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quarta-feira, 26 de março de 2014

Príncipe Rebelde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






A assistente pessoal Adriana Righetti está familiarizada com escândalos.

Mas o príncipe Patrício consegue se superar! 
Seus casos infames estão nas páginas de todos os jornais.
A tarefa de manter seu nome real fora das manchetes até o casamento do irmão dele é uma verdadeira missão impossível.
Especialmente porque Patrício resolveu tirar Adriana do sério!
Contudo, nos bastidores, ela percebe que a postura relaxada dele é apenas fachada.
Então começa a imaginar se o príncipe rebelde que todos conhecem é realmente quem parece ser…

Capítulo Um 

Sua Alteza Real príncipe Patrício, a criatura mais devassa do reino de Kitzinia — se não de todo o mundo — e o tormento da vida de Adriana Righetti, estava esparramado na cama suntuosa e principesca em seus imensos aposentos do Palácio Real de Kitzinia, profundamente adormecido apesar de já passar de meio-dia. 
E não se encontrava, constatou Adriana quando entrou no quarto, sozinho. 
De acordo com a lenda e todos os tabloides europeus, Pato, sem a pressão das responsabilidades do irmão mais velho e herdeiro do trono e sem o menor traço de consciência ou de comportamento adequado, não dormia sozinho desde a puberdade. 
Adriana esperara encontrá-lo enroscado com a ordinária du jour… sem dúvida a mesma ruiva com quem fizera de si mesmo um espetáculo na festa de noivado do irmão, na noite anterior. 
Canalha! Mas quando olhou para a grande cama logo diante, a frustração que a fizera atravessar todo o palácio cresceu. Não esperara encontrar a ruiva e uma morena, as duas mulheres nuas e abraçadas no que era considerado o tesouro real de Kitzinia: o torso dourado e magro do príncipe Pato, todo músculos macios e beleza masculina esculpida, descoberto até a virilha. 
A palavra “escandaloso” era claramente relativa naquele contexto. 
— Não precisa ser tímida. 
Adriana conseguiu não reagir ao brilho zombeteiro no olhar do príncipe Pato quando ergueu os olhos e o viu a observá-la, os olhos sonolentos e um sorriso debochado na boca maliciosa. 
— Sempre há lugar para mais uma. 
— É uma tentação. — O tom ríspido denunciava o contrário. 
— Mas devo recusar, lamento. 
— Este não é um esporte para espectadores. Pato afastou a morena do peito com uma habilidade que datava de longa prática e se ergueu sobre um cotovelo, sem se importar se o lençol deslizava ainda mais para baixo. 
Adriana segurou a respiração, mas o lençol preservou o que restava do pudor dele. A ruiva rolou para longe quando Pato afastou da testa o cabelo castanho, um pouco mais longo do que o adequado, um brilho de diversão nos olhos cor de avelã com um tom de ouro polido. E então ele sorriu, desafiador e prepotente. 
— Suba ou caia fora. 
Adriana estudou o rosto nada contrito do príncipe Pato, mulherengo internacional e famosa ovelha negra da família real de Kitzinia. Ele era o maior desperdício vivo de espaço. 
Era um hedonista egoísta e ela preferia estar em qualquer outro lugar do mundo, menos ali. 
Adriana passara os últimos três anos como assistente pessoal do príncipe herdeiro Lenz, um trabalho que adorava, apesar de muitas vezes precisar cuidar das inevitáveis confusões criadas por Pato. 
Uma ação de paternidade, o depoimento na televisão de uma amante descartada e vingativa, um carro esporte que valia milhões destroçado, a atitude descuidada ou leviana que provocava manchetes embaraçosas. 
Ele era o espinho na carne do responsável irmão mais velho, e, portanto, na dela.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Em Nome da Honra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Força e Poder






Kiara Fredrick levava uma vida comum até que um romance envolvente com o sheik Azrin e um anel com um diamante maior que o deserto de Khatan a transformam não apenas em uma princesa, como também em propriedade pública. 

Quando Azrin se prepara para assumir o trono, Kiara descobre que a vida na realeza pode destruir o outrora forte casamento deles...
Mas os reis de Khatan não se divorciam, e as rainhas não deveriam nem ter a ousadia de perguntar... 
Kiara conseguirá desafiar um desejo mais quente que as areias escaldantes do deserto? 

Capítulo Um

– Linda vista.
Kiara não se virou na direção da voz grave e autoritária, apesar de senti-la se derramar sobre si e se infiltrar em seu sangue, seus ossos, quase fazendo com que ela estremecesse. 

