
Aquele não ia ser um dia normal. Depois de ter tomado aquela decisão, passaria muito tempo até que as coisas voltassem ao normal.
E só esperava estar fazendo realmente a coisa certa. Abby selou seu cavalo no tranqüilo e silencioso ambiente do estábulo. Talvez fosse um engano escapar no meio do dia, quando ainda tinha tantas coisas para fazer, mas precisava.
Uma hora sozinha, longe da casa e das obrigações, parecia-lhe o maior dos luxos.
Vacilou um instante, sacudiu a cabeça e colocou a sela.
Se pensava desfrutar de uma hora sozinha, faria com todo tipo de luxos.
Riu de si mesma ao dar-se conta de que aquela era uma frase própria de seu pai. Além disso, se o senhor Jorgensen tinha verdadeiro interesse em comprar um potro, voltaria a ligar mais tarde.
Devia atualizar os livros de contabilidade e pagar algumas contas já vencidas.
Mas teria tempo de encarregar-se daquelas tarefas pendentes. Naquele momento, a única coisa que desejava era cavalgar sem destino.
Rodeou dois dos cubículos do estábulo e tirou seu cavalo ruano para fora. A respiração do animal se transformava em vapor enquanto ela checava a sela pela segunda vez.
— Vamos, Judd — com a desenvoltura proporcionada pela vasta experiência, montou na cela e encaminhou-se para o sul.
Não se podia cavalgar muito rápido porque a neve e a terra se mesclaram até formar um escorregadio lodaçal. O ar era gelado e úmido, quase desagradável, mas Abby desfrutava de uma emocionante sensação de antecipação.
As coisas estavam mudando, e isso não era tudo o que alguém em sua situação podia desejar?
Tudo parecia mudar rapidamente e afinal ia conseguir algo que sempre tinha considerado fora de seu alcance: liberdade.
Talvez, ter aceitado ser entrevistada para aquele livro lhe proporcionasse parte dela.
No momento era uma esperança. Mas as dúvidas com as quais convivia desde que tinha chegado a um acordo com a editora continuavam incomodando-a.
Seria o correto?
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2- MADDY
Quatro irmãos fascinantes criados nos palcos.
Quatro histórias de amor e perseverança.
O que pode acontecer quando duas pessoas tão diferentes quanto o Sol e a Lua se apaixonam?
Maddy O´Hurley ousou sonhar… e seu sonho a levou à Broadway, ao fantástico mundo dos musicais.
Reed Valentine, principal executivo da Valentine Records, pensava apenas em negócios.
Com isso, havia se esquecido de que a vida também é feita de emoção e ternura.
Entre os compassos da coreografia ensaiada por Maddy e os planos de Reed para o lançamento da trilha sonora do musical, ambos começam a vivenciar um sentimento que, quanto mais é evitado, mais forte se torna.
Porém, mesmo disposta a correr todos os riscos, Seria Maddy capaz de despir Reed da pesada armadura que o impedia de se entregar ao amor?
Capítulo Um
-Cinco, seis, sete, oito! Doze pares de pés ressonavam no chão de madeira ao uníssono.
O eco era maravilhoso. Os doze corpos giravam e saltavam como se fossem um sozinho.
Os espelhos repetiam ao infinito suas imagens.
Flutuavam os braços, as pernas, elevavam-se as cabeças, giravam, caíam…
O aroma era o teatro, o musical. O piano lançava incansável as notas, e a melodia parecia flutuar suspensa no ar da velha sala de ensaios.
Muitas estrelas tinham ensaiado e treinado ali. Incontáveis bailarinos e bailarinas haviam trabalhado naquela atividade até a dor, até que seus músculos já não podiam mais.
O ajudante de coreografia, com os vidros dos óculos embaçados pelo sufocante calor, golpeava ritmicamente o chão enquanto gritava os movimentos.
A seu lado estava o coreógrafo chefe, a pessoa que tinha desenhado e concebido a dança, olhando tudo com olho alerta, atento. -Alto! Cessou a música do piano. interrompeu-se o ensaio.
Os bailarinos relaxaram com uma mescla de alívio e esgotamento.
-Muito lento. Os bailarinos, ainda um único organismo, elevaram os olhos ao céu.
O coreógrafo os observou ainda durante um momento antes de dar o sinal de cinco minutos de descanso. Os doze corpos se deixaram cair contra a parede, dobrando-se ou estirando-se, dando-se massagens nos tornozelos, flexionando e relaxando os músculos.
Conversaram um pouco. Não muito, porque o fôlego era um bem prezado e teriam que reservá-lo para o esforço.
O chão de madeira, arranhado, revelava as marcas de centenares de outros espetáculos.
Mas somente havia um que importasse naquele instante: aquele no que estavam trabalhando.
-Quer um pouco?
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3- CHANTEL
Linda e talentosa, Chantel O’Hurley era uma grande estrela das telas de cinema sempre presente nas fantasias masculinas.
Atrair e ser adorada eram parte de seu trabalho.
Mas ser perseguida por um fã obsessivo já era algo bem diferente… Por isso, ela precisa de um guarda-costas.
E rápido. Quinn Doran não era um homem especialmente bonito, mas tinha um charme irresistível.
E, embora arrogante, era a melhor proteção que o dinheiro podia pagar.
Apesar de se desafiarem a todo momento para de-cidirem quem estava no comando, era inegável que a atração pulsava entre Quinn e Chantel.
E cada vez com mais intensidade.
