Willy ignorava a força da paixão daquele homem. Bain Scott tenta ignorar a presença sedutora de Willy. O corpo delicado, estirado sob o sol de verão, o enlouquece, fazendo-o delirar de desejo.
Será que Willy não percebe o quanto é atraente? Será que não percebe o quanto é uma mulher bonita e sensual?
Desde que chegara à ilha, resistira à tentação de tocá-la, de envolvê-la nos braços.
Mas agora acabaria de vez com esta tortura: iria possuí-la, livrá-la da proteção do minúsculo biquíni!
Capítulo Um
Willy podia pensar numa série de motivos que a fizessem levantar daquela rede imediatamente e entrar em casa.
A maré alta havia levado um pouco mais da areia da praia para o mar, durante a noite, as fotografias aéreas, que custaram uma fortuna, estavam todas espalhadas sobre a mesa do café, sem que ela tivesse vontade de tocá-las. Fora isso, vários pratos sujos a esperavam dentro da pia da cozinha e, a casa...
Contudo, não lhe faltavam bons motivos para continuar deitada. Um deles era a brisa que a refrescava; o outro era que, se entrasse em casa, não ouviria o barulho do avião que estava esperando.
Olhou para o bando de corvos que viera se instalar na árvore sobre sua cabeça e gritou irritada:
— Será que vocês não percebem que estou aqui. Não têm outro lugar para fazer bagunça? Ofendidos por aquela explosão de mau humor, os bichos levantaram vôo.
Nesse instante, um avião cruzou o céu, Willy olhou para cima intrigada ao perceber que aquele não era o avião do Departamento de Inspeção da Secretaria do Interior. Levantou-se da rede e preparou-se para sair.
As chaves já estavam no carro e, os sapatos, na varanda. Talvez fosse melhor vestir uma camiseta, já que seu inquilino pertencia ao Departamento de Estado.
Além do mais, fosse ele quem fosse, um membro do gabinete ou um senador, deveria recebê-lo decentemente, mantendo as aparências, pelo menos nos primeiros dias. Não podia se dar ao luxo de perder o contato que tinha com Washington, pois através dele é que conseguia o dinheiro que necessitava para viver.
Bainbridge Scott esperou até que o avião parasse completamente, para depois apanhar sua bengala. Aquele fora um dia difícil e cansativo: deixara o hospital, despistara mais um repórter, dera os últimos telefonemas, preparara as malas e fechara o seu apartamento para o verão.
Isso, sem falar na viagem que enfrentara até ali. Primeiro voara tranquilamente num avião da Força Aérea, que o levara até a cidade de Langley, mas, depois, tivera que subir neste Cessna 172, para quatro passageiros e a posição incômoda que fora obrigado a manter durante a viagem, fez com que sua perna começasse a latejar sem parar.
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