Não tinha percebido a sua aproximação até ele se acomodar na cadeira ao lado. Havia uma expectativa silenciosa em torno dela, eletricamente carregada, como se toda a cidade de Sydney ficasse em silêncio com a chegada dele. 
Imaginou aquele caminhar desenvolto, seguro, o modo como a intensa e poderosa masculinidade fazia com que as cabeças se voltassem na sua direção para onde quer que ele fosse o modo como ele, certamente, a estava olhando, naquele momento, com aquele foco intenso e consumidor, ao se aproximar.
Mas ela o estava aguardando.
– Esta é uma péssima cantada – ressaltou ela, num tom quase petulante.
Não tinha alternativa. Decidiu não olhar para ele a menos que fizesse por merecê-lo. Ia fingir que estava encantada pelas águas do porto, ou pelo pôr do sol que se aproximava e não por um homem como ele, por mais alto, intenso e perigoso que pudesse parecer, mesmo na sua visão periférica.
– Especialmente aqui. Esta vista é famosa.
– O que deveria torná-la ainda mais adorável – respondeu ele, com uma pontada de diversão sob a sedução firme e aveludada da voz que se espalhou como um calor sobre a pele dela. – Ou será que você é do tipo melancólico que diante de uma vista excessivamente admirável acaba perdendo a graça?
Kiara estava sentada junto a uma mesinha do lado de fora, no saguão da gloriosa Opera House, de Sydney, em frente à famosa e bela Harbor Bridge.
O sol acabara de se pôr, tingindo o céu de tons intensos de dourado, lançando uma luz doce sobre as águas cintilantes do porto, aparentemente desafiando os arranha-céus da cidade a voltar o seu olhar para si.
Ela conhecia muito bem aquela sensação, por isso nem mesmo olhou para o homem que se acomodou ao seu lado como se fosse o dono da mesa, da cadeira e dela também, embora estivesse completamente consciente da presença dele, com cada parte do seu corpo.
– Não tente mudar de assunto – disse ela suavemente, como se não tivesse ficado nem um pouco perturbada pela presença dele nem pela força e carisma que ele parecia emanar sobre ela. 
Estava sendo muito difícil não se virar na direção dele para admirá-lo. – Foi você quem fez um comentário extremamente batido. Eu só ressaltei o fato.
Ela sabia que a mistura particular de sua intensa beleza masculina, tão feroz que a fazia perder o fôlego, com aquele estonteante poder que emanava dele a venceria se ela ousasse virar a cabeça e olhasse para ele. Podia sentir a presença dele ao seu lado. 
Seu ventre se contraiu e ela o desejou, sentindo toda a sua feminilidade pulsar profundamente por ele. 
Os finos pelos de seus braços e nuca se eriçaram, fazendo-a estremecer. 
O mundo inteiro pareceu, subitamente, se reduzir àquela mesa e cadeira.
A ele...
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Demônio Disfarçado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Brincando com fogo





Uma sedução arriscada...

O trabalho infernal de Drusilla Bennet está perto de acabar.
Logo ela retomará sua vida e deixará seu chefe demoníaco para trás.
E está preparada para dizer um belo "Eu me demito!".
Cayo Vila nunca é pego de surpresa.
Porém, para tudo existe uma primeira vez.
E ele não está acostumado a ouvir um "não" como resposta.
Portanto, o pedido de demissão da melhor assistente pessoal que já teve é simplesmente inaceitável. 
Dru já tinha ouvido falar muito de seu lendário charme, mas só agora, quando ele está focado em sua direção, ela entende por que é tão difícil negar qualquer coisa a Cayo Vila!

Capítulo Um

– É claro que você não vai se demitir – disse Cayo Vila, impacientemente, sem ao menos erguer os olhos da ampla mesa de aço e granito que se impunha diante de uma vista gloriosa da cidade de Londres.
Não que ele jamais tivesse sido visto desfrutando dela.
O que se dizia era que Cayo Vila, na verdade, amava deter aquilo que os outros cobiçavam.
Drusilla Bennett sentiu uma enorme satisfação por saber que não faria mais parte de sua lista de propriedades e se obrigou a sorrir para o homem que havia dominado todos os aspectos da sua vida nos últimos cinco anos.
Trabalhara dia e noite como assistente pessoal dele, atravessando diferentes fusos horários em cada cantinho do globo terrestre por onde se estendia o seu vasto império.
E ela o odiava.
Era difícil imaginar, agora que sabia da verdade, como havia podido nutrir sentimentos mais puros por aquele homem por tanto tempo... Mas não importava, disse ela a si mesma, duramente.
Aquilo já era passado. É claro que era.
Dru foi tomada de assalto por uma daquelas ondas de pesar que vinham se abatendo sobre ela naqueles estranhos tempos, desde que seu irmão gêmeo, Dominic, morrera. Havia sido a única a ajudá-lo no tratamento de sua doença, ou melhor, de seus vícios.
Cuidara dele, pagara as contas de seus médicos e tratara de todas as questões relativas à sua cremação.
Aquilo, sim, havia sido muito difícil, e ainda estava sendo. As decisões quanto ao seu emprego eram simples. 
Ela não ia mais tratar a si mesma como a pessoa que menos importava em sua vida.
Estava tentando se convencer de que teria pedido demissão de qualquer maneira, mesmo que não tivesse descoberto o que Cayo fizera.
– Este é o meu pedido de demissão – disse ela, calmamente, naquele tom de voz sereno e profissional que se tornara a sua segunda natureza e que ela havia decidido nunca mais voltar a usar assim que deixasse aquele homem.
Já podia mesmo sentir a concha em que havia se escondido por tanto tempo começar a rachar.
– Imediatamente.
Lenta e incredulamente, Cayo Vila, o renomado e implacável fundador e presidente da Vila Group e sua impressionante rede de hotéis, empresas aéreas, negócios e o que mais lhe interessasse, ergueu a cabeça.
Dru conteve a respiração.
Ele havia baixado as sobrancelhas negras sobre o intenso calor dourado de seus olhos.
A expressão feroz e inflexível de seu rosto, tornada quase que brutalmente sensual por causa da boca atraente, estava ficando cada vez mais grave.
Ela sentiu o efeito de ser o alvo de sua completa atenção, um efeito que nem todos aqueles anos de proximidade haviam conseguido amenizar. Aquilo era o que ela mais odiava.
Sua maldita fraqueza. O amplo escritório pareceu, subitamente, pequeno e apertado.
– Como?
Ela notou o leve sotaque espanhol por trás das palavras dele, traindo o temperamento volátil que ele costumava manter sob estrito controle e conteve um leve tremor.
Não era à toa que era chamado de o Satã Espanhol. Ela gostaria de chamá-lo de algo bem pior.
– Você ouviu muito bem – disse ela, sentindo-se bem melhor com a bravata. Cayo balançou a cabeça.
– Eu não estou com tempo para isso – disse ele.
– Envie-me um e-mail detalhando as suas preocupações e…
.