Diante da ameaça, Chantel não tinha alternativa senão ser acompanhada por Quinn durante a produção de seu novo filme. Para eles, sustentar um aparente relacionamento apaixonado não seria difícil.
Na verdade, era perfeito e provocante.
A dificuldade estaria em resistir à tentação de cruzar a fronteira entre a realidade e a ficção.
Capítulo Um
A casa era grande, fresca e branca. Nas primeiras horas da manhã uma brisa entrava pelas portas do terraço que Chantal tinha deixado abertas.
Mais à frente do jardim, oculto da casa principal pelas árvores, havia um mirante pintado de branco, com glicínias que subiam por suas grades. No lado leste da grama havia uma elaborada fonte de mármore.
Nesse momento não funcionava. Raramente pedia que a ativassem quando se encontrava sozinha.
Perto estava a piscina octogonal de pedra, circundada por um pátio amplo e flanqueada por outra casa branca menor.
Do outro lado de um arvoredo havia uma pista de tênis, embora ha semanas que não tinha tempo nem vontade de empunhar uma raquete.
A propriedade era rodeada por uma cerca de pedra, o dobro da altura de um homem, que dependendo das circunstâncias lhe davam a sensação de segurança ou de estar presa.
Não obstante, dentro da casa, com seus tetos altos e frescas paredes brancas, freqüentemente esquecia a existência da cerca, do sistema de segurança e da cancela eletrônica; era o preço que pagava pela fama que sempre quis.
Os alojamentos dos criados estavam na ala oeste, no andar de baixo.
Nesse momento ali nada se mexia. Acabava de amanhecer e estava sozinha.
Havia ocasiões em que Chantal preferia dessa maneira.
Enquanto ajeitava o cabelo sob um chapéu, não se incomodou em observar o resultado no enorme espelho de seu closet.
Tinha escolhido a saia comprida e os sapatos baixos por comodidade, não elegância.
O rosto que tinha destruído corações de homens e despertado a inveja de mulheres não estava maquiado. Protegeu-se abaixando a aba do chapéu e colocando uns óculos de sol enormes.
Enquanto recolhia a bolsa que acreditava, continha tudo o que ia necessitar para o dia, soou o interfone que havia junto à porta. Olhou a hora. Cinco e meia.
Logo apertou o botão.
-Pontual.
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4- TRACE
Faz muito tempo que Trace O´Hurley deixou para trás sua família de artistas itinerantes para seguir uma carreira muito mais ousada… como espião.
Agora, porém, chegou a hora de encerrá-la, e tirar longas e merecidas férias.
Entretanto, Gillian Fitzpatrick está decidida a convencer Trace a resgatar seu irmão, seqüestrado por uma organização terrorista.
Ela sabe que Trace é o único com a força, a coragem e a técnica necessárias para levar a cabo essa arriscada investigação.
Por isso, não medirá esforços para persuadi-lo.
Logo eles se veem envolvidos em uma perigosa trama… e cada vez mais próximos da paixão.
Capítulo Um
O uísque era barato e mordia como uma mulher irada. Risque respirou através dos dentes e esperou morrer.
Ao não fazê-lo, serve-se outra taça da garrafa, recostou-se na cadeira e contemplou a extensão aberta do Golfo do México.
A suas costas, a pequena cantina se preparava para o negócio da noite.
Na cozinha se fritavam frijoles e apimentadas. O aroma de cebola chegava com força e competia com o de licor e tabaco.
As conversações se mantinham em um espanhol rápido que Risque entendia e soslayaba. Não queria companhia. Queria o uísque e a água.
O sol era uma bola vermelha sobre o golfo. Nuvens baixas titilavam com tonalidades rosadas e douradas.
O fogo do uísque se assentava em um calor agradável e cômodo em seu estômago. Risque O'Hurley estava de férias, e Por Deus que pensava as desfrutar.
Os Estados Unidos se achavam a um trajeto curto de avião. Fazia anos que tinha deixado de pensar neles como em seu lar... ou ao menos se convenceu disso.
Tinham passado doze anos desde que zarpou de São Francisco sendo um jovem idealista dominado pela culpabilidade e impulsionado pelos sonhos.
Tinha visto Hong Kong e Singapura. Durante um ano tinha viajado pelo Oriente, ganhando-a vida com seu engenho e o talento que tinha herdado de seus pais.
De noite havia meio doido em salões de hotel e em tugúrios, enquanto pelo dia assimilava as vistas e os aromas estrangeiros.
Logo tinha estado em Tóquio. Havia meio doido música americana em um pequeno antro, com a idéia de atravessar a Ásia. Simplesmente tinha sido questão de achar-se no lugar adequado no momento adequado. Ou ao reverso. Nos bares as brigas eram assíduas.
Frank O'Hurley lhe tinha ensinado a seu filho muito mais que saber manter o ritmo.
Risque sabia quando golpear e quando retirar-se. Não tinha sido sua intenção salvar a vida do Charlie Forrester. E certamente não tinha sabido que Forrester em um agente americano.
«O destino», pensou nesse momento, enquanto observava o sol vermelho aproximar-se mais ao horizonte. Era o destino o que o tinha levado a desviar a faca destinada ao coração do Charlie. E no destino, com seus intuitos caprichosos, que o tinha enredado no sombrio jogo da espionagem.
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Série Os O’Hurley
1- Abigail
2- Maddy
3- Chantal
4- Trace
Série Concluída



