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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Casório ?!







Lucy Sullivan vai se casar...Será?

Lucy nem ao menos tem namorado (para falar com franqueza, ela não tem assim tanta sorte no amor).

Mas a senhora Nolan jogou o tarô e previu que Lucy estará entrando na igreja, a caminho do altar, dentro de um ano.
As amigas que dividem o apartamento com Lucy ficaram estarrecidas com a notícia.
Se ela for embora, isso vai acabar pondo fim ao seu maravilhoso estilo de vida, que consiste em comer quentinhas, beber muito vinho, levar rapazes para o apartamento e jamais fazer uma faxina na casa.
Mas Lucy as tranqüiliza, dizendo que anda ocupada demais brigando com a mãe e se preocupando com o irresponsável do pai para pensar em se casar.
E há um pequeno problema: não existe nenhum namorado na jogada.
Entretanto, Lucy conhece Gus, o lindo e nada confiável Gus, e começa a se perguntar: será que ele poderá ser o futuro Senhor Lucy Sullivan? Ou quem sabe Chuck, o americano bonitão?
Ou Daniel, o maior paquerador do mundo? Ou quem sabe Jed, o novo rapaz que foi trabalhar na firma?

Capítulo Um

Quando Meredia me lembrou de que nós quatro, do escritório, havíamos marcado uma consulta com uma taróloga na segunda-feira, meu estômago se revirou ligeiramente, pelo choque.
— Você esqueceu — acusou Meredia, balançando a cara gorda.
Eu esquecera mesmo.
Espalmando as mãos por sobre a mesa, ela me avisou:
— Nem mesmo pense em dizer que não vai.
— Saco — murmurei, porque era exatamente isso que eu pensava em fazer.
Não que eu tivesse objeções sobre conhecer o futuro. Pelo contrário, isso era até um pouco divertido. Especialmente quando chegava a parte onde as videntes me diziam que o homem dos meus sonhos estava para aparecer a qualquer momento, essa parte era sempre hilária.
Às vezes, até mesmo eu ria.
Só que eu estava duranga. Embora tivesse acabado de receber o salário, minha conta parecia um país arrasado, pós-holocausto, com cadáveres por toda parte, pois no dia em que recebi o contracheque gastei uma fortuna em óleos aromáticos que prometiam me rejuvenescer, me energizar e levantar meu astral.
Além de me levar a falência, embora não especificassem isso na embalagem. Acho que a idéia era me deixar rejuvenescida, energizada e com o astral tão alto que eu não ia me importar com o resto.
Assim, quando Meredia lembrou que eu me comprometera a pagar trinta libras a uma mulher para que ela me dissesse que eu ia viajar por sobre o mar e possuía um pouco de mediunidade, compreendi que ia ficar sem almoçar por duas semanas.
— Acho que não vou poder pagar... — disse, nervosa.
— Voce não pode dar para trás agora!

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