Brincando com Fogo 
1- Demonio disfarçado 
2- O Amor é eterno
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Uma Nova Esposa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Segredos do Desejo 


Ela não poderia se apaixonar pelo próprio marido! 

Becca Whitney cresceu sabendo que fora deserdada por sua família de sangue azul ainda bebê. 
Por isso, quando recebeu um convite para regressar à mansão de seus ancestrais ficou intrigada. 
Theo Markou Garcia precisava de uma mulher ou, pelo menos, de alguém muito semelhante à sua noiva vergonhosa. Becca seria a substituta perfeita... 
A proposta parecia simples: disfarçar-se como uma herdeira Whitney em troca de sua própria herança... Mas com uma condição: não se apaixonar pelo marido! 

Capítulo Um

A Casa não havia mudado desde a última vez em que ela a vira.
A construção se estendia pela Quinta Avenida da cidade de Nova York como uma antiga aristocrata, olhando com desagrado para a falta de elegância ao seu redor.
Becca Whitney sentou-se no amplo salão abarrotado de obras de arte, fingindo não notar a expressão grave de seus, por assim dizer, parentes, que a olhavam como se a presença da filha ilegítima de sua irmã, há muito expulsa de casa e deserdada, poluísse o ambiente.
A enorme mansão mais parecia uma catacumba.
O silêncio tenso, que Becca se recusou a quebrar, já que havia sido chamada daquela vez, ao contrário de quando viera suplicar a ajuda da família, foi rompido subitamente, pelo leve ranger da porta ornada do salão.
Graças a Deus, pensou Becca. Ela teve que manter as mãos firmemente entrelaçadas em seu colo, e seus dentes cerrados para conter as palavras amargas que gostaria de dizer.
Seu alívio durou apenas o tempo de ela erguer os olhos e ver o homem que havia adentrado o recinto. Uma espécie de advertência pareceu crepitar sobre a pele dela, obrigando-a a se remexer na cadeira.
— E essa moça? — perguntou ele, num tom grave.
O ambiente mudou por completo.
Becca sentiu os seus lábios se entreabrirem levemente quando o seu olhar cruzou o daquele homem, em meio a séculos de artefatos e o franzir das testas daquelas pessoas terríveis que haviam expulsado a sua mãe daquela casa como um monte de lixo, há 26 anos. 
Os olhos dele eram de uma cor de âmbar impressionante, e pareciam queimá-la, fazendo-a piscar, a ponto de ela supor ter ficado marcada devido ao seu contato.
Quem era ele?
Ele não tinha mais do que 1,80m de altura, mas sua presença era incontestável. 
Era como se uma força emanasse dele. Usava o mesmo tipo de roupa que todos naquele mundo hermeticamente fechado de riquezas e privilégios — caras. 
Ao contrário de seus tios, porém, envoltos em seus ternos, lenços, e ostensivos acessórios, aquele homem era extremamente despojado. 
Usava um suéter cinza-carvão que aderia ao seu torso perfeitamente bem delineado e uma calça escura que evidenciava a força de suas coxas e seus quadris estreitos. 
Era elegante e primitivo ao mesmo tempo.
Ele inclinou levemente a cabeça ao avaliá-la, e Becca teve certeza de duas coisas. 
A primeira era que ele era extremamente perigoso, de um jeito que ela ainda não tinha muita clareza, embora pudesse enxergar a sua feroz inteligência, acoplada a uma certa intensidade implacável. 
A segunda era que ela precisava fugir dele. Já seu estômago se contraiu e seu coração acelerou. Havia algo naquele que simplesmente... a assustava.
— Quer dizer que você também nota a semelhança — disse Bradford, o pomposo tio de Becca, no mesmo tom condescendente que havia usado para expulsá-la daquela casa, há 6 meses. 
No mesmo tom que usara para dizer a ela e à sua irmã, Emily, que ambas eram um erro, um constrangimento, que não pertenciam à família Whitney.
— É realmente misterioso. — Os olhos desconcertantes daquele homem se estreitaram, focando-se inteiramente em Becca, enquanto falava com o seu tio. — Achei que vocês tinham exagerado.
Becca o encarou de volta. Havia algo de vivo, quente mesmo, pairando no ar, entre eles. 
Ela sentiu a sua boca secar e as palmas de suas mãos se contraírem. 
Pânico, pensou Becca. Ela teve vontade de se levantar e sair correndo até a rua, para longe daquela cena que se desenrolava em torno dela e que ela já não queria mais compreender, mas não conseguiu se mover devido ao modo como ele olhava para ela.
— Eu ainda não sei por que estou aqui — disse Becca, forçando-se a falar, e não obedecer, simplesmente, às ordens que recebia. 
Ela se virou e olhou para Bradford, e então para Helen, a irmã de sua mãe, que a observava com os lábios franzidos. — Depois do modo como vocês me expulsaram da última vez em que estive aqui...
— Uma coisa não tem nada a ver com a outra — interrompeu o seu tio, impacientemente. — Isso é importante.
