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sábado, 1 de abril de 2017

O Preço para a Redenção

APIMENTADO CONTEMPORÂNEO
Série Irresistível Paixão

A qualquer custo!

Daniil Zverev é conhecido como o magnata mais implacável do mundo. 
Ninguém sabe da crueldade e da rejeição que estão por trás de seu enorme sucesso. 
Contudo, Libby Tennent está cada vez mais perto da verdade.
Desde que entrara em seu escritório, a exuberante Libby abalou o coração endurecido de Daniil. 
Ele não costuma fazer favores, mas decidiu ajudar a pequena empresa de Libby. 
Daniil também sempre fugiu de relacionamentos, ainda assim, uma noite com Libby não foi suficiente! Será que esse poderoso russo está disposto a arriscar tudo para ficar com Libby?

Capítulo Um

Tecnicamente, Libby Tennent mentira.
Ela havia conseguido passar pelas portas giratórias douradas envidraçadas e atravessado o impressionante piso de mármore, e estava diante do elevador, quando um segurança uniformizado veio perguntar aonde ela estava indo.
— Tenho hora marcada com o sr. Zverev — respondeu Libby.
— Talvez. Mas, antes de pegar o elevador, primeiro é necessário se apresentar na Recepção.
— Oh, é claro — respondeu Libby despreocupadamente, tentando parecer que havia simplesmente se esquecido dos procedimentos.
Tudo naquele lugar era imponente.
Ele ficava em um prédio luxuoso em Mayfair. Mesmo antes de o táxi parar no endereço, Libby havia percebido que ver Daniil Zverev não ia ser a moleza que o pai dela insistira que seria.
Libby caminhou até a recepção e repetiu a história para uma recepcionista muito elegante, dizendo que tinha hora marcada para se encontrar com o sr. Zverev, torcendo em silêncio para que a mulher não percebesse que o compromisso estava, na verdade, marcado para o pai dela, Lindsey Tennent.
— Seu nome?
— Tennent. — Libby observou a recepcionista digitar os detalhes e a viu estreitar sutilmente os olhos, focando na tela do computador.
— Um momento, por favor. Ela pegou o telefone e repassou as informações.
— Estou com uma srta. Tennent. Ela diz ter hora marcada com o sr. Zverev. — Houve uma pausa momentânea, e então ela olhou para Libby. — Seu primeiro nome?
— Libby — disse ela. Então, pensando que, dada a segurança do local, eles provavelmente iriam pedir um documento oficial para a identificação, ela corrigiu. — É um apelido para Elizabeth.
Libby tentou parecer calma e evitou brincar com uma mecha de seus cabelos loiros ou bater o pé. Mas ela estava nervosa. Não nervosa, exatamente, mas desconfortável por ter concordado em fazer isso.
Mas talvez ela não precisasse estar, pois a recepcionista colocou o telefone no gancho, balançando a cabeça.
— O senhor Zverev não pode vê-la.
— Desculpe? — perguntou Libby, não só por causa da recusa, mas porque ela fora até ali sem nenhum pedido de desculpas ou explicação. — Como assim, eu preciso...?




Série Irresistível Paixão
1- O Preço para a Redenção
2- O Preço do Proibido
3- Coração sem Passado - a revisar
4- Aprendendo a recomeçar - a revisar

O Preço do Proibido

APIMENTADO CONTEMPORÂNEO 
Série Irresistível Paixão



O calor do prazer!

Clientes, mulheres, dinheiro, o CEO Sev Derzhavin é um mestre em conseguir tudo o que deseja.
E quando sua assistente pessoal pede demissão, ele não resiste ao desafio de fazê-la mudar de ideia. 
Naomi Johnson sabia que precisava se afastar antes que se entregasse à intensa atração que sente por seu chefe. 
Afinal, ele é famoso por partir o coração das mulheres com as quais se envolve. 
Porém, durante a última viagem de negócios, Sev faz uma proposta chocante para aliviar as tensões: uma única noite inesquecível de prazer!

Capítulo Um

Naomi acordou em uma cama muito quente e confortável. Em meio à escuridão, esperou pelo amanhecer, muito nervosa.
Na noite anterior, ligara para Andrew e terminara o seu compromisso.
Conforme o esperado, ele não recebera bem a notícia.
Mas, afinal, ele também não gostara quando ela fora para Nova York ficar com o pai. Na realidade, haviam rompido na véspera de Naomi partir; na manhã seguinte, Andrew aparecera no aeroporto de Heathrow com um anel de noivado, dizendo que ia esperar por ela.
No momento, ela não pensava nisso com ternura, fora deixada de lado, bem sabia, precisara desses meses de separação para entender que concordara com o noivado sob pressão e que não precisava de Andrew e de sua bondade para se ausentar.
Estava feito, e Naomi já não pensava em Andrew. Agora estava nervosa e temia a conversa que teria nesse dia. Com Sev.
É claro que Andrew perguntara se havia outro homem, e Naomi hesitara demais para responder. Não, não havia ninguém, dissera por fim, e era a verdade. Mais ou menos.
Naomi já trabalhava para Sev havia três meses e, sim, ele tentara duas vezes.
Uma vez, quando estavam há horas no seu jato na pista de decolagem em Mali, ele largara o livro que sempre lia nas decolagens e sugerira que ela fosse se deitar um pouco.
Com ele por cima. Ou ela podia ficar por cima. Costumava ser magnânimo, dissera.
A outra vez fora em Helsinki, quando fora até a suíte dela a fim de discutirem uma reunião comercial e avisara que mudara sua senha de segurança. Naomi tomava nota quando Sev se declarara curado de sua mania por louras.
E sugerira que fossem para a cama. Naturalmente, Naomi respondera que, por mais que se sentisse lisonjeada com a oferta, continuava noiva e nunca se envolveria com o patrão.
Sevastyan era a pessoa menos romântica que já conhecera.
E Naomi estava louca por ele.



Série Irresistível Paixão
1- O Preço para a Redenção
2- O Preço do Proibido
3- Coração sem Passado - a revisar
4- Aprendendo a recomeçar - a revisar

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Jura de Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Playboys da Sicilia
Buscando o seu lugar no mundo e encontrando o amor!

Uma proposta ousada!
Oito anos atrás, a reputação e o orgulho de Sophie Durante foram destruídos pelo magnata Luka Cavaliere. Agora ela está de volta para cobrar essa dívida! 

A fim de acalmar o pai doente, Shophie pede que Luka finja ser seu noivo. 
Foi preciso apenas uma pequena amostra da mulher audaciosa que ela esconde por trás da fachada fria para Luka perceber que essa encenação poderia ser bastante prazerosa. 
Então, aceita participar. Contudo, ele deixa bem claro que casamento estava fora de cogitação... até descobrir o quanto a deseja!

