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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Aliança do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Contratada para cuidar da casa… e para aquecer a cama!

O bilionário italiano Lazzaro Ranaldi escolhe mulheres como escolhe seus carros: elas devem ser bonitas, sensuais e facilmente substituídas. 

Mas há algo em Caitlyn que mexe com ele... e Lazzaro está decidido a descobrir exatamente o que é. Ele acredita que Caitlyn não é tão inocente como aparenta, e Lazzaro não será enganado!


Capítulo Um

— Você o mordeu. — Os olhos negros a olharam com raiva quando ela parou à mesa. Definitivamente, uma discussão entre os empregados não constava de sua lista de ocorrências.
— Eu não o mordi — retrucou Caitlyn. Lazzaro não esperava a negativa, levando-se em conta as evidências. Mas sua irritação e indignação revelaram que aquele problema de última hora, que fora parar em sua mesa às 17h de uma sexta-feira infernal, era na verdade um caso sério. 
Jenna, sua assistente pessoal, pedira demissão, choramingando, na quarta-feira, e a assistente dela ausentara-se por causa de uma gripe responsável pela ausência de metade de seu quadro administrativo, o que significava que hoje Lazzaro precisava cuidar do que normalmente delegava. Mas talvez fosse melhor lidar com esse quadro em particular. Parecia que, deu uma olhada no arquivo em cima da mesa, Caitlyn Bell tinha uma versão da história que ele precisava ouvir.
Mesmo não querendo.
Olhos azuis de porcelana aprisionaram os dele, olhos de certa forma familiares... olhos tão azuis quanto os de Roxanne.
De onde surgira esse pensamento?
Ela não parecia em nada com Roxanne.
Caitlyn era tão loura quanto Roxanne era morena, magra, não curvilínea, mas aqueles olhos... Engoliu em seco a única evidência de seu tormento interno. Estava zangado por ainda se abalar com as lembranças, com a dor, nas horas mais inesperadas.
— Eu não cravei meus dentes nele.
Lazzaro voltou a se concentrar, agradecido por poder escapar dos próprios pensamentos. Foi difícil não rir com a descrição dela e bem difícil não compará-la à de Malvolio, que havia urrado, com a mão enrolada em um lenço, como se estivesse prestes a cair. Ele não sabia o que esperar quando a convocara ao escritório. Normalmente, não lidava com as funcionárias do hotel e, quando o fazia, elas normalmente tremiam nas bases. Mas não era o caso.
Ela declinara de sua oferta para que se sentasse, e parada diante de sua mesa demonstrava nervosismo, mas força. O cabelo comprido louro, normalmente arrumado e preso, soltara-se depois do incidente. Cruzara os braços no peito; os olhos azuis vidrados na tentativa de não chorar. Fungava, no esforço de não verter lágrimas e, de alguma forma, embora claramente abalada, também demonstrava incrível controle. A boca, um botão de rosas, comprimida e desafiante.
— Preciso de mais informações.
— Realmente não compreendo o motivo de toda essa confusão.
— Um dos membros de minha equipe foi mordido por outro.
— Não um membro qualquer de sua equipe...

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Aprendendo a Recomeçar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Um reencontro explosivo!

Todas as noites, a bailarina Anya Ilyushin dançava para Roman Zverev, o homem que roubou seu coração e depois o estraçalhou! 
Ela tentou esconder os pedaços construindo em volta de si uma armadura impenetrável, mas quando Roman aparece em seu camarim, a irresistível atração que sentiam ressurge instantaneamente. 
Por trás do autocontrole dele, existe um desejo selvagem, capaz de fazê-lo perder a cabeça. 
Então, Roman decidiu ir embora antes que essa paixão os consumisse. Mas agora ele está de volta, determinado a cativar Anya para sempre!

Capítulo Um

Toda vez que ela dançava, era para ele. 
Era a noite de encerramento do belíssimo balé Pássaro de Fogo, em Londres.
Da última vez em que havia estado ali, Anya dançara no papel de uma das princesas e assumira a função substituta da bailarina principal.
Agora, devido à exigência popular, o impressionante balé estava de volta.
Era Tatania, personagem de Anya, que o público fora ver.
O teatro estava lotado e Anya ficara sabendo que havia uma duquesa em meio ao público daquela noite; ainda assim, Anya iria dançar só para ele.
Para Roman Zverev. Seu primeiro e único amor. Além do balé, claro.
As horas de preparação e de disciplina absoluta, os treinos rigorosos e a busca infinita pela perfeição eram o que melhor descrevia Anya. No entanto, quando dançava, era sempre para ele.
Agora Anya tinha o próprio camarim. Como a maioria dos bailarinos, ela era muito adepta de superstições, e sua penteadeira era arrumada como um altar. Era repleta de pequenas quinquilharias acumuladas ao longo dos anos, além de maquiagem e pincéis especiais, todos bem organizados.
Ela já havia se aquecido. Seus pés estavam enfaixados e as sapatilhas de ponta haviam sido quebradas; e ainda havia outros pares prontos, caso necessário. Ela já havia prendido seu cabelo castanho e liso num coque alto apertado e embranquecido o rosto. Cuidadosamente e com grande precisão, aplicou a maquiagem preta e dourada que destacava seus olhos verde-claros.
Tudo era feito sob medida.
Agora, depois de receber o aviso de que faltava meia hora para o início do espetáculo, Anya bebia um gole de água de coco e comia lentamente metade de uma banana. A outra metade estava cuidadosamente embalada e seria degustada durante o intervalo, juntamente com um pedacinho de chocolate.
Anya amava chocolate.
Chocolate a fazia se lembrar de Roman.
Depois de comer, Anya limpou a boca e colocou o enfeite de cabeça com penachos vermelhos e dourados. Prendeu direitinho, verificando várias e várias vezes. Feliz porque o apetrecho estava firmemente no lugar, pintou os lábios num tom carmim e então chamou a figurinista.
Então tirou o roupão de seda e vestiu seu traje. O corpete apertado era vermelho-escuro com apliques em laranja e dourado, e o tutu de dez camadas era decorado com plumas de seda.
Anya levantou os braços quando o zíper invisível foi fechado. O traje vestia perfeitamente e destacava as curvas delgadas e longilíneas de seus braços e pernas.
Longe do mundo do balé, sua figura minúscula atraía olhares e cochichos porque Anya era tão magrinha, e ainda assim aquele corpinho era uma potência de massa muscular. E ela estava plenamente em forma.
Ah, ela trabalhava duro por aquele corpo todos os dias. Horas de treinamento, ensaios e disciplina rigorosos significavam que seu corpo seria capaz de realizar proezas com as quais a maioria só poderia sonhar. No entanto, apesar de seu controle no palco, agora ela estremecia de tensão ao ouvir a chamada de dez minutos para o início do espetáculo enquanto a figurinista fazia a verificação final.
Agora ela era Tatania, a personagem daquele balé.
— Merde!
 

