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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Cavaleiro Eterno

ROMANCE SOBRENATURAL 
Série Crônicas Arcanas

Evie se esforça para aceitar seu lugar na profecia que vai salvar o mundo — ou destruí-lo.

Evie já está de posse plena de seus poderes no tarô como a Imperatriz, e Jack estava ali para ver tudo.
Como um dos 22 adolescentes que recebeu poderes após o apocalipse, agora ela sabe que uma guerra está se formando, e é matar ou ser morta.
Quando Evie encontra Morte, o lindo e perigoso Cavaleiro Eterno, as coisas ficam ainda mais complicadas.
Apesar de apaixonada por Jack, ela é atraída para Morte também.
De algum modo, a Imperatriz e Morte compartilham uma história romântica, uma que Evie não consegue se lembrar — mas Morte não consegue esquecer...

Capítulo Um

Base da Cadeia Montanhosa de Smoky Mountains
É isso o que realmente sou…
Jackson tropeçou ao se afastar de mim, fazendo o sinal da cruz. Exatamente como previ. Com aquele único gesto, ele partiu o meu coração completamente.
— E ainda assim eu não poderia me sentir mais orgulhoso, Imperatriz. — a sedutora Morte sussurrou na minha mente.
Eu o ouvi com tanta clareza; ele devia estar por perto. Não tinha mais nada a perder, nenhuma razão para viver com medo dele.
— Cuidado, Anjo da Morte, estou à caça.
Uma risada áspera.
— A sua Morte a espera.
Eu comecei a rir, e não consegui parar.
Jackson empalideceu ainda mais. Esperava que ele fosse me abandonar agora e levar os outros três consigo, para longe de mim.
Porque do contrário, a Imperatriz poderia simplesmente matar todos.
Algo úmido desceu pelo meu rosto. Uma lágrima?
Chuva.
Enquanto Jackson e eu nos encarávamos, gotas começaram a cair entre nós.
Minha risada morreu quando eu o vi apertar a minha fita de cabelo com tanta força que as articulações feridas dos seus dedos ficaram brancas — como se ao segurá-la ele pudesse se prender à garota doce que achava que conhecia.
Ela foi embora, substituída pela Imperatriz, ainda tensa para lutar de pé em uma poça dos restos mortais do Alquimista. Quando meu cabelo vermelho se colou às minhas bochechas, senti o meu rosto se contorcer em uma expressão que eu nunca fiz antes. Uma de ameaça.
Fiquei meio surpresa por Jackson não ter me atacado, mas o seu arco mortal ainda estava pendurado por cima de seu ombro.
Junto com a garoa agourenta, névoa começou a invadir aquela cidade fantasma, obscurecendo tudo, mas espiei um movimento pelo canto do olho. Afastei o meu olhar de Jackson para o resto do grupo desordenado, três outros Arcanos como eu.
Selena, Matthew e Finn.
Foi em Selena que me concentrei. Ela havia retirado o arco das costas e agora deslizava uma flecha da aljava da coxa.
Levantei as sobrancelhas em surpresa. Achava que a Arqueira finalmente havia se cansado de querer nos matar.
Quando ela levantou a flecha, o furacão de espinhos acima de mim se apertou. A pequena videira em meu rosto se estendeu na direção dela, como uma víbora preparada para o ataque.
— Então é assim que vai ser, Arqueira? — Minha voz estava rouca de tanto gritar de dor. Eu soava como a vilã de um filme. Também me sentia uma. Há uma emoção na batalha — exatamente como Matthew havia me contado.
— Fazemos isso agora? — Exaustão começava a surgir enquanto o meu corpo se regenerava. Embora as granadas de ácido do Alquimista tivessem devorado parte das minhas roupas — e pele — ainda tinha um pouco de vigor em mim.
Mas, por quanto tempo?
— Ei, moças, o que está havendo aqui? — perguntou Finn com o seu sotaque sul-californiano. — Selena, por que diabos está apontando isso para Evie?
Matthew murmurou.
— A Lua nasce. A Lua se põe.
Selena ignorou os dois.
— Não quero machucá-la, Evie. — ela disse, mesmo apontando a flecha para mim. Sua pele impecável brilhava, tingida de vermelho como uma lua do caçador . Seu cabelo comprido corria em volta do seu rosto, um loiro prateado, a cor da luz da lua. — Mas irei me proteger até que consiga controlar isso.
— Eu lembrei o que devemos fazer, Selena. — Matar uma a outra. — Me dê uma razão para eu não acabar com a sua vida agora. — Acenei para os dois carvalhos enormes que revivi mais cedo. Atrás dela, o chão rugiu quando as raízes das árvores se aproximaram como cobras, prontas para arrastá-la para o fundo da terra.
Meus soldados esperando a minha ordem. Seria uma forma terrível de morrer.
— Você precisa de mim. — ela disse. — Você e eu — junto com algumas outras cartas — nos juntaremos para matar Morte. Ele é forte demais para que algum de nós consiga sozinho. Trabalharemos juntos até derrotá-lo. Depois todas as apostas morrem.
— E se eu disser não?
Ela puxou a corda do arco.
Os glifos que se moviam pela minha pele queimaram com agressão.
— Dispare, Selena. Quero que faça isso. Simplesmente irei me regenerar, e a enterrarei. — Arrogância, considerando que eu enfraquecia a cada segundo. Meus soldados também.
Selena arriscou uma olhada por cima do ombro.
— Não temos tempo para isso agora!
 





Série Crônicas Arcanas
1- Princesa Veneno
2- Cavaleiro Eterno
3- A Morte do Inverno