Capítulo Um

— Feliz aniversário amanhã!
Sophie sorriu enquanto Bella tirava da bolsa um embrulho em papel de presente.
— Posso abrir agora? — interrogou Sophie.
Já sabia o que era... um vestido para sua festa de noivado na semana seguinte. Conquanto trabalhassem como arrumadeiras, Bella era uma costureira talentosa, e Sophie passara as últimas duas semanas fazendo provas com folhas de papel espetadas em seu corpo. Estava ansiosa para ver o resultado final. Bella mantivera segredo e Sophie nem sabia qual a cor do vestido.
— Não abra aqui — advertiu Bella balançando a cabeça. — Espere chegar a casa. Não vai querer sujar de areia.
Trabalhando exaustivamente no Brezza Oceana Hotel, sempre que podiam as duas descansavam na sua caverna secreta. Não era de fato secreta, mas ficava escondida atrás de penhascos pontiagudos e não podia ser vista do hotel. Os turistas ignoravam a existência do lugar, pois a pequena praia era apenas acessível por um atalho que só os nativos de Bordo Del Cielo conheciam. Quando o hotel fora construído para aborrecimento dos habitantes de Bordo Del Cielo, era ali que Sophie e Bella iam após a escola. No momento, mesmo trabalhando juntas quase todos os dias, a tradição permanecia.
Ali, onde ninguém podia ouvi-las, se sentavam com as pernas na água azul, conversando sobre seus sonhos e medos... Mas não todos os seus medos.
Bordo Del Cielo era uma cidade de segredos e algumas coisas eram perigosas demais para serem discutidas até com amigos íntimos.
— Agora poderei fazer meu próprio vestido — comunicou Bella.
— Como será?
— Cinza. Muito simples e sofisticado. Quem sabe então Matteo irá me notar...
Sophie riu. Matteo era o melhor amigo de Luka e a paixão de Bella há anos, todavia, jamais a levara a sério.
— Deve estar animada — comentou Bella.
— Claro que estou. — Entretanto, o sorriso que Sophie sempre esboçava quando se falava do noivado dessa vez morreu entre lágrimas.
— Sophie? Conte o que está acontecendo.
— Não posso.
— Está preocupada com...? Dormir com ele? Talvez ele espere isso quando ficarem noivos, porém pode dizer que deseja aguardar a noite de núpcias.
Dessa vez Sophie riu de verdade.
— Essa é a única coisa que não me preocupa, Bella.
E era verdade.
Oh, não via Luka há anos, mas continuara apaixonada. O pai viúvo de Luka era rico; Malvolio possuía o hotel e quase todos os negócios e casas da cidade. E do que não possuía, recebia pagamento para proteger. Quando a mãe de Luka morrera, em vez de criar o filho como o pai de Sophie a criara, Malvolio o enviara para um internato no continente, e a cada verão que retornava, Sophie o achava ainda mais lindo.
— Estou louca para rever Luka.
— Lembra-se de como chorou quando ele partiu?
— Tinha 14 anos — replicou Sophie. — Amanhã farei 19...
— Lembra-se de quando tentou beijá-lo? — Bella riu, e Sophie se encolheu.
— Luka argumentou que eu era muito criança. Creio que na ocasião ele tinha 20 anos. — Sophie sorriu ao se lembrar do constrangimento dele ao arrancá-la do seu colo. — Ordenou-me esperar.
— E você esperou.
— Mas ele não — falou Sophie com amargura. Luka tinha reputação de mulherengo. — Naquele tempo já pulava de cama em cama.
— E isso a aborrece?
— Sim, mas...


Série Playboys da Sicilia
1- Jura de Desejo
2- Liberdade para Amar
Série Concluída

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Liberdade para Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Playboys da Sicilia


Buscando o seu lugar no mundo e encontrando o amor!

Memórias de uma paixão…
O bilionário Matteo Santini decidiu passar a noite com Bella Gatti para protegê-la do perigoso jogo com o qual havia se envolvido. 

Contudo, ele não esperava ficar tão abalado pelo intenso desejo que sentiu, nem pelo desaparecimento de Bella no dia seguinte. Mesmo após cinco anos, ela não conseguiu esquecer os momentos de paixão que passara ao lado de Matteo. 
Ao se reencontrarem, fica claro que a atração entre eles apenas se intensificara. E quando Matteo a convida para conhecer o seu quarto, Bella sabe que seria impossível recusar.

Capítulo Um

Bella Gatti.
Matteo não queria ouvir o nome dela, mas naquela noite ele surgiu na conversa.Tampouco queria se lembrar de um amor que o fizera de tolo.Assim, ficou quieto durante a reuniãozinha entre seus amigos mais próximos e parceiros de negócios na luxuosa cobertura de Luka em Roma, evitando a todo custo qualquer referência ao seu passado extremamente duvidoso.
Matteo e sua namorada de três meses, o que era uma espécie de recorde para ele, haviam vindo de Londres para a ocasião. Ciente de que o noivado de Luka e Sophie era uma farsa extravagante, Matteo só queria que a noite terminasse logo.
Sophie Durante havia aparecido no escritório de Luka em Londres alguns dias atrás exigindo que, depois que o pai dela fosse libertado da prisão, eles reatassem o noivado abandonado há muito tempo pelo pouco tempo que ele ainda teria de vida.
Se Luka tivesse pedido algum conselho a Matteo, eles não estariam sentados ali naquele instante.
Paulo, o pai de Sophie, não parava de falar da Sicília e do povo bonito que morava no oeste. Matteo, esforçando-se ao máximo para não deixar que sua mente voltasse para lá, ficava tentando guiar a conversa de volta para sua verdadeira paixão.
O trabalho.
Não, sua paixão não era Shandy, a mulher ao lado dele, embora ela desejasse que fosse.
O trabalho honesto era a paixão dele.
A reputação de Matteo no mundo dos negócios era sua posse mais preciosa. Ele havia se reerguido do nada. Dera um jeito na vida depois de um passado violento e criminoso, e nada nem ninguém o levaria de volta.
— Então, quando você vai para Dubai? — perguntou Luka.
— Domingo — respondeu Matteo. — A menos que você precise do avião.
Luka entendeu o que Matteo queria dizer. Estava convencido de que Sophie queria mais do que um anel de noivado no dedo. Ele não acreditara nem por um segundo na história lacrimosa dela.
Matteo não acreditava em ninguém.
— Domingo? — certificou-se Shandy. — Achei que havia dito que ainda não tinha uma data certa.
— Eu acabei de ficar sabendo. — Matteo cerrou os dentes. Shandy colocara na cabeça que iria acompanhá-lo na viagem de negócios. Se quisessem dividir um quarto uma aliança talvez fosse ser necessária, e ele podia sentir a expectativa dela. Com certeza Shandy achava que essa viagem repentina a Roma tinha algum significado mais profundo.
— Onde vocês vão ficar? — perguntou Paulo.
— Fiscella — respondeu Matteo, referindo-se ao luxuoso hotel.— Que romântico — disse Shandy, mas Matteo logo a cortou.
— Luka e eu estamos pensando em comprá-lo — explicou ele a Paulo. — É um ótimo hotel antigo, mas que precisa de muitas reformas. Quero verificar algumas coisas por conta própria.
— Bella não trabalha lá? — perguntou Paulo a Sophie, e Matteo tomou um grande gole de sua bebida.
Bella.
O nome dela fazia com que sua garganta se fechasse, a ponto de ele precisar dizer a si mesmo para relaxar, para poder engolir de uma vez seu limoncello. Odiava o gosto da bebida; fazia-o lembrar-se de casa, um lugar que passara os últimos cinco anos tentando esquecer.
Ele já sabia disso.
Alguns meses depois de partir, seu meio-irmão Dino havia lhe dito que Bella era uma figura presente no bar do hotel. Ele também tinha lhe contado coisas que fizeram seu estômago revirar e arder, mas Matteo conseguiu manter a calma com Dino. Se o meio-irmão dele tivesse alguma suspeita de que ele se importava com Bella, Malvolio iria puni-la pela fuga de Matteo, só por prazer.
— Trabalha — respondeu Sophie, e apesar de não querer aprofundar-se no assunto, Matteo descobriu-se fazendo uma pergunta a Sophie.
— Fazendo o quê?
— Ela é uma camareira — respondeu Paulo pela filha. — Não é mesmo, Sophie?


