Donovan conseguia despertar em Marian um desejo alucinado
Dois corações e um amor quase impossível.
Uma grande humilhação marcou a vida de Marian Bradley: seu marido morrera nos braços de uma prostituta! E agora o destino teimava em magoá-la ainda mais, pois sua empresa, a Petróleo Bradley, estava falindo.
Desesperada ela recorreu ao governo de Oklahoma, que enviou o engenheiro Donovan Powers para ajudá-la.
A atração entre Marian e Donovan foi instantânea, mas sua desilusão com os homens não lhe permitia aceitar a paixão que a estava queimando por dentro.
Poderia uma mulher de 35 anos amar um homem mais novo? Os beijos de Donovan diziam desesperadamente que sim, prometendo a Marian o paraíso…
Capítulo Um
— Ladrões?! — Marian Bradley, pareceu engasgar com a palavra.
Donovan Powers ficou observando aquela mulher, sentada muito empertigada atrás da mesa de imitação de nogueira. De repente, ela inclinou-se para a frente, pondo-se a tamborilar nervosamente os dedos, de unhas curtas e sem esmalte, sobre o tampo de fórmica.
— Meu rapaz — ela falou, com a voz já controlada —, caso não saiba, John Wayne está morto. Isto aqui não é um filme de cowboy, e nem estou com ânimo para brincadeiras. Não teria solicitado um especialista em máquinas, se não estivesse profundamente preocupada com os problemas que vêm ocorrendo na minha companhia.
Era irônico ser chamado de “meu rapaz” por uma mulher que não parecia ser mais que dois ou três anos mais velha, pensou Donovan, divertido. Fazia-o sentir-se como um garoto de ginásio, em vez de um homem de trinta anos. Mas talvez fosse esse o efeito que ela esperava conseguir, uma última estocada que lhe permitisse conservar a dignidade, embora estivesse necessitando de sua ajuda. Marian Bradley dava-lhe a impressão de ser a espécie de pessoa que odiava a idéia de não conseguir resolver seus próprios problemas.
A determinação e decisão estavam presentes no contorno firme e reto de seu maxilar, enquanto empurrava a cadeira giratória para trás e começava a atravessar, de um lado a outro, o estreito escritório, com passadas agitadas mas decididas. A firmeza do queixo contrastava com a delicadeza de suas feições e porte. Não era o que se poderia chamar de uma mulher bonita, no conceito comum de beleza, porém havia um certo encanto naquele rosto bronzeado, onde brilhavam olhos azuis. Obviamente, ela passava grande parte do tempo ao ar livre; o mesmo sol que lhe dourara as faces colocara reflexos de luz em seus cabelos castanhos, caídos em ondas pelos ombros. Uma mulher muito charmosa… e forte, decidiu Donovan, com aprovação.
E Marian Bradley teria que ser realmente forte, se quisesse salvar seu negócio, pensou ele, observando o escritório. Com exceção de um pequeno lavabo, a matriz da Companhia de Petróleo Bradley estava instalada num único aposento, acanhado e em desordem. Nas paredes revestidas de painéis de madeira, esburacados por percevejos e pregos, havia restos de fita adesiva com as quais tinham sido pregadas fotos aéreas e mapas de regiões do Leste do Estado de Oklahoma.
O interior escuro recebia luz apenas de uma das duas estreitas janelas situadas atrás da escrivaninha; a outra estava quase completamente obstruída pelo aparelho de ar condicionado, que roncava e gotejava, produzindo uma corrente de ar morno. Um calendário, mostrando uma reprodução de arte celta, estava pendurado num gancho, perto do pôster de um gatinho agarrado num galho de árvore, com a inscrição: “Agarre firme!”. Donovan ficou a pensar há quanto tempo Marian estaria se agarrando em seu empreendimento, tentando não cair.