— Assim como a educação da minha irmã — retrucou Becca.
Ela estava excessivamente ciente da presença do outro homem, como uma sombra escura em sua visão periférica.
Podia sentir o modo como os olhos dele a devoravam, a consumiam. 
Aquilo fazia com que ela sentisse os pulmões se apertarem em seu peito. Fazia o seu corpo...
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Escândalo Inesperado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Fora dos palcos, dentro da fogueira... 
Capa de todos os tabloides sensacionalistas e alvo dos paparazzi mais sedentos de escândalos, Larissa Whitney toma a decisão de abandonar uma vida erguida sobre falsos valores e buscar refúgio em uma ilha isolada. 
Mesmo lá, não encontra a paz almejada... 
Pois muito perto dela está Jack Endicott Sutton. Um homem por quem alimentara a paixão mais selvagem anos atrás. Um homem que fazia seu coração bater mais forte a cada olhar. 
E um homem que sabia do segredo mais escandaloso de todos, aquele que poderia arruinar para sempre sua vida. 


Capítulo Um 

A sorte de Larissa Whitney acabou com o estrondo da porta que se abria e deixava entrar o vento úmido de novembro, sacudindo os vidros por onde a chuva escorria. 
Desviou os olhos da janela, de onde via as ondas escuras e agitadas do Atlântico fustigando as pedras da isolada ilha do Maine. 
Olhou sem interesse para a porta do restaurante, que também era o único bar, do único hotel, do único pedaço de rua desolada que se estendia pelo que podia ser chamado de vilarejo, naquele dia tão distante da alta temporada dos dias ensolarados de verão. Distante de tudo. 
E era por isso que estava ali, onde encontrara o desejado isolamento que desfrutara até agora. E então, ele entrou. Sentiu um baque no peito ao vê-lo na porta e piscou para empurrá-lo de volta à lembrança. 
Mas não: Jack Endicott Sutton entrava, sacudia a capa e pendurava num cabide. Qualquer um, menos Jack, implorou, agarrando-se à caneca de café e relembrando a confusão em que sua vida se transformara. 
Por favor... Mas não havia quem a escutasse, e não adiantaria. Era ele. 
Reconheceu imediatamente o rosto bonito e másculo que gravara na memória e que era tão conhecido quanto o de qualquer astro de cinema cujas fotos, como as dele, aparecessem constantemente nos jornais. 
E ela o conhecera pessoalmente. Aquele corpo esguio e musculoso se tornara conhecido por usar uma camisa do time de rúgbi de Yale no tempo da faculdade, pela dignidade inculcada mais tarde pelo título de Direito em Harvard, e pelas várias mulheres que se penduravam no seu braço. 
Naquela noite ou final de tarde — porque era difícil distinguir naquela região — Jack vestia uma camiseta preta de mangas compridas e um velho jeans que transformavam seu corpo num poema, além de um par de botas que a ela pareceu incongruente. 
Deveria estar fantasiado, porque sempre o vira desfilar displicente com as roupas mais elegantes e caras, na alta roda de Manhattan. Tirando isso, Jack poderia se confundir com as pessoas que circulavam vestidas da mesma maneira no local, enquanto ela pegara o café e fora se sentar no canto mais isolado do restaurante. Mas não. 
Duvidava que Jack Sutton, algum dia tivesse se misturado aos outros. E isto fazia com que sentisse o coração querer saltar violentamente do peito. Ele era a soma de centenas de gerações de sangue azul, o que resultará em muito mais que apenas um homem extremamente bonito, de cabelos negros a olhos cor de chocolate. 
Carregava a gloriosa história da família com fria indiferença, como uma arma que não precisasse sacar. A nobre elite de Boston e as estimadas famílias de pioneiros de Nova York temperavam sua origem e se deixavam ver na maneira como ele se comportava, na arrogância e no poder que dele emanavam e que faziam parte do seu corpo. 
Os venerandos antepassados de Jack haviam sido capitães de indústria, líderes e visionários, reis da filantropia e aguçados investidores. 
E trazia tudo isso em cada centímetro do seu lindo, musculoso e perigoso corpo. Larissa sabia quem era ele, de onde viera e, por desgraça, viera do mesmo lugar. Também era seu pior pesadelo... E bloqueara sua única rota de fuga. Bom trabalho, Larissa, pensou, oscilando entre o desespero e a expectativa. 
Você sequer consegue desaparecer direito no fim do mundo. Mas não adiantava ficar histérica. Afundou-se na cadeira e puxou o capuz sobre o rosto, na esperança de que a tornasse invisível ou apagasse sua vida anterior. 
Desviou os olhos do solteiro mais cobiçado de Manhattan e voltou a olhar para o mar que fustigava a costa com sua força inexorável. 
Provavelmente, não a reconheceria. 
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Playboy por Convicção

