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sábado, 24 de abril de 2010

Série Nigth

ROMANCE SOBRENATURAL
1- O BEIJO DA NOITE




Ele encontrou o desejo mais profundo de sua alma.

O Dom Escuro tinha outorgado a Roshan DeLongre uma solitária vida eterna até que a descoberta fortuita do retrato, estranhamente familiar, de Brenna Flanagan o subjuga com seu feitiço.
O domínio que exerce sobre ele é tal que viaja ao passado para salvar à formosa bruxa da fogueira, e para resgatá-la do perigo trazendo-a ao presente.
A sedutora inocência de Brenna e sua cândida capacidade de assombro ante o mundo moderno enfeitiçam o vampiro, enfastiado já de sua escura existência.
Mas terão que enfrentar-se às cegas com o perigo crescente.
Há alguém cuja magia negra é poderosa... Alguém que sabe de sua existência e que não se deterá até despojá-los de seus poderes... Até que eles não sejam mais que sombras... No tempo.
A paixão eterna começa com... O beijo da noite.

Capítulo Um

Afogado em um oceano de solidão e amargo desespero, Roshan DeLongpre permanecia sentado frente à enorme lareira, com a vista fixa no fogo. As chamas vorazes crepitavam vividamente em brilhantes tons de vermelho e amarelo, com deslumbrantes matizes azuis e verdes.
Distinguia claramente cada chama dançante, cada sutil sombra e matiz. O fogo, seu maior inimigo, junto com a dourada luz do dia.
Luz do fogo, luz do sol, ambas tinham o poder de destruí-lo.
Um suave suspiro lhe brotou dos lábios. Cada vez mais cansado de sua existência, tão, tão farto. Cada noite era igual à anterior.
A vida, tal qual a conhecia, tinha perdido o seu brilho, já não havia mais surpresas, apenas um velho instinto de sobrevivência.
Enquanto olhava o contorcionismo das chamas, perguntava-se por que teria que preocupar-se. Não tinha nenhuma razão suficiente para seguir adiante. Podia inspirar paixão, mas não amor, exigir obediência, mas não afeição.
Era capaz de trocar de forma a vontade, mover-se com incrível velocidade, desafiar a lei da gravidade, dissolver-se em tênue bruma ou desaparecer totalmente.
Mesmo assim, nessa fria noite de outubro, seus poderes sobrenaturais não significavam nada.
A noite. Olhou através da janela coberta de chumbo, além da escuridão. Tinha visto a lua sair por mais de trezentos anos, mas tinha sido privado da beleza majestosa da luz do amanhecer.
Possivelmente tinha chegado o momento de observar o nascimento de um novo dia pela última vez.
Levantou-se, caminhou através dos corredores estreitos e escuros da casa onde tinha residido durante a maior parte dos últimos cinquenta anos.
Era uma casa ampla localizada em uma tranquila rua de uma zona residencial da cidade.
Tinha-a remodelado em duas ocasiões; a primeira, por estar cansado dos arredores e simplesmente desejar uma mudança; a segunda, com a intenção de vendê-la e mudar-se.
Percorreu cada cômodo, despedindo-se dos tesouros que tinha acumulado durante o curso de sua existência sobrenatural.
Deteve-se e deslizou as mãos sobre aquelas coisas que tinha entesourado por uma razão ou outra: uma talha de marfim de Vênus, um urso pardo cinzelado em uma só peça de sequoia, um unicórnio de ônix...
Deteve-se frente a sua pintura favorita, a que representava um amanhecer sobre um cristalino lago de montanha rodeado por um bosque de pinheiros.
Observou-a durante vários minutos tentando recordar a sensação do toque do sol no rosto.
Passou para a biblioteca, permaneceu de pé frente às prateleiras que cobriam as paredes do chão ao teto. Assim que aprendeu a ler, amou os livros e passou anos percorrendo o mundo para colecionar os que agora lotavam as prateleiras.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Coração da Escuridão

ROMANCE SOBRENATURAL


Em quatrocentos anos, Rayven nunca conheceu uma mulher como Rhianna McLeod.
Ela é uma visão de luz e calor, tudo o que ele não é...
Nem pode ser.
Condenado a viver para sempre na escuridão e a solidão, ele conhece muito bem todos os riscos de estar perto dela, tem fome dela com uma intensa paixão que jurou não permitir-se sentir nunca.

O pai de Rhianna a vende a Rayven para poder levar comida a sua mesa... Então não tem mais opção que ir com o escuro desconhecido.
Para sua surpresa, Ele dá tudo o que ela quer: a roupa mais fina, educação e o manejo do castelo... Quer dizer, tudo menos seu contato.
Embora ela percebe o perigo sob sua maneira suave de falar e apesar de que o próprio Rayven a adverte que se mantenha longe, sente-se atraída por esta criatura da noite, e o ama como não pode amar a outro.

Nota da Revisora Lu Avanço: Meninas que lindo é esse livro, é de vampiro mas totalmente diferente dos que nós estamos acostumadas, vale a pena vcs vão se apaixonar por esse casal e o sofrimento que ele passa para proteger sua amada dele proprio. E vão se surpreender com o final . Ah esse livro não é hot, ele é sensual

Ele sempre tinha amado a noite.
Seus passatempos favoritos – a bebida, os jogos de azar, a companhia de belas mulheres- transcorriam preferivelmente durante as horas noturnas.
Os melhores momentos de sua vida os tinha passado em salões fracamente iluminados, casas de jogo clandestino fumegantes, ou em dormitórios iluminados pela suave luz das velas.
Mas isso tinha sido muito tempo atrás.
Logo agora que começava a entender tudo o que tinha perdido quando a luz lhe tinha sido arrebatada. Porque ela era como a luz do sol, brilhante, quente, e bela. E, como o sol, nunca poderia ser dele.

Capítulo Um

Vale De Millbrae, 1843

Rayven se recostou em sua cadeira, tentando dissimular sem êxito seu desgosto enquanto presenciava o intento de Vincent McLeod de leiloar a mais velha de suas cinco filhas.
Com a cabeça inclinada e os braços pendurando a ambos os lados do corpo, a moça permanecia de pé em silêncio, como se de um animal a ponto de ser levado ao matadouro se tratasse.
O despenteado cabelo loiro, caía desordenado sobre os ombros, ocultando seu rosto da mesma forma que o sujo vestido cinza escondia sua figura.
− Veja Lorde Rayven disse Montroy.
Não podemos ter um pouco mais de luz?
Rayven negou com a cabeça.
A sala estava escuro, e gostava assim, com as paredes revestidas de madeira escura, tapetes de uma cor verde escura cobriam o chão, grosas cortinas a jogo penduravam das janelas, e como sempre, os abajures iluminavam tenuamente o salão.
Qualquer que tivesse compartilhado com ele a alcova do botequim de Cotyer sabia que sempre evitava a luz brilhante.
Era uma de suas muitas raridades, que os jovens ricos do povoado suportavam para poder permanecer em sua mas bem duvidosa companhia.
− Então, se não podermos ter mais luz, faremos que a garota se dispa disse Lorde Tewksbury do fundo do quarto − Nego-me a puxar por algo ou alguém sem poder vê-lo suficientemente bem.
− Tem razão concordou Nevel Jackson − Diga à garota que tire esses farrapos para que possamos ver o que compramos.