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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Jura de Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O sabor da inocência…

Quando Sophie Griffin-Watt saiu da vida do magnata Javier Vasquez e decidiu casar-se com outro homem, esse poderoso milionário jurou encontrar uma maneira de se vingar! 
E ao descobrir que Sophie está desesperada para salvar sua família, ele oferece ajuda. Porém, tudo tem um preço. Em troca do que ela precisa, Javier deseja possui-la. 
Esse acordo sensual parecia a única forma de finalmente conseguir esquecê-la. 
Contudo, ao descobrir a inocência de Sophie, Javier será incapaz de seguir as próprias regras.

Capítulo Um

Javier Vasquez olhou em volta de seu escritório com indisfarçada satisfação.
De volta a Londres depois de sete anos passados em Nova York, e não é que o destino se movia de maneiras misteriosas?
De seu ponto invejável atrás de painéis de vidro que iam do chão ao teto, ele olhou para as ruas movimentadas da cidade. Pequenos táxis e pessoas em miniatura iam para quaisquer destinos importantes ou irrelevantes que os atraíam.
E ele?
Um sorriso sem humor curvou sua linda boca.
Para ele, o passado o atraíra e isso era o motivo pela sensação de satisfação que o preenchia agora, porque, no que dizia respeito a escritórios, este, apesar de espetacular, não era mais ou menos espetacular do que os escritórios que ele deixara em Manhattan. Lá, ele também olhara para as ruas movimentadas abaixo, mal notando o mar de pessoas que transitavam por aquelas ruas como um rio pulsando.
Cada vez mais, Javier se isolara numa torre de marfim, o mestre indiscutível de tudo o que ele inspecionava. Ele tinha 33 anos. Você não conseguia sucesso profissional apenas delegando tarefas. Não; você se mantinha focado, eliminava obstáculos e, nessa marcha progressiva, o tempo passara até agora...
Javier consultou o relógio.
Doze pisos abaixo, na recepção elegante, Oliver Griffin-Watt já estava esperando há meia hora.
Javier se sentia culpado por isso?
Nem um pouco.
Queria saborear o momento, porque sentia como se tivesse passado muito tempo.
E, ainda, pensara ele sobre eventos que tinham acontecido todos aqueles anos atrás? Trocara a Inglaterra pelos EUA e sua vida se tornara consumida pelos negócios e fazer dinheiro, colocar a instrução proporcionada por seus pais em prática e, paralelamente, enterrar um passado breve com uma mulher que ele precisava relegar aos livros de história.
Filho único de pais dedicados, que vivera num barrio pobre nos arredores de Madri, Javier passara a infância sendo levado a acreditar que, para sair da pobreza, ele tinha de ser bem-sucedido e, para ser bem-sucedido, precisava de uma boa educação.
Seus pais haviam trabalhado duro: o pai como motorista de táxi, a mãe como faxineira e eles tinham conseguido sobreviver com esforço. Sem férias, sem televisão de tela plana, sem refeições em restaurantes. Eles tinham vivido com simplicidade e alegria, e cada centavo fora economizado para enviar o filho precocemente brilhante para uma faculdade na Inglaterra. Eles haviam conhecido muito bem as tentações esperando por aqueles que saíam da linha. Tido amigos cujos filhos tinham se envolvido em gangues, morrido de overdose de drogas ou acabado abandonados nas ruas.
Esse não seria o destino do filho deles.
Se, quando adolescente, Javier se ressentira por ter sido tão controlado, não dissera nada.
Ele fora capaz de ver por si mesmo, desde muito cedo, quais podiam ser as consequências de uma situação financeira precária e quão limitante isso podia ser. Vira como alguns de seus amigos, que fugiram do colégio, tinham acabado na sarjeta. Por volta de seus 18 anos, ele fizera seus planos e nada o dissuadiria: um ou dois anos no exterior, trabalhando para somar ao dinheiro que seus pais haviam economizado; depois faculdade, onde ele teria sucesso, porque era brilhante... 


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Acordo Inacabado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Uma dívida sensual!

O bilionário Dio Ruiz tinha apenas dois propósitos ao se casar: concluir seu plano de vingança e possuir a estonteante Lucy Bishop.  

Contudo, na noite de núpcias, ele encontrou sua cama completamente vazia. 
Lucy passou dois anos fazendo o papel da esposa perfeita em público enquanto, entre quatro paredes, vivia em guerra com Dio. 
Agora, ela quer o divórcio. 
Porém, a liberdade tem um preço… Será que Lucy aceitará passar dez dias realizando todos os desejos sensuais de seu marido?
Capítulo Um

Divorcio. Algo que acontecia com os outros; com pessoas que não se importavam com o próprio casamento; que não compreendiam que o casamento devia ser cultivado, cuidado, tratado com a delicadeza que se dedica a um objeto de fina porcelana.
De qualquer modo, essa sempre fora a maneira de Lucy pensar, e ela ficava imaginando como acabara de pé ali nesse momento, em uma das mais suntuosas residências de Londres, esperando que seu marido voltasse para casa a fim de falar sobre o divórcio.
Fitou o relógio de pulso incrustado de brilhantes e seu estômago se apertou. Dio estaria de volta em meia hora. Ela não se lembrava de onde ele passara a última semana e meia. Nova York? Paris? Mantinham residências nessas duas cidades. Ou, quem sabe, ele estivera em sua Villa Mustique. Talvez fora para lá com outra mulher. Com a esposa certamente não fora.
A auto-piedade ameaçou dominá-la e ela deteve essa sensação lançando mão da prática que adquirira com a força do hábito.
Estava casada havia quase um ano e meio, tempo suficiente para se acostumar com o fim de seus sonhos de juventude.
Quando ergueu os olhos viu o próprio reflexo no enorme e moderno espelho feito à mão que dominava a sala de estar super moderna. Ela era delgada feita um junco, o cabelo era longo e liso, de um louro claro que alcançava os ombros. Aos 16 anos chamara a atenção de uma agência e seu pai tentara empurrá-la para a carreira de modelo, porque, afinal, qual o motivo para desperdiçar um rosto bonito? E, segundo ele, as mulheres não eram feitas para nada além de trivialidades...
Porém, Lucy resistira... Estudara matemática e queria ser professora. Entretanto, qual o benefício no final? Que vantagem lhe trouxera seu diploma já que fora terminar... Ali? Nessa casa espaçosa, perambulando pelos cômodos como se fosse um fantasma, e fazendo o papel da anfitriã perfeita? Como se receber as pessoas com perfeição fosse uma carreira para alguém que tinha diploma em matemática!
Lucy mal se reconhecia na mulher em que se tornara. Nessa noite quente de meados de julho, ela estava descansando com um fusô e um top de seda, saltos altos, e algumas jóias discretas de preço elevadíssimo. Transformara-se em uma Esposa Perfeita, com a diferença de que não havia um marido amantíssimo que chegava todos os dias pontualmente às cinco e meia da tarde em casa perguntando o que iriam jantar. Isso teria sido uma melhoria no que ela já tinha... Ou seja, nada.
Ou fora nada. Permitiu-se sorrir de maneira discreta porque as coisas já não eram tão sombrias como antes, sua situação mudara nos dois últimos meses, e ela mantinha esse segredo delicioso, para si mesma.
Compensava todo o tempo que passara vestida como uma boneca cara, administrando as várias propriedades do casal, sorrindo educadamente quando precisava, e presidindo jantares para os grandes e poderosos, ou, pelo menos, os muito ricos.
E agora... Um divórcio a deixaria livre.
Contanto que Dio não fizesse um drama. Embora ela tentasse convencer a si mesma que não havia motivos para ele fazer isso, ainda suava frio diante de tal idéia.
Quando se tratava da selva de pedra, Dio Ruiz era o líder da alcatéia. O macho alfa que agia conforme suas próprias regras. Era o homem mais sexy do mundo e também o mais intimidador.
Contudo, não iria intimidar Lucy. Ela passara os últimos dias repetindo isso para si mesma, desde que se decidira sobre qual caminho tomar... 


terça-feira, 16 de maio de 2017

Negociando o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Ele só joga para vencer!

Stefano Gunn fica encantado ao conhecer a advogada Sunny Porter. 
Além de ser a mulher mais sensual que já vira, ela é a pessoa perfeita para cuidar de sua filha. 
Depois de convencê-la a se tornar babá da pequena Flora por algumas semanas, Stefano está decidido a explorar a intensa atração que sente por Sunny. 
Por mais que também o deseje, ela está relutante em cruzar a linha entre o profissional e o pessoal. 
Contudo, esse poderoso bilionário nunca foge de um desafio. E no jogo da sedução, Stefano sempre vence!

