
Sofisticação e sensualidade em cenários internacionais.
Eles aceitaram participar de um jogo perigoso para seus corações...
O último obstáculo entre Dante Carrazzo e sua vingança é Mackenzi Keogh, a mulher misteriosa que lhe proporcionou a melhor noite de paixão de sua vida.
Ela fará qualquer coisa para salvar seu hotel, e ele pretende utilizar isso a seu favor. Dante está disposto a negociar... Se Mackenzi se tornar sua amante!
Ela sabe que ele não é digno de confiança, mas o prazer que Dante lhe oferece é intenso demais... Porém, um acontecimento inesperado pode pôr seus planos em risco...
Somente a vingança manterá aceso o fogo do desejo.
Por pura vingança
Capítulo Um
Os limpadores do pára-brisa da possante BMW lutavam inutilmente para manter a transparência do vidro, na chuva torrencial e incessante.
Apesar de a intensa luz dos faróis tentar atravessar a neblina densa que se formava na noite, pouco mais avistava além das sombras das frondosas copas das árvores que ladeavam a estrada nas colinas de Adelaide.
Se havia por ali um hotel boutique, seria muito difícil vê-lo, pensou Dante Carrazzo, em um estado de espírito tão agradável quanto à tenebrosa neblina.
A cada nova curva sua frustração aumentava: só conseguia ver as faixas brancas do asfalto que se perdiam à frente na estrada.
O cansaço começava a dominá-lo após oito horas ao volante. Principalmente depois de passar o dia batalhando para negociar as taxas e impostos com a secretaria de administração da cidade de Quinn.
Dante esforçava-se para manter-se alerta e tentava se convencer de que, apesar de ter passado muito tempo desde a última vez que estivera por ali, encontrava-se na estrada certa. O hotel deveria estar em algum lugar escondido pelo nevoeiro.
A tímida visão de uma área iluminada quase passou despercebida. Com um protesto silencioso ele manobrou o carro na primeira oportunidade e retornou para onde vira as luzes.
Ashton House...
Até que enfim!
Ocultada pela neblina, a mansão antiga, transformada em um hotel boutique, mais parecia um sinistro castelo assombrado.
Dante estacionou o carro e suspirou com um desgosto profundo por conta das lembranças amargas que o lugar lhe trazia.
"Tudo bem. Vamos em frente''', disse a si mesmo e desceu do veículo.
Apesar do nevoeiro e da friagem da chuva a castigar o rosto, ele apanhou a mala do bagageiro e cruzou com rapidez o curto espaço até o hall da entrada principal, construído no formato de arco. Tocou a campainha, enquanto aproveitava para secar com um lenço o excesso de umidade do paletó. Aguardou precisamente dez segundos antes de repetir o toque.
Finalmente, o recepcionista noturno surgiu e, depois de convidá-lo a entrar, fechou a porta.
— Eu tenho uma reserva para hoje — revelou Dante, confortado com o calor aconchegante do interior do ambiente.
— Vou confirmar para o senhor — declarou o funcionário, posicionando-se atrás do balcão de madeira polida da recepção. — Embora eu desconfie de que o hotel já esteja lotado.
Dante o fitou com tamanha fúria que o rapaz até se assustou:
— Por acaso não está me dizendo que alugou o quarto que eu reservei, está?
O recepcionista consultou a tela do computador e murmurou com a voz enfraquecida:
— Vou verificar num instante, senhor... Qual é mesmo o seu nome?
— Eu não disse. Meu nome é Carrazzo. Dante Carrazzo.