Série Irresistível Paixão
3- Coração sem Passado
4- Aprendendo a recomeçar
Série concluída

Coração sem Passado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Quando uma noite não é suficiente…

Nikolai Eristov fez questão de enterrar seu passado para garantir que ninguém se aproximasse. Até conhecer a elegante bailarina Rachel Cary.
Ele logo percebe que, apesar do sorriso educado e da enorme sensualidade, Rachel também esconde feridas em sua alma. 
E após uma noite de prazer, ele a faz uma proposta: Duas semanas de completa rendição. Depois, cada um seguirá seu caminho. 
Contudo, quanto mais tempo passa ao lado de Rachel, mais Nikolai fica convencido de que terá de quebrar os termos desse acordo.

Capítulo Um

— Rachel, eu simplesmente não entendo.
A perplexidade de Libby ficou evidente frente à notícia chocante de Rachel, que acabara de contar à amiga que, depois de uma longa turnê entre a Austrália e a Ásia, tinha deixado a companhia de dança. As duas tinham, até recentemente, não só dançado na mesma companhia, como também dividido um apartamento. No ano passado, pouco antes de conhecer seu marido, Daniil, Libby havia se aposentado.
Na verdade, Libby tinha sido empurrada para essa decisão e Rachel conseguia muito bem se lembrar da dificuldade da amiga para deixar a carreira que amava. Haviam discutido o assunto repetidas vezes.
Rachel, por outro lado, tomara sozinha aquela decisão.
Eram amigas, mas muito diferentes. Libby era guiada pelo coração, enquanto Rachel mantinha o seu trancado em uma caixa-forte enterrada em concreto, cuja chave tinha sido jogada fora.
Ela não permitia que pessoa alguma entrasse em seu coração.
Oh, Rachel tinha amigos, claro, e era sociável, mas as conversas das quais tomava parte eram, sobretudo, sobre a outra pessoa, e ela flertava e namorava, mas sempre segundo suas regras. Sempre.
As amigas estavam na suíte de Rachel em um hotel luxuoso, arrumando-se para ir a um casamento muito elegante em Londres.
Rachel não era amiga dos noivos, estava ali apenas para fazer companhia a Libby, já que Daniil era o padrinho e sua amiga estava às vésperas do parto.
Daniil era dono daquele hotel, então Rachel tinha sido instalada em uma suíte incrível. Dividida entre a ansiedade de dividir a novidade e a determinação de cuidar da amiga, Rachel tinha tomado um banho longo e enrolado o cabelo com cuidado. Mas nada daquilo diminuíra a angústia permanente em seu peito.
Rachel sempre fora ansiosa, mesmo que escondesse isso bem, mas agora parecia que tudo estava vindo à tona.
O banho não a acalmou como deveria e ela já estava quase atrasada quando Libby chegou. Os preparativos ainda estavam por começar quando Rachel, casualmente, contou para Libby que não voltaria para a companhia de dança.
— Mas o que você pretende fazer de sua vida? — perguntou a amiga.
— Ainda não tenho certeza — admitiu Rachel, começando a desenrolar seu longo cabelo avermelhado. — Pretendo pensar sobre isso ao longo de muitas tardes e manhãs preguiçosas!
— Não consigo entender como você pode sair da companhia sem ter feito nenhum plano. Pensei que gostasse de lá e que fosse feliz...
— Eu era feliz. Ainda sou — disse Rachel, para então mudar rapidamente de assunto, indo até sua mala e retirando de lá um vestido de veludo alaranjado. — O que você acha?
— Ora, esse vestido é...




Série Irresistível Paixão
3- Coração sem Passado 
4- Aprendendo a recomeçar
Série concluída


sábado, 1 de abril de 2017

O Preço para a Redenção

APIMENTADO CONTEMPORÂNEO
Série Irresistível Paixão

A qualquer custo!

Daniil Zverev é conhecido como o magnata mais implacável do mundo. 
Ninguém sabe da crueldade e da rejeição que estão por trás de seu enorme sucesso. 
Contudo, Libby Tennent está cada vez mais perto da verdade.
Desde que entrara em seu escritório, a exuberante Libby abalou o coração endurecido de Daniil. 
Ele não costuma fazer favores, mas decidiu ajudar a pequena empresa de Libby. 
Daniil também sempre fugiu de relacionamentos, ainda assim, uma noite com Libby não foi suficiente! Será que esse poderoso russo está disposto a arriscar tudo para ficar com Libby?

Capítulo Um

Tecnicamente, Libby Tennent mentira.
Ela havia conseguido passar pelas portas giratórias douradas envidraçadas e atravessado o impressionante piso de mármore, e estava diante do elevador, quando um segurança uniformizado veio perguntar aonde ela estava indo.
— Tenho hora marcada com o sr. Zverev — respondeu Libby.
— Talvez. Mas, antes de pegar o elevador, primeiro é necessário se apresentar na Recepção.
— Oh, é claro — respondeu Libby despreocupadamente, tentando parecer que havia simplesmente se esquecido dos procedimentos.
Tudo naquele lugar era imponente.
Ele ficava em um prédio luxuoso em Mayfair. Mesmo antes de o táxi parar no endereço, Libby havia percebido que ver Daniil Zverev não ia ser a moleza que o pai dela insistira que seria.
Libby caminhou até a recepção e repetiu a história para uma recepcionista muito elegante, dizendo que tinha hora marcada para se encontrar com o sr. Zverev, torcendo em silêncio para que a mulher não percebesse que o compromisso estava, na verdade, marcado para o pai dela, Lindsey Tennent.
— Seu nome?
— Tennent. — Libby observou a recepcionista digitar os detalhes e a viu estreitar sutilmente os olhos, focando na tela do computador.
— Um momento, por favor. Ela pegou o telefone e repassou as informações.
— Estou com uma srta. Tennent. Ela diz ter hora marcada com o sr. Zverev. — Houve uma pausa momentânea, e então ela olhou para Libby. — Seu primeiro nome?
— Libby — disse ela. Então, pensando que, dada a segurança do local, eles provavelmente iriam pedir um documento oficial para a identificação, ela corrigiu. — É um apelido para Elizabeth.
Libby tentou parecer calma e evitou brincar com uma mecha de seus cabelos loiros ou bater o pé. Mas ela estava nervosa. Não nervosa, exatamente, mas desconfortável por ter concordado em fazer isso.
Mas talvez ela não precisasse estar, pois a recepcionista colocou o telefone no gancho, balançando a cabeça.
— O senhor Zverev não pode vê-la.
— Desculpe? — perguntou Libby, não só por causa da recusa, mas porque ela fora até ali sem nenhum pedido de desculpas ou explicação. — Como assim, eu preciso...?