Capítulo Um

— Ele está aqui!
Sunny ergueu os olhos da pilha de papéis e livros de pesquisa onde estava mergulhada. Os papéis eram para serem arquivados, os livros de pesquisa deviam ser consultados em busca de precedentes para uma questão complexa de impostos na qual a sua chefa estava trabalhando.
Com um volume de trabalho que mal lhe dava tempo de escapulir para o banheiro, ela não conseguira ignorar o entusiasmo febril que tomara conta da Marshall, Jones e Jones desde que souberam que Stefano Gunn iria entregar alguns de seus negócios aos seus cuidados.
Na verdade, pensara Sunny, ele iria lhes fazer um favor. A Marshall, Jones e Jones era uma firma de advocacia recente em Londres. Sim, haviam recebido elogios de algumas das firmas maiores, mas essencialmente ainda eram apenas uma firma de porte médio sem as décadas de experiência que um homem como Stefano Gunn desejaria. Mas ele lhes confiara alguns negócios, e as especulações eram grandes.
Mesmo ocupando a menor das salas na parte detrás do prédio, com a cabeça firmemente no trabalho e sua linguagem corporal projetando todos os tipos de sinais de que não estava interessada em rumores, eles tinham ido à direção de Sunny assim mesmo.
Stefano escolhera a firma deles para lhe dar uma incumbência importante por causa de Katherine, uma das sócias. Gostava dela e, então, decidira agradá-la confiando-lhes um pouco de trabalho.
Sunny achava aquilo uma especulação inútil. Por que, afinal, o homem faria algo assim? Quando podia fazer uma simples ligação e marcar um encontro? Como qualquer outra pessoa normal. Não que Stefano Gunn fosse qualquer pessoa normal, sabia ela. A maioria das pessoas normais não era capaz de reter a cidade de Londres na palma da mão com a tenra idade de 30 e poucos anos.
Não que ela estivesse pensando muito a respeito. O que importava era que todo trabalho era bem-vindo para uma nova empresa. O trabalho que o homem lhes daria podia ser trivial para ele, mas para a firma resultaria num vultoso pagamento.
Apoiou o queixo na mão e olhou para Alice, com quem dividia o escritório.
Alice tinha estatura baixa, era robusta, falante, e achava quase impossível permanecer quieta numa cadeira. Daquele modo, entre todos os iniciantes que trabalhavam naquela parte do prédio, ela fora a funcionária que tornara seu dever descobrir o máximo que pudesse sobre o bilionário.
Ao longo das duas semanas anteriores, Alice levara cada arquivo e relatório dos escritórios deles aos dos advogados que ocupavam os outros dois andares do prédio. A cada vez que retornara trouxera consigo mais informações que Sunny tratara de ignorar.
— E você conseguiu dar uma olhada no grande homem? — perguntou ela, arqueando as sobrancelhas.
— Bem...

terça-feira, 14 de março de 2017

Zona Livre para o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O playboy e a inocente!

Criada por uma mãe que só se importava com aparências, a contadora Kate Watson sempre batalhou para ser reconhecida apenas por sua inteligência. Porém, trabalhar para o poderoso Alessandro Preda torna tudo mais difícil. 

Esse notório bilionário fica intrigado pela postura séria de Kate. Afinal, está acostumado com mulheres que fazem questão de exibir suas curvas, e não de tentar escondê-las. Alessandro está decidido a libertar a sensualidade que Kate tanto tenta esconder. Contudo, nenhum dos dois estava preparado para o que aconteceria quando se entregassem ao prazer.

Capítulo Um

Sexta-feira. Fim de julho. Seis e meia da noite...
E onde, pensou Kate, eu estou? Ainda no escritório. Ela era o último dos guerreiros de armas nas mãos. Bem, com o teclado do computador nas mãos, para falar a verdade. Sentada à sua mesa, observava a luz da tela que exibia os cálculos de contabilidade que exigiam sua atenção. Não atenção imediata, nada que não pudesse esperar até segunda-feira de manhã, mas...
Kate suspirou e se aprumou, tentando apaziguar a tensão em seus ombros, e por alguns minutos deixou-se perder em pensamentos.
Tinha 27 anos e sabia onde deveria estar naquele momento — e não era no escritório, ainda que fosse um escritório muito agradável, em um prédio mais do que prazeroso, no coração do bairro mais badalado de Londres.
Na verdade, deveria estar em qualquer lugar, menos ali.
Deveria estar ao ar livre, aproveitando a vida, passeando pelo Hyde Park com os amigos, bebendo vinho, deleitando-se com aquele verão longo e quente. Ou em um churrasco. Ou, talvez, apenas relaxando em sua varanda, ouvindo música com alguém especial, que perguntaria como foi o seu dia e contaria sobre o dele.
Ela piscou e todas essas maravilhosas possibilidades desapareceram. Desde que se mudara para Londres há quatro anos, Kate podia contar nos dedos de uma das mãos o número de amigos próximos que conseguira fazer; e depois que obtivera sua qualificação como contadora e começara a trabalhar na AP Logistics, há um ano e meio, não fizera amigo algum.
Conhecidos, sim... mas amigos? Não. Kate não era o tipo alegre, amigável e risonho que fazia amigos com facilidade e que sempre foi parte de um grupo. Conhecia a si mesma e raramente se preocupava com isso, exceto que... Bem... Era sexta-feira, e lá fora o sol estava se pondo, deixando para trás um calor agradável e, no resto do mundo, as pessoas de sua idade estavam se divertindo de alguma maneira. Em Hyde Park. Ou nos quintais dos amigos, em churrascos e festas de verão...
Kate espiou através de sua porta do escritório e uma série de mesas vazias a encarou de volta, em uma acusação muda e ameaçadora, apontando, cheias de ironia, suas muitas deficiências.
Ela rapidamente fez uma lista mental de todas as coisas maravilhosas que tinha em sua vida.
Um emprego incrível em uma das empresas de maior prestígio no país. Seu próprio escritório, o que era um feito notável considerando sua idade. Seu próprio apartamento de um quarto, em uma área bastante agradável no oeste de Londres. Quantas garotas de sua idade já possuíam um imóvel? Em Londres? Sim, havia uma hipoteca, mas ainda assim...
Ela estava indo muito bem.
Bem, sabia que não tinha conseguido escapar de seu passado. Mas tinha enterrado tudo aquilo tão profundamente que ele já não podia afetá-la.
Exceto…
Ela estava ali, no trabalho, sozinha, em uma sexta-feira à noite, no fim de julho...


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Seduzida pelo Playboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O mestre da sedução...

Alessandro Falcone é famoso por sempre conseguir o que deseja. 
Mas ser forçado a voltar para a Escócia era um grande inconveniente para esse poderoso bilionário. 
Por isso, seu plano era chegar, resolver o problema e ir embora rapidamente. 
Até a bela Laura Reid se tornar uma deliciosa distração durante as frias e longas noites escocesas.
 Ela pode ser o oposto das mulheres com as quais 
Alessandro costuma sair, mas suas curvas sedutoras e inocência cativante a faz ser um grande desafio. E no jogo da sedução, Alessandro sempre vence!