Série Playboys da Sicilia
1- Jura de Desejo
2- Liberdade para Amar
Série Concluída

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Calor da Proteção

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Sete dias longe da coroa!

A princesa Layla de Ishla sempre sonhou em ser livre. Ter uma semana inteira para realizar seus desejos proibidos era um luxo. Um jantar romântico, dançar a noite toda e beijar um belo homem... Entretanto, ela deveria respeitar apenas uma regra: permanecer pura para o futuro marido. Ao chegar à Austrália, ela busca a única pessoa que pode ajudá-la a conseguir o que quer. 

Mikael Romanov é reverenciado e temido, porém, a bela e inocente Layla consegue derrubar facilmente sua fachada dura e tocar seu coração. Mikael jurou mantê-la a salvo, mas conseguiria protegê-la de si mesmo?

Capítulo Um

— Princesa Layla, você está animada para ser...?
Layla esperou pacientemente enquanto a menina na tela do computador gaguejava escolhendo as palavras. Pelo vídeo, Layla participava das aulas das meninas e dos jovens de Ishla. Cada aula levava em média uma hora e, graças ao árduo trabalho, Layla conseguia participar de uma aula por mês. Nesta especificamente, encorajava as crianças a conversarem em inglês e a se dedicarem aos trabalhos de casa. Sua contribuição provava ser um enorme sucesso.
— Princesa Layla — tentou a menina de novo. — Está animada para ir com o príncipe Zahid e a princesa Trinity à viagem de lua de mel do casal para a Austrália?
Ao ouvir a palavra “lua de mel”, a turma começou a dar risinhos nervosos. Layla fez o possível para conter o próprio riso. A turma consistia em meninas de 10 anos, todas animadíssimas em conversar sobre casamentos e, sobretudo, a respeito do casamento do príncipe Zahid com uma inglesa, Trinity.
E de luas de mel então, nem se fala!
— Muito bem — disse Layla à menina quando as risadas cessaram. — Você falou direitinho... Sim, estou muito animada em acompanhar meu irmão e a mulher a Sidney, Austrália. Sabia que esta é minha última aula antes de eu embarcar no avião real hoje à noite?
O casamento de Zahid e Trinity tinha sido lindo e toda a população de Ishla participara das comemorações. É verdade que o anúncio da gravidez de Trinity havia causado comoção. De acordo com as regras estabelecidas, Layla responderia a qualquer pergunta, desde que feitas de modo educado e correto. Algumas delas, entretanto, sobre a gravidez de Trinity, tinham sido muito estranhas, e não apenas por se tratar de um assunto delicado. O fato é que Layla simplesmente não sabia as respostas, o que a levara à compreensão do quanto era ingênua.
Layla ansiava por conhecimento.
Há muito sonhava com o mundo fora dos muros do palácio.
Antes mesmo de Zahid escolher a noiva, ele tinha concordado em levar Layla em sua lua de mel. Como futuro rei, Zahid não podia se ocupar da esposa o dia inteiro, e, é claro, imaginaram que ela precisaria de companhia.
Porém, os dois estavam tão apaixonados, talvez preferissem viajar sozinhos, mas Layla não abriria mão de sua primeira viagem para fora de Ishla.
Contudo, a culpa a consumia.
Não por se julgar uma imposição ao casal apaixonado. Na verdade, a culpa tinha a ver com o que planejava, em segredo, realizar ao chegar à Austrália.
— Princesa Layla, está com medo? — perguntou outra menina.
— Um pouco — respondeu, o que não deixava de ser verdade. — Afinal, nunca saí de Ishla e não sei o que me espera, mas ao mesmo tempo estou animadíssima. Vai ser uma grande aventura e há tempo venho sonhando com essa viagem.
— Princesa Layla...
Todas as mãos estavam erguidas. As alunas a adoravam. Preparavam seus deveres de casa, cumpriam todas as regras apenas para ter a chance de falar com a princesa de seu reino todo mês. Embora ainda houvesse uma lista de perguntas, o pai de Layla, o rei Fahid, queria conversar com ela antes da viagem, e assim ela encerrou a aula.
— Agora — comunicou Layla às alunas -, não resta mais tempo para perguntas. Chegou a hora de me desejarem boa viagem.
Ela sorriu ao ouvir as vozes obedientes.
— Vai sentir nossa falta? — perguntaram.
Layla ergueu dois dedos mostrando uma pequena distância entre eles. — Um tantinho assim. — Uma vez iniciados os protestos, Layla abriu os braços ao máximo. — Talvez esse tantão! Todas sabem que vou sentir falta de vocês daqui até a lua.
Sim, sentiria muita saudade delas, pensou deitada na cama de barriga para baixo, checando e rechecando os detalhes no computador pela última vez.
Seu pai deixaria que ela voltasse a dar aulas depois que...?
Layla interrompeu os pensamentos; não se permitiria pensar nisso agora. Independentemente das consequências de seus atos, arcaria com a responsabilidade.
Uma semana de liberdade valeria qualquer punição imposta pelo pai.
Layla morria de medo de tomar um táxi sozinha na Austrália, mas vira uns vídeos no computador repetidas vezes e tinha certeza de que obteria êxito.
Como adorava seu computador!

domingo, 19 de julho de 2015

Jóia Preciosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match



A mulher que ele não deveria desejar...

Zahid, o príncipe do deserto, teve que desistir de Trinity Foster e juntar forças para reprimir o desejo que sentia. Como herdeiro do reino de Ishla, era obrigado a voltar para seu povo e cumprir seus deveres reais. Mas nem mesmo o calor do deserto foi capaz de afastar a lembrança do momento em que se apoderou dos lábios de Trinity em um beijo avassalador. 

Anos mais tarde, um encontro ao acaso os levou a uma noite de paixão há muito desejada. Quando verdades dolorosas sobre o passado são reveladas, Zahid sabe que precisa proteger Trinity. Ela é estritamente proibida. Mas agora que voltou para a sua vida, Zahid não será capaz de deixá-la partir.