Série Irresistível Paixão
1- O Preço para a Redenção
2- O Preço do Proibido
3- Coração sem Passado
4- Aprendendo a recomeçar
Série concluída

O Preço do Proibido

APIMENTADO CONTEMPORÂNEO 
Série Irresistível Paixão



O calor do prazer!

Clientes, mulheres, dinheiro, o CEO Sev Derzhavin é um mestre em conseguir tudo o que deseja.
E quando sua assistente pessoal pede demissão, ele não resiste ao desafio de fazê-la mudar de ideia. 
Naomi Johnson sabia que precisava se afastar antes que se entregasse à intensa atração que sente por seu chefe. 
Afinal, ele é famoso por partir o coração das mulheres com as quais se envolve. 
Porém, durante a última viagem de negócios, Sev faz uma proposta chocante para aliviar as tensões: uma única noite inesquecível de prazer!

Capítulo Um

Naomi acordou em uma cama muito quente e confortável. Em meio à escuridão, esperou pelo amanhecer, muito nervosa.
Na noite anterior, ligara para Andrew e terminara o seu compromisso.
Conforme o esperado, ele não recebera bem a notícia.
Mas, afinal, ele também não gostara quando ela fora para Nova York ficar com o pai. Na realidade, haviam rompido na véspera de Naomi partir; na manhã seguinte, Andrew aparecera no aeroporto de Heathrow com um anel de noivado, dizendo que ia esperar por ela.
No momento, ela não pensava nisso com ternura, fora deixada de lado, bem sabia, precisara desses meses de separação para entender que concordara com o noivado sob pressão e que não precisava de Andrew e de sua bondade para se ausentar.
Estava feito, e Naomi já não pensava em Andrew. Agora estava nervosa e temia a conversa que teria nesse dia. Com Sev.
É claro que Andrew perguntara se havia outro homem, e Naomi hesitara demais para responder. Não, não havia ninguém, dissera por fim, e era a verdade. Mais ou menos.
Naomi já trabalhava para Sev havia três meses e, sim, ele tentara duas vezes.
Uma vez, quando estavam há horas no seu jato na pista de decolagem em Mali, ele largara o livro que sempre lia nas decolagens e sugerira que ela fosse se deitar um pouco.
Com ele por cima. Ou ela podia ficar por cima. Costumava ser magnânimo, dissera.
A outra vez fora em Helsinki, quando fora até a suíte dela a fim de discutirem uma reunião comercial e avisara que mudara sua senha de segurança. Naomi tomava nota quando Sev se declarara curado de sua mania por louras.
E sugerira que fossem para a cama. Naturalmente, Naomi respondera que, por mais que se sentisse lisonjeada com a oferta, continuava noiva e nunca se envolveria com o patrão.
Sevastyan era a pessoa menos romântica que já conhecera.
E Naomi estava louca por ele.



Série Irresistível Paixão
2- O Preço do Proibido
3- Coração sem Passado 
4- Aprendendo a recomeçar
Série concluída

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Jura de Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Playboys da Sicilia
Buscando o seu lugar no mundo e encontrando o amor!

Uma proposta ousada!
Oito anos atrás, a reputação e o orgulho de Sophie Durante foram destruídos pelo magnata Luka Cavaliere. Agora ela está de volta para cobrar essa dívida! 

A fim de acalmar o pai doente, Shophie pede que Luka finja ser seu noivo. 
Foi preciso apenas uma pequena amostra da mulher audaciosa que ela esconde por trás da fachada fria para Luka perceber que essa encenação poderia ser bastante prazerosa. 
Então, aceita participar. Contudo, ele deixa bem claro que casamento estava fora de cogitação... até descobrir o quanto a deseja!

Capítulo Um

— Feliz aniversário amanhã!
Sophie sorriu enquanto Bella tirava da bolsa um embrulho em papel de presente.
— Posso abrir agora? — interrogou Sophie.
Já sabia o que era... um vestido para sua festa de noivado na semana seguinte. Conquanto trabalhassem como arrumadeiras, Bella era uma costureira talentosa, e Sophie passara as últimas duas semanas fazendo provas com folhas de papel espetadas em seu corpo. Estava ansiosa para ver o resultado final. Bella mantivera segredo e Sophie nem sabia qual a cor do vestido.
— Não abra aqui — advertiu Bella balançando a cabeça. — Espere chegar a casa. Não vai querer sujar de areia.
Trabalhando exaustivamente no Brezza Oceana Hotel, sempre que podiam as duas descansavam na sua caverna secreta. Não era de fato secreta, mas ficava escondida atrás de penhascos pontiagudos e não podia ser vista do hotel. Os turistas ignoravam a existência do lugar, pois a pequena praia era apenas acessível por um atalho que só os nativos de Bordo Del Cielo conheciam. Quando o hotel fora construído para aborrecimento dos habitantes de Bordo Del Cielo, era ali que Sophie e Bella iam após a escola. No momento, mesmo trabalhando juntas quase todos os dias, a tradição permanecia.
Ali, onde ninguém podia ouvi-las, se sentavam com as pernas na água azul, conversando sobre seus sonhos e medos... Mas não todos os seus medos.
Bordo Del Cielo era uma cidade de segredos e algumas coisas eram perigosas demais para serem discutidas até com amigos íntimos.
— Agora poderei fazer meu próprio vestido — comunicou Bella.
— Como será?
— Cinza. Muito simples e sofisticado. Quem sabe então Matteo irá me notar...
Sophie riu. Matteo era o melhor amigo de Luka e a paixão de Bella há anos, todavia, jamais a levara a sério.
— Deve estar animada — comentou Bella.
— Claro que estou. — Entretanto, o sorriso que Sophie sempre esboçava quando se falava do noivado dessa vez morreu entre lágrimas.
— Sophie? Conte o que está acontecendo.
— Não posso.
— Está preocupada com...? Dormir com ele? Talvez ele espere isso quando ficarem noivos, porém pode dizer que deseja aguardar a noite de núpcias.
Dessa vez Sophie riu de verdade.
— Essa é a única coisa que não me preocupa, Bella.
E era verdade.
Oh, não via Luka há anos, mas continuara apaixonada. O pai viúvo de Luka era rico; Malvolio possuía o hotel e quase todos os negócios e casas da cidade. E do que não possuía, recebia pagamento para proteger. Quando a mãe de Luka morrera, em vez de criar o filho como o pai de Sophie a criara, Malvolio o enviara para um internato no continente, e a cada verão que retornava, Sophie o achava ainda mais lindo.
— Estou louca para rever Luka.
— Lembra-se de como chorou quando ele partiu?
— Tinha 14 anos — replicou Sophie. — Amanhã farei 19...
— Lembra-se de quando tentou beijá-lo? — Bella riu, e Sophie se encolheu.
— Luka argumentou que eu era muito criança. Creio que na ocasião ele tinha 20 anos. — Sophie sorriu ao se lembrar do constrangimento dele ao arrancá-la do seu colo. — Ordenou-me esperar.
— E você esperou.
— Mas ele não — falou Sophie com amargura. Luka tinha reputação de mulherengo. — Naquele tempo já pulava de cama em cama.
— E isso a aborrece?
— Sim, mas...