Capítulo Um

— Não sei o que você está fazendo aqui. — Roberto Falcone dirigiu um olhar atravessado ao filho. Havia se movido até a porta da frente e agora permanecia diante dela como um leão de chácara barrando a entrada de um clube. — Disse a você para não se dar o trabalho de vir aqui e falei a sério.
Alessandro sentiu uma tensão familiar invadir seu corpo, da maneira como sempre acontecia nas ocasiões em que estava na companhia do pai. Geralmente, conseguiam ao menos trocar amenidades antes de ele querer girar nos calcanhares e rumar o mais rápido possível na direção oposta. Dessa vez, não houve conversa educada de aparências, e Alessandro preparou-se para um final de semana difícil. O qual ambos teriam de enfrentar porque não havia escolha.
— Vai me deixar entrar, ou vamos ter esta conversa na porta? Porque, se for o caso, vou buscar meu casaco no carro. Prefiro não morrer congelado ainda.
— Não vai morrer congelado — desdenhou Roberto Falcone. — O tempo está praticamente tropical aqui.
Alessandro achou melhor não discutir. Tinha muita experiência em se tratando de discordar do pai. Roberto Falcone podia ter 80 anos, mas não desistia de nada sem lutar, e discutir se uma temperatura de oito graus era considerada como frio ou não era um exemplo daqueles motivos de briga. Era uma alma forte que vivia na Escócia e, apesar das condições difíceis do clima, ele era um desafio. Homens de verdade removiam neve com pouca roupa e descalços! O filho era um tipo fraco que vivia em Londres e ligava o aquecimento central no segundo em que o sol se escondia atrás das nuvens.
E ambos jamais se entendiam.
Era por aquele motivo que as visitas habituais se reduziam a três vezes por ano e duravam apenas o bastante até a conversa educada se esgotar.
Exceto que aquela era mais que uma visita habitual, e ele soubera que o pai não iria facilitar as coisas.
— Vou buscar meu casaco.
— Não precisa. Agora que você chegou aqui, acho que não tenho muita escolha a não ser deixá-lo entrar, mas se acha que vou para Londres com você está muito enganado.
No frio, sob a escuridão que pairava, ambos se entreolharam, Alessandro com uma expressão decidida e uma ferrenha determinação evidenciando-se no semblante do pai.
— Falaremos sobre isso quando eu entrar — disse Alessandro. — Por que você atendeu à porta? Onde está Fergus?
— É fim de semana. O homem merece uma folga.
— Você teve um derrame seis meses atrás e ainda está se recuperando de uma fratura na pélvis. O homem recebe o bastante para abrir mão de suas folgas.
Roberto franziu o cenho, mas Alessandro não recuou em sua posição. Francamente, não era o momento de ficar pisando em ovos em torno do assunto. Gostasse ou não, o pai iria para Londres com ele dali a três dias. 

O conteúdo da casa poderia ser empacotado e enviado para o sul, uma vez que o lugar estivesse vago.
Sua decisão fora tomada e, quando Alessandro tomava uma decisão, não estava aberto a discussão, muito menos persuasão. Seu pai não podia mais lidar com os cuidados exigidos pela mansão vitoriana, mesmo que pudesse contratar uma equipe de empregados para ajudar se quisesse. Nem podia lidar com hectares de gramados e jardins. Ele gostava de plantas. Alessandro lhe apresentaria as maravilhas de Kew Gardens, o Jardim Botânico de Londres.
A verdade brutal era que Roberto Falcone agora era frágil, quer desejasse admitir ou não, e precisava de um lugar menor, algum lugar mais perto de Alessandro, em Londres.
— Vou pegar a minha mala.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Paixão Impulsiva

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Laço eterno...

Sergio Burzi fica intrigado pela linda mulher que invade sua mesa cativa em um exclusivo restaurante londrino com a desculpa de que estava fugindo de um encontro às cegas. 

A tímida e inocente Susie Sadler não é nada como as mulheres com as quais constuma se envolver. 
E a vontade de tê-la em seus braços, mesmo que apenas por uma noite, é incontrolável. 
Porém, as consequências de conseguir o que deseja abalam as estruturas do supercontrolado Sergio... Susie engravida! 
Agora, eles precisam enfrentar um futuro incerto... e resistir à paixão que sentem!

Capítulo Um

Assim que Susie entrou no restaurante, soube que tinha cometido um grave erro. E este se juntava aos outros três grandes erros registrados nos últimos 15 dias. Parecia que errar estava se tornando sua única ocupação.
O que andou pensando para usar saltos tão altos? Por que segurava uma bolsinha idiota de paetês que uma amiga lhe havia emprestado? E por que, em nome dos céus, estava usando um vestido vermelho curto e ridículo que pareceu sexy e sofisticado quando o experimentou no início da semana, mas que no momento a tornava... patética e desesperada?
Estava muito agradecida por ter evitado a tentação de comprar o casaco xadrez espalhafatoso junto com o vestido. Em vez disso, preferiu algo um pouco mais sóbrio; enrolou-se na capa negra tentando ocultar o estúpido vestido vermelho.
Então, que diabos devia fazer agora?
Seu encontro número quatro estava ali, sentado no bar. Dentro de dois segundos, ele olharia em volta e a veria. Susie avisou que estaria de vermelho. O vestido podia estar oculto sob a capa, mas quantas outras garotas solitárias e solteiras estariam ali? Nenhuma.
A foto dele na agência de encontros on-line que Susie costumava acessar pareceu animadora, porém, bastou uma olhada para ver que tudo não passou de um engodo cruel.
Não era alto. Mesmo sentado dava para perceber. Os pés dele balançavam. Também não era louro como um surfista... seu cabelo estava mais para areia molhada que para surfe... e parecia ter pelo menos 20 anos a mais do que na fotografia. Além disso, usava um suéter amarelo-ovo e uma calça que parecia cor de mostarda.
Susie deveria ter conversado com ele por telefone antes de se precipitar para esse encontro. Deveria ter exigido mais do que algumas mensagens adocicadas e um e-mail. Então teria sabido que se tratava de um sujeito que usava suéteres amarelos e calças cor de mostarda. Mas, em vez disso, havia mergulhado de cabeça, e agora ali estava...
Susie pensou que ia desmaiar.
Estava em um bar-restaurante caro. O lugar da moda. As pessoas esperavam meses para conseguir uma reserva. Só conseguiu a sua porque seus pais haviam cancelado no último momento deixando que ela fosse em seu lugar. Só haviam pedido que depois ela contasse se a comida era boa... com detalhes.
– Leve alguém – disse sua mãe com a voz levemente resignada que marcava todas as suas conversas com a filha. – Deve conhecer alguém que não esteja totalmente sem dinheiro...
Com isso, ela queria dizer: Deve conhecer ao menos um homem que tenha um emprego decente... um que não toque em uma banda nos bares... ou não perambule por aí tentando a carreira de ator e nunca conseguindo... ou que não esteja economizando para dar a volta ao mundo e carregar o Dalai Lama no caminho...
O mero fato de o encontro número quatro ter ouvido falar desse restaurante já foi um ponto a seu favor, pensou Susie.
Como era tola.
Seu instinto de decência lhe dizia para dar meia-volta e desaparecer antes que ele a visse...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Aliança da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos De Angelis



Apaixonada por seu noivo?

O magnata Theo De Angelis estava acostumado a seguir as próprias regras... até uma dívida familiar obrigá-lo a dar adeus aos dias de solteiro. 
A inocente Alexa Caldini não fazia seu tipo, mas isso não significava que o casamento precisava ser apenas de fachada. 
Forçada a unir-se ao filho do maior rival de seu pai, Alexa deixa claro suas condições: nada de sentimentos ou de contato físico! 
Contudo, ela não imaginava que seria tão difícil resistir à tentação de entregar-se a Theo por completo.

Capítulo Um

— Você não vai gostar nada do que eu tenho a dizer.
Assim que Stefano ligou para o filho, dizendo que precisava conversar com urgência, Theo deixou tudo o que estava fazendo de lado e tomou o primeiro avião para a Itália, seguindo em direção à enorme propriedade do pai, nos arredores de Roma.
Stefano De Angelis não era um homem chegado a dramas, e tanto Theo quanto seu irmão, Daniel, estavam muito preocupados com ele havia tempos. Ele nunca se recuperara totalmente da morte da esposa, Rose, mãe de Theo e Daniel.
O homem que construiu sua fortuna sozinho, vindo do nada, via a casa colapsando sobre a sua cabeça. E todos os esforços feitos pelos filhos para tirá-lo de sua prostração pareciam inúteis. Ele continuava a comer, dormir, conversar e caminhar, mas sua alma parecia distante, deixando apenas sua faceta física vagando pelo mundo.
O que será que ele vai me contar agora?, pensou Theo.
E foi tomado por uma onda de frio que lhe atingiu todo o corpo.
— Você também ligou para Daniel? — perguntou ao pai, assim que entrou na enorme sala de estar, olhando para os campos que se viam através das janelas, e finalmente se sentando em frente ao pai.
— Esta situação não tem nada a ver com o seu irmão — respondeu Stefano, com seus olhos escuros encarando o olhar verde brilhante do filho.
Theo deixou escapar um suspiro de alívio. Se Daniel não fora chamado, uma crise de saúde estava descartada. E Theo pensou em ligar para o irmão assim que chegou, mas desistiu, pois se lembrou que Daniel estava envolvido em um assunto de suma importância: ele tentava fechar um grande acordo comercial e ao mesmo tempo tentava resolver um problema em sua vida amorosa.
Como o próprio irmão lhe confessara havia alguns dias, em um telefonema que fez da sua cobertura de Sydney, fechar esse acordo comercial seria muito mais fácil do que lidar com uma mulher que não parava de reclamar, querendo “dar um passo além em seu relacionamento”. E a mulher não parecia disposta a abandonar o barco sem montar uma confusão.
— Sendo assim... pode me dizer. O que estou prestes a escutar? — perguntou Theo, encorajando o pai a seguir em frente.
— Como você bem sabe, meu filho... — Stefano fez que não com a cabeça e afastou o olhar — as coisas não andam muito bem para o meu lado desde que a sua mãe morreu. Quando minha querida Rose nos abandonou, ela levou uma grande parte de mim embora.
— De todos nós — comentou Theo.
— Mas você e seu irmão são jovens. Eu sou um homem velho... e você sabe o que costumam dizer sobre os homens velhos, certo? Se a morte da sua mãe não tivesse sido tão súbita... talvez eu tivesse tido um tempo para me acostumar com a ideia, com a sua falta... — Ele fez uma pausa e suspirou. — Mas não chamei você aqui por isso, Theo. E não quero ficar resmungando nem reclamando sobre algo que não pode ser alterado — disse ele. — Eu o chamei aqui porque, durante o tempo em que eu não estava... vamos dizer... mentalmente presente, coisas estranhas aconteceram na empresa.
— Coisas estranhas? — perguntou Theo.
— Importantes desvios gerenciais — declarou Stefano, sendo absolutamente direto. — E a situação é bem grave, na minha opinião. Alfredo, o diretor em quem tanto confio, esteve envolvido em uma situação em grande escala, e só descobri isso há pouco tempo. O estranho é que a imprensa não tenha descoberto. Essa história, Theo, envolve enormes somas em dinheiro... incluindo grande parte dos fundos das aposentadorias... e tudo isso foi roubado.
Theo recostou-se na cadeira, e seu lindo rosto não deixava transparecer nada do que se passava em sua mente.
Sim, aquilo parecia um problema...