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Lucas... Um playboy

Um rebelde
Um sedutor.
Ninguém nega nada a Lucas.
Mulheres caem a seus pés e em sua cama, ao simples estalar de seus dedos.

Sua vida é doce, impulsiva e despreocupada; definitivamente, um playboy.
Grace Carter sabia que Lucas poderia arruinar a carreira dela e, por isso, não iria tolerar seu comportamento voluntarioso, apesar da química entre eles.

Mas trabalhar com Lucas é assustador, pois basta uma pequena dose de charme para a imagem certinha de Grace começar a se desfazer... 



Capítulo Um 

Grace Carter desviou o olhar de seu computador, descontente com a figura que adentrou seu escritório tão confiante que sequer bateu à porta. 
E então ela se endireitou na cadeira. Alguma coisa que pareceu fogo atravessou ardentemente tudo em sua direção. Ela disse a si mesma que era indignação porque ele havia falhado ao não bater na porta, como qualquer pessoa educada faria. Mas ela sabia. Era ele. 
— Bom dia — falou ele baixo. 
Parecia latejar em frente a ela, como uma chama. Ela se endireitou em sua cadeira. 
— Claro — disse ela, com a voz suave e irônica. 
— Entre. 
Ele estava vestindo um terno italiano bem alinhado, que emoldurava seu corpo e parecia muito avançado na moda para a sensata loja da Hartington's, uma das mais antigas lojas de departamento luxuosas da Grã-Bretanha, onde conservador era a palavra de ordem do vestuário. 
Seu imenso cabelo longo cor de chocolate era desgrenhado e despenteado, intencionalmente, pensou Grace, e seus notáveis olhos verdes, um dos quais estava marcado por um ferimento escuro, combinava com seu lábio partido, que de alguma forma falhou em amortecer o impacto de sua boca surpreendentemente carnal. 
Seus cortes e machucados lhe davam um ar vagamente malandro e somavam ao seu afrontoso sexy appeal. E ele bem sabia disso. 
— Obrigado — disse ele, aqueles famosos olhos verdes brilhando com divertimento. Sua boca decadente torceu para o lado. 
— Isso é um convite a sua sala ou, alguém pode imaginar, algo mais excitante? 
Grace desejava não o ter reconhecido, mas reconheceu. E essa não era a primeira vez que ela o via pessoalmente. Não que alguém vivo poderia falhar em reconhecê-lo de vista, já que seu rosto estava estampado em um ou dois tabloides por semana, em qualquer país do mundo, mostrando exatamente esse tipo de comportamento inapropriado. Ela não estava impressionada. 
— Lucas Wolfe — disse ela, com a voz firme. 
Ele era Lucas Wolfe, segundo filho do notório e extravagante William Wolfe, queridinho dos paparazzi, famoso por sua infidelidade com mulheres igualmente ricas e naturalmente lindas. Grace não conseguia imaginar por que aquela criatura dos tabloides estava ali em seu escritório, em uma manhã de quinta-feira, contemplando-a de uma maneira que só poderia ser entendida como expectante. 
— l,80m — falou lentamente, com suas sobrancelhas escuras arqueadas, acima de seus ímpios olhos verdes. 
— A seu serviço. 
— Você é Lucas Wolfe — disse ela. 
— Sinto muito, mas estou ocupada. Posso encaminhá-lo a alguém que possa ajudá-lo? 
— Muito ocupada para o meu charme e beleza? — perguntou ele, com seu sorriso perverso que fazia seus olhos brilharem, sua expressão entre o sugestivo e o irreprimível. Grace teve que lutar para continuar sorrindo. 
— Com certeza, não. Eu o convidaria para se sentir à vontade — disse ela, com um pequeno sorriso. 
Conhecer sua voz faria suas palavras soarem mais doce do que eram. 
— Mas isso soa redundante, não é? — Seu instinto lhe dizia para que deixasse esse homem saber exatamente o que pensava do seu tipo. Mulherengo, inútil, parasita, assim como todos os homens que sua pobre mãe teve entrando e saindo de seu trailer quando Grace era criança. 
Assim como o pai que Grace não conheceu, que no fim das contas era o mais bonito e o mais repugnante irresponsável de uma linhagem. 
Como qualquer outro idiota que ela teve que ignorar ao longo dos anos. 

