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domingo, 24 de julho de 2011

Cativa Do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O príncipe do deserto Salim Al Mansur vivia um dilema: a mulher que ele desejava não poderia ser sua.
Embora determinado a casar-se e gerar um sucessor, ao reencontrar Célia Davidson, reconsiderou sua decisão.

Rejeitada no passado porque não seria uma noiva adequada, Célia compreendia que Salim não negaria seu dever.
Além disso, jamais poderia lhe dar um herdeiro.
Ou será que podia? Afinal, embora Salim fosse soberano no deserto, seu coração era governado por uma mulher!

Capítulo Um

Ele sabia?
Célia Davidson deu um profundo suspiro e tentou fazer suas mãos pararem de tremer.
O mar árabe brilhava do lado de fora da janela dos elegantes escritórios do hotel, lambendo a areia branca da praia. Lindas palmeiras e elegantes hotéis alinhavam a costa, dando a impressão de modernidade, de que o passado nunca tivesse existido. Com bastante dinheiro você podia refazer qualquer coisa.
A porta elaboradamente esculpida à sua frente se abriu e sentiu um frio na barriga.
— Sr. Al Mansur a receberá agora — disse a impecável secretária dele, sorrindo educadamente.
Célia alisou seu blazer, amassado pela longa viagem de Nova York a Oman, e enfiou uma mecha de seu cabelo louro atrás da orelha. Boba.
Ele não a trouxera lá para reacender o romance que vivenciaram um dia.
Ou trouxera? Aquilo certamente não iria acontecer.
Ela não lhe daria outra chance de estraçalhar seu coração.
E havia muito mais em jogo agora.
Um barulho de papéis vindo de dentro do escritório fez seu coração bater mais forte, mas ela corajosamente entrou na sala.
Paredes brancas, teto em forma de cúpula e duas janelas em arco davam-lhe a completa visão da linha do horizonte e do oceano abaixo.
Uma mesa antiga estava localizada no centro da sala, sem atravancá-la.
Atrás dela, de frente para as janelas, o espaldar alto de uma poltrona de couro ocultava seu ocupante.
Sua ansiedade aumentou quando a cadeira foi virada na sua direção.
Olhos escuros encontraram os seus.
Os cabelos negros estavam penteados para trás do rosto aristocrático e a boca larga e arrogante formava uma linha dura.
Infelizmente, ele estava ainda mais bonito do que quando ela o havia visto pela última vez, quase quatro anos atrás.
— Célia. — Ele se levantou da poltrona e caminhou em direção a ela:
Célia corou visivelmente e lutou para manter os pés firmes sobre o carpete espesso.
— Olá — gaguejou ela.
Então lhe estendeu a mão num cumprimento formal.
Um golpe de energia a espantou, embora não devesse, uma vez que ele sempre lhe causara tal efeito.
O coração de Célia ainda doía em conseqüência da última vez que ele a descartara, fechando as portas de sua vida para ela... Outra vez.

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