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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Cenário de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






Certinha e eficiente, até ser seduzida pelo belo chefe italiano!

Katie Bannister é responsável, discreta e retraída.
Ela e Rigo Ruggiero, seu chefe moreno, perigoso, ousado e diabolicamente bonito, vivem em mundos opostos.
Quando Katie começa a conhecer sua vida glamourosa, se sente bem deslocada.
Mas como assistente de Rigo, ela não pode se esconder, por mais que queira…
Ao acompanhá-lo em uma visita ao seu palácio na Toscana, Katie o vê como um lobo em seu território.
Finalmente, Rigo está à vontade em casa.
E pronto para desabotoar o uniforme da Srta. Certinha!

Capítulo Um

Seis horas e quinze minutos na mesma cadeira dura, à mesma mesa, no mesmo escritório frio, na mesma cidade do Norte... Katie perdera a vontade de viver.
Praticamente... Marcar uma conferência telefônica com o signor Rigo Ruggiero, em Roma, era uma dor de cabeça até mesmo para uma jovem e tenaz advogada como Katie Bannister, pois antes era necessário passar pelo exército de funcionários arrogantes de Ruggiero. 
Quero conversar com ele pessoalmente, ela gritava por dentro, mas por fora mantinha a calma. Precisava demonstrar serenidade, pois era uma profissional respeitada. Sem vida pessoal, claro... Sem vida pessoal?
Mas isso não devia ser uma coisa boa, não facilitaria tudo? Infelizmente, Katie era dona de uma imaginação fértil e vivia num mundo paralelo, de fantasia, e isso costumava causar-lhe problemas. 
Na sua posição, num escritório pequeno, Katie não deveria lidar com um cliente tão importante, mas aquele era um assunto trivial — pelo menos de acordo com o advogado mais experiente da firma —, e se ela quisesse subir na vida profissionalmente deveria agarrar tal oportunidade com unhas e... 
— Pronto... Finalmente! — Signor Ruggiero? 
— Si... 
Ao ouvir aquele tom de voz profundo, Katie sentiu um arrepio na espinha. No entanto, um instinto visceral não seria suficiente. 
O tom de voz provaria a identidade de alguém por telefone? Falar italiano era sexy, muito sexy... Organizando seus pensamentos, Katie pegou suas anotações e seguiu em frente. 
Ganhando pontos a seu favor, o signor Ruggiero respondia a todas às perguntas de Katie com detalhes e educadamente. 
Porém, para o seu desespero, a imaginação dela não parava de trabalhar: alto, moreno e lindo... Ainda assim, ela se saía melhor que o esperado, principalmente após a luta de Katie com os subalternos do signor Ruggiero. 
Naquele momento, tratava-se de informar ao ricaço italiano que ele passara a ser o principal herdeiro do seu falecido irmão. 
— Do meu irmão de criação — ele corrigiu. O tom de voz de barítono de Ruggiero parecia de aço naquele momento. Ele soava distante, frio e desinteressado. 
Um homem tão difícil de ser contatado não estaria interessado em jogar conversa fora, pensou Katie, desculpando-se: 
— Peço perdão, signor Ruggiero. O seu irmão de criação, claro... 
Enquanto a conversa seguia em frente, Katie coletava novos dados. Aliás, ela era ótima em ler os significados ocultos nas vozes das pessoas. 
O tempo que passou estudando para ser cantora de ópera num dos maiores conservatórios do mundo afiara os seus ouvidos, tornando-a capaz de avaliar uma entonação imediatamente, e a de Ruggiero era charmosa e mortífera. 
— Podemos ir direto ao assunto, signorina Bannister? E deixar de lado esse juridiquês? 
— Claro..

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cenário De Sedução



Seu chefe vai trocar contratos... por champanhe?

Tom Maddison estava acostumado a tomar todas as decisões, até seu casamento de fachada desmoronar.

Mas ao invés de cancelar a lua de mel, ele levou toda a diretoria de sua empresa, incluindo Imogen, sua secretária certinha, para uma viagem tropical de negócios!

Ela sempre tivera uma queda por Tom, mas ele a via somente como uma funcionária supereficiente e nada sexy!

Entretanto, ao chegarem à ilha, as areias brancas e as lagoas azul-turquesa começaram a lançar sua magia sobre Tom e Imogen...

Capítulo Um

— Onde você gostaria de passar sua lua de mel?
Imogen estacou, surpresa, o braço ainda estendido para entregar uma pasta cheia de documentos ao chefe, do outro lado da mesa.
— Lua de mel? — ela repetiu, cautelosa, se perguntando se ouvira bem a pergunta.
Não era do feitio de Tom Maddison fazer perguntas pessoais, menos ainda tão inesperadas.
Algumas vezes, em uma manhã de segunda-feira, ele se lembrava de perguntar a ela se tivera um bom final de semana, mas nunca parecera se importar muito com a resposta. Imogen sempre lhe respondia a mesma coisa nessas ocasiões
— "Sim, obrigada" — mesmo se o final de semana houvesse sido um desastre, como era bastante comum.
— Sim, lua de mel — disse Tom com uma ponta de impaciência. Ele pegou a pasta e abriu-a. — Você sabe, depois que se casar.
— Ahn... Eu não vou me casar — respondeu Imogen.
Até seria bom se tivesse uma oportunidade, ela pensou ironicamente.
Todos os seus amigos pareciam estar se assentando, mas ao que parecia estava condenada a permanecer solteira — e não era por falta de tentativa, não importava o que pudesse dizer Amanda, sua melhor amiga.
Desde que Andrew anunciara seu noivado, ela mergulhara de cabeça no mundo dos encontros românticos, mas por mais promissor que um pretendente parecesse à primeira vista, Imogen sempre acabava dando uma desculpa para sair mais cedo.
— Finja que vai — falou Tom, pegando o primeiro documento na pasta e rabiscando sua assinatura no fim da página, antes de levantar os olhos claros e penetrantes que sempre faziam Imogen se lembrar do aço, de tão frios e inflexíveis que eram.
Ele abaixou a caneta.
— Você é mulher — disse Tom, como se perc
ebesse isso pela primeira vez, o que provavelmente era verdade, pensou Imogen. Já se resignara ao fato de que, no que se referia a Tom Maddison, ela não passava de uma peça de equipamento do escritório que falava e andava.
— Sei que a maioria das mulheres começa a planejar o casamento dos seus sonhos quando tem uns 6 anos — continuou ele —, portanto você já deve ter pensado um pouco a respeito.
— É verdade, mas aos 6 anos a menina só está interessada em lindos vestidos — ressaltou Imogen. — Não estamos muito preocupadas com o noivo nessa idade, menos ainda com a lua de mel.
Tom franziu o cenho enquanto pegava o documento seguinte.
— Então você não pensou mais a respeito desde então?
— Bem, eu não diria isso — admitiu ela, tentando ser objetiva —, mas minhas fantasias nunca foram além do casamento. Infelizmente nunca estive em uma posição em que fizesse algum sentido planejar uma lua de mel.
— Mas está agora. — Tom levantou por um instante os olhos do documento e logo abaixou-os novamente, assinou e pegou o próximo.
— Como?
— Quero que você planeje uma lua de mel — falou ele, movendo a caneta bruscamente sobre o papel.
— Mas... para quem?

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