Série Playboys da Sicilia
1- Jura de Desejo
2- Liberdade para Amar
Série Concluída

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Liberdade para Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Playboys da Sicilia


Buscando o seu lugar no mundo e encontrando o amor!

Memórias de uma paixão…
O bilionário Matteo Santini decidiu passar a noite com Bella Gatti para protegê-la do perigoso jogo com o qual havia se envolvido. 

Contudo, ele não esperava ficar tão abalado pelo intenso desejo que sentiu, nem pelo desaparecimento de Bella no dia seguinte. Mesmo após cinco anos, ela não conseguiu esquecer os momentos de paixão que passara ao lado de Matteo. 
Ao se reencontrarem, fica claro que a atração entre eles apenas se intensificara. E quando Matteo a convida para conhecer o seu quarto, Bella sabe que seria impossível recusar.

Capítulo Um

Bella Gatti.
Matteo não queria ouvir o nome dela, mas naquela noite ele surgiu na conversa.Tampouco queria se lembrar de um amor que o fizera de tolo.Assim, ficou quieto durante a reuniãozinha entre seus amigos mais próximos e parceiros de negócios na luxuosa cobertura de Luka em Roma, evitando a todo custo qualquer referência ao seu passado extremamente duvidoso.
Matteo e sua namorada de três meses, o que era uma espécie de recorde para ele, haviam vindo de Londres para a ocasião. Ciente de que o noivado de Luka e Sophie era uma farsa extravagante, Matteo só queria que a noite terminasse logo.
Sophie Durante havia aparecido no escritório de Luka em Londres alguns dias atrás exigindo que, depois que o pai dela fosse libertado da prisão, eles reatassem o noivado abandonado há muito tempo pelo pouco tempo que ele ainda teria de vida.
Se Luka tivesse pedido algum conselho a Matteo, eles não estariam sentados ali naquele instante.
Paulo, o pai de Sophie, não parava de falar da Sicília e do povo bonito que morava no oeste. Matteo, esforçando-se ao máximo para não deixar que sua mente voltasse para lá, ficava tentando guiar a conversa de volta para sua verdadeira paixão.
O trabalho.
Não, sua paixão não era Shandy, a mulher ao lado dele, embora ela desejasse que fosse.
O trabalho honesto era a paixão dele.
A reputação de Matteo no mundo dos negócios era sua posse mais preciosa. Ele havia se reerguido do nada. Dera um jeito na vida depois de um passado violento e criminoso, e nada nem ninguém o levaria de volta.
— Então, quando você vai para Dubai? — perguntou Luka.
— Domingo — respondeu Matteo. — A menos que você precise do avião.
Luka entendeu o que Matteo queria dizer. Estava convencido de que Sophie queria mais do que um anel de noivado no dedo. Ele não acreditara nem por um segundo na história lacrimosa dela.
Matteo não acreditava em ninguém.
— Domingo? — certificou-se Shandy. — Achei que havia dito que ainda não tinha uma data certa.
— Eu acabei de ficar sabendo. — Matteo cerrou os dentes. Shandy colocara na cabeça que iria acompanhá-lo na viagem de negócios. Se quisessem dividir um quarto uma aliança talvez fosse ser necessária, e ele podia sentir a expectativa dela. Com certeza Shandy achava que essa viagem repentina a Roma tinha algum significado mais profundo.
— Onde vocês vão ficar? — perguntou Paulo.
— Fiscella — respondeu Matteo, referindo-se ao luxuoso hotel.— Que romântico — disse Shandy, mas Matteo logo a cortou.
— Luka e eu estamos pensando em comprá-lo — explicou ele a Paulo. — É um ótimo hotel antigo, mas que precisa de muitas reformas. Quero verificar algumas coisas por conta própria.
— Bella não trabalha lá? — perguntou Paulo a Sophie, e Matteo tomou um grande gole de sua bebida.
Bella.
O nome dela fazia com que sua garganta se fechasse, a ponto de ele precisar dizer a si mesmo para relaxar, para poder engolir de uma vez seu limoncello. Odiava o gosto da bebida; fazia-o lembrar-se de casa, um lugar que passara os últimos cinco anos tentando esquecer.
Ele já sabia disso.
Alguns meses depois de partir, seu meio-irmão Dino havia lhe dito que Bella era uma figura presente no bar do hotel. Ele também tinha lhe contado coisas que fizeram seu estômago revirar e arder, mas Matteo conseguiu manter a calma com Dino. Se o meio-irmão dele tivesse alguma suspeita de que ele se importava com Bella, Malvolio iria puni-la pela fuga de Matteo, só por prazer.
— Trabalha — respondeu Sophie, e apesar de não querer aprofundar-se no assunto, Matteo descobriu-se fazendo uma pergunta a Sophie.
— Fazendo o quê?
— Ela é uma camareira — respondeu Paulo pela filha. — Não é mesmo, Sophie?


Série Playboys da Sicilia
1- Jura de Desejo
2- Liberdade para Amar
Série Concluída

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Calor da Proteção

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Sete dias longe da coroa!

A princesa Layla de Ishla sempre sonhou em ser livre. Ter uma semana inteira para realizar seus desejos proibidos era um luxo. Um jantar romântico, dançar a noite toda e beijar um belo homem... Entretanto, ela deveria respeitar apenas uma regra: permanecer pura para o futuro marido. Ao chegar à Austrália, ela busca a única pessoa que pode ajudá-la a conseguir o que quer. 

Mikael Romanov é reverenciado e temido, porém, a bela e inocente Layla consegue derrubar facilmente sua fachada dura e tocar seu coração. Mikael jurou mantê-la a salvo, mas conseguiria protegê-la de si mesmo?

