
Amor ou vingança?
Criada em orfanatos, Charlotte aparentava ser uma mulher forte e bem-resolvida, mas na verdade era vulnerável e solitária.
Embora ansiasse por viver um grande amor, jurara que nunca mais correria o risco de ser magoada...
Até que o encantador e sensual Daniel a fez acreditar que podia voltar a confiar em alguém!
Mas será que valeria a pena?
Tudo em Charlotte intrigava Daniel, até mesmo a misteriosa amizade com seu meio-irmão.
Não demorou muito para que a busca de Daniel pela verdade desvendasse o passado obscuro de sua própria família e o aproximasse cada vez mais de Charlotte.
Mas um ato de traição iria forçar a mulher a quem ele amava a escolher: ou se vingaria das pessoas que a haviam magoado ou confiaria nele com toda a força de sua alma!
Capítulo Um
Você está me ouvindo? Daniel Westfield levantou os olhos do relatório financeiro como se sua mãe pudesse vê-lo através do telefone.
— O que você estava dizendo?
— Alguma vez Erik mencionou o nome Charlie para você?
— Não, por quê?
— Toda vez que ligo no dormitório da faculdade, dizem que ele saiu com Charlie.
Daniel voltou a atenção para os documentos em seu colo. Por que ia se preocupar com o telefonema da mãe? Ela nunca fazia nada, exceto reclamar.
— Deve ser um dos colegas de faculdade de Erik. Mônica Lawson foi direto ao ponto.
— E há uma outra coisa que me preocupa. Daniel respirou fundo.
— Sim, mãe.
— Erik não liga para Cíntia Farns há um mês. Era esperado que anunciassem o noivado assim que ele se formasse.
— Mãe, ele está se preparando para os exames finais. Não tem tido tempo de vir para casa todo final de semana. E precisa se formar se vai sustentar Cíntia depois que se casarem.
— Bem, acho que você devia ir a Nova Jersey nesse fim de semana, visitar seu irmão. Verificar quem é esse amigo misterioso dele.
Daniel suspirou.
— Tudo bem. Irei na sexta. Mas não vou ficar. Tenho uma reunião no sábado cedo e, claro, terei que voltar a tempo para sua festa.
— A festa... — disse ela, pensativa. — Por que você não diz a Erik para trazer o amigo? Dessa forma, posso conhecê-lo.
— Darei o recado.
— Obrigada, querido.
Daniel desligou e retornou ao trabalho. Sua mãe achava que ele não tinha mais nada a fazer do que espionar seu irmão de vinte e dois anos?
O carro prata esporte andava em alta velocidade antes de morrer inexplicavelmente. Um cheiro de gasolina encheu o ar.
Erik virou-se para a pessoa ao volante e gritou:
— Troquei a embreagem na semana passada, Charlie! Avisei para ir devagar com o câmbio.
Charlie levantou o queixo, indignada. Então caiu na risada.
— Fui delicada com o câmbio.
— Não. Não foi. Ou a embreagem não teria quebrado de novo. Ela pousou as mãos no volante e deu de ombros.
— Aceite isso, Erik. Nunca vou aprender a dirigir um carro com marchas. E qual o problema?
— Algum dia você pode estar dentro de uma Ferrari conversível.
Charlie recostou-se no banco e olhou para sua calça jeans desbotada e a jaqueta surrada. Uma Ferrari... Não poderia nem mesmo pagar o seguro. Sorte ter conseguido comprar uma bicicleta de segunda mão.
— Oh, claro, Erik. Uma Ferrari combinará com o bairro onde moro. Vou estacioná-la bem na frente da minha espaçosa quitinete.
— Eu já lhe disse, Charlie...
—Não!
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