Capítulo Um

— Alguém viu Trinity?
A voz de Dianne ressoou na noite calma. Tinha-se tornado um grito familiar no último ano, ao qual o sheik e príncipe Zahid de Ishla se acostumara desde que se hospedava na casa dos Foster.
Ele costumava se hospedar ali desde os 16 anos, mas agora, perto dos 22, tomara a decisão de que aquela seria sua última estada ali. Da próxima vez que fosse convidado, recusaria gentilmente.
Zahid caminhou pelos bosques localizados próximos à propriedade. Naquela clara noite de verão, ouvia sons de risadas no lago. Ele voltaria em breve para Ishla e torcia para que o motorista chegasse o mais rápido possível, pois preferia ir embora. Os Foster estavam dando uma festa para comemorar a formatura do filho, Donald, e a dele, portanto teria sido grosseria não participar.
Da próxima vez...
Zahid não apreciava a companhia deles. Na verdade, nunca gostara do estilo de vida do casal. Gus Foster era político e parecia permanentemente ligado na tomada. O único propósito da esposa, Dianne, parecia ser apoiar tudo o que o marido fizesse. Desde que Zahid conhecera a família, a mulher fora humilhada quando dois casos do marido se tornaram públicos, bem como revelações escandalosas de encontros. Mas nem isso foi capaz de fazer com que o sorriso de Dianne murchasse.
Após aquela noite, não teria mais que presenciar nada, pensou. Tampouco teria que bater papo sobre política com o detestável Gus. Apenas o fazia por ser amigo de Donald, filho do casal.
Como se Zahid tivesse amigos.
Zahid era um lobo solitário e muito independente. Aos sábados à noite, preferia a companhia de uma linda mulher do que esse tipo de atividade, mas a obrigação o levara a comparecer à festa.
Quando tinha 16 anos e estudava em um colégio interno bastante conceituado, houve uma inspeção nos armários dos alunos e encontraram uma bolada de dinheiro e drogas no armário de Zahid. Não eram dele. O problema não foi a suspensão, mas a vergonha que tal escândalo traria à família.
Ao saber da novidade, o pai, o rei Fahid, imediatamente embarcou em seu jato para conversar com o diretor, não para encobrir o ocorrido, pois não era esse o procedimento em Ishla. Em vez disso, Zahid explicara a Donald, o rei estava a caminho da Inglaterra para pedir desculpas pelo comportamento do filho e levá-lo para casa. Uma vez em Ishla, Zahid, o filho desonrado, teria que pedir desculpas publicamente ao seu povo.
— Mesmo sem você ser culpado? — perguntou Donald.
Zahid assentiu.
— Cabe ao povo me perdoar ou não.


Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída

Desafiado pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match





Alina Ritchi estava muito nervosa.


Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. 
Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?

Capítulo Um

Não naquele dia.
Demyan Zukov olhou pela janela de seu jatinho particular enquanto o avião começava a descida final em direção a Sydney.
Era realmente uma vista magnífica. A água era de um azul-escuro incrível e estava repleta de barcos, balsas e iates que deixavam rastros brancos. A vista sempre animava Demyan. Demonstrava sempre a promessa de tempos bons pela frente quando seu avião aterrissasse.
Mas não naquele dia.
Enquanto olhava para baixo, Demyan se lembrou da primeira vez que havia ido à Austrália.
Não havia sido em tão grande estilo e certamente não havia imprensa esperando por ele.
Entrara no país anonimamente, ainda que determinado a deixar sua marca. Demyan tinha apenas 13 anos quando deixara a Rússia pela primeira e última vez.
Sentou-se na classe econômica de um jato comercial ao lado de sua tia, Kátia. Quando olhou pela janela e viu pela primeira vez a terra que o esperava, Kátia falava sobre a fazenda em Blue Mountains, que em breve seria seu lar, e ele não sabia o que esperar.
A criação de Demyan havia sido brutal e dura. Ele não conhecera o pai, e a mãe vivia em um espiral de pobreza e álcool. A pequena ajuda recebida pelo governo havia sido direcionada para alimentar os hábitos de Annika.
Quando Demyan tinha cinco anos, a mãe perdera o emprego, e ele assumira a responsabilidade de sustentar a família. O garoto trabalhara duro, mas não só na escola. Nas noites, juntava-se com um menino de rua, Mikael, para limpar pára-brisas de carros nos semáforos e pedir esmola para turistas.
Quando necessário, vasculhava lixeiras nos fundos de restaurantes e hotéis. De alguma forma, na maioria das noites, havia uma refeição de algum tipo para ele e Annika. Não que sua mãe houvesse se importado em comer perto do fim da vida. Em vez disso, fora vodka e mais vodka conforme ela se tornava cada vez mais paranóica e supersticiosa e demandava que o filho cumprisse os rituais que ela sentia que mantinham seu mundo seguro.
No momento da morte da mãe, Demyan esperava se juntar a Mikael nas ruas, porém sua tia, Kátia, havia viajado da Austrália, onde morava, para o enterro da irmã, na Rússia.
— Annika sempre me disse, nas cartas e nos telefonemas, que vocês estavam... — A voz de Kátia desaparecera quando ela olhou para as condições de vida da irmã e do sobrinho ao entrar no apartamento deles, e então estudara seu sobrinho desesperadamente magro. O cabelo preto e os olhos cinzentos contrastavam com a pele pálida e, apesar de Demyan haver se recusado a chorar; confusão; suspeita e mágoas estavam evidentes em seu rosto.
Apesar dos esforços de Demyan para acalmar a mente de sua mãe se obrigando a cumprir suas muitas superstições e rituais, não havia sido uma boa morte. No enterro, os dois haviam ficado em silêncio ao lado da cova de Annika. O serviço fúnebre ocorreu bem distante da igreja, e Demyan quase podia ouvir os gritos de protesto da mãe enquanto o caixão era abaixado em solo não consagrado.
O último lugar de descanso de Annika seria seu pior pesadelo.
— Por que ela não me disse o quão mal as coisas estavam?

Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída


sábado, 30 de maio de 2015

Desafiado Pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Alina Ritchi estava muito nervosa.

Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. 
E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. 
Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. 
Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?