Era claramente visível que a companhia nunca fora próspera, apesar dos mapas indicando uma intensa atividade exploratória em vários poços. Mas se algum deles tivesse compensado o esforço e o investimento, com certeza a firma teria se transferido para escritórios melhores e mais espaçosos, livres dos odores de peixe frito e gordura que subiam do andar inferior, ocupado por uma espécie de lanchonete.
Poderia uma mulher de 35 anos amar um homem mais novo? Os beijos de Donovan diziam desesperadamente que sim, prometendo a Marian o paraíso…
Capítulo Um
— Ladrões?! — Marian Bradley, pareceu engasgar com a palavra.
Donovan Powers ficou observando aquela mulher, sentada muito empertigada atrás da mesa de imitação de nogueira. De repente, ela inclinou-se para a frente, pondo-se a tamborilar nervosamente os dedos, de unhas curtas e sem esmalte, sobre o tampo de fórmica.
— Meu rapaz — ela falou, com a voz já controlada —, caso não saiba, John Wayne está morto. Isto aqui não é um filme de cowboy, e nem estou com ânimo para brincadeiras. Não teria solicitado um especialista em máquinas, se não estivesse profundamente preocupada com os problemas que vêm ocorrendo na minha companhia.
Era irônico ser chamado de “meu rapaz” por uma mulher que não parecia ser mais que dois ou três anos mais velha, pensou Donovan, divertido. Fazia-o sentir-se como um garoto de ginásio, em vez de um homem de trinta anos. Mas talvez fosse esse o efeito que ela esperava conseguir, uma última estocada que lhe permitisse conservar a dignidade, embora estivesse necessitando de sua ajuda. Marian Bradley dava-lhe a impressão de ser a espécie de pessoa que odiava a idéia de não conseguir resolver seus próprios problemas.
A determinação e decisão estavam presentes no contorno firme e reto de seu maxilar, enquanto empurrava a cadeira giratória para trás e começava a atravessar, de um lado a outro, o estreito escritório, com passadas agitadas mas decididas. A firmeza do queixo contrastava com a delicadeza de suas feições e porte. Não era o que se poderia chamar de uma mulher bonita, no conceito comum de beleza, porém havia um certo encanto naquele rosto bronzeado, onde brilhavam olhos azuis. Obviamente, ela passava grande parte do tempo ao ar livre; o mesmo sol que lhe dourara as faces colocara reflexos de luz em seus cabelos castanhos, caídos em ondas pelos ombros. Uma mulher muito charmosa… e forte, decidiu Donovan, com aprovação.
E Marian Bradley teria que ser realmente forte, se quisesse salvar seu negócio, pensou ele, observando o escritório. Com exceção de um pequeno lavabo, a matriz da Companhia de Petróleo Bradley estava instalada num único aposento, acanhado e em desordem. Nas paredes revestidas de painéis de madeira, esburacados por percevejos e pregos, havia restos de fita adesiva com as quais tinham sido pregadas fotos aéreas e mapas de regiões do Leste do Estado de Oklahoma.
O interior escuro recebia luz apenas de uma das duas estreitas janelas situadas atrás da escrivaninha; a outra estava quase completamente obstruída pelo aparelho de ar condicionado, que roncava e gotejava, produzindo uma corrente de ar morno. Um calendário, mostrando uma reprodução de arte celta, estava pendurado num gancho, perto do pôster de um gatinho agarrado num galho de árvore, com a inscrição: “Agarre firme!”. Donovan ficou a pensar há quanto tempo Marian estaria se agarrando em seu empreendimento, tentando não cair.
Era claramente visível que a companhia nunca fora próspera, apesar dos mapas indicando uma intensa atividade exploratória em vários poços. Mas se algum deles tivesse compensado o esforço e o investimento, com certeza a firma teria se transferido para escritórios melhores e mais espaçosos, livres dos odores de peixe frito e gordura que subiam do andar inferior, ocupado por uma espécie de lanchonete.