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domingo, 9 de setembro de 2012

Passado de Princesa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 Uma princesa que fora esquecida... 
Rodeada pelos altos muros de um castelo, Bethany Vassal descobriu que seu casamento às pressas com o príncipe Leo Di Marco estava muito longe de ser o conto de fadas que ela imaginara. 
Não demorou muito para ela fugir, levando em seu coração a esperança de que o homem pelo qual era apaixonada caísse em si e partisse em sua busca. 
Porém, casar com Bethany fora o único descuido que Leo cometera em sua vida, pelo qual iria pagar caro. 
Havia chegado a hora de ter um herdeiro, e isso significava que Bethany precisava retornar ao castelo do qual fugira! 


Capítulo Um 

Bethany Vassal nem precisou olhar para trás. 
Ela sabia exatamente quem acabara de entrar naquela exclusiva galeria de arte do elegante bairro de Yorkville, em Toronto. 
Mesmo que não tivesse ouvido o barulho feito pela multidão presente no coquetel, ou mesmo que não tivesse sentido a forte energia que tomara conta do salão como um terremoto, ela teve certeza. 
Seu corpo notou e reagiu instantaneamente. 
Os pêlos da nuca ficaram eriçados. 
Seu estômago ficou tenso. 
Os músculos, contraídos. 
Ela parou de fingir admirar as formas e cores do quadro a sua frente e deixou seus olhos se aproximarem de antigas lembranças. 
E de muita dor... Muita mesmo. E lá estava ele. 
Após tanto tempo, após toda aquela agonia, os anos de isolamento, estavam no mesmo ambiente. 
E Bethany disse a si mesma que estava pronta. Tinha de estar. 
Ela girou o corpo lentamente e se postou no canto mais distante da chique galeria, pois assim teria uma visão privilegiada até a porta, preparando-se para sua chegada. Porém, ao virar-se, foi obrigada a admitir a si mesma que era impossível preparar-se para a emoção de ver aquele príncipe, Leopoldo di Marco, atravessando as portas de vidro. 
Seu marido. 
Que logo seria ex-marido, disse ela a si mesma, decidida. Pois, caso continuasse repetindo isso, um dia seria realidade, certo? 
Ela sofrera muito ao separar-se dele, quase três anos antes, mas tudo mudara desde então. Ela era uma nova mulher. 
E estava tão arrasada quando o conheceu... 
Pois ainda não se recuperara da morte do pai, de quem cuidara durante anos, e continuava assustada com a ideia de, aos 23 anos, finalmente poder ter a vida que escolhesse para si. Mas a verdade é que nunca pensara nisso. 
O único mundo que conhecia era bem estreito... 
Até que surgiu Leo, como se fosse o sol após anos de chuva. Ele parecia perfeito, um príncipe de conto de fadas. 
E ela acreditou que, a seu lado, seria uma princesa que viveria numa espécie de sonho tornado realidade. 
Bethany mordeu os lábios. 
Aprendera tanta coisa... 
Especialmente quando ele despedaçou esse sonho, ao deixá-la completamente abandonada no exato momento em que chegaram a sua casa na Itália. 
Ela ficou mais sozinha do que nunca estivera em toda a sua vida, e tão longe de casa... 
Até o momento em que ele resolveu que era hora de incluir uma criança naquela vida de desespero. 
Isso foi a gota d'água. Bethany trincou as mãos. 
Respirou fundo. Não seria refém da raiva naquele momento... 
Tinha objetivos a cumprir aquela noite. Queria sua liberdade e não deixaria que o passado a paralisasse. 
Ela ergueu os olhos e o viu. 
E o mundo pareceu contrair-se e, depois, expandir-se a seu redor. 
O tempo pareceu parar... 
Ou talvez fosse simplesmente ela prendendo a respiração.

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domingo, 26 de agosto de 2012

Amor Traiçoeiro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Amores e Paixão 
Seu secreto bebê real... 