Capítulo Um

Por que ela mentiu? 
Alina Ritchie deixou escapar um longo suspiro nervoso conforme seu táxi se aproximava de um hotel incrivelmente suntuoso. Puxando um espelho da bolsa talvez pela quinta vez desde que o táxi á havia buscado no apartamento que dividia com Cathy, ela verificou sua aparência e desejou novamente que, se tivesse um gene sofisticado profundamente enterrado, ele pudesse aparecer. 
Até aquele momento não havia aparecido. Sua cuidadosamente aplicada maquiagem havia praticamente desaparecido e até mesmo a curta caminhada até o táxi havia feito seus cabelos longos e escuros começarem a se enroscar e a despontar no úmido ar de fim de verão. Alina começou a trabalhar, retirando o brilho do rosto com um pincel e tentando alisar o cabelo com as palmas das mãos embaraçosamente úmidas. 
Tinha que dar certo, disse Alina a si mesma. Era a chance pela qual havia esperado por tanto tempo. Determinada a forjar uma carreira segura e com conselhos um pouco amargos, mas terrivelmente sábios, de sua mãe queimando nos ouvidos, Alina havia posto de lado seu interesse por arte e optou por estudar negócios. 
— Pergunte á si mesma quantos artistas estão mal das pernas, Alina — dissera sua mãe, quando, na etapa final de seu processo seletivo, Alina havia vacilado. Tudo o que ela queria fazer era pintar, mas seu repertório, como sua mãe havia apontado muitas vezes, não era particularmente grande. Alina pintava flores. Muitas delas! Em tela, seda, papel... E, na ausência de material, pintava em sua mente. 
— Você precisa de um emprego decente — avisara Amanda Ritchie. — Toda mulher deve ter o seu próprio salário. Não posso bancá-la, Alina, e espero que eu á tenha criado para nunca depender de homem nenhum. 
O desencanto de sua mãe e o fato de que Amanda estava perdendo a pequena fazenda de flores haviam selado o destino de Alina. Ela optou pelo mundo corporativo, mas havia mais do que algumas secretárias mal das pernas também, e Alina era uma delas. 
O trabalho estava escasso, e a natureza bastante introvertida, por vezes, até sonhadora de Alina não se encaixava muito bem no mundo corporativo. A principal fonte de renda de Alina vinha de um restaurante onde ela servia mesas quatro, às vezes cinco noites por semana.
Pouco antes de sair para o trabalho na noite passada ela havia recebido um telefonema desesperado de uma agência muito exclusiva na qual havia se inscrito alguns meses atrás. Eles raramente a chamavam... A menos que estivessem desesperados! Alina havia ficado surpresa quando ouviu o que tinham em mente para ela. 
Um hotel da cidade havia ligado com um pedido urgente para uma secretária temporária para um convidado muito estimado. 
Nenhum dos funcionários preferidos da agência estava disponível num prazo tão curto, especialmente porque o período de tempo era vago, algumas semanas, talvez um mês. Não querendo passar uma oportunidade tão boa para outra agência, haviam chamado Alina. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Acorrentado Ao Trono

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Franca e direta, Amy é uma babá 

que parece ignorar que trabalho e discrição devem andar de mãos dadas. Mas o sheik Emir conhece outras utilidades para uma boca tão sedutora quanto malcriada… 
Apesar de viverem uma paixão abrasadora, ambos estão sujeitos às rigorosas Leis do Deserto. Como governante de Alzan, Emir jamais poderá fazer de Amy sua rainha. 
Ele perdeu a esposa quando ela dava à luz suas preciosas filhas gêmeas, porém Emir precisa de um herdeiro para que a linhagem continue. E essa é a única coisa que Amy é incapaz de lhe proporcionar… 


Capítulo Um 

– O sheik Rei Emir irá recebê-la – anunciou a mulher com ar pomposo. Amy ergueu o rosto enquanto Fatima, uma das criadas, entrava no quarto das crianças onde ela dava o jantar para as jovens princesas. 
– Obrigada por me avisar. A que horas...? – Vai recebê-la agora – interrompeu Fatima, a impaciência evidente diante da pouca pressa de Amy, que continuava a alimentar as gêmeas. 
– Elas estão jantando... – começou Amy, mas não se deu ao trabalho de prosseguir... Afinal, o que sabia o rei sobre as rotinas das filhas? Emir mal as via e isso simplesmente a deixava de coração partido. 
O que ele sabia sobre como estavam carentes nos últimos tempos e como eram enjoadas para comer? Esse era um dos motivos para Amy ter pedido uma audiência com ele... No dia seguinte as meninas seriam entregues aos beduínos. Primeiramente iriam para o oásis no deserto e depois seriam entregues á estranhos para passar a noite.
Era uma tradição de séculos, explicara Fatima, e que não podia ser mudada. Bem, Amy ia dar um jeito nisso! As garotinhas haviam perdido a mãe com apenas duas semanas de vida, e desde a morte da esposa Emir mal as via. Era de Amy que dependiam. Amy, que ficava com elas todos os dias. Amy, em quem confiavam. Ela não pretendia simplesmente entregar as gêmeas nas mãos de estranhos sem lutar, mesmo que fosse por algumas horas.
– Vou cuidar das meninas e acabar de dar o jantar para elas – anunciou com calma. 
– Precisa estar apresentável para sua audiência com o rei – disse Fatima, passeando o olhar de desaprovação pela túnica azul-clara que era o uniforme da Babá Real. Estivera bem passada e limpa pela manhã, porém agora traía o fato de Amy ter brincado de pintura com os dedos com Clemira e Nakia durante a tarde. Por certo Emir não se importaria se estava ou não bem-arrumada. 
Era de se esperar que, se a babá cumpria suas obrigações, não estaria com uma aparência imaculada. Entretanto, de novo, o que Emir sabia sobre a vida na ala das crianças? Não visitava as filhas havia semanas. Amy trocou o uniforme manchado por outro limpo e penteou os cabelos louros que chegavam aos ombros em um rabo de cavalo. Depois cobriu a cabeça com um xale de seda azul-marinho, passando-o pelo pescoço e deixando as pontas caírem pelos ombros. 
Não usava maquiagem, mas, do mesmo modo como outras mulheres verificariam o batom, ela verificou se a cicatriz na parte baixa do pescoço estava coberta pelo xale. Detestava o modo como as pessoas sempre olhavam para aquilo, e ainda mais as perguntas que faziam a seguir. O acidente e suas conseqüências eram algo que preferia esquecer. 
– As meninas estão fazendo manha por causa da comida – anunciou Fatima quando Amy voltou para o quarto de Clemira e Nakia. Amy sufocou um sorriso quando Clemira fez uma careta para depois segurar a colher que Fatima oferecia e jogá-la no chão. 
– Precisam ser incentivadas – Amy explicou. 
– Nunca comeram essas verduras antes. 
– Precisam aprender a se comportar, isso sim! – retrucou Fatima. 
– Muitos olhos estão sobre elas em público, e amanhã partirão para o deserto... 


domingo, 19 de outubro de 2014

Legado de Silêncio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Coretti da Sicília
Como assistente de um chefe temperamental, Ella deve estar preparada para qualquer eventualidade. 

Por isso, anda sempre com a “Bolsa Santo” … Não se trata de uma elegante peça de grife, e sim da sacola onde guarda todos os objetos que o diabólico produtor de cinema Santo Corretti possa precisar desesperadamente. Mas o coração de Ella não está dentro da “Bolsa Santo”. 
Será que ele conseguirá convencê-la a entregar seu bem mais precioso?