Série Irmãos De Angelis
1- Aliança da Paixão
2- Mar de Volúpia
Série Concluída

Mar de Volúpia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos De Angelis




Surpresa encantadora.

A fim de descobrir as falhas do navio que planejava comprar, o bilionário Daniel De Angelis decidiu embarcar usando um disfarce. 
Contudo, não esperava encontrar uma distração como a bela Delilah Scott. 
Eles teriam duas semanas para realizar todos os seus desejos mais sensuais, contanto que tudo acabasse assim que o navio atracasse. 
Porém, retornar à terra firma faz Delilah ter de encarar duas verdades chocantes: Daniel mentira sobre sua identidade... e ela está grávida dele.

Capítulo Um

O dia poderia melhorar?
Daniel De Angelis saiu do conforto de sua Mercedes com motorista e ar-condicionado e tirou os óculos escuros para observar o cenário.
Honestamente... perfeito. Os raios de sol refletiam nas águas calmas e turquesa do mar Egeu. Ele ainda não estivera em Santorini, e levou alguns minutos apreciando a vista do porto. Conseguia até mesmo avistar o navio que comprara por uma barganha.
Parecia tão perfeito quanto tudo à sua volta, mas aquilo, com certeza, era uma ilusão. O navio de cruzeiro de tamanho médio estava à beira da falência, e Daniel o adicionaria à sua já vasta lista de conquistas.
Ele sabia exatamente quanto dinheiro o navio perdera nos últimos anos, quanto devia ao banco, quanto os empregados ganhavam e qual o valor das passagens, agora que estava desesperado por clientes... E praticamente sabia o que os donos tinham comido no café da manhã.
Como todos os seus negócios, grandes ou pequenos, sempre valia a pena fazer seu dever de casa. Seu irmão Theo podia ter se referido divertidamente à sua aquisição extravagante como nada além de um brinquedo — algo diferente com que se ocupar por alguns meses —, mas seria um brinquedo relativamente caro, e ele tinha intenção de usar cada artimanha existente para se certificar de que fizera o melhor negócio possível.
Pensar no irmão fez Daniel sorrir. Quem imaginaria que Theo De Angelis um dia estaria elogiando a instituição do casamento? Se ele não tivesse escutado com os próprios ouvidos, ao conversar com o irmão no começo da semana, não teria acreditado.
Estudou as redondezas com olhos de um homem que sabia fazer dinheiro, e imaginou o que poderia fazer ali. Cenário extraordinário. Se, de algum modo, pudesse livrar-se da horda de turistas irritantes... Talvez, no futuro, pensasse em explorar essa pequena fatia de paraíso, mas, no momento, possuía uma aquisição interessante nas mãos, e que teria o benefício de seu empenho pessoal — o que era uma raridade. Estava adorando fazer algo fora do comum.
E ainda havia se livrado, com sucesso, de sua última namorada, que se tornara pegajosa demais.
Por último, mas não menos importante, uma loura sexy estaria esperando por ele quando seu tempo naquele navio acabasse.
No geral, aquelas seriam férias maravilhosas. E, considerando que ele não tinha uma dessas havia bastante tempo, Daniel estava radiante.
— Senhor? Talvez devêssemos voltar ao navio. Zarpará em breve.
— Que pena... estou aqui há apenas poucas horas. — Daniel virou-se para o motorista que levara consigo ao outro lado do mundo para aquela diversão ao sol, com todas as despesas pagas, apenas para servi-lo nessas poucas ocasiões. — Sinto que Santorini poderia ser o meu lugar... um hotel belo e exclusivo... Deitar e relaxar...
— Não pensei que o senhor soubesse fazer isso.
Daniel riu. Juntamente com seu irmão e seu pai, Antonio Delgado era uma das poucas pessoas em que tinha absoluta confiança, e, para ser justo, seu motorista provavelmente sabia mais sobre sua visa particular do que seu irmão e seu pai juntos, considerando que havia anos o conduzia para seus numerosos encontros com várias mulheres.
— Você está certo. — Ele abriu a porta do carro e entrou, apreciando a imediata queda na temperatura.
Na verdade, relaxar à beira da piscina com uma marguerita em uma das mãos e um livro na outra não era muito seu tipo de diversão.
Ele relaxava na academia, ocasionalmente, nas pistas de esqui, às vezes, e, com bem mais frequência, na cama...

Série Irmãos De Angelis
1- Aliança da Paixão
2- Mar de Volúpia
Série Concluída

domingo, 7 de agosto de 2016

Amor Real

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Noiva do bilionário!

Lucas Romero é um bilionário talentoso e conquistador. Pena que esqueceu de se apresentar devidamente para a inocente Milly Mayfield. Ela pensou que estava tendo um caso com um instrutor de ski, e ficou estarrecida ao descobrir a verdadeira identidade de Lucas. Já ele, não entendeu a reação de Milly. 

Afinal, nenhuma das mulheres com quem havia saído reclamara de ter se envolvido com um homem rico. Porém, Milly não pode ignorar a química que existe entre eles. E quando uma emergência familiar exige que Lucas tenha a pessoa ideal ao seu lado, ela se vê sendo levada para a Espanha... e com um anel no dedo!

