Eles não sabiam a força que tinha uma paixão.
Aurora sempre registrou os segredos mais íntimos em seus diários e ficou horrorizada quando descobriu, ao voltar de uma longa viagem, que seu bem mais precioso fora parar inadvertidamente nas mãos de Luke kirwan.
Agora, para Aurora conseguir obter os diários de volta teria de aceitar uma condição: sair com ele!
Mas um encontro levou a outro, e Aurora se deu conta de que não queria que a chantagem de Luke terminasse.
Por outro lado, ele deixara claro que casamento era algo fora de questão.
E Aurora começou a imaginar o que aconteceria se resolvesse virar o feitiço contra o feiticeiro!
Se Luke quisesse continuar a sair com ela, teria de ser com uma condição...
Capítulo Um
— Pelo amor de Deus, Luke — disse Jack Barnard em voz baixa, enquanto via se afastar dali uma das mulheres mais antipáticas que havia visto em toda a vida —, por que você ainda trabalha com essa... Essa bruxa? Parece até que eu preciso derrotar um exército para falar com você!
Luke Kirwan olhou desconfiado para o amigo e pegou a lista de recados que a secretária havia lhe entregado antes de voltar para dentro da casa.
— Você está falando da Sra. Hillier? — ele murmurou.
— Posso garantir uma coisa, Jack: ela é a pessoa perfeita para quem quer... — ele hesitou por um segundo — Proteger-se contra o assédio das mulheres. Jack Barnard ouviu atentamente o argumento do amigo e deu uma sonora risada.
— Você não vai me dizer que elas ainda correm atrás de você! Bom, se fosse comigo eu não me incomodaria nem um pouco. Jovens bonitas, doces e elegantes querendo a minha companhia... Mas, pensando bem, com uma mulher como Leonie Murdoch, talvez as coisas sejam diferentes. Tudo isto é por causa dela?
— Jack fez um gesto abrangendo a casa atrás deles e o jardim que a circundava. Luke balançou a cabeça num gesto que tanto poderia ser afirmativo quanto negativo.
Percorreu rapidamente com o olhar a casa que havia comprado recentemente.
Era um sobrado simpático e vistoso no alto de Manly Hill, um bairro de Brisbane com uma bela vista para o mar.
Da varanda da casa, onde ele tomava uma cerveja em companhia de seu velho amigo Jack Barnard, que era também seu advogado, os dois desfrutavam da bela vista da baía.
— Talvez eu esteja realmente fazendo tudo isto por ela — disse Luke, após um longo período de reflexão. — Eu achei que esta casa seria um bom investimento, mas depois percebi que seria um lugar interessante para morar. Jack Barnard olhou intrigado para o amigo.
Era difícil acreditar que ele estava diante de um professor de física, e um dos mais jovens que lecionavam na universidade.
Luke Kirwan tinha o tipo físico oposto ao da maioria dos professores, em geral intelectuais e avoados.
Alto, esbelto, com a pele corada e a agilidade de um lutador de esgrima, seus penetrantes olhos negros lhe conferiam um ar de arrogância.
Aliada a esta energia estava uma mente brilhante e a capacidade de ler os pensamentos de pessoas que o tratavam com indiferença.
Seu amigo Jack Barnard constatava, com inveja, que ele era o tipo de homem que encantava as mulheres.
E Jack sabia bem que ele próprio representava o modelo comum dos professores. Era uma pessoa distante e retraída.
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