Capítulo Um

Santo acordou num sobressalto, o coração disparado, e estendeu o braço para buscar conforto familiar, mas, em vez de estar na cama com uma amante ao seu lado, dormia sozinho num sofá. 
O que aconteceu ontem à noite? Sua mente traiçoeira não lhe respondeu o que tinha acontecido... deu-lhe pequenas dicas.
Havia uma garrafa vazia de uísque no chão, sobre a qual Santo pulou para chegar ao banheiro, e, quando olhou para baixo, viu que ainda usava o terno do casamento, mas estava sem gravata e com a camisa rasgada e desabotoada. Enfiou a mão no bolso do paletó, lembrando que Ella checara três vezes se as alianças estavam ali antes de ir embora, e antes que ele saísse para ser o padrinho do casamento de seu irmão. As alianças continuavam no seu bolso. 
Santo jogou água no rosto, que estava todo machucado, assim como seu peito. Olhou para o pescoço e fez uma careta, mas algumas mordidas de amor se mostraram a menor de suas preocupações quando os eventos da véspera começaram a voltar a sua mente. Alessandro! 
Santo pegou o telefone para chamar um táxi, mas quem atendeu foi a recepcionista da noite, que, talvez sem saber que não deveria fazer tais questões, perguntou para onde ele queria ir, e Santo de imediato desligou. Olhando pela janela, de seu ponto de vantagem luxuoso, podia ver a imprensa esperando. Algo raro para Santo: não se sentia em condições de enfrentá-los, ou de enfrentar seu irmão, sozinho. 
— Você pode vir me buscar? Apesar da hora, Ella atendera ao telefone, com olhos fechados. Depois de quatro meses trabalhando para Santo Corretti, estava mais que acostumada a ser chamada nos horários mais estranhos, embora ele soasse particularmente terrível, essa manhã. A voz profunda, com o forte sotaque italiano, ainda era linda, mesmo se um pouco rouca. 
Sim; lindo e terrível basicamente resumiam Santo. Abrindo os olhos, ela olhou para o criado-mudo. 
— São 6h — disse Ella. — De domingo. O que teria sido razão suficiente para terminar a chamada e voltar a dormir. Entretanto, a noite inteira, Ella esperara que ele ligasse; tanto que arrumara o cabelo de noite, e separara a roupa que usaria. 
Como o resto da Sicília, Ella assistira ao drama se desenrolar na televisão, na tarde anterior, e vira atualizações nos noticiários por toda a noite. Até mesmo sua mãe, na Austrália, assistindo ao jornal italiano, saberia que o casamento muito esperado do irmão de Santo, Alessandro Corretti, com Alessia Battaglia, fora cancelado no último minuto. Literalmente, no último minuto.


Série Os Coretti da Sicilia
 1- Legado de Silêncio
 2- Convite ao Pecado
 3- Sombra de Culpa
 4- Herança de Desonra 
 5- Sussurros de Tragédia
 6- Frágil Fachada
 7- Notícias Escandalosas
 8- Fome Pelo Proíbido
 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Esposa De Um Playboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Quando concordou em ajudar uma amiga, Estelle Connolly não esperava terminar como acompanhante em um casamento da alta sociedade ou atrair o olhar do homem mais poderoso do salão.

A inocente Estelle luta para manter sua máscara de sofisticação, especialmente depois de Raul fazer uma oferta ultrajante...
Dinheiro para resolver os problemas de sua família em troca de alguns meses ao lado dele... como a sra. Sanchez!
O esquema foi assinado, a lua de mel na Espanha planejada, mas uma das cláusulas prevê que todos os deveres matrimoniais devem ser cumpridos, principalmente na noite de núpcias!

Capítulo Um

— Estelle, eu prometo, você não precisará fazer nada além de segurar a mão de Gordon e dançar...
— E? — pressionou Estelle, fechando o livro que lia, mal conseguindo acreditar que estava tendo aquele tipo de conversa, muito menos que pensava em concordar com o plano de Ginny.
— Talvez um beijinho no rosto ou nos lábios. — Quando Estelle meneou a cabeça, Ginny continuou: — Você só tem de fingir que está loucamente apaixonada.
— Por um homem de 64 anos?
— Sim. — Ginny suspirou, mas antes que Estelle pudesse argumentar, ela disse: — Todos irão pensar que você é interesseira, que só está com Gordon por causa do dinheiro dele. O que será verdade. — Ginny parou de falar, então, interrompida por um terrível acesso de tosse.
Elas não eram exatamente melhores amigas, no entanto compartilhavam uma casa, duas estudantes tentando fazer faculdade. Aos 25 anos, Estelle era alguns anos mais velha que Ginny, e sempre se perguntara como sua colega conseguira comprar um carro e se vestir tão bem, mas agora descobrira.
Ginny trabalhava para uma agência muito exclusiva de acompanhantes, e tinha um cliente há um longo tempo. Gordon Edwards, um político com um segredo. Motivo pelo qual Ginny a assegurara que nada aconteceria, ou seria esperado de Estelle, se ela assumisse o lugar de Ginny como acompanhante dele, no grande casamento que aconteceria naquela noite.
— Eu teria de dividir um quarto com ele.
Estelle nunca compartilhara um quarto com um homem na vida. Não era tímida ou recatada, no entanto certamente não possuía a confiança ou a habilidade social de Ginny. Esta achava que fins de semana eram designados para festas, boates e pubs, enquanto a ideia de Estelle de um fim de semana perfeito era visitar igrejas antigas ou ruínas, e depois se aconchegar no sofá com um livro.
Nunca brincar de acompanhante!
— Gordon sempre dorme no sofá quando nós compartilhamos um quarto.
— Não. — Estelle ergueu os olhos sobre o nariz e voltou para seu livro. Tentou continuar a leitura sobre o mausoléu do primeiro imperador Qin, mas era muito difícil fazer isso quando estava tão preocupada com seu irmão, e ele ainda não lhe telefonara para informá-la se tinha conseguido o emprego.
Não havia dúvida que o dinheiro ajudaria.
Era fim da manhã de sábado, em Londres, e o casamento seria naquela noite, num castelo na Escócia. Se Estelle decidisse ir, teria de começar a se arrumar agora, porque eles voariam para Edimburgo, e depois pegariam um helicóptero para o castelo, e o tempo estava correndo.
— Por favor — insistiu Ginny. — A agência está desesperada porque não consegue achar alguém adequado para o trabalho tão em cima da hora. Ele virá me buscar em uma hora.
— O que as pessoas irão pensar? — perguntou Estelle. — Se todos estão acostumados a vê-lo com você.

 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Jogo da Realeza

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Coroa de Santina










Parem as máquinas! 

O conto de fadas entre os Santina e os Jackson é realidade ou ficção?
Parecia à realização do sonho de toda menina: se apaixonar por um príncipe e viver um glamouroso final feliz.
E essa seria a história entre Allegra Jackson e Alessandro Santina.
Contudo, a escandalosa família de Allegra não a preparou para uma vida de deveres públicos.
Será que o noivado se tornará um pesadelo?

Capítulo Um

Ela estava bem melhor sem emprego, Allegra disse a si mesma.