Capítulo Um

— Princesa Layla, você está animada para ser...?
Layla esperou pacientemente enquanto a menina na tela do computador gaguejava escolhendo as palavras. Pelo vídeo, Layla participava das aulas das meninas e dos jovens de Ishla. Cada aula levava em média uma hora e, graças ao árduo trabalho, Layla conseguia participar de uma aula por mês. Nesta especificamente, encorajava as crianças a conversarem em inglês e a se dedicarem aos trabalhos de casa. Sua contribuição provava ser um enorme sucesso.
— Princesa Layla — tentou a menina de novo. — Está animada para ir com o príncipe Zahid e a princesa Trinity à viagem de lua de mel do casal para a Austrália?
Ao ouvir a palavra “lua de mel”, a turma começou a dar risinhos nervosos. Layla fez o possível para conter o próprio riso. A turma consistia em meninas de 10 anos, todas animadíssimas em conversar sobre casamentos e, sobretudo, a respeito do casamento do príncipe Zahid com uma inglesa, Trinity.
E de luas de mel então, nem se fala!
— Muito bem — disse Layla à menina quando as risadas cessaram. — Você falou direitinho... Sim, estou muito animada em acompanhar meu irmão e a mulher a Sidney, Austrália. Sabia que esta é minha última aula antes de eu embarcar no avião real hoje à noite?
O casamento de Zahid e Trinity tinha sido lindo e toda a população de Ishla participara das comemorações. É verdade que o anúncio da gravidez de Trinity havia causado comoção. De acordo com as regras estabelecidas, Layla responderia a qualquer pergunta, desde que feitas de modo educado e correto. Algumas delas, entretanto, sobre a gravidez de Trinity, tinham sido muito estranhas, e não apenas por se tratar de um assunto delicado. O fato é que Layla simplesmente não sabia as respostas, o que a levara à compreensão do quanto era ingênua.
Layla ansiava por conhecimento.
Há muito sonhava com o mundo fora dos muros do palácio.
Antes mesmo de Zahid escolher a noiva, ele tinha concordado em levar Layla em sua lua de mel. Como futuro rei, Zahid não podia se ocupar da esposa o dia inteiro, e, é claro, imaginaram que ela precisaria de companhia.
Porém, os dois estavam tão apaixonados, talvez preferissem viajar sozinhos, mas Layla não abriria mão de sua primeira viagem para fora de Ishla.
Contudo, a culpa a consumia.
Não por se julgar uma imposição ao casal apaixonado. Na verdade, a culpa tinha a ver com o que planejava, em segredo, realizar ao chegar à Austrália.
— Princesa Layla, está com medo? — perguntou outra menina.
— Um pouco — respondeu, o que não deixava de ser verdade. — Afinal, nunca saí de Ishla e não sei o que me espera, mas ao mesmo tempo estou animadíssima. Vai ser uma grande aventura e há tempo venho sonhando com essa viagem.
— Princesa Layla...
Todas as mãos estavam erguidas. As alunas a adoravam. Preparavam seus deveres de casa, cumpriam todas as regras apenas para ter a chance de falar com a princesa de seu reino todo mês. Embora ainda houvesse uma lista de perguntas, o pai de Layla, o rei Fahid, queria conversar com ela antes da viagem, e assim ela encerrou a aula.
— Agora — comunicou Layla às alunas -, não resta mais tempo para perguntas. Chegou a hora de me desejarem boa viagem.
Ela sorriu ao ouvir as vozes obedientes.
— Vai sentir nossa falta? — perguntaram.
Layla ergueu dois dedos mostrando uma pequena distância entre eles. — Um tantinho assim. — Uma vez iniciados os protestos, Layla abriu os braços ao máximo. — Talvez esse tantão! Todas sabem que vou sentir falta de vocês daqui até a lua.
Sim, sentiria muita saudade delas, pensou deitada na cama de barriga para baixo, checando e rechecando os detalhes no computador pela última vez.
Seu pai deixaria que ela voltasse a dar aulas depois que...?
Layla interrompeu os pensamentos; não se permitiria pensar nisso agora. Independentemente das consequências de seus atos, arcaria com a responsabilidade.
Uma semana de liberdade valeria qualquer punição imposta pelo pai.
Layla morria de medo de tomar um táxi sozinha na Austrália, mas vira uns vídeos no computador repetidas vezes e tinha certeza de que obteria êxito.
Como adorava seu computador!

domingo, 19 de julho de 2015

Jóia Preciosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match



A mulher que ele não deveria desejar...

Zahid, o príncipe do deserto, teve que desistir de Trinity Foster e juntar forças para reprimir o desejo que sentia. Como herdeiro do reino de Ishla, era obrigado a voltar para seu povo e cumprir seus deveres reais. Mas nem mesmo o calor do deserto foi capaz de afastar a lembrança do momento em que se apoderou dos lábios de Trinity em um beijo avassalador. 

Anos mais tarde, um encontro ao acaso os levou a uma noite de paixão há muito desejada. Quando verdades dolorosas sobre o passado são reveladas, Zahid sabe que precisa proteger Trinity. Ela é estritamente proibida. Mas agora que voltou para a sua vida, Zahid não será capaz de deixá-la partir.

Capítulo Um

— Alguém viu Trinity?
A voz de Dianne ressoou na noite calma. Tinha-se tornado um grito familiar no último ano, ao qual o sheik e príncipe Zahid de Ishla se acostumara desde que se hospedava na casa dos Foster.
Ele costumava se hospedar ali desde os 16 anos, mas agora, perto dos 22, tomara a decisão de que aquela seria sua última estada ali. Da próxima vez que fosse convidado, recusaria gentilmente.
Zahid caminhou pelos bosques localizados próximos à propriedade. Naquela clara noite de verão, ouvia sons de risadas no lago. Ele voltaria em breve para Ishla e torcia para que o motorista chegasse o mais rápido possível, pois preferia ir embora. Os Foster estavam dando uma festa para comemorar a formatura do filho, Donald, e a dele, portanto teria sido grosseria não participar.
Da próxima vez...
Zahid não apreciava a companhia deles. Na verdade, nunca gostara do estilo de vida do casal. Gus Foster era político e parecia permanentemente ligado na tomada. O único propósito da esposa, Dianne, parecia ser apoiar tudo o que o marido fizesse. Desde que Zahid conhecera a família, a mulher fora humilhada quando dois casos do marido se tornaram públicos, bem como revelações escandalosas de encontros. Mas nem isso foi capaz de fazer com que o sorriso de Dianne murchasse.
Após aquela noite, não teria mais que presenciar nada, pensou. Tampouco teria que bater papo sobre política com o detestável Gus. Apenas o fazia por ser amigo de Donald, filho do casal.
Como se Zahid tivesse amigos.
Zahid era um lobo solitário e muito independente. Aos sábados à noite, preferia a companhia de uma linda mulher do que esse tipo de atividade, mas a obrigação o levara a comparecer à festa.
Quando tinha 16 anos e estudava em um colégio interno bastante conceituado, houve uma inspeção nos armários dos alunos e encontraram uma bolada de dinheiro e drogas no armário de Zahid. Não eram dele. O problema não foi a suspensão, mas a vergonha que tal escândalo traria à família.
Ao saber da novidade, o pai, o rei Fahid, imediatamente embarcou em seu jato para conversar com o diretor, não para encobrir o ocorrido, pois não era esse o procedimento em Ishla. Em vez disso, Zahid explicara a Donald, o rei estava a caminho da Inglaterra para pedir desculpas pelo comportamento do filho e levá-lo para casa. Uma vez em Ishla, Zahid, o filho desonrado, teria que pedir desculpas publicamente ao seu povo.
— Mesmo sem você ser culpado? — perguntou Donald.
Zahid assentiu.
— Cabe ao povo me perdoar ou não.


Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída

Desafiado pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match





Alina Ritchi estava muito nervosa.


Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. 
Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?

Capítulo Um

Não naquele dia.
Demyan Zukov olhou pela janela de seu jatinho particular enquanto o avião começava a descida final em direção a Sydney.
Era realmente uma vista magnífica. A água era de um azul-escuro incrível e estava repleta de barcos, balsas e iates que deixavam rastros brancos. A vista sempre animava Demyan. Demonstrava sempre a promessa de tempos bons pela frente quando seu avião aterrissasse.
Mas não naquele dia.
Enquanto olhava para baixo, Demyan se lembrou da primeira vez que havia ido à Austrália.
Não havia sido em tão grande estilo e certamente não havia imprensa esperando por ele.
Entrara no país anonimamente, ainda que determinado a deixar sua marca. Demyan tinha apenas 13 anos quando deixara a Rússia pela primeira e última vez.
Sentou-se na classe econômica de um jato comercial ao lado de sua tia, Kátia. Quando olhou pela janela e viu pela primeira vez a terra que o esperava, Kátia falava sobre a fazenda em Blue Mountains, que em breve seria seu lar, e ele não sabia o que esperar.
A criação de Demyan havia sido brutal e dura. Ele não conhecera o pai, e a mãe vivia em um espiral de pobreza e álcool. A pequena ajuda recebida pelo governo havia sido direcionada para alimentar os hábitos de Annika.
Quando Demyan tinha cinco anos, a mãe perdera o emprego, e ele assumira a responsabilidade de sustentar a família. O garoto trabalhara duro, mas não só na escola. Nas noites, juntava-se com um menino de rua, Mikael, para limpar pára-brisas de carros nos semáforos e pedir esmola para turistas.
Quando necessário, vasculhava lixeiras nos fundos de restaurantes e hotéis. De alguma forma, na maioria das noites, havia uma refeição de algum tipo para ele e Annika. Não que sua mãe houvesse se importado em comer perto do fim da vida. Em vez disso, fora vodka e mais vodka conforme ela se tornava cada vez mais paranóica e supersticiosa e demandava que o filho cumprisse os rituais que ela sentia que mantinham seu mundo seguro.
No momento da morte da mãe, Demyan esperava se juntar a Mikael nas ruas, porém sua tia, Kátia, havia viajado da Austrália, onde morava, para o enterro da irmã, na Rússia.
— Annika sempre me disse, nas cartas e nos telefonemas, que vocês estavam... — A voz de Kátia desaparecera quando ela olhou para as condições de vida da irmã e do sobrinho ao entrar no apartamento deles, e então estudara seu sobrinho desesperadamente magro. O cabelo preto e os olhos cinzentos contrastavam com a pele pálida e, apesar de Demyan haver se recusado a chorar; confusão; suspeita e mágoas estavam evidentes em seu rosto.
Apesar dos esforços de Demyan para acalmar a mente de sua mãe se obrigando a cumprir suas muitas superstições e rituais, não havia sido uma boa morte. No enterro, os dois haviam ficado em silêncio ao lado da cova de Annika. O serviço fúnebre ocorreu bem distante da igreja, e Demyan quase podia ouvir os gritos de protesto da mãe enquanto o caixão era abaixado em solo não consagrado.
O último lugar de descanso de Annika seria seu pior pesadelo.
— Por que ela não me disse o quão mal as coisas estavam?

Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída


sábado, 30 de maio de 2015

Desafiado Pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Alina Ritchi estava muito nervosa.

Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. 
E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. 
Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. 
Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?


Capítulo Um

Por que ela mentiu? 
Alina Ritchie deixou escapar um longo suspiro nervoso conforme seu táxi se aproximava de um hotel incrivelmente suntuoso. Puxando um espelho da bolsa talvez pela quinta vez desde que o táxi á havia buscado no apartamento que dividia com Cathy, ela verificou sua aparência e desejou novamente que, se tivesse um gene sofisticado profundamente enterrado, ele pudesse aparecer. 
Até aquele momento não havia aparecido. Sua cuidadosamente aplicada maquiagem havia praticamente desaparecido e até mesmo a curta caminhada até o táxi havia feito seus cabelos longos e escuros começarem a se enroscar e a despontar no úmido ar de fim de verão. Alina começou a trabalhar, retirando o brilho do rosto com um pincel e tentando alisar o cabelo com as palmas das mãos embaraçosamente úmidas. 
Tinha que dar certo, disse Alina a si mesma. Era a chance pela qual havia esperado por tanto tempo. Determinada a forjar uma carreira segura e com conselhos um pouco amargos, mas terrivelmente sábios, de sua mãe queimando nos ouvidos, Alina havia posto de lado seu interesse por arte e optou por estudar negócios. 
— Pergunte á si mesma quantos artistas estão mal das pernas, Alina — dissera sua mãe, quando, na etapa final de seu processo seletivo, Alina havia vacilado. Tudo o que ela queria fazer era pintar, mas seu repertório, como sua mãe havia apontado muitas vezes, não era particularmente grande. Alina pintava flores. Muitas delas! Em tela, seda, papel... E, na ausência de material, pintava em sua mente. 
— Você precisa de um emprego decente — avisara Amanda Ritchie. — Toda mulher deve ter o seu próprio salário. Não posso bancá-la, Alina, e espero que eu á tenha criado para nunca depender de homem nenhum. 
O desencanto de sua mãe e o fato de que Amanda estava perdendo a pequena fazenda de flores haviam selado o destino de Alina. Ela optou pelo mundo corporativo, mas havia mais do que algumas secretárias mal das pernas também, e Alina era uma delas. 
O trabalho estava escasso, e a natureza bastante introvertida, por vezes, até sonhadora de Alina não se encaixava muito bem no mundo corporativo. A principal fonte de renda de Alina vinha de um restaurante onde ela servia mesas quatro, às vezes cinco noites por semana.
Pouco antes de sair para o trabalho na noite passada ela havia recebido um telefonema desesperado de uma agência muito exclusiva na qual havia se inscrito alguns meses atrás. Eles raramente a chamavam... A menos que estivessem desesperados! Alina havia ficado surpresa quando ouviu o que tinham em mente para ela. 
Um hotel da cidade havia ligado com um pedido urgente para uma secretária temporária para um convidado muito estimado. 
Nenhum dos funcionários preferidos da agência estava disponível num prazo tão curto, especialmente porque o período de tempo era vago, algumas semanas, talvez um mês. Não querendo passar uma oportunidade tão boa para outra agência, haviam chamado Alina. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Acorrentado Ao Trono

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Franca e direta, Amy é uma babá 

que parece ignorar que trabalho e discrição devem andar de mãos dadas. Mas o sheik Emir conhece outras utilidades para uma boca tão sedutora quanto malcriada… 
Apesar de viverem uma paixão abrasadora, ambos estão sujeitos às rigorosas Leis do Deserto. Como governante de Alzan, Emir jamais poderá fazer de Amy sua rainha. 
Ele perdeu a esposa quando ela dava à luz suas preciosas filhas gêmeas, porém Emir precisa de um herdeiro para que a linhagem continue. E essa é a única coisa que Amy é incapaz de lhe proporcionar… 


