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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Cativada por Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Amor ou liberdade?

Mel Cooper queria viajar o mundo para livrar-se das algemas de seu passado. 

Até o carismático bilionário Nikos Parakis oferecer uma amostra de sua vida repleta de riqueza e luxúria. 
Mel sabe que não faz o tipo dele. Mesmo assim, não resiste a sua proposta: um romance sem compromisso, com muito mar, sol e sedução. 
Contudo, Mel logo descobre as consequências de entregar-se por completo a esse grego cativante — ela está grávida! 
E quando Nikos descobrir que ela carrega seu herdeiro, Mel correrá o risco de perder novamente a tão sonhada liberdade!

Capítulo Um

Nikos Parakis consultou seu relógio de pulso e franziu o cenho. Se quisesse chegar ao seu compromisso na cidade, teria de pular o almoço. Não havia tempo para uma refeição, pois se atrasara para sair de seu apartamento em Holland Park... sua base na Inglaterra... a fim de participar de uma teleconferência com clientes russos. 
Ele também queria, neste dia de verão, tomar um pouco de ar fresco e fazer exercícios, então tinha dispensado seu motorista e pretendia pegar um táxi do lado mais distante do parque, em Kensington High Street.
Quando chegou ao passeio de três pistas, sentiu-se faminto. Definitivamente precisava comer alguma coisa. Num impulso, atravessou as pistas e dirigiu-se ao que parecia ser um estabelecimento de comida delivery. Nikos não era esnobe em relação à comida, apesar da riqueza de uma dinastia de banqueiros, os Parakis à sua disposição, e um sanduíche era um sanduíche... independentemente de onde viesse.
No momento que ele entrou, todavia, quase mudou de ideia. Lugares que vendiam sanduíches previamente embalados eram comuns, mas este, em particular, era do tipo antigo, onde sanduíches eram feitos na hora, construídos a partir dos ingredientes contidos em tubos plásticos atrás do balcão.
Droga, pensou ele, irritado. Realmente não tinha tempo para esperar.
Mas já estava lá dentro e teria de se servir.
— Você tem alguma coisa pronta? — perguntou ele para a pessoa atrás do balcão. Não queria soar rude, mas estava com fome e com pressa.
A atendente, que estava de costas para ele, começou a passar manteiga numa fatia de pão. Nikos irritou-se novamente.
— Ela está fazendo o meu primeiro, amigo — disse uma voz ali perto, e ele viu que pertencia a um senhor grisalho malvestido, que estava sentado perto do gabinete dos refrigerantes. — Você terá de esperar.
Comprimindo os lábios, ele moveu seu olhar para a figura atrás do balcão. Sem se virar, a moça falou aparentemente para Nikos:
— Eu atendo você num minuto — e começou a empilhar presunto na fatia com manteiga, antes de embrulhar o sanduíche num guardanapo de papel e virar-se para entregá-lo ao homem. Ela estendeu-lhe um copo descartável com chá também.
— Obrigado. — O homem levantou-se e se moveu para mais perto de Nikos, que não se sentiu muito confortável com a proximidade.
Sem dúvida, o homem não tomara banho recentemente. Nem se barbeara. Pior, ele cheirava à bebida alcoólica. O homem fechou os dedos sujos em volta do sanduíche embrulhado, pegou o copo numa mão trêmula e olhou para Nikos.
— Tem um trocado? — perguntou ele, esperançosamente.
— Não — respondeu Nikos que se virou para a atendente, que agora estava limpando a superfície onde os sanduíches eram preparados.
O velho homem saiu. A voz da moça o seguiu.
— Fique longe da bebida, Joe... isso está matando você.
— Qualquer dia desses, boneca...