Capítulo Um

— Amelia? É Amelia Mayfield?
Milly pressionou o celular contra a orelha, já arrependida por ter atendido a ligação. Quantas instruções mais Sandra King poderia dar sobre este trabalho?
Ela ia ser uma chalet girl! Duas semanas cozinhando e cuidando de uma família de quatro pessoas! Qualquer um pensaria que ela estava preparada para fugir do país. E não era como se não tivesse feito aquilo antes. Fizera, dois anos atrás, durante três meses, antes que começasse o emprego no hotel, em Londres.
— Sim. — Ela suspirou, permitindo que seus olhos percorressem o cenário branco de neve ao seu redor. Tinha sido uma viagem fantástica, a coisa certa para tirar sua mente de sua terrível situação. Ela viajara com estilo e apreciara cada segundo daquilo. Era quase uma pena que agora estivesse no banco de trás de um carro dirigido por um chofer, com seu destino a apenas meia hora de distância.
— Você não estava atendendo ao seu telefone! — A voz do outro lado da linha era aguda e acusatória. Milly podia visualizar a outra mulher claramente, sentada a sua mesa em Mayfair, o cabelo loiro brilhante penteado para trás e com uma tiara, as unhas longas pintadas batendo impacientemente sobre a mesa.
Sandra King a entrevistara não uma vez, mas três vezes para este trabalho. Era quase como se ela tivesse se arrependido de dar o emprego para alguém baixa e rechonchuda, com cabelo ruivo, quando havia tantas outras candidatas mais adequadas: garotas com sotaques sofisticados, sorrisos afetados e cabelo loiro brilhante com tiara.
Mas, como ela deixara claro, essa família em particular queria alguém comum, porque a última coisa que a senora desejava era uma mulher vulgar que, talvez, decidisse flertar com seu marido rico.
Milly, que pesquisara sobre a família para quem ia trabalhar, após sua primeira entrevista, quase bufara com incredulidade, porque o marido em questão definitivamente não era o tipo de homem com quem qualquer garota em seu juízo perfeito escolhesse flertar. Ele era corpulento, calvo e beirava os 60 anos, mas era muito, muito rico, e ela supunha que era aí que estava o atrativo para muita gente. Não que Milly estivesse no mercado para flertar com qualquer pessoa.
— Desculpe, Sandra. — Ela fez uma careta, porque sabia que Sandra não gostava de ser chamada pelo primeiro nome. Era a sra. King, ou “Chefe”, para poucos escolhidos. As outras garotas na agência exclusiva de empregos, que lidavam especificamente com posições de meio-período para os ricos e famosos, a chamavam de Chefe.
— O sinal está instável desde que eu saí de Londres... e não posso falar muito, porque meu celular está quase sem bateria. — Não era verdade, mas ela não precisava de outra lista das várias coisas que a família especial comia e não comia; ou das coisas favoritas que as crianças, de quatro e seis anos, insistiam em fazer antes de irem para cama. Não precisava ser lembrada do que podia e não podia usar, falar ou não falar.
Milly nunca conhecera pessoas detalhistas assim. A família para quem ela trabalhara dois anos atrás tinha sido alegre, amante do ar livre e receptiva.
Mas não estava reclamando. Eles podiam ser exigentes, mas o pagamento era fabuloso, e, mais importante, o trabalho a removia da proximidade de Robbie, Emily e de um coração partido.
Milly conseguira tirar seu ex-noivo, sua melhor amiga e seu noivado rompido da cabeça, mas podia senti-los ameaçando um retorno, e piscou rapidamente, lutando contra as lágrimas de autopiedade. O tempo curava, diziam suas amigas. Elas nunca haviam gostado de Robbie, e agora que ela não estava mais noiva, sentiam-se livres para falar todas as coisas negativas que pensavam sobre ele.
Por um lado, os comentários de suas amigas tinham sido um apoio. De outro, mostravam a total falta de julgamento de Milly.
— Neste caso — a voz polida de Sandra murmurou —, lamento informá-la, mas o trabalho foi cancelado.
Levou alguns segundos para que Milly absorvesse aquilo.
— Você está brincando, certo?

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Entre o Dever e o Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rumos Imprevistos


Ele tem o que deseja!

O bilionário Leandro Perez fica furioso quando Emily Edison, sua indispensável assistente pessoal, pede demissão, deixando bem claro o que realmente pensa sobre ele. Leandro não permitirá que ela se livre tão facilmente. Se Emily quiser ir embora, terá de pagar o preço: duas semanas no paraíso, cumprindo todas as suas ordens. Encurralada, o frágil plano de se casar com um amigo para garantir a segurança da família fica ameaçado. 

E a atração entre os dois se transforma em um desejo impossível de ser ignorado. E logo Emily terá de escolher entre o dever e a paixão.

Capítulo Um

Emily Edison olhou resolutamente à frente enquanto o elevador subia para o vigésimo andar, deixando empregados ao longo do caminho. Era a hora matinal do rush em Piccadilly Circus, no coração de Londres. Ela raramente via isso, porque raramente chegava ao trabalho além de 8h da manhã, mas hoje...
Dedos delgados apertaram a bolsa de couro ao seu lado. Dentro da bolsa, sua carta de demissão parecia um dispositivo incendiário esperando para explodir no minuto que fosse liberada de seu recipiente frágil. Quando tentava imaginar qual seria a reação do seu chefe diante de tal carta, sentia-se mal.
Leandro Perez não ia ficar feliz. Quando Emily começara a trabalhar para ele, mais de um ano e meio atrás, ele já passara por inúmeras secretárias, a mais bem-sucedida delas durou duas semanas.
— Elas dão uma olhada para ele — a assistente pessoal relativamente idosa dele lhe dissera, dois dias depois da chegada de Emily na empresa — e alguma coisa desafortunada acontece nos cérebros delas. Mas você, graças a Deus, parece ser feita de material mais forte. Quando eu disse a Leandro que ficaria até encontrar uma substituta bem-sucedida, não tinha ideia de que ainda estaria aqui depois de seis meses e meio...
Emily logo aprendera a fazer o trabalho. Teoricamente, aos 27 anos, ainda era jovem o bastante para ser abalada por um homem que podia virar cabeças de mulheres a diversas quadras de distância, mas ele não fez nada com ela. A beleza incrível de Leandro deixava-a fria. A voz rica e profunda, com aquele leve sotaque argentino, não lhe tirava o equilíbrio. Quando ele rodeava sua mesa para olhar alguma coisa no computador dela, o sistema nervoso de Emily permanecia perfeitamente estável e funcionando. Ela era, como previra a ex-secretária dele, feita de material mais forte.
Todavia, no momento, subindo sozinha no elevador, porque as outras pessoas já tinham descido em andares mais baixos, ela se sentia uma pilha de nervos, embora se perguntasse... o que ele poderia fazer? Condená-la a algum exílio imediato em algum lugar do outro lado do mundo? Ameaçar trancá-la e jogar a chave fora?
Não. O máximo que ele poderia fazer era ficar muito, muito irritado... e, sem dúvida, ficaria... especialmente considerando que, apenas 15 dias atrás, Leandro lhe fizera um elogio generoso e lhe dera um aumento também generoso, pelo qual ela ficara imensamente grata.
Emily respirou fundo quando as portas do elevador se abriram e ela saiu no andar opulento da diretoria da companhia de eletrônicos que seu chefe possuía e dirigia com incrível eficiência.
Esta era apenas uma das empresas bem-sucedidas dele. Elas variavam de publicações a telecomunicações, e ele começara, recentemente, um programa de investimento em hotéis, já possuindo três deles. A riqueza de Leandro era incalculável.
Ela sentiria falta daquilo tudo, pensou, olhando em volta do departamento movimentado. Plantas e repartições de vidro escuro garantiam certa privacidade para as secretárias que ajudavam a manter a maquinaria funcionando. Diversas delas lhe acenaram.
Ela sentiria falta do almoço ocasional com as outras mulheres na cantina no escritório. Das redondezas espetaculares de um prédio, o qual era uma atração turística em si. Do ritmo carregado de adrenalina de seu trabalho, da diversidade das tarefas e de todas suas responsabilidades... as quais haviam aumentado muito desde que ela começara.
E sentiria falta de Leandro?

Série Rumos Imprevistos
2- Entre o Dever e o Desejo
Série Concluída

sábado, 21 de maio de 2016

O Segredo do seu Toque

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ele sempre tem o que deseja?

Corada pelo forte sol de Milão, Caroline Rossi entra no imponente prédio empresarial de Giancarlo de Vito apenas para sentir-se inadequada e praticamente invisível! 

A ambição implacável de Giancarlo o fizera chegar ao topo, porém, jamais se esquecera dos obstáculos que tivera de superar... ou da vingança que somente Caroline poderá ajudar a executar. 
Acostumado com mulheres fazendo de tudo para satisfazê-lo, Giancarlo fica surpreso, pois Caroline se recusa a ceder. E, para conseguir o que deseja, ele precisará usar todo o seu poder de sedução...

