Mostrando postagens com marcador A Guarida do Leão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Guarida do Leão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Guarida do Leão

ROMANCE SOBRENATURAL



A Bela
A aristocrata empobrecida Isabella Vernaducci arriscaria a vida para resgatar a seu irmão encarcerado. Embora o medo oprimisse seu coração, desafiaria a enfeitiçada e maldita guarida do leão: o ameaçador palácio do legendário e letal Nicolai DeMarco.
A Besta
Os rumores diziam que o poderoso Nicolai podia dominar os céus, que a besta abaixo cumpria sua ordem. . . E que foi condenado a destruir a mulher que tomou como esposa. Murmurava-se que não era totalmente humano... Tão indomável como sua juba moréia e seus afiados olhos ambarinos.
O Trato
Mas Isabella encontrou a um homem cujo grunhido era aveludado, que ronronava calidamente e cujos olhos guardavam um escuro e puxador desejo. E quando Nicolai lhe ordenou que em troca de sua ajuda fosse sua noiva, ela entrou de boa vontade em seus musculosos braços, rezando para que pudesse salvar a alma torturada dele... Sem sacrificar sua própria vida...

Capítulo Um

O vento uivava através da estreita passagem, amargo, e frio, atravessando a capa desgastada. Isabella Vernaducci apertou a longa capa forrada de pele aproximando-a mais a seu corpo tremendo e olhou ansiosamente para os altos escarpados que se elevavam de ambos os lados sobre sua cabeça.
Não era surpreendente que o exército do dom não tivesse sido nunca derrotado na batalha.
Era impossível escalar estes terríveis escarpados que se elevava diretamente no ar, como torre elevando-se para as nuvens.
Havia uma sombra espreitando no interior de Isabella, uma impressão de perigo.
Que vinha crescendo mais e mais forte nas últimas horas enquanto viajava.
Agachou a cabeça até a crina do cavalo em um intento de ganhar algum alivio contra o incansável vento implacável.
Seu guia tinha desertado umas horas antes, deixando-a para que encontrasse seu próprio caminho com o passar do estreito e retorcido atalho.
Seu cavalo estava nervoso, jogando para trás a cabeça e saltando caprichosamente de um lado a outro, mostrando seu desejo de querer escapar também.
Tinha a sensação de que algo passeava com calma junto a eles, só que fora da vista. Podia ouvir um ocasional grunhido, quase como o estranho som de uma tosse, que nunca tinha ouvido antes.
Isabella se inclinou para frente, suspirando brandamente, apaziguando seus arreios. Sua égua estava acostumada a ela, confiava nela, e embora seu enorme corpo tremesse, o animal fazia um valente esforço por continuar.
Partes de gelo golpeavam a ambas, cavalo e cavaleiro, como abelhas enfurecidas picando a carne fresca. O cavalo se estremeceu e cambaleou, mas seguiu estoicamente para frente.
Tinha sido advertida repetidamente do perigo, da selvagem besta que vagava livremente pelos Alpes, mas não tinha opção.
Em alguma parte diante dela estava o único homem que poderia salvar a seu irmão. Tinha sacrificado tudo para chegar até ali, e não voltaria atrás agora.
Havia vendido tudo o que tinha de valor para encontrar a este homem, tinha dado todo o dinheiro que restara ao guia, e passado os dois últimos dias sem comer ou beber. Nada importava mais que encontrar ao dom.
Não tinha nenhum outro lugar aonde ir; tinha que encontrá-lo e fazer o que fosse preciso para conseguir uma audiência com ele, não importava quão evasivo, perigoso e poderoso que fosse.
A própria gente do dom, tão leal que se negaram a ajudá-la, tinha-lhe advertido que permanecesse afastada.
Suas terras eram enormes, suas propriedades vastas.
Os povos e cidades murmuravam sobre ele, o homem no que procuravam amparo, ao que temiam a cima de qualquer outro.
Sua reputação era legendária. E letal.
Dizia-se que era intocável. Os exércitos que tinham tentado partir sobre suas propriedades tinham sido sepultados pela neve ou deslizamentos de rochas.
Seus inimigos pereciam de mortes rápidas e brutais. Isabella tinha persistido apesar de todas as advertências, todos os acidentes, o tempo, cada obstáculo.
Não voltaria atrás, não importa as vozes que uivavam para ela no vento, não importava quão gelada que era uma tormenta.
Conseguiria ver o Dom.
Isabella elevou o olhar ao céu.
— Te encontrarei e te verei .