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segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Arte De Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


"Eu não seria tão louca assim a ponto de manter um romance com uma pessoa como você." 


Até Daniel Courtenay aparecer em sua vida, Sarah sentia-se absolutamente feliz. 
Tinha um bom emprego, bons amigos e uma vida segura. 
Mas Daniel a fez ver que lhe faltavam grandes emoções. Porém, a solução que ele apresentava era decididamente perigosa. 
Suas aventuras com mulheres eram famosas, conforme se comentava. 
E, de acordo com o ponto de vista de Sarah, não havia fumaça sem fogo. 
Além disso, Daniel era sem dúvida ardente demais para se conviver. 


Capítulo Um 


— Não está na hora de você ir para a reunião, papai? Eu posso cuidar de tudo aqui sozinha. 
Mas ponha o cartaz de Fechado na porta antes de sair, por favor. 
Com o espanador na mão, Sarah colocava uma escada em frente a uma das estantes e começava a subir. Mesmo lá de cima, achou que poderia supervisionar a loja, se necessário fosse. 
Começou logo a examinar as prateleiras cuidadosamente, lendo o título de cada livro na lombada, e verificando se não faltava nenhum, de acordo com a lista que guardava de memória. 
— Tem certeza de que posso ir? Você já trabalhou muito hoje dando atenção aos clientes ao mesmo tempo em que verificava o velho estoque. Não quero deixar tudo em suas mãos. — William Bryant lançou uma vista d’olhos pela loja antes de verificar a hora em seu relógio de pulso. 
— Vou ficar bem, papai. Não há muito mais a se fazer aqui agora. Philip chegará num instante para me apanhar. 
Do topo da escada Sarah sorriu afetuosamente para o pai, desejando poder aliviá-lo de suas ansiedades. Mas William era um homem reservado, sempre guardando os problemas e preocupações para si. 
Ele tinha quase sessenta anos de idade e se podia ver agora que seus cabelos castanhos começavam a embranquecer nas têmporas. 
Era triste notar como envelhecera nos últimos meses, desde que decidira pôr a loja à venda. 
— Vá agora, papai — Sarah insistia. — Sei como deve estar ansioso para conversar com o contador, e é bom para ele ver que você está interessado no negócio. 
Uma nuvem de poeira amarelada caiu sobre a roupa dela, o que a fez tossir. 
E deu graças a Deus por ter trazido um vestido para trocar. 
— O contador é amigo, não se preocupe — respondeu William, ainda hesitante. — Sabe, filha, acho que deveríamos pôr um ou dois daqueles mapas do século dezessete 
— Estou à procura desse livro, papai. Não se preocupe. Vá para a sua reunião. 
— Bem... Se você acha que vai ficar bem... 
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