Capítulo Um 

– O sheik Rei Emir irá recebê-la – anunciou a mulher com ar pomposo. Amy ergueu o rosto enquanto Fatima, uma das criadas, entrava no quarto das crianças onde ela dava o jantar para as jovens princesas. 
– Obrigada por me avisar. A que horas...? – Vai recebê-la agora – interrompeu Fatima, a impaciência evidente diante da pouca pressa de Amy, que continuava a alimentar as gêmeas. 
– Elas estão jantando... – começou Amy, mas não se deu ao trabalho de prosseguir... Afinal, o que sabia o rei sobre as rotinas das filhas? Emir mal as via e isso simplesmente a deixava de coração partido. 
O que ele sabia sobre como estavam carentes nos últimos tempos e como eram enjoadas para comer? Esse era um dos motivos para Amy ter pedido uma audiência com ele... No dia seguinte as meninas seriam entregues aos beduínos. Primeiramente iriam para o oásis no deserto e depois seriam entregues á estranhos para passar a noite.
Era uma tradição de séculos, explicara Fatima, e que não podia ser mudada. Bem, Amy ia dar um jeito nisso! As garotinhas haviam perdido a mãe com apenas duas semanas de vida, e desde a morte da esposa Emir mal as via. Era de Amy que dependiam. Amy, que ficava com elas todos os dias. Amy, em quem confiavam. Ela não pretendia simplesmente entregar as gêmeas nas mãos de estranhos sem lutar, mesmo que fosse por algumas horas.
– Vou cuidar das meninas e acabar de dar o jantar para elas – anunciou com calma. 
– Precisa estar apresentável para sua audiência com o rei – disse Fatima, passeando o olhar de desaprovação pela túnica azul-clara que era o uniforme da Babá Real. Estivera bem passada e limpa pela manhã, porém agora traía o fato de Amy ter brincado de pintura com os dedos com Clemira e Nakia durante a tarde. Por certo Emir não se importaria se estava ou não bem-arrumada. 
Era de se esperar que, se a babá cumpria suas obrigações, não estaria com uma aparência imaculada. Entretanto, de novo, o que Emir sabia sobre a vida na ala das crianças? Não visitava as filhas havia semanas. Amy trocou o uniforme manchado por outro limpo e penteou os cabelos louros que chegavam aos ombros em um rabo de cavalo. Depois cobriu a cabeça com um xale de seda azul-marinho, passando-o pelo pescoço e deixando as pontas caírem pelos ombros. 
Não usava maquiagem, mas, do mesmo modo como outras mulheres verificariam o batom, ela verificou se a cicatriz na parte baixa do pescoço estava coberta pelo xale. Detestava o modo como as pessoas sempre olhavam para aquilo, e ainda mais as perguntas que faziam a seguir. O acidente e suas conseqüências eram algo que preferia esquecer. 
– As meninas estão fazendo manha por causa da comida – anunciou Fatima quando Amy voltou para o quarto de Clemira e Nakia. Amy sufocou um sorriso quando Clemira fez uma careta para depois segurar a colher que Fatima oferecia e jogá-la no chão. 
– Precisam ser incentivadas – Amy explicou. 
– Nunca comeram essas verduras antes. 
– Precisam aprender a se comportar, isso sim! – retrucou Fatima. 
– Muitos olhos estão sobre elas em público, e amanhã partirão para o deserto... 


domingo, 19 de outubro de 2014

Legado de Silêncio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Coretti da Sicília
Como assistente de um chefe temperamental, Ella deve estar preparada para qualquer eventualidade. 

Por isso, anda sempre com a “Bolsa Santo” … Não se trata de uma elegante peça de grife, e sim da sacola onde guarda todos os objetos que o diabólico produtor de cinema Santo Corretti possa precisar desesperadamente. Mas o coração de Ella não está dentro da “Bolsa Santo”. 
Será que ele conseguirá convencê-la a entregar seu bem mais precioso?

Capítulo Um

Santo acordou num sobressalto, o coração disparado, e estendeu o braço para buscar conforto familiar, mas, em vez de estar na cama com uma amante ao seu lado, dormia sozinho num sofá. 
O que aconteceu ontem à noite? Sua mente traiçoeira não lhe respondeu o que tinha acontecido... deu-lhe pequenas dicas.
Havia uma garrafa vazia de uísque no chão, sobre a qual Santo pulou para chegar ao banheiro, e, quando olhou para baixo, viu que ainda usava o terno do casamento, mas estava sem gravata e com a camisa rasgada e desabotoada. Enfiou a mão no bolso do paletó, lembrando que Ella checara três vezes se as alianças estavam ali antes de ir embora, e antes que ele saísse para ser o padrinho do casamento de seu irmão. As alianças continuavam no seu bolso. 
Santo jogou água no rosto, que estava todo machucado, assim como seu peito. Olhou para o pescoço e fez uma careta, mas algumas mordidas de amor se mostraram a menor de suas preocupações quando os eventos da véspera começaram a voltar a sua mente. Alessandro! 
Santo pegou o telefone para chamar um táxi, mas quem atendeu foi a recepcionista da noite, que, talvez sem saber que não deveria fazer tais questões, perguntou para onde ele queria ir, e Santo de imediato desligou. Olhando pela janela, de seu ponto de vantagem luxuoso, podia ver a imprensa esperando. Algo raro para Santo: não se sentia em condições de enfrentá-los, ou de enfrentar seu irmão, sozinho. 
— Você pode vir me buscar? Apesar da hora, Ella atendera ao telefone, com olhos fechados. Depois de quatro meses trabalhando para Santo Corretti, estava mais que acostumada a ser chamada nos horários mais estranhos, embora ele soasse particularmente terrível, essa manhã. A voz profunda, com o forte sotaque italiano, ainda era linda, mesmo se um pouco rouca. 
Sim; lindo e terrível basicamente resumiam Santo. Abrindo os olhos, ela olhou para o criado-mudo. 
— São 6h — disse Ella. — De domingo. O que teria sido razão suficiente para terminar a chamada e voltar a dormir. Entretanto, a noite inteira, Ella esperara que ele ligasse; tanto que arrumara o cabelo de noite, e separara a roupa que usaria. 
Como o resto da Sicília, Ella assistira ao drama se desenrolar na televisão, na tarde anterior, e vira atualizações nos noticiários por toda a noite. Até mesmo sua mãe, na Austrália, assistindo ao jornal italiano, saberia que o casamento muito esperado do irmão de Santo, Alessandro Corretti, com Alessia Battaglia, fora cancelado no último minuto. Literalmente, no último minuto.


