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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Garota do Adeus

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Ela tem contas a acertar com o passado...

Doze anos atrás, Jay Westcott feriu profundamente o coração de Valerie ao deixar sua terra natal, indo em busca do sucesso profissional.
Agora, a vida de Valerie é abalada pelo inesperado regresso de seu antigo e grande amor!


Mas que motivo oculto faz um famoso advogado de Chicago como Jay pretender o cargo de promotor-assistente numa cidade tão pequena? E a pergunta que intriga a promotora municipal Valerie Brettinger...

Capítulo Um

Valerie Brettinger segurou a caneta firmemente entre os dedos, disposta a ignorar o friozinho na boca do estômago.
Aquela ia ser uma entrevista como outra qualquer. Procurando manter-se calma, ergueu a cabeça e enfrentou o olhar penetrante de Jay, que a fitava do outro lado da mesa.
— Bem — ela começou tranqüila —, seu currículo com certeza impressiona. Por que não nos conta o motivo de ter se candidatado ao cargo de promotor assistente, depois de nove anos trabalhando numa importante firma de advocacia em Chicago?
Jay Westcott sorriu daquele jeito que lhe era familiar e ao mesmo tempo diferente.
— Fiquei cansado da vida na cidade grande e resolvi voltar para casa.
Valerie e sua sócia, Meg 0'Connor, aguardaram maiores expli­cações, porém como o silêncio se estendeu durante vários segundos, Meg insistiu:
— Você não gostaria de se explicar melhor?
— Claro, Srta. 0'Connor — ele respondeu de imediato, embora mantivesse os olhos fixos em Valerie. — Pensei que iria gostar de morar numa metrópole e trabalhar na Rossen, Sebastian & Bowles era uma oportunidade imperdível.
Trata-se de uma das mais concei­tuadas firmas de advocacia do país e o departamento para o qual fui designado, o de litígios, sempre me interessou.
Achei que passaria a maior parte do tempo atuando nos tribunais.
Porém, numa firma daquele porte quase não se participa de julgamentos.
Somente depois de cinco anos fui designado como promotor numa causa de alguma projeção.
Não era isso exatamente o que eu esperava depois de ter cursado Yale.
Bem no fundo de mim mesmo acreditava que ao mos­trar meu valor, acabaria me tornando uma espécie de estrela da firma.
Assim comecei a fazer trabalhos de caridade, pro bono, defesa criminal, para ser exato.
E descobri que gostava mais de estar no tribunal do que qualquer outra coisa. Também descobri que traba­lhando na Rossen, Sebastian & Bowles, só conseguiria grandes causas daqui a uns vinte anos, pois sempre se dá prioridade aos profissionais mais antigos.
Foi então que passei a duvidar do meu futuro lá dentro, pelo menos do futuro imediato.Tanto Valerie quanto Meg concordaram. Sendo ambas advogadas, era fácil entender a política interna numa firma de grande porte.
Também existem razões pessoais. — Jay fez uma pausa e fitou Valerie fixamente. Ela sustentou o olhar, rezando para não corar.
As razões pessoais do Sr. Westcott com certeza não lhe diziam res­peito; não depois de todos esses anos.
— Percebi que sentia saudades de muitas coisas...

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