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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Alguém á minha Porta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O milagre do amor.

O legendário cirurgião do Texas, Justin Webb, enfrentou seu maior desafio: conquistar o coração da bela e corajosa detetive Winona Raye. 
Quando Winona encontrou um bebê abandonado à sua porta, o charmoso doutor, solteiro convicto, viu a chance de lhe dar uma mão em casamento. 
A independente Winona não tinha pressa de se casar, mas Justin estaria lá, esperando quer ela concordasse ou não!

Capítulo Um

Perguntasse ao dr. Justin Webb e saberia que era ridículo, se não ofensivo, tocar "The Tennessee Waltz" numa festa texana, mas quem se importava? Bastava saber que Winona era seu par. E ele nunca poupara esforços para usufruir sua companhia. Era capaz de vestir smoking e comportar-se bem a noite toda, desde que conseguisse alguns momentos de privacidade com Winona. Momentos como aquele.
— Juro, meu mel, você está no ponto para se casar.
— Ora, doutor, obrigada.
Winona usava salto alto, mas, mesmo assim, tinha que levantar o rosto para encará-lo. Ele estava maravilhado. Aqueles olhos tinham o mesmo azul suave, esperançoso e magnífico do céu do amanhecer, mas o sorriso era cheio de malícia. E isso quando ela estava sendo gentil com ele.
— Você não me pediu em casamento há duas semanas, já?
Doze dias e seis horas, mas quem estava contando?
— Mais ou menos.
Ela assentiu.
— E quantas vezes terei que lhe dizer? Se sentir vontade de me casar com um solteirão mulherengo e rico, eu aviso.
Justin sorriu, pois não adiantava levar o insulto a sério. Antigamente, Winona era muito mais agressiva. Pensando bem, ele também.
Segurando-a com um pouco mais de pressão à cintura, seguiu bailando com ela pelo salão, passando pelos músicos, pela fila de autoridades e pela realeza de Asterland. Gostaria de passar à varanda e sair pela noite, de modo a ter Winona só para si, mas não daria certo. Infelizmente, fazia uma típica noite de janeiro no oeste do Texas, com temperatura mais baixa que coração de bruxa e um vento ainda mais gelado.
— Bem, diga, querida. Se não quer falar de casamento esta noite, que tal um belo caso imoral, amoral e escandaloso?
— Adoraria, doutor. Mas você já fez isso com tantas mulheres na cidade que eu seria apenas mais uma na lista. Obrigada, mas não.
Ele franziu o cenho, não pelo comentário, mas porque ela pisara em seu pé. Winona era linda, mas tinha a graça de um coiote na pista de dança. Puxou-a discretamente pela cintura, aproximando-se o bastante para vislumbrar os mamilos sob aquele vestido preto, reto e simples, com decote sensual. O bastante para ver suas pupilas dilatadas quando seu ventre roçou na faixa de cetim do smoking. O bastante para se encantar com aqueles lábios acetinados. E o bastante para vê-la franzir o cenho.
— Comporte-se, seu...