Capítulo Um

Caroline abanou-se cansadamente com o guia de ruas que estivera segurando com força, feito um talismã, desde que desembarcara do avião no aeroporto de Malpensa, em Milão, e aproveitou para olhar ao redor. Em algum lugar, aninhado entre aqueles prédios antigos, históricos e as piazzas amplas, elegantes, estava o seu destino. Sabia que deveria rumar diretamente até lá, desviando-se de todas as tentações como uma bebida gelada e algo doce, com chocolate e um creme delicioso, mas estava com muito calor, exausta e faminta.
— Não vai demorar nada — dissera Alberto encorajador. — Um voo breve, Caroline. E um táxi... Talvez uma pequena caminhada para encontrar o escritório dele, mas que vistas poderá apreciar! O Duomo. Jamais terá visto nada tão espetacular. Palazzos. E as lojas. Bem, faz muitos, muitos anos que estive em Milão, mas ainda me lembro do esplendor da Vittorio Gallery.
Caroline o olhara com ceticismo, e o velho homem tivera a humildade de corar envergonhado, porque aquela viagem a Milão não se destinava ao turismo. Na verdade, ela teria de estar de volta dentro de quarenta e oito horas e mal podia conter a ansiedade diante das expectativas que pesavam em seus ombros.
Devia localizar Giancarlo De Vito e, após uma conversa convincente, retornar de algum modo ao Lago de Como com ele.
— Eu mesmo teria ido, minha cara — dissera Alberto — , mas a minha saúde não permite. O médico falou que tenho que descansar o máximo possível, cuidar do meu coração... Não ando muito bem, você entende...
Caroline se perguntou, não pela primeira vez, como se deixara convencer a realizar aquela missão, mas sabia que de nada adiantava remoer aquilo. Estava ali agora, cercada por um milhão de pessoas, transpirando sob a temperatura alta de julho, e era um tanto tarde para ter um súbito ataque de nervos.
A verdade era que o sucesso ou o fracasso daquela viagem não era realmente preocupação sua. Era a mensageira. Alberto, sim, seria afetado, mas ela era apenas a assistente pessoal dele que, por acaso, estava realizando uma tarefa um tanto bizarra.
Alguém lhe deu um empurrão por trás e ela consultou o guia de ruas rapidamente, começando a caminhar na direção da pequena rua que havia assinado com um marca-texto laranja.
Não se vestira de maneira adequada para a viagem, mas a temperatura estivera mais fresca junto ao lago. Ali, o calor era opressivo, e a calça creme grudava-lhe nas pernas feito adesivo. A blusa simples amarela de mangas três quartos parecera elegante quando iniciara a jornada, mas agora gostaria de ter vestido uma regata e prendido o cabelo de outra maneira. Sim, fizera uma espécie de trança comprida, mas ficava se desfazendo e grudando em torno de seu pescoço.
Concentrada em seu desconforto físico e no constrangimento do que a aguardava pela frente, mal notou a beleza da antiga catedral, com suas torres impressionantes e estátuas, pela qual passou arrastando a mala de rodinhas.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Sedução e Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Vou ter você, Isabel. E descartá-la quando me cansar...

Lorenzo Cicolla tinha um único objetivo: vingança. Isabel o traíra no passado, e agora devia pagar. 

Mas a forma de pagamento que ele arquitetara era um tanto diferente: faria Isabel se casar com ele!
Sedutor, atraente, Lorenzo fora o grande amor da vida de Isabel. Mas ela precisou renunciar a esse amor para salvar o pai de uma chantagem. 
Agora Lorenzo estava de volta, e Isabel percebeu que o amor não morrera em seu coração. 
Só que não poderia aceitar seu pedido de casamento: o que Lorenzo tinha a oferecer-lhe não era amor, e sim vingança!

Capítulo Um

Branco era uma cor horrível. Olhando no espelho da penteadeira, Isabel achava que nunca mais voltaria a vestir branco. Dava uma sensação de desespero.
Começou a escovar os cabelos, compridos, escuros, quase negros, que caíam em pequenas ondas sobre as costas. Mais cedo ou mais tarde teria de descer para a sala, pensou.
Estava lá em cima no seu quarto havia quase duas horas, vestindo-se. Na verdade, esquivando-se do que ocorria lá embaixo.
Três batidas na porta. Sua mãe abriu. Entrou. Sorriu. Isabel sorriu também. Os músculos da face doíam com o esforço, mas ela não tinha escolha. A noiva tinha de estar feliz. Quem já ouviu falar de uma noiva deprimida?
— Estou quase pronta — disse, voltando-se e ouvindo o farfalhar do vestido. As mangas justas inibiam seus movimentos. Achava também o decote muito profundo. Mas a culpa era toda dela, pois deixara a mãe escolher o modelo de uma revista, sem nem ao menos dar uma olhada. Tirara as medidas, experimentara, concordara com a mãe e com a costureira. E mal tinha visto o vestido.
Agora percebia que o detestava. Mas, na verdade, detestaria qualquer vestido de noiva.
— Que tal estou? — perguntou.
— Está linda, querida. — A mãe sorriu mais amplamente, os olhos brilhando.
— Nada de lágrimas, você prometeu.
— Claro.
Se a mãe começasse a chorar, ela começaria também. Aí, além de uma noiva deprimida, seria uma noiva deprimida com a maquilagem estragada. Um quadro nada agradável.
— Onde foi parar a minha menina? — A sra. Chandler segurou as mãos da filha.
Isabel olhou para a mãe com ternura, sentindo um nó na garganta.
— Ainda estou aqui, mamãe — respondeu. — Você não está perdendo uma filha. Está ganhando um filho. — Dizer aquilo era difícil, pois aumentava seu mal-estar.
— Claro, querida, mas seu pai e eu... bem... onde foram parar todos esses anos? Ainda ontem você estava engatinhando. Agora... está se casando.
— Eu tinha de crescer um dia. — Isabel falava baixo, tentando parecer despreocupada. Não era conveniente que os pais começassem a suspeitar de que algo não ia bem. Começariam a fazer perguntas e, com certeza, iriam descobrir a verdade. Isso ela não podia permitir, pois os amava muito para vê-los sofrer. Era a única e tão desejada filha de um casal que tinha perdido as esperanças de ter filhos, adorada desde o dia em que nascera.
— E eu, como estou? — A sra. Chandler deu uma voltinha.
— Um espetáculo.
Estava mesmo. A sra. Chandler era alta como a filha, tinham os mesmos olhos azuis. A única diferença era que a mãe era loira. Aos sessenta anos, ainda conservava a mesma beleza. O mal de Parkinson podia ter comprometido seus movimentos, mas não tinha diminuído seu brilho.
— Papai é um homem de sorte...
— Você não diria isso se o tivesse visto há pouco. — A sra. Chandler riu. — Ele estava furioso, tentando entrar naquele smoking, o mesmo que usou quando nos casamos. O último botão vai ter de ficar aberto, mas acho que ninguém vai notar. Todos estarão olhando para você, querida.
Sorriu outra vez, tentando parecer radiante.
— Como vão os preparativos? — perguntou, mudando de assunto. — Eu sei que devia estar ajudando, mas...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Uma Nova Mulher

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Ele morava na mansão e ela na ala dos empregados.

James Rocchi sempre tivera de tudo: dinheiro, beleza e charme em excesso. O sorriso encantador era a garantia de que jamais faltariam mulheres bonitas, sofisticadas e disponíveis ao seu redor. Ainda assim, sempre teve um interesse especial por Jennifer, a garota simples que morava com os empregados. 

Anos depois, ela retorna de Paris completamente transformada em uma mulher estilosa e exibindo curvas tentadoras. Agora James tinha olhos apenas para Jennifer! Afinal, quando ele decidiu contratá-la, sua proposta era muito mais ampla do que meros assuntos profissionais!