O Sheik Tariq bin Khaled Al-Nur é tão traiçoeiro e terrível quanto o deserto que deseja governar. 
No entanto, ele não pode assumir o trono até que se case. Por que, então, não está casado? 
Tariq não pode simplesmente abdicar de seus sonhos com Jessa Heath, uma mulher tão comum quanto fascinante!
Jessa sabe que eles têm um caso mal resolvido. 

E se ela mantivesse o controle e se permitisse passar mais uma noite com Tariq para aquietar a paixão? Mas Jessa está pisando em terreno perigoso! Poderia somente uma noite revelar o segredo que ela desesperadamente escondeu...?

Capítulo Um 


Jessa olhou automaticamente por detrás de sua mesa quando a porta da agência imobiliária foi aberta, e depois congelou em sua cadeira. Era como um sonho...
Um sonho que ela tivera por diversas vezes. 

Ele caminhou para dentro, a umidade e o frio da noite de Yorkshire serpenteando ao redor dele.
Ela se encontrou de pé, sem nem perceber que tinha se movido, as mãos estendidas para frente como se pudesse se proteger dele, como se pudesse impedi-lo de entrar ainda mais no pequeno escritório e em sua vida, onde ela não podia e não iria permitir que ele entrasse novamente.
— Aí está você — disse ele em uma voz profunda e imponente, como se tivesse ficado satisfeito apenas por colocar os olhos frios sobre ela...
Como se, inexplicavelmente, estivesse procurando por ela. 

O coração de Jessa bateu forte contra as costelas enquanto sua cabeça girava.
Ele era uma aparição, cinco anos depois? Ela estaria sonhando? 

— Tariq. — Jessa se sentia estupefata talvez, dar um nome ao fantasma fizesse com que ele desaparecesse. Mas Tariq bin Khaled Al-Nur não parecia um sonho.
Ele não era nada tão insubstancial ou de fácil esquecimento à luz do dia. 

Quando ela o conheceu, ele não era nada além de um membro da elite de seu país, rico e extremamente mimado; agora, ela sabia que ele era o governante.
Jessa odiava saber disso... Como se o conhecimento estivesse escrito em sua face e que isso talvez sugerisse a ele que ela seguira cada passo que ele dera com o passar dos anos, quando a verdade era que Jessa apenas queria esquecê-lo.
Mas parecia que ela não conseguia desviar os olhos dele. 

Jessa descobriu que, durante todos aqueles anos passados, ela podia lembrar cada detalhe a respeito de Tariq com perfeição, e com uma clareza surpreendente, mesmo que a evidência à sua frente deixasse claro que ele era muito melhor do que ela se permitira recordar.
As feições estavam mais duras, mais impenetráveis. 

De alguma forma, ele estava mais homem. 
Parecia impossível, mas suas memórias o tinham diminuído. 
A realidade de Tariq era poderosa, viva, estonteante. Perigosa. Jessa tentou se concentrar no perigo. 
Não importava que seu coração desse pulo quando o via, mesmo agora. 
O que importava era o segredo que ela sabia que devia ocultar dele. 
Ela passara, tolamente, a ter esperanças de que esse dia em particular nunca chegasse.
Olhou para ele agora. Tariq era uma embalagem dura de músculos e que dava uma impressão falsa de magreza, e com um poder impossível por debaixo de uma pele cor de noz-moscada.
O tempo pareceu parar enquanto Jessa ficava no mesmo lugar, analisando as linhas duras do rosto dele. Elas estavam mais evidentes do que ela se lembrava...

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domingo, 6 de maio de 2012

Sedução E Poder

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






















Nikos Katrakis estava à procura de uma nova amante quando,inesperadamente, a rica herdeira Tristanne Barbery se ofereceu para ele. 
Seria assim tão fácil obter prazer e consumar uma vingança ao mesmo tempo? 
Tristanne sabia que estava brincando com fogo. 
Apesar de seu sacrifício, ela não tinha escolha. 
Contudo, conseguiu surpreender Nikos ao demonstrar que não fazia o tipo frágil e descartável... 
Por isso, os planos dele talvez estivessem ameaçados!


