Mostrando postagens com marcador Castelos de ilusões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Castelos de ilusões. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Castelos de ilusões

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Comprometido com uma... Apaixonado por outra!

A última coisa que Sandra desejava ao viajar para a França era envolver-se com um charmoso francês, ainda mais sendo um homem comprometido.
Mas não conseguia resistir quando ele a tomava nos braços e a chamava de mon amour.
Armand estava de casamento marcado, porém, ao encontrar Sandra pela primeira vez, soube que se se casasse cometeria o maior engano de sua vida.
E agora? O que fazer? Deixar-se levar pelo coração e destruir tudo o que programara para sua vida ou renunciar à única mulher que o fazia vibrar de paixão?

Capítulo Um

Armand Couvier estreitou os olhos escuros ao fixá-los no rosto da mãe.
— Você é mesmo impossível, sabia? — censurou.
Celina Couvier fez uma expressão de fingida mágoa.
— Impossível? Eu? Por quê?
— Está manipulando essa garota, mamãe...
— Se estou fazendo isso é com a melhor das intenções, Armand. Foi o último pedido do pai dela.
— E você nunca conseguiu negar coisa alguma àquele homem, não é?
Celina sorriu com ar nostálgico.
— É verdade. Durante vinte anos, John e eu gostamos muito um do outro.
— Mas não foi um amor tão grande que os levasse ao casamento — ele replicou. — Vocês foram amantes, mas não sei se de fato se amavam.
— Como poderíamos nos casar? Já éramos ambos casados — Celina lembrou-o, levantando-se e alisando o vestido. — Está quase na hora, querido.
Armand bufou, exasperado.
— Nem sei por que estou fazendo isso. Toda essa história é indigna de você. Está se envolvendo com uma pessoa de quem não sabe coisa alguma.
— Sei que ela está precisando de ajuda e que não tem ninguém a quem recorrer, além de mim — retrucou a mãe com severidade.
— Mas não a conhece! Talvez ela nem aceitasse sua ajuda, se soubesse como você é manipuladora e o que está pretendendo fazer.
Celina enfrentou-lhe o olhar agastado, erguendo o queixo numa atitude de teimosia.
— A moça prometeu ao pai que viria e telefonei a ela assim que recebi a carta de John. Ele deixou tudo arrumado, antes de morrer, e só precisei me certificar de que a filha concordara em vir para cá.
— Eu te conheço bem — resmungou Armand.
— Conhece, chéri! Nem sempre revelo tudo o que penso ou faço.
— Isso não posso negar. Não sabia desse caso, que durou vinte anos!