Série Os Coretti da Sicilia
 1- Legado de Silêncio
 2- Convite ao Pecado
 3- Sombra de Culpa
 4- Herança de Desonra 
 5- Sussurros de Tragédia
 6- Frágil Fachada
 7- Notícias Escandalosas
 8- Fome Pelo Proíbido
 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Esposa De Um Playboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Quando concordou em ajudar uma amiga, Estelle Connolly não esperava terminar como acompanhante em um casamento da alta sociedade ou atrair o olhar do homem mais poderoso do salão.

A inocente Estelle luta para manter sua máscara de sofisticação, especialmente depois de Raul fazer uma oferta ultrajante...
Dinheiro para resolver os problemas de sua família em troca de alguns meses ao lado dele... como a sra. Sanchez!
O esquema foi assinado, a lua de mel na Espanha planejada, mas uma das cláusulas prevê que todos os deveres matrimoniais devem ser cumpridos, principalmente na noite de núpcias!

Capítulo Um

— Estelle, eu prometo, você não precisará fazer nada além de segurar a mão de Gordon e dançar...
— E? — pressionou Estelle, fechando o livro que lia, mal conseguindo acreditar que estava tendo aquele tipo de conversa, muito menos que pensava em concordar com o plano de Ginny.
— Talvez um beijinho no rosto ou nos lábios. — Quando Estelle meneou a cabeça, Ginny continuou: — Você só tem de fingir que está loucamente apaixonada.
— Por um homem de 64 anos?
— Sim. — Ginny suspirou, mas antes que Estelle pudesse argumentar, ela disse: — Todos irão pensar que você é interesseira, que só está com Gordon por causa do dinheiro dele. O que será verdade. — Ginny parou de falar, então, interrompida por um terrível acesso de tosse.
Elas não eram exatamente melhores amigas, no entanto compartilhavam uma casa, duas estudantes tentando fazer faculdade. Aos 25 anos, Estelle era alguns anos mais velha que Ginny, e sempre se perguntara como sua colega conseguira comprar um carro e se vestir tão bem, mas agora descobrira.
Ginny trabalhava para uma agência muito exclusiva de acompanhantes, e tinha um cliente há um longo tempo. Gordon Edwards, um político com um segredo. Motivo pelo qual Ginny a assegurara que nada aconteceria, ou seria esperado de Estelle, se ela assumisse o lugar de Ginny como acompanhante dele, no grande casamento que aconteceria naquela noite.
— Eu teria de dividir um quarto com ele.
Estelle nunca compartilhara um quarto com um homem na vida. Não era tímida ou recatada, no entanto certamente não possuía a confiança ou a habilidade social de Ginny. Esta achava que fins de semana eram designados para festas, boates e pubs, enquanto a ideia de Estelle de um fim de semana perfeito era visitar igrejas antigas ou ruínas, e depois se aconchegar no sofá com um livro.
Nunca brincar de acompanhante!
— Gordon sempre dorme no sofá quando nós compartilhamos um quarto.
— Não. — Estelle ergueu os olhos sobre o nariz e voltou para seu livro. Tentou continuar a leitura sobre o mausoléu do primeiro imperador Qin, mas era muito difícil fazer isso quando estava tão preocupada com seu irmão, e ele ainda não lhe telefonara para informá-la se tinha conseguido o emprego.
Não havia dúvida que o dinheiro ajudaria.
Era fim da manhã de sábado, em Londres, e o casamento seria naquela noite, num castelo na Escócia. Se Estelle decidisse ir, teria de começar a se arrumar agora, porque eles voariam para Edimburgo, e depois pegariam um helicóptero para o castelo, e o tempo estava correndo.
— Por favor — insistiu Ginny. — A agência está desesperada porque não consegue achar alguém adequado para o trabalho tão em cima da hora. Ele virá me buscar em uma hora.
— O que as pessoas irão pensar? — perguntou Estelle. — Se todos estão acostumados a vê-lo com você.

 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Jogo da Realeza

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Coroa de Santina










Parem as máquinas! 

O conto de fadas entre os Santina e os Jackson é realidade ou ficção?
Parecia à realização do sonho de toda menina: se apaixonar por um príncipe e viver um glamouroso final feliz.
E essa seria a história entre Allegra Jackson e Alessandro Santina.
Contudo, a escandalosa família de Allegra não a preparou para uma vida de deveres públicos.
Será que o noivado se tornará um pesadelo?

Capítulo Um

Ela estava bem melhor sem emprego, Allegra disse a si mesma.

Ninguém deveria ter que aguentar aquilo. Exceto que andar na chuva ao longo das ruas acinzentadas de Londres e pegar o metrô para várias agências de emprego faziam com que a raiva que ela sentia por seu chefe ter lhe dado uma cantada, e a demitido por ela não sucumbir, começasse a ser substituída por uma emoção muito parecida com medo. 
Ela precisava daquele emprego. Suas economias foram destruídas pelo buraco sem fundo que eram os gastos excessivos de sua família. Às vezes, parecia que seu salário modesto de publicitária sustentava metade da família Jackson. 
Sim, ela era a tediosa e a confiável, mas eles não se incomodavam com sua confiabilidade quando se encontravam com problemas. Na semana anterior, Allegra havia emprestado quase 50 mil libras à sua madrasta, Chantelle, para que ela pudesse cobrir os débitos do cartão de crédito. 
 Débitos que seu pai desconhecia. Era risível pensar que agora precisaria ser sustentada por sua família. O dia estava frio e úmido, nem parecia primavera. Allegra enfiou as mãos nos bolsos de sua capa de chuva, curvando os dedos ao redor de uma nota de 50 libras que acabara de tirar do caixa eletrônico. 
Se seu chefe se recusasse a pagá-la no dia seguinte, aquilo era tudo o que ela possuía. Não! Já passara por situações piores do que essa. Como filha de Bobby Jackson, Allegra estava acostumada com altos e baixos, mas seu pai sempre conseguia se reerguer. Ela não ia afundar, mas se isso acontecesse, estaria perdida. 
Abrindo a porta de um bar, entrou com a cabeça erguida, removeu a capa e pendurou-a, com o cabelo molhado pingando nas costas. Normalmente, ela não entraria em um bar ao acaso, mas pelo menos estava quente lá dentro, e ela poderia se sentar e organizar seus pensamentos. 
Allegra se sentira confiante quando saíra dignamente de seu escritório. Com seu currículo e experiência, muitas agências ligaram ao longo dos anos oferecendo trabalho free-lance. Agora era triste descobrir que eles não estavam mais contratando, que a crise financeira e as mudanças da área significavam que não havia trabalhos esperando por ela. 
Allegra dirigiu-se a uma pequena mesa de canto e sentou-se. 
Apesar da aparência sombria do lado de fora, o interior do lugar era muito bonito, e os preços no menu atestavam tal fato.