Capítulo Um

Jennifer olhou-se no espelho. Sentia como se tivesse renascido. Estava num restaurante fantástico, com uma comida deliciosa, e onde até os banheiros eram impressionantes. Podia haver coisa melhor? Tinha as faces rosadas e os olhos brilhantes. Já não se sentia alta demais, nem magra demais, nem que tinha a boca grande demais. Era uma mulher atraente na flor da idade, e o melhor de tudo: James estava lá fora, à sua espera.
Jennifer Edwards conhecia James Rocchi desde sempre. Da janela do seu quarto, da casa onde tinha vivido com o seu pai, olhara milhares de vezes para a esplendorosa mansão Rocchi, com a sua impressionante arquitetura vitoriana.
Quando criança, via James como um herói e o perseguia enquanto ele brincava com os amigos. Já adolescente, apaixonara-se por ele, ruborizando-se cada vez que o via. No entanto, ele sempre a ignorara, pela diferença de idade — era vários anos mais velho do que ela.
Mas Jennifer não era mais uma adolescente. Tinha 21 anos, uma licenciatura em Língua Francesa e havia sido contratada pela firma parisiense de advocacia na qual tinha passado todos os verões trabalhando enquanto estudava.
Era uma mulher feita. E sentia-se feliz.
Com um suspiro de prazer, retocou o batom, arrumou o cabelo e saiu para a sala de jantar.
James estava olhando pela janela e ela aproveitou para observá-lo sem ser vista.
Era um homem muito viril e atraente, daqueles que faziam as mulheres virarem o pescoço à sua passagem. Tal qual o pai, que havia sido diplomata, tinha o cabelo preto e a pele bronzeada, fruto da sua origem italiana, embora tivesse herdado os olhos azuis da sua mãe inglesa. Tudo nele era atraente, desde a pose arrogante até o corpo musculoso e perfeito.
Ainda não acreditava que estava ali com ele, mas James a convidou para sair e isso deu a ela a confiança necessária para continuar caminhando até a mesa.
— Tenho uma surpresa para você— disse ele, com um sorriso sedutor.
— Sério? O que é? — perguntou ela, sem conter o seu entusiasmo.
— Aguarde e verá — respondeu ele, sem deixar de sorrir. — Não posso acreditar que já tenha acabado o curso e que esteja prestes a ir morar no exterior...
— Nem eu, mas uma oferta de trabalho em Paris é algo que não se pode rejeitar. Sabe que há poucas oportunidades aqui.
— Sim — afirmou ele. Sabia do que ela estava falando, e aquele era um traço dela que ele admirava. Conheciam-se há muito tempo, tanto que quase não tinham de explicar as coisas. Obviamente, seria maravilhoso para ela morar alguns anos em Paris. Kent era uma cidade bonita e aprazível, mas estava na hora de ela conhecer o mundo.
No entanto, sentiria sua falta.
Jennifer serviu-se de outra taça de vinho e sorriu.
— Três lojas, um banco, dois escritórios, um posto de correios... e nada de emprego! Poderia ter procurado também em Canterbury, que fica mais perto, mas...
— A sua licenciatura em Francês não teria servido para nada. Imagino que John vá sentir a sua falta.
Jennifer teve vontade de perguntar se ele também sentiria a sua falta. James trabalhava em Londres há seis anos, à frente da empresa do seu falecido pai.
A verdade era que só voltava a Kent em alguns fins de semana ou nas férias.
— Não vou para sempre — respondeu ela, sorrindo. — O meu pai ficará livre de mim. Ensinei-o a usar a internet para que possamos nos falar pelo Skype.
Apoiando o rosto nas mãos, Jennifer observou o seu acompanhante. James só tinha 27 anos, mas parecia mais velho. Seria pelas responsabilidades que teve de assumir desde muito jovem?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Doce Perigo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Perigo & Paixão



Um italiano irresistível!

Para se livrar de ser chantageado por e-mail, o bilionário Alessio Baldini precisa de alguém que rastreie as mensagens. Todos indicam Lesley Fox, e logo ele entenderia o motivo. Desafiadora e audaciosa, ela se impõe à natureza inflexível de Alessio. E mesmo se esforçando para não gostar dele, Lesley não consegue evitar que seu coração bata mais forte quando Alessio está por perto. 

Entretanto, render-se a essa paixão pode ter um preço alto.

Capítulo Um

Lesley Fox parou lentamente em frente à casa mais imponente que já vira.
Deixar Londres e viajar não custara muito tempo. Era segunda-feira, meados de agosto, e ela dirigira no contrafluxo. Ao todo levara uma hora para deixar o apartamento na populosa área de Ladbroke Grove e chegar a um lugar que parecia a capa de uma revista de decoração como House Beautiful.
Os portões de ferro forjado anunciavam o esplendor da propriedade, assim como a alameda pontilhada por árvores e as terras com gramados bem cuidados por onde Lesley dirigira.
O proprietário dali era riquíssimo. É claro que ela já sabia disso. A primeira coisa que fizera ao receber a proposta para esse trabalho fora pesquisar o homem na internet.
Alessio Baldini... italiano, mas residente no Reino Unido há muito tempo. A lista de suas várias empresas era extensa e ela pulara essa parte. O que ele fazia para viver não era da sua conta. Só quisera se assegurar de que o homem existia e que era como Stan descrevera.
Trabalhos conseguidos por meio de amigos de amigos nem sempre eram recomendáveis, principalmente na área de Lesley. Como seu pai costumava dizer, uma moça sempre devia ser muito cautelosa.
Lesley saiu do seu carrinho que parecia ainda menor no vasto pátio e se permitiu alguns minutos para olhar em volta.
O brilho de um dia de verão perfeito fazia com que os gramados, o bosque denso e as roseiras de encontro aos muros de pedra da mansão tirassem seu fôlego e parecessem quase irreais.
Aquela propriedade no campo era única.
Lesley obtivera alguma informação na internet sobre onde o homem morava, mas nada de fotos, portanto estivera despreparada para tanta ostentação de riqueza.
Uma brisa suave despenteou seus cabelos castanhos e curtos, e pela primeira vez Lesley se sentiu um pouco constrangida com a calça de combate, alpargatas e uma de suas camisetas mais desbotadas com o logotipo da banda de rock a que fora assistir cinco anos antes.
Esse lugar não parecia ser do tipo que tolerava gente malvestida.
Lesley desejou ter prestado mais atenção aos detalhes a respeito do homem que ia visitar.
Havia longos artigos a seu respeito, mas poucas fotografias, e mesmo assim ela as ignorara, mal notando os grupos de tediosos homens de negócios com seus ternos e o mesmo sorriso de superioridade de quem conseguira dinheiro demais na vida.
Lesley pegou o laptop no assento do passageiro e fechou a porta do carro.
Se não fosse por Stan não estaria ali nesse momento. Não precisava do dinheiro. Possuía o suficiente para pagar a hipoteca de seu apartamento de um dormitório, não se interessava em comprar roupas, pois não se considerava atraente para os homens e, em geral, eles também lhe despertavam pouco interesse, e também não ligava para férias longas e caras.
Seu emprego de tempo integral como website designer, criadora de sites na internet, pagava bem e, no que lhe dizia respeito, nada lhe faltava.
Seu pai crescera com Stan, o amigo irlandês de longa data. Stan praticamente a adotara quando ela se mudara para Londres depois da faculdade, e Lesley lhe devia muito.
Com sorte sairia da propriedade de Alessio Baldini logo.

Série Perigo & Paixão
1- Doce Perigo
2- Marcados pela Paixão

domingo, 12 de julho de 2015

Enfeitiçada pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






"Você venceu, Alessandro!"

Chase Evans batalhou muito para superar os erros que cometeu no passado, mas o bilionário Alessandro Moretti não irá perdoá-la tão facilmente. 

Anos após o breve caso de amor, eles se enfrentarão em uma batalha judicial. E nesse jogo é Alessandro quem dá as cartas. Ele quer resolver a questão fora dos tribunais — e entre os lençóis. 
Mas a fachada fria do poderoso bilionário desmorona ao perceber que está apaixonado pela mulher que o feriu. Será que esse romance sobreviverá aos segredos de Chase?

Capítulo Um

Chase Evans afastou a pasta que estava em sua frente e olhou para o relógio. Pela quarta vez. Agora já fazia 25 minutos que esperava naquela sala de conferência. Como advogada, sabia do que se tratava. Na verdade, mesmo que não o fosse, saberia. Era questão de intimidação. Intimidação de uma empresa destruidora determinada a conseguir o que queria.
Levantou-se, alongou os músculos e dirigiu-se às janelas de vidro, que iam do chão ao teto, e davam vista às ruas apinhadas da cidade.
Nessa época do ano, Londres ficava repleta de turistas. Lá de cima, pareciam apenas bonequinhos, mas sabia que, se descesse, juntaria-se a estrangeiros de todas as partes do mundo. Não havia como fugir deles. Não havia como fugir do barulho, das multidões e do alvoroço, embora ali, nos arredores opulentos da AM Holdings, fosse natural pensar estar a quilômetros de distância daquilo tudo. Era um silêncio mortal.
Mais uma tática de intimidação, pensou cinicamente. Já tinha visto muita coisa nos últimos anos desde que começara a advogar, mas os absurdos dessa empresa eram difíceis de superar.
Lembrou-se da primeira reunião, quando acharam que seria fácil comprar o abrigo para mulheres. Para essa primeira reunião, mandaram o advogado júnior, Tom Barry, que se enredou em complicações logísticas com as quais era evidentemente incapaz de lidar.
Para a segunda, enviaram dois homens mais experientes. Alex Cole e Bruce Robins foram preparados, mas ela também havia sido. De todos os casos pro bono aos quais se dedicava, o abrigo para mulheres era o mais importante. Se haviam se preparado para derrubá-la, então ela também subiria o nível, apresentando acordos e precursores obscuros que os mandariam embora confusos e prometendo voltar.
Chase não tinha dúvida de que voltariam. O abrigo, ou Lar da Beth, como era apelidado, ficava em um terreno privilegiado no oeste de Londres, um terreno que, caso se desenvolvesse, poderia gerar muitos lucros para qualquer especulador minimamente sagaz. Ela soube, por meio de contatos e meios secretos, que o grupo AM estava interessado em explorar a área. Uma transformação ambiciosa — de um abrigo para mulheres em um shopping de grife, exclusivo para ricos e famosos.
Bem, só por cima do seu cadáver.


terça-feira, 12 de maio de 2015

Em Busca do Passado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Poder, riquezas e mulheres lindas na palma da sua mão!