Ninguém deveria ter que aguentar aquilo. Exceto que andar na chuva ao longo das ruas acinzentadas de Londres e pegar o metrô para várias agências de emprego faziam com que a raiva que ela sentia por seu chefe ter lhe dado uma cantada, e a demitido por ela não sucumbir, começasse a ser substituída por uma emoção muito parecida com medo. 
Ela precisava daquele emprego. Suas economias foram destruídas pelo buraco sem fundo que eram os gastos excessivos de sua família. Às vezes, parecia que seu salário modesto de publicitária sustentava metade da família Jackson. 
Sim, ela era a tediosa e a confiável, mas eles não se incomodavam com sua confiabilidade quando se encontravam com problemas. Na semana anterior, Allegra havia emprestado quase 50 mil libras à sua madrasta, Chantelle, para que ela pudesse cobrir os débitos do cartão de crédito. 
 Débitos que seu pai desconhecia. Era risível pensar que agora precisaria ser sustentada por sua família. O dia estava frio e úmido, nem parecia primavera. Allegra enfiou as mãos nos bolsos de sua capa de chuva, curvando os dedos ao redor de uma nota de 50 libras que acabara de tirar do caixa eletrônico. 
Se seu chefe se recusasse a pagá-la no dia seguinte, aquilo era tudo o que ela possuía. Não! Já passara por situações piores do que essa. Como filha de Bobby Jackson, Allegra estava acostumada com altos e baixos, mas seu pai sempre conseguia se reerguer. Ela não ia afundar, mas se isso acontecesse, estaria perdida. 
Abrindo a porta de um bar, entrou com a cabeça erguida, removeu a capa e pendurou-a, com o cabelo molhado pingando nas costas. Normalmente, ela não entraria em um bar ao acaso, mas pelo menos estava quente lá dentro, e ela poderia se sentar e organizar seus pensamentos. 
Allegra se sentira confiante quando saíra dignamente de seu escritório. Com seu currículo e experiência, muitas agências ligaram ao longo dos anos oferecendo trabalho free-lance. Agora era triste descobrir que eles não estavam mais contratando, que a crise financeira e as mudanças da área significavam que não havia trabalhos esperando por ela. 
Allegra dirigiu-se a uma pequena mesa de canto e sentou-se. 
Apesar da aparência sombria do lado de fora, o interior do lugar era muito bonito, e os preços no menu atestavam tal fato.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Juntos Para Sempre

ROMANCE CONTEMPORÂNEO










Ao saber que o marido que ela havia tentado esquecer passou o ultimo ano preso por acusações falsas no Brasil
e exige a sua visita, é a última coisa Meg Hamilton quer ouvir.

Mas ela vai desempenhar o seu papel, em troca da assinatura de Niklas nos papéis do divórcio!
Só que ela não havia imaginado que atração entre eles continuava alucinante como sempre.
Da ultima vez isso os levou a um casamento relâmpago e desta vez, a conseqüência de ceder a sua química irá uni-la a Niklas para sempre ...

Capítulo Um


 — Tenho que ir — disse Meg à mãe. 
— Terminou o embarque, é melhor eu desligar o telefone. 
— Mais um pouco não tem problema — insistiu Ruth Hamilton. 
— Você terminou o trabalho? 
— Sim. — Meg tentou conter o nervosismo na voz.
Queria apenas desligar o telefone e relaxar. Meg odiava voar. Bem, não completamente, apenas a decolagem. 
Tudo o que queria fazer era fechar os olhos, ouvir música e respirar fundo antes de o avião partir do aeroporto de Sydney... Exceto que, como de costume, sua mãe queria falar sobre trabalho. 
— Como eu disse, está tudo resolvido — disse Meg calmamente, porque se demonstrasse que estava irritada, sua mãe iria querer saber mais. 
— Ótimo — disse Ruth, mas ainda não parou por aí. 
Meg enrolou uma mecha de seu cabelo vermelho muito liso ao redor de um dedo, como sempre fazia quando tensa ou concentrada. 
— Você precisa dormir no avião, Meg, porque você vai direto ao trabalho quando aterrissar. Você não acreditaria em quantas pessoas estão aqui. Há tantas oportunidades... 
Meg fechou os olhos e segurou um suspiro de frustração enquanto sua mãe discorria sobre a conferência e os detalhes da viagem. Meg já sabia que um carro iria encontrá-la no aeroporto de Los Angeles e iria levá-la direto ao hotel onde a conferência estava sendo realizada. 
E, sim, ela sabia que teria cerca de meia hora para tomar um banho e trocar de roupa. Os pais de Meg eram profissionais bem-sucedidos do setor imobiliário de Sydney, e agora estavam cuidando de investimentos no exterior para alguns de seus clientes. 
Haviam partido para Los Angeles na sexta-feira, enquanto Meg lidava com a papelada atrasada no escritório antes de se juntar a eles. Meg sabia que deveria estar muito mais animada com a perspectiva de uma viagem para Los Angeles. 
Normalmente, amava conhecer novos lugares e, no fundo, sabia que realmente não tinha nada a reclamar... Estava voando na classe executiva e ficaria no suntuoso hotel onde a conferência estava sendo realizada. 
Ela faria o papel de profissional de sucesso, como seus pais. Porém, o negócio da família não estava indo muito bem no momento. 
Sempre muito ansiosos, seus pais nunca avaliavam os riscos de empreendimentos que prometiam retornos altos e rápidos. 
Por outro lado, Meg, sempre sensata, sugeriu que apenas um deles devesse comparecer ou, talvez, nenhum deles. 
Para ela, todos deveriam se focar nas propriedades que já administravam. 
É claro que seus pais não a escutaram. Aquela, insistiram, era a grande oportunidade do momento. Meg duvidava. Não era isso, porém, o que lhe causava inquietação.

domingo, 10 de novembro de 2013

Preso no Harém

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Existe um lugar vago na tenda do sheik… 

Um olho roxo e uma noite atrás das grades não estavam nos planos do sheik Rakhal… 
Apesar dos percalços, não foi tempo desperdiçado, pois acabou conhecendo sua próxima conquista.
Como retornaria ao trono em breve, Rakhal não dispunha de muito tempo para descobrir se Natasha era tão quente entre os lençóis quanto seus cabelos vermelhos flamejantes.
Entretanto, sua imprudência provoca sérias conseqüências.

Natasha pode ter engravidado de um herdeiro de Alzirz.
Por isso Rakhal a leva para o deserto até que seu estado seja confirmado. 
Enquanto esperam pela resposta, ele aproveita para preencher o vazio de sua tenda com Natasha… 

