Uma terrível descoberta!
Geórgia Maitland se escondeu no Oriente Médio para fugir do passado.
E pensou ter encontrado seu futuro nos braços de Nathan Trehearn.
Porém, a lua de mel ainda não havia terminado quando descobriu a cruel realidade do passado de Nathan: uma mulher charmosa, que se autodenominava "a sra. Trehearn". Seu casamento no deserto havia sido uma miragem ou uma farsa.
Capítulo Um
Após meia hora à beira da piscina, Geórgia sentia-se exausta e indolente. O calor era insuportável, mesmo à sombra das palmeiras.
Foi um alívio quando entrou no bar do clube, e a intensidade do brilho do sol foi consideravelmente diminuída por vidros fume. Além disso, o ambiente com ar-condicionado e o murmurinho da água de uma fonte interna proporcionaram-lhe uma agradável sensação. Seus olhos ainda não haviam se adaptado à semi escuridão, quando um homem baixo a cumprimentou. A figura pareceu-lhe vagamente familiar.
— Srta. Maitland? Geórgia? — Diante de seu olhar surpreso, ele se apresentou: — Sou Grev Canning. Fomos apresentados na casa dos Kimberley, lembra-se?
— Oh, claro! Desculpe-me, não consigo focalizar nada. Minha vista ainda não se adaptou a esta escuridão.
— Realmente, isso leva algum tempo. Que tal um drinque para ajudar? Algo bem gelado e refrescante?
— Obrigada, Grev, mas eu já estava de saída. Na verdade, só entrei para pedir um táxi.
— Ora, enquanto espera, poderia muito bem me acompanhar num drinque! Então, aceita?
E por que não?, Geórgia pensou. Afinal de contas, não estava com tanta pressa assim.
— Tudo bem — concordou, sentando-se numa poltrona de couro verde. — Eu gostaria de um suco de laranja natural com bastante gelo, por favor.
E, enquanto Grev fazia o pedido, o senso artístico de Geórgia não pôde deixar de analisar o garçom que os atendia: um árabe muito alto e magro, usando uma túnica comprida de algodão cru e um turbante vermelho de veludo, colocado de lado sobre os cabelos negros como ébano. Como tudo naquele país, ele também exibia o ar exótico que a encantava! Então, Grev se esparramou na poltrona ao lado dela.
— Você nadou? — ele perguntou, iniciando a conversa.
— Infelizmente, não. Minha intenção era essa, mas criaria problemas. Sabe como são os árabes...
— Bem, no início é sempre um choque. Somos alertados sobre os costumes, no entanto nada nos prepara para o que realmente encontramos. Não se preocupe, acabará se acostumando.
Ele acendeu um cigarro e, entre longas baforadas nervosas, não parava de falar, contando sobre seu trabalho no porto. Geórgia o ouvia, distraída. Sua atenção estava mais voltada para as pessoas dispersas pelo imenso salão. Todas desconhecidas, com exceção de um homem em meio ao grupo próximo à janela...
Ela franziu o cenho, tentando se lembrar de onde o conhecia. O rosto lhe parecia familiar.
Absolutamente distraída, não percebeu quando uma mulher de postura agressiva cruzou a porta de vidro do clube e, sem dar tempo ao porteiro de ajudá-la, marchou na direção deles.
O olhar apreensivo de Grev e o súbito movimento para se levantar alertaram Geórgia. Instintivamente, virou-se para trás e viu a mulher fitando-os, enfurecida. Tinha cabelos ruivos e vestia uma bermuda folgada e uma camiseta absolutamente fora de moda.
Adiantando-se, a recém-chegada segurou possessivamente o braço de Grev, obrigando-o a sentar-se de novo.
— Greville, não vai me apresentar à moça? — a mulher indagou, com voz estridente e tom de desconfiança.
— Cia... Claro, amor. Esta é Geórgia Maitland. Lembra-se dela na casa dos Kimberley?
— Lembro-me perfeitamente de não ter ido à casa dos Kimberley!


Capítulo Um
Após meia hora à beira da piscina, Geórgia sentia-se exausta e indolente. O calor era insuportável, mesmo à sombra das palmeiras.
Foi um alívio quando entrou no bar do clube, e a intensidade do brilho do sol foi consideravelmente diminuída por vidros fume. Além disso, o ambiente com ar-condicionado e o murmurinho da água de uma fonte interna proporcionaram-lhe uma agradável sensação. Seus olhos ainda não haviam se adaptado à semi escuridão, quando um homem baixo a cumprimentou. A figura pareceu-lhe vagamente familiar.
— Srta. Maitland? Geórgia? — Diante de seu olhar surpreso, ele se apresentou: — Sou Grev Canning. Fomos apresentados na casa dos Kimberley, lembra-se?
— Oh, claro! Desculpe-me, não consigo focalizar nada. Minha vista ainda não se adaptou a esta escuridão.
— Realmente, isso leva algum tempo. Que tal um drinque para ajudar? Algo bem gelado e refrescante?
— Obrigada, Grev, mas eu já estava de saída. Na verdade, só entrei para pedir um táxi.
— Ora, enquanto espera, poderia muito bem me acompanhar num drinque! Então, aceita?
E por que não?, Geórgia pensou. Afinal de contas, não estava com tanta pressa assim.
— Tudo bem — concordou, sentando-se numa poltrona de couro verde. — Eu gostaria de um suco de laranja natural com bastante gelo, por favor.
E, enquanto Grev fazia o pedido, o senso artístico de Geórgia não pôde deixar de analisar o garçom que os atendia: um árabe muito alto e magro, usando uma túnica comprida de algodão cru e um turbante vermelho de veludo, colocado de lado sobre os cabelos negros como ébano. Como tudo naquele país, ele também exibia o ar exótico que a encantava! Então, Grev se esparramou na poltrona ao lado dela.
— Você nadou? — ele perguntou, iniciando a conversa.
— Infelizmente, não. Minha intenção era essa, mas criaria problemas. Sabe como são os árabes...
— Bem, no início é sempre um choque. Somos alertados sobre os costumes, no entanto nada nos prepara para o que realmente encontramos. Não se preocupe, acabará se acostumando.
Ele acendeu um cigarro e, entre longas baforadas nervosas, não parava de falar, contando sobre seu trabalho no porto. Geórgia o ouvia, distraída. Sua atenção estava mais voltada para as pessoas dispersas pelo imenso salão. Todas desconhecidas, com exceção de um homem em meio ao grupo próximo à janela...
Ela franziu o cenho, tentando se lembrar de onde o conhecia. O rosto lhe parecia familiar.
Absolutamente distraída, não percebeu quando uma mulher de postura agressiva cruzou a porta de vidro do clube e, sem dar tempo ao porteiro de ajudá-la, marchou na direção deles.
O olhar apreensivo de Grev e o súbito movimento para se levantar alertaram Geórgia. Instintivamente, virou-se para trás e viu a mulher fitando-os, enfurecida. Tinha cabelos ruivos e vestia uma bermuda folgada e uma camiseta absolutamente fora de moda.
Adiantando-se, a recém-chegada segurou possessivamente o braço de Grev, obrigando-o a sentar-se de novo.
— Greville, não vai me apresentar à moça? — a mulher indagou, com voz estridente e tom de desconfiança.
— Cia... Claro, amor. Esta é Geórgia Maitland. Lembra-se dela na casa dos Kimberley?
— Lembro-me perfeitamente de não ter ido à casa dos Kimberley!

