Mas Corinne tinha certeza de que o noivo a amava e que nada, nem mesmo uma mulher exuberante como Edith, poderia ameaçar seu amor. Mas foi o destino que destruiu seus sonhos. Numa tarde sombria, inesperadamente, Peter morreu. Estava tudo acabado!
Sem forças para enfrentar a realidade, Corinne deixou Londres e foi para o interior esquecer Peter, Edith e toda a tragédia que quase lhe tirou a vontade de viver. Foi lá que encontrou Joe Hamblyn, um homem maravilhoso, capaz de fazê-la renascer para o mundo e para o amor. Mas essa paixão tinha o sabor do castigo. Como num jogo sinistro, Corinne se viu invertendo a posição com a antiga rival. Joe era noivo de Edith!
Capítulo Um
Corinne já não estava de muito bom humor quando entrou no bar New Inn. Seu carro tinha enguiçado a um quilômetro dali e ela fora obrigada a andar esse trecho com suas sandálias de salto alto. Além disso, a mala pesada havia deixado seu ombro doído de tanto fazer força.
O dono do bar conversava com outro homem e nem prestou atenção à sua chegada. Não demorou muito para Corinne perceber que os dois falavam sobre ela.
— Dizem que a filha de Howard Paxton vai voltar para cá — o dono do bar comentava. — O que você acha disso?
— Nada. Ela não teve sorte mesmo, perdeu uma boa colocação. Afinal, era secretária e algo mais de um milionário que morreu num acidente de avião!
— É uma história bem picante, não é? Os jornais fizeram o maior sensacionalismo desse caso. Mas você deve ter melhores informações...
— Não. Os Paxton são gente muito boa. Só espero que a filha mimada não comece a criar problemas para eles.
Corinne ficou furiosa. Como dois estranhos se atreviam a falar daquele jeito, como se tivesse cometido um pecado? Que direito tinham de julgar alguém que nem conheciam? Não havia justificativa para a insinuação maliciosa: "secretária e algo mais"! Aquilo era injusto, imperdoável!
Colocou a mala no chão e caminhou de queixo erguido em direção aos dois homens.
— Por favor, podem me informar onde há um telefone público? — perguntou com educação. — Meu carro está enguiçado e preciso ir para casa.
— Há um telefone naquele corredor, à esquerda — o dono do bar explicou.
— Obrigada. A propósito, meu nome é Corinne Paxton.
O dono do bar franziu a testa e começou a enxugar os copos sobre o balcão. O outro homem ergueu a cabeça e olhou-a de alto a baixo com cinismo.
Os olhos dele eram verdes e tinham um brilho intenso e perturbador. Seus traços eram fortes e o cabelo loiro caía sobre a testa.
Nenhum dos dois pediu desculpas pelos comentários que tinham acabado de fazer e, não gostando do jeito que a olhavam, Corinne virou-se com desdém.
Seria difícil para ela acostumar-se a uma vida parada, depois de ter vivido numa cidade enorme. Mas, até alguns minutos atrás, achava que gostaria de tentar essa experiência.
Capítulo Um
Corinne já não estava de muito bom humor quando entrou no bar New Inn. Seu carro tinha enguiçado a um quilômetro dali e ela fora obrigada a andar esse trecho com suas sandálias de salto alto. Além disso, a mala pesada havia deixado seu ombro doído de tanto fazer força.
O dono do bar conversava com outro homem e nem prestou atenção à sua chegada. Não demorou muito para Corinne perceber que os dois falavam sobre ela.
— Dizem que a filha de Howard Paxton vai voltar para cá — o dono do bar comentava. — O que você acha disso?
— Nada. Ela não teve sorte mesmo, perdeu uma boa colocação. Afinal, era secretária e algo mais de um milionário que morreu num acidente de avião!
— É uma história bem picante, não é? Os jornais fizeram o maior sensacionalismo desse caso. Mas você deve ter melhores informações...
— Não. Os Paxton são gente muito boa. Só espero que a filha mimada não comece a criar problemas para eles.
Corinne ficou furiosa. Como dois estranhos se atreviam a falar daquele jeito, como se tivesse cometido um pecado? Que direito tinham de julgar alguém que nem conheciam? Não havia justificativa para a insinuação maliciosa: "secretária e algo mais"! Aquilo era injusto, imperdoável!
Colocou a mala no chão e caminhou de queixo erguido em direção aos dois homens.
— Por favor, podem me informar onde há um telefone público? — perguntou com educação. — Meu carro está enguiçado e preciso ir para casa.
— Há um telefone naquele corredor, à esquerda — o dono do bar explicou.
— Obrigada. A propósito, meu nome é Corinne Paxton.
O dono do bar franziu a testa e começou a enxugar os copos sobre o balcão. O outro homem ergueu a cabeça e olhou-a de alto a baixo com cinismo.
Os olhos dele eram verdes e tinham um brilho intenso e perturbador. Seus traços eram fortes e o cabelo loiro caía sobre a testa.
Nenhum dos dois pediu desculpas pelos comentários que tinham acabado de fazer e, não gostando do jeito que a olhavam, Corinne virou-se com desdém.
Seria difícil para ela acostumar-se a uma vida parada, depois de ter vivido numa cidade enorme. Mas, até alguns minutos atrás, achava que gostaria de tentar essa experiência.