Capítulo Um 

A policial não poderia ter sido mais entediante enquanto instruía Natasha sobre como preencher os formulários necessários. 
E, certo, se o roubo de seu carro não era a melhor das notícias, também não era o pior dos desastres. 
Mas ter que lidar com isso especialmente naquele dia podia tê-la feito deitar a cabeça na mesa chorando e pedindo aos céus que algo de bom acontecesse. Natasha não fez isso, claro. 
Ela seguiria as regras porque sempre fazia tudo como tinha que ser feito. 
Seu longo cabelo espesso e vermelho estava molhado por causa de toda a chuva que ela apanhara. Pingava água na mesa quando inclinava a cabeça. Natasha tirou o cabelo dos olhos. 
Suas mãos estavam brancas de frio. Se seu carro tinha que ser roubado, Natasha quase desejou que tivesse acontecido alguns dias depois. Quando não tomaria conhecimento do fato. 
Natasha deveria ter passado aquele dia planejando suas férias. Era o aniversário de morte de seus pais e queria marcar a data de alguma forma. 
Estava determinada a seguir com sua vida. Mas finalmente deu ouvidos aos amigos que diziam que ela merecia um descanso. 
Ela deveria diminuir um pouco o ritmo e não precisavam ser férias caras demais. Natasha era professora substituta, então não tinha sido difícil conseguir duas semanas de folga. Ela planejara visitar o cemitério naquele dia. 
Depois, reservaria um vôo para um lugar quente e barato. Mas nada saíra como Natasha esperava, e ali estava ela perdendo seu precioso tempo em uma desconfortável delegacia de polícia, fazendo um grande esforço para ser educada e não ouvir enquanto a mulher ao seu lado narrava um incidente doméstico. 
A policial repentinamente parou de falar. 
Na verdade, a sala inteira pareceu ficar em silêncio de repente. Natasha olhou para a porta aberta ao lado do balcão. Viu o rosto da policial ficar vermelho. Seguiu o olhar dela e certamente pôde ver o motivo. Pelo corredor passava o homem mais bonito que ela já tinha visto. 
Definitivamente, o mais bonito, a pensou, quando ele passou pelo balcão e se aproximou. 
Ele era alto, tinha uma aparência exótica. 
Era tão elegante que vestia uma camisa rasgada e, ainda assim, estava ótimo. O cabelo dele estava bagunçado e a barba estava por fazer. 
A camisa rasgada exibia o tórax bem definido e cor de café, e Natasha não conseguia desviar o olhar dele. Ela lutou para se lembrar do número da placa do carro que era dela há mais de cinco anos.
— Talvez você deva se sentar para preencher esses formulários — sugeriu a policial. 
Natasha tinha certeza de que aquela observação não era exatamente uma gentileza e sim uma tentativa por parte da policial de desbloquear sua visão. 
Natasha estava bem na frente do exótico prisioneiro e a policial não podia mais apreciar a vista. 
De qualquer forma, sentar-se depois de tanto tempo em pé foi um alívio. 
Instantes depois, Natasha ergueu os olhos bem a tempo de ver o homem calçando os sapatos que um policial trouxera para ele. 
— O senhor tem certeza de que não quer uma carona para casa? — perguntou o sargento. 
— Não será necessário. 
A voz dele era profunda, baixa e com um sotaque interessante. Apesar das circunstâncias e do estado em que se encontrava, aquele homem parecia dotado de uma autoridade natural. 
Era alguém acostumado a comandar, Natasha percebeu.
— Senhor, nós realmente sentimos muito pela confusão — completou o sargento.

domingo, 4 de novembro de 2012

Proposta Indecente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 Uma oferta audaciosa e irrecusável Zander Kargas precisou se tornar cada vez mais forte, primeiro para enfrentar e vencer o cruel punho de seu pai e depois para sobreviver à dura vida nas ruas. 
Ele lutou e conquistou, mas alguns desafios ainda permaneciam... 
Charlotte fora a melhor secretária com quem Zander tivera o prazer de negociar, e havia muito tempo desde que uma mulher despertara sua paixão. 
Ela, por sua vez, trabalhava para seu maior rival... 
E Zander, acostumado a comprar tudo que quisesse apenas abrindo a carteira, havia percebido que com Charlotte seria diferente. Então, decidiu seduzi-la...
Começando por uma proposta incrível e indecente! 



Capítulo Um 

Esperava por uma ligação mais do que deveria. Charlotte sabia disso. 
Devia ser distante, profissional e educada ao lidar com aquele homem poderoso. Porém, o som de sua voz, a forma como pausava após cada fala dela e o modo como sorria, ela sabia, por causa de algo que havia dito faziam-na se retorcer na cama. 
Já tinham se falado ao telefone inúmeras vezes. Na primeira, Zander foi seco. Seu sotaque grego confundia Charlotte, tanto que ela pensou ser seu chefe, Nico, de mau humor. 
Seu telefone tocou às seis da manhã e ela demorou a entender que o homem do outro lado da linha era, na verdade, o evasivo proprietário que tentava encontrar para Nico. 
Não era um de seus advogados nem sua amarga assistente pessoal com quem Charlotte estava acostumada a lidar, mas o homem em pessoa. 
- Aqui é Zander - ele disse para a mente confusa de Charlotte.  
- Pensei que queria falar comigo. Parece que me enganei. Estava prestes a desligar, claramente irritado com a demora para ser reconhecido, mas sabendo o quanto Nico se aborreceria se perdesse esse contato, Charlotte gaguejou um pedido de desculpas. 
- Sinto muito pela confusão. Fico feliz que você tenha ligado - Não completou a frase com um sarcástico finalmente, embora se sentisse tentada a fazê-lo. Em vez disso, olhou para o seu despertador. 
- É que são seis da manhã, aqui. Houve uma longa pausa e, embora não amigável, Zander soou menos ríspido. 
- Pensei que fossem oito. Você está em Atenas, não? Xanos? - Londres. - Charlotte fez força para sentar-se. 
- Você é Charlotte Edwards? Assistente de Nico Eliades? 
- Sim, mas moro em Londres. Então, inesperadamente, ele se desculpou. 
- Me perdoe. Estou na Austrália... Quando calculei o horário, pensei que você estaria na Grécia, como seu chefe. Voltarei a ligar no horário comercial. 
- Não é preciso - Charlotte apressou-se a dizer, pois não queria contar a Nico que o evasivo Zander tinha finalmente ligado, mas que estivera grogue demais para atendê-lo. 
- Não desligue. Já estou desperta. Bem, não exatamente... Oh, Deus! Houve uma longa pausa. Charlotte se contraiu, pois, em vez de se mostrar uma profissional competente, havia deixado claro que ainda estava na cama. À pausa de Zander, seguiu-se um tom de voz brevemente emocionado, que a fez enrubescer, mas não por causa das contrações involuntárias. O motivo era outro. 
- Quer tomar um café? - ele perguntou. 
- Eu ligo mais tarde. 
- Não. Estou bem... - mentiu Charlotte enquanto pegava uma caneta, determinada a estar pronta para o preço que ele dissesse, cheia de pose e comprometida com seu trabalho. 
Mesmo que estivesse louca para ir ao banheiro, ver sua mãe e tomar um café; não admitiria. Zander tornou a falar e, no frio amanhecer londrino, sua voz parecia acariciá-la. De alguma forma, o evasivo milionário não falava com ela, mas para ela. 
- Charlotte, eu voltarei a ligar em cinco minutos. Pegue um café e leve-o para a cama. Assim poderemos conversar. Estava prestes a corrigi-lo, pois apenas Nico a chamava de Charlotte no trabalho. 
A senhorita Edwards gostava de manter a formalidade, imediatamente criando um distanciamento, mas parecia bobagem corrigir Zander quando ela mesma podia ter parecido rude. Eficiente ou não, respondeu com a verdade. 
- Isso seria ótimo, senhor...? 
- Zander. - foi sua resposta rápida antes de desligar. 
 Foi assim que tudo começou. 

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