Mostrando postagens com marcador Acorrentado Ao Trono. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Acorrentado Ao Trono. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de março de 2015

Acorrentado Ao Trono

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Franca e direta, Amy é uma babá 

que parece ignorar que trabalho e discrição devem andar de mãos dadas. Mas o sheik Emir conhece outras utilidades para uma boca tão sedutora quanto malcriada… 
Apesar de viverem uma paixão abrasadora, ambos estão sujeitos às rigorosas Leis do Deserto. Como governante de Alzan, Emir jamais poderá fazer de Amy sua rainha. 
Ele perdeu a esposa quando ela dava à luz suas preciosas filhas gêmeas, porém Emir precisa de um herdeiro para que a linhagem continue. E essa é a única coisa que Amy é incapaz de lhe proporcionar… 


Capítulo Um 

– O sheik Rei Emir irá recebê-la – anunciou a mulher com ar pomposo. Amy ergueu o rosto enquanto Fatima, uma das criadas, entrava no quarto das crianças onde ela dava o jantar para as jovens princesas. 
– Obrigada por me avisar. A que horas...? – Vai recebê-la agora – interrompeu Fatima, a impaciência evidente diante da pouca pressa de Amy, que continuava a alimentar as gêmeas. 
– Elas estão jantando... – começou Amy, mas não se deu ao trabalho de prosseguir... Afinal, o que sabia o rei sobre as rotinas das filhas? Emir mal as via e isso simplesmente a deixava de coração partido. 
O que ele sabia sobre como estavam carentes nos últimos tempos e como eram enjoadas para comer? Esse era um dos motivos para Amy ter pedido uma audiência com ele... No dia seguinte as meninas seriam entregues aos beduínos. Primeiramente iriam para o oásis no deserto e depois seriam entregues á estranhos para passar a noite.
Era uma tradição de séculos, explicara Fatima, e que não podia ser mudada. Bem, Amy ia dar um jeito nisso! As garotinhas haviam perdido a mãe com apenas duas semanas de vida, e desde a morte da esposa Emir mal as via. Era de Amy que dependiam. Amy, que ficava com elas todos os dias. Amy, em quem confiavam. Ela não pretendia simplesmente entregar as gêmeas nas mãos de estranhos sem lutar, mesmo que fosse por algumas horas.
– Vou cuidar das meninas e acabar de dar o jantar para elas – anunciou com calma. 
– Precisa estar apresentável para sua audiência com o rei – disse Fatima, passeando o olhar de desaprovação pela túnica azul-clara que era o uniforme da Babá Real. Estivera bem passada e limpa pela manhã, porém agora traía o fato de Amy ter brincado de pintura com os dedos com Clemira e Nakia durante a tarde. Por certo Emir não se importaria se estava ou não bem-arrumada. 
Era de se esperar que, se a babá cumpria suas obrigações, não estaria com uma aparência imaculada. Entretanto, de novo, o que Emir sabia sobre a vida na ala das crianças? Não visitava as filhas havia semanas. Amy trocou o uniforme manchado por outro limpo e penteou os cabelos louros que chegavam aos ombros em um rabo de cavalo. Depois cobriu a cabeça com um xale de seda azul-marinho, passando-o pelo pescoço e deixando as pontas caírem pelos ombros. 
Não usava maquiagem, mas, do mesmo modo como outras mulheres verificariam o batom, ela verificou se a cicatriz na parte baixa do pescoço estava coberta pelo xale. Detestava o modo como as pessoas sempre olhavam para aquilo, e ainda mais as perguntas que faziam a seguir. O acidente e suas conseqüências eram algo que preferia esquecer. 
– As meninas estão fazendo manha por causa da comida – anunciou Fatima quando Amy voltou para o quarto de Clemira e Nakia. Amy sufocou um sorriso quando Clemira fez uma careta para depois segurar a colher que Fatima oferecia e jogá-la no chão. 
– Precisam ser incentivadas – Amy explicou. 
– Nunca comeram essas verduras antes. 
– Precisam aprender a se comportar, isso sim! – retrucou Fatima. 
– Muitos olhos estão sobre elas em público, e amanhã partirão para o deserto...