Leo Spencer tem absolutamente tudo, menos o que mais deseja — a verdade sobre o seu passado. 
Obstinado, a busca por seus pais biológicos o leva até a inocente Brianna Sullivan. 
Ela vive em um vilarejo isolado na Irlanda e é bem diferente das mulheres que Leo conhecera. 
Lutando contra seus verdadeiros sentimentos, ele a seduz para desvendar o que ela sabe. 
Mas quando Brianna descobre sua verdadeira identidade, a relação entre os dois fica ainda mais quente.

Capítulo Um

Sob a pouca claridade do fim do dia, Leo Spencer começava a questionar sua decisão de fazer essa viagem. Por um momento, erguendo os olhos do relatório na tela de seu laptop, franziu a testa ao olhar para os lados. Vastos hectares de campos se estendiam para além das janelas laterais do carro até horizontes distantes, que agora iam sendo engolidos pelo escurecer.
Quase disse ao seu motorista para acelerar, mas de que adiantaria? Que velocidade Harry conseguiria atingir naquelas estradas sinuosas, sem iluminação, ainda perigosas devido à mais recente queda de neve que só agora começava a derreter? Com toda a certeza, não precisava acabar atolando numa vala em algum lugar. 
Havia passado por um carro pela última vez há vários quilômetros. Ele nem sequer fazia ideia de onde ficava a cidade mais próxima.
Concluiu que fevereiro era possivelmente o pior mês para viajar até o extremo da Irlanda. Não conseguira prever o período de tempo necessário para chegar ao destino e, agora, amaldiçoava o raciocínio equivocado que o fizera rejeitar a opção de ir até ali no avião da empresa.
O vôo para Dublin foi sem escalas e transcorreu normalmente. Desde o minuto em que encontrou seu motorista no aeroporto, porém, a viagem se transformou num pesadelo de trânsito e pequenos contratempos que causaram ainda mais atrasos. 
Enfim, quando pareceu que todos os vestígios de civilização ficaram para trás, enveredaram por uma teia de estradas desoladas, perigosas, que se mostraram ainda mais ameaçadoras pela constante ameaça de neve. 
Era algo que pairava no ar, como um manto opressivo, só à espera do momento certo para apanhar os desavisados de surpresa.
Desistindo da esperança de conseguir produzir algo útil, Leo fechou abruptamente o laptop e olhou para o cenário lúgubre.
Os contornos escuros das colinas se elevavam sombriamente para além das planícies, onde se entremeava uma rede de lagos, rios e córregos, embora nenhum fosse visível àquela hora. Ele estava acostumado à quase constante luz artificial de Londres. 
Nunca tivera muito tempo para os alardeados prazeres do campo, e sua indiferença com relação a eles se solidificava rapidamente a cada quilômetro rodado. Mas era uma viagem que se vira obrigado a fazer.
Refletindo sobre a sua história de vida, soube que era uma jornada essencial. A morte da mãe oito meses antes, pouco depois que o próprio pai dele morreu inesperadamente de um ataque cardíaco, jogando golfe com os amigos, deixara-o sem desculpas para continuar adiando o inevitável. 
Tinha de descobrir quais eram suas verdadeiras origens, quem eram seus pais biológicos. Enquanto os pais adotivos estivessem vivos, jamais os teria desrespeitado procurando sua família biológica, mas o momento chegara.
Fechou os olhos e viu as imagens de sua vida passando na mente como num rolo de filme antigo. Foi adotado recém-nascido por um casal rico, bem-sucedido, de quase quarenta anos, que não conseguira ter filhos. Criado com todas as vantagens que uma família abastada pudera oferecer, estudara nos melhores colégios particulares e sempre passara férias no exterior. 
Uma carreira acadêmica brilhante e o tino para os negócios tinham lhe proporcionado uma ascensão meteórica no mundo financeiro, até que, aos 32 anos, era dono da própria fortuna. Possuía mais dinheiro do que conseguiria gastar numa vida inteira e a liberdade para usá-lo na área mais criativa das aquisições de empresas.
Parecia ter o toque de Midas. Nenhuma das suas aquisições até o presente tinha sido um mau negócio, ao contrário. Além do mais, ainda havia recebido uma grande fortuna como herança dos pais. Em suma, a única parte incerta numa vida abençoada e de sucesso era o mistério com relação às suas verdadeiras origens. Como uma erva daninha persistente, era algo que nunca lhe fora completamente arrancado.
A curiosidade sempre estivera presente, pairando no limiar de sua consciência, e sabia que seria algo que sempre o incomodaria se não tomasse atitudes concretas para resolver o assunto de uma vez por todas.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Presos Ao Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Acusada de ser uma golpista.

É assim que Aggie é vista pelo bilionário Luiz Montes. Revoltada e humilhada, a situação se torna ainda pior quando ela não tem escolha a não ser ficar junto do arrogante brasileiro devido ao mau tempo.
Forçados a buscar abrigo enquanto enfrentam a tempestade de neve, Luiz não se esforça nem um pouco para ser simpático com Aggie.
Sim, ele é insuportavelmente convencido. Sim, ele também é tão irresistível quanto pensa ser.
Agora, Aggie está furiosa consigo mesma, pois percebe que não é tão imune ao charme letal de Luiz quanto achava...

Capítulo Um


Dentro do luxuoso automóvel, Luiz Carlos Montes deu uma olhada no papel, confirmou o endereço e examinou a vizinhança. Não era o que esperava. Fora um erro ir de carro. Naquele tipo de bairro, qualquer coisa de valor poderia ser roubada ou vandalizada apenas por diversão. A luz da rua, a casinha com varanda travava uma batalha perdida para parecer atraente no meio de outras menos cuidadas. 
A direita do jardim minúsculo havia um quadrado cimentado com várias latas de lixo. À esquerda, um quadrado semelhante, onde um carro enferrujado se apoiava em cima de blocos de concreto. Mais além se via uma série de lojas: um delivery de comida chinesa, uma agência de correio, uma loja de bebidas e um jornaleiro que parecia ser o ponto de encontro do tipo de jovens que Luiz suspeitava serem capazes de depenar seu carro assim que ele se afastasse. 
Felizmente, ele não precisava se preocupar com os rapazes. Com l,92m, um corpo musculoso, graças a rigorosos exercícios e à pratica de esportes, quando lhe sobrava tempo, seria perfeitamente capaz de amedrontar um grupo de adolescentes indolentes. Com a previsão de neve e precisando responder a vários e-mails antes que todos se recolhessem para desfrutar as festas de Natal, aquela seria a última coisa que Luiz gostaria de fazer em uma sexta-feira de dezembro. 
Mas obrigações familiares eram obrigações familiares, e não lhe restava escolha. E, depois de ter visto o buraco que era aquele lugar, ele precisava admitir que a sua missão, apesar de inconveniente, era necessária. Luiz suspirou e saiu do carro. A noite estava fria até mesmo para Londres. A geada que caíra durante as noites da semana anterior não derretera e cobria o carro enferrujado do jardim ao lado da casa e as tampas das latas de lixo, do outro. 
Luiz sentiu o cheiro de comida chinesa e torceu o nariz. Aquele era o tipo de bairro que ele não frequentava. Nem precisava. Quanto mais rápido resolvesse o problema e saísse dali, melhor. Com isso em mente, pressionou a campainha até ouvir o som de passos que corriam para a porta. Quando se preparava para começar a jantar, Aggie ouviu a campainha e pensou em ignorá-la, principalmente por desconfiar que seria o sr. Cholmsey, o proprietário, que reclamara a respeito do atraso do aluguel. 
— Mas eu sempre pago em dia! - protestara ela, quando ele telefonara no dia anterior. 
— O aluguel só está atrasado dois dias. Não tenho culpa que os correios estejam em greve! Mas, pelo visto, tinha. Ele lhe fizera o “favor” de aceitar o pagamento em cheques enquanto os outros locatários pagavam via débito em conta... Veja no que dera... Não era admissível... Havia gente brigando por aquela casa... Poderia alugá-la a qualquer momento para alguém mais confiável...