Capítulo Um
O telefone começou a tocar. Rachel, que descia a escada, resmungou em voz baixa e, segurando firme o pequeno Michael de apenas seis meses, desceu rápido os últimos degraus.
Quando viu seu reflexo no espelho atrás da mesa do telefone, assustou-se.
O cabelo loiro claro estivera “preso” num coque, agora, mechas caíam pela testa e pescoço.
A camisa azul respingada da água do banho das três crianças não melhorava sua aparência. Michael colaborava, puxando os botões da camisa para expor-lhe o seio.
Apesar de ser uma criança dócil, no momento estava cansado e impaciente.
—Não — ela disse firme, afastando a mãozinha dos botões. — Logo vai jantar. Atendeu ao telefone.
—Alô? Rachel não percebeu a pequena pausa tensa, antes que a pessoa do outro lado da linha falasse com cuidado.
—Rachel? É Amanda.
—Oi, como vai Mandy? — Pelo espelho, reparou que seu rosto suavizou a expressão ao escutar a voz da melhor amiga.
Michael, por favor, espere mais um pouco! disse ao garotinho que insistia em puxar-lhe os botões.
Ele olhou-a bravo, e Rachel sorriu divertida.
Michael era o mais genioso e exigente dos filhos, mas ela o adorava. Ele era a cara de Daniel, seu marido. —As crianças ainda não estão dormindo? — Amanda perguntou.
Não era segredo que crianças a irritavam. Mandy, executiva sofisticada, não tinha tempo a perder.
Rachel levava uma vida diferente. Além de ser sua melhor amiga, Amanda era a única quem ainda mantinha contato depois de deixar o colégio.
—Dois já dormiram, só falta o caçula. Michael está fome, mas pode esperar.
—Daniel já chegou para o jantar? Rachel percebeu a desaprovação no tom de voz da amiga e sorriu. Amanda e Daniel não se entendiam bem.
—Ainda não, por isso pode xingar à vontade que ele não vai ouvir.
Não se importava que a amiga criticasse Daniel quando ele não estava presente.
Desta vez, um silêncio estranho pesou entre as duas.
—Alguma coisa errada, Mandy?
—Escute Rachel, vou me sentir péssima, mas você o direito de saber. Naquele momento, um dos gêmeos desceu a escada, fingindo atirar com um revólver.
Michael mexeu-se inquieto os olhos brilhando ao ver o irmão que se aproximava.
—Quero tomar água — o atirador respondeu à pergunta muda da mãe e foi para a cozinha.
—Escute —Mandy parecia impaciente, —sei que ocupada. Ligo mais tarde, talvez amanhã. Eu...
—Não ouse desligar. Espere um momento que já volto.
Rachel percebeu que o que Mandy tinha para dizer era importante.
Colocou o fone na mesa e foi atrás do filho mais velho, As pernas longas e bem torneadas eram realçadas pela calça fuseau branca, que usava com meia soquete e tênis.
Mesmo não sendo alta, sua figura era atraente devido ao tipo longilíneo e o corpo bem-feito apesar das gravidezes. Quando tinha tempo, Rachel sempre se exercitava fazendo ginástica, nadando ou jogando badminton, um jogo parecido com tênis, só que, em vez de bola, jogado com uma peteca sobre uma rede alta.
—Peguei você, pequeno bandido! — disse para Sammy, o filho de seis anos, que estava com a mão no pote de biscoitos. O garoto corou e ela continuou.
—Tudo bem, leve um para Kate e nada de migalhas na cama! A cozinha era grande e confortável.
Rachel colocou o bebê no carrinho encostado no canto e deu-lhe um biscoito para se distrair, enquanto voltava ao telefone.
—Ainda está aí Mandy?
—Por que você não arruma alguém para ajudar com as crianças? As vezes elas são insuportáveis!
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O cabelo loiro claro estivera “preso” num coque, agora, mechas caíam pela testa e pescoço.
A camisa azul respingada da água do banho das três crianças não melhorava sua aparência. Michael colaborava, puxando os botões da camisa para expor-lhe o seio.
Apesar de ser uma criança dócil, no momento estava cansado e impaciente.
—Não — ela disse firme, afastando a mãozinha dos botões. — Logo vai jantar. Atendeu ao telefone.
—Alô? Rachel não percebeu a pequena pausa tensa, antes que a pessoa do outro lado da linha falasse com cuidado.
—Rachel? É Amanda.
—Oi, como vai Mandy? — Pelo espelho, reparou que seu rosto suavizou a expressão ao escutar a voz da melhor amiga.
Michael, por favor, espere mais um pouco! disse ao garotinho que insistia em puxar-lhe os botões.
Ele olhou-a bravo, e Rachel sorriu divertida.
Michael era o mais genioso e exigente dos filhos, mas ela o adorava. Ele era a cara de Daniel, seu marido. —As crianças ainda não estão dormindo? — Amanda perguntou.
Não era segredo que crianças a irritavam. Mandy, executiva sofisticada, não tinha tempo a perder.
Rachel levava uma vida diferente. Além de ser sua melhor amiga, Amanda era a única quem ainda mantinha contato depois de deixar o colégio.
—Dois já dormiram, só falta o caçula. Michael está fome, mas pode esperar.
—Daniel já chegou para o jantar? Rachel percebeu a desaprovação no tom de voz da amiga e sorriu. Amanda e Daniel não se entendiam bem.
—Ainda não, por isso pode xingar à vontade que ele não vai ouvir.
Não se importava que a amiga criticasse Daniel quando ele não estava presente.
Desta vez, um silêncio estranho pesou entre as duas.
—Alguma coisa errada, Mandy?
—Escute Rachel, vou me sentir péssima, mas você o direito de saber. Naquele momento, um dos gêmeos desceu a escada, fingindo atirar com um revólver.
Michael mexeu-se inquieto os olhos brilhando ao ver o irmão que se aproximava.
—Quero tomar água — o atirador respondeu à pergunta muda da mãe e foi para a cozinha.
—Escute —Mandy parecia impaciente, —sei que ocupada. Ligo mais tarde, talvez amanhã. Eu...
—Não ouse desligar. Espere um momento que já volto.
Rachel percebeu que o que Mandy tinha para dizer era importante.
Colocou o fone na mesa e foi atrás do filho mais velho, As pernas longas e bem torneadas eram realçadas pela calça fuseau branca, que usava com meia soquete e tênis.
Mesmo não sendo alta, sua figura era atraente devido ao tipo longilíneo e o corpo bem-feito apesar das gravidezes. Quando tinha tempo, Rachel sempre se exercitava fazendo ginástica, nadando ou jogando badminton, um jogo parecido com tênis, só que, em vez de bola, jogado com uma peteca sobre uma rede alta.
—Peguei você, pequeno bandido! — disse para Sammy, o filho de seis anos, que estava com a mão no pote de biscoitos. O garoto corou e ela continuou.
—Tudo bem, leve um para Kate e nada de migalhas na cama! A cozinha era grande e confortável.
Rachel colocou o bebê no carrinho encostado no canto e deu-lhe um biscoito para se distrair, enquanto voltava ao telefone.
—Ainda está aí Mandy?
—Por que você não arruma alguém para ajudar com as crianças? As vezes elas são insuportáveis!
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