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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A Eterna Rival

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Rico e bonito, Peter atraía a atenção das mulheres. 


Mas Corinne tinha certeza de que o noivo a amava e que nada, nem mesmo uma mulher exuberante como Edith, poderia ameaçar seu amor. Mas foi o destino que destruiu seus sonhos. Numa tarde sombria, inesperadamente, Peter morreu. Estava tudo acabado! 
Sem forças para enfrentar a realidade, Corinne deixou Londres e foi para o interior esquecer Peter, Edith e toda a tragédia que quase lhe tirou a vontade de viver. Foi lá que encontrou Joe Hamblyn, um homem maravilhoso, capaz de fazê-la renascer para o mundo e para o amor. Mas essa paixão tinha o sabor do castigo. Como num jogo sinistro, Corinne se viu invertendo a posição com a antiga rival. Joe era noivo de Edith!

Capítulo Um

Corinne já não estava de muito bom humor quando entrou no bar New Inn. Seu carro tinha enguiçado a um quilômetro dali e ela fora obrigada a andar esse trecho com suas sandálias de salto alto. Além disso, a mala pesada havia deixado seu ombro doído de tanto fazer força.
O dono do bar conversava com outro homem e nem prestou atenção à sua chegada. Não demorou muito para Corinne perceber que os dois falavam sobre ela.
— Dizem que a filha de Howard Paxton vai voltar para cá — o dono do bar comentava. — O que você acha disso?
— Nada. Ela não teve sorte mesmo, perdeu uma boa colocação. Afinal, era secretária e algo mais de um milionário que morreu num acidente de avião!
— É uma história bem picante, não é? Os jornais fizeram o maior sensacionalismo desse caso. Mas você deve ter melhores informações...
— Não. Os Paxton são gente muito boa. Só espero que a filha mimada não comece a criar problemas para eles.
Corinne ficou furiosa. Como dois estranhos se atreviam a falar daquele jeito, como se tivesse cometido um pecado? Que direito tinham de julgar alguém que nem conheciam? Não havia justificativa para a insinuação maliciosa: "secretária e algo mais"! Aquilo era injusto, imperdoável!
Colocou a mala no chão e caminhou de queixo erguido em direção aos dois homens.
— Por favor, podem me informar onde há um telefone público? — perguntou com educação. — Meu carro está enguiçado e preciso ir para casa.
— Há um telefone naquele corredor, à esquerda — o dono do bar explicou.
— Obrigada. A propósito, meu nome é Corinne Paxton.
O dono do bar franziu a testa e começou a enxugar os copos sobre o balcão. O outro homem ergueu a cabeça e olhou-a de alto a baixo com cinismo.
Os olhos dele eram verdes e tinham um brilho intenso e perturbador. Seus traços eram fortes e o cabelo loiro caía sobre a testa.
Nenhum dos dois pediu desculpas pelos comentários que tinham acabado de fazer e, não gostando do jeito que a olhavam, Corinne virou-se com desdém.
Seria difícil para ela acostumar-se a uma vida parada, depois de ter vivido numa cidade enorme. Mas, até alguns minutos atrás, achava que gostaria de tentar essa experiência.

domingo, 9 de outubro de 2011

A Eterna Rival

ROMANCE CONTEMPORÂNEO









Patrícia e seu irmão, Blain, sendo gêmeos, eram mais unidos que a maioria dos irmãos e irmãs.

Blain foi sempre muito mimado pela mãe e, como consequência, tinha um caráter fraco.

Quando se envolveu com Nora Staffordly, uma mulher casada, quase arruinou sua carreira e causou uma tristeza profunda a Patrícia, que amaldiçoou Nora pelos problemas que vieram perturbar a paz de sua família.
Mas esse episódio infeliz trouxe para a vida de Patrícia um homem que ela amaria mais que ao irmão: Curt Moreau.
A partir desse momento, um fantasma ainda maior passou a atormentar Patrícia: Nora surgia, outra vez, para roubar-lhe também este amor...

Capítulo Um

Patrícia Vale-Norton era vista pelos amigos como uma jovem doce, agradável, gentil, inteligente, generosa e bastante disputada pelos homens.
Tinha vinte e cinco anos e ainda não havia casado, o que não deixava de ser surpreendente, pois era muito bonita, extremamente feminina e apreciava os rapazes. Pequena, corpo bem feito, profundos olhos azuis e cabelos dourados, tinha aquela aparência de fragilidade que atrai tanto os homens.
Era popular entre os dois sexos, e sua facilidade de fazer amigos garantia-lhe uma vida social intensa; era uma vida agradável e, no momento, não desejava outra.
Seus dias eram cheios e passavam com tal rapidez que não havia tempo para parar e pensar para onde a estavam conduzindo, até a manhã seguinte ao seu vigésimo quinto aniversário.
Vivendo no campo, distante das pressões do dia-a-dia, era fácil para ela deslizar por um mar de encantamentos, cercada pelas maravilhas da natureza.
Norton Towers, residência dos Vale-Nortons durante séculos, localizava-se em pleno campo, onde um regato serpenteava por entre vales repletos de árvores, formando uma atmosfera de doce serenidade.
Todas as manhãs galopava em seu fiel Sandy, com os cabelos agitados pelo vento e o coração batendo em compasso com o ruído dos cascos do animal sobre o gramado macio. Às vezes era acompanhada pelo pai e pelo irmão gêmeo, Blain, quando este não estava no regimento.
Patrícia relacionava-se maravilhosamente com os pais e tinha consciência de que era a menina dos olhos de seu pai.
A seus olhos, o coronel Vale-Norton era encantador, digno e perfeito em seu papel de senhor rural, enquanto Elvira Norton vivia apenas para o filho Blain.
Blain era capitão da Guarda Real, bonito, valente, e adorava mulheres.
Herdara todo o charme da família, e Patrícia o adorava; desfrutaram juntos todos os aniversários, e o da noite anterior tinha sido um sucesso.
A festa tinha sido maravilhosa, tudo tinha sido maravilhoso.
Apenas agora, quando Anna entrou para abrir as cortinas e deixar entrar o ar puro da manhã, Patrícia sentiu voltar a razão.
Um calafrio percorreu-lhe a espinha, sem qualquer razão, e ela teve a sensação de que uma desgraça iria ocorrer, mais cedo ou mais tarde.

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