Capítulo Um 


Nikos Katrakis era, de longe, o homem mais perigoso a bordo daquele iate luxuoso. 
 Normalmente, Tristanne Barbery olharia apenas uma vez para um homem como ele, moreno e poderoso, do tipo que a fazia perder o fôlego e correr na direção oposta cada vez que ô via de sua posição estratégica, com vista para o elegante bar de mármore onde ele costumava ficar. 
Qualquer homem que parecesse ofuscar as brilhantes águas azul-esverdeadas do mar Mediterrâneo com sua simples presença seria muito complicado; complicado demais para Tristanne. 
Isto não é sobre você, ela disse á si mesma com firmeza, e então se obrigou a relaxar os punhos cerrados. 
Ela tentou afastar a náusea, o tremor. 
O pânico. Porque aquilo não era, realmente, sobre Tristanne. 
Tratava-se da mãe dela e de suas dívidas avassaladoras, impossíveis. E ela faria o que fosse preciso para salvar a mãe. 
Havia outros homens igualmente ricos e poderosos a bordo, desfilando elegantemente vestidos pelo convés enquanto observavam a paisagem magnífica da Côte d'Azur: montes cobertos de oliveiras e fachadas em tom pastel de Villefranche-sur-Mer à esquerda, villas luxuosas em Cap Ferrat à direita, e a belíssima baía de Villefranche, que se estendia à sua frente ao sol da tarde. Mas Nikos Katrakis era diferente. 
Não simplesmente porque ele era o proprietário daquele iate, embora isso estivesse claro como água. 
Era quase visível, Tristanne pensou; a atitude de posse quase parecia se projetar dele, como ondas. Não era nem mesmo o inegável poder físico que ele parecia controlar com dificuldade por detrás de uma imagem enganadoramente calma, ainda que estivesse vestido de forma tão casual, com jeans, camisa branca, revelando sua pele azeitonada. 
Era ele. 
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terça-feira, 5 de julho de 2011

Série Vida de Princesa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

1- MELODIA DA SEDUÇÃO




A mira do bilionário Alex Matthews estava fixada em Serina de Montevel, a princesa "do gelo".

Serina dominava a atenção de Alex!

Levada para um reservado refúgio tropical, ela viu sua fachada de decoro real desmoronar com o poder da presença dele.


Quando menos percebeu, estava se afogando nos glaciais olhos azuis de Alex e acordando em sua cama!
Serina fora enganada?
Ela pensava que Alex era seu príncipe encantado, mas seria possível que ele a tivesse conquistado por motivos falsos?

Capítulo Um

Com um estreitar de olhos, Alex Matthews analisou o salão de baile do palácio.
A banda acabara de tocar alguns compassos de uma canção folclórica, sinal de que os convidados deviam escolher seus pares para a primeira dança da noite.
A subsequente movimentação nos cantos da sala vibrou com as cores dos vestidos de gala e o brilho das joias valiosas.
As belas feições angulares de Alex suavizaram quando ele viu a meia-irmã.
Em seu vestido de noiva, Rosie ofuscava o brilho de qualquer joia, com uma felicidade fulgurante que o deixou com a desconfortável sensação de ser um intruso ali.
Vários anos mais nova do que Alex, Rosie era filha da segunda esposa do pai dele; embora tivessem se tornado amigos nos últimos anos, jamais haviam tido um relacionamento muito próximo.
Alex correu os olhos para o homem que se tornara seu cunhado havia poucas horas. Gerd, grão-duque de Carathia, não era dado a demonstrações de emoção deslavada, mas Alex flagrou-o olhando, desprotegido, para a noiva em seus braços.
Era como se não houvesse mais ninguém na sala além dos dois.
O momento foi breve, mas durou o suficiente para causar uma estranha emoção no íntimo de Alex.
Inveja? Não.

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2- O DOM DA PUREZA



Calmo e perigoso como um felino selvagem, alcançar o impossível era uma das principais características de Luc Garnier, e a princesa Gabrielle poderia ser comparada a uma pérola de preço imensurável.

Mas Luc desafiou as probabilidades, e um contrato de casamento foi lavrado.

Deveria ser uma união primeira no papel, e depois...
Só que, entre quatro paredes, Gabrielle revelou ser a mesma pessoa que era em público: bem-criada, bem-comportada, uma honra para seu país.
Por isso, Luc estava determinado a libertar a princesa imaculada e despertar a sensualidade dentro dela!

Capítulo Um

— Cumpra seu dever — disse o pai de Gabrielle antes que o orgão começasse a tocar. — Faça-me ficar orgulhoso de você.
Esse fora o conselho pré-matrimonial que ela recebera.
Em seu vestido branco de tafetá, a princesa Gabrielle remoia essas palavras.
A cauda do traje era comprida como devia ser uma nobre no dia de seu casamento.
Mas Gabrielle tinha dificuldade em caminhar com tanto peso sobre o corpo, embora permanecesse ereta.
Ainda bem que o véu ocultava seu medo, que não conseguia dominar pela primeira vez em 25 anos de vida.
E também não podia chorar. Não ali.
Não enquanto caminhava pela nave da catedral de seu reino, segurando o braço do pai, o rei Josef de Miravakia, o homem que passara a vida tentando agradar... e não conseguindo.
Quando universitária, dedicara-se exclusivamente aos estudos, enquanto seus colegas se divertiam em Londres.
Mais tarde, apesar do diploma de economista, se dedicara à caridade, porque era isso que seu pai esperava da Princesa Coroada de Miravakia.
Gabrielle faria tudo para satisfazer seu pai.
Esse era o seu lema.
Ale chegar ao ponto de se casar com um completo desconhecido.
Sabia que deveria ter se recusado.
Ela não poderia.
Ou estaria assim desesperada demais para obter a aprovação do pai?

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