Querido VampiroSuavemente adormecida de tua formosa face,hei de o púrpura sugar. Então, hás de estremecer no instante em que te beijar, e qual um vampiro beijar:
Quando, ao fim, fremir teu corpo e em meus braços desmaiares assim como tomba um morto, então hei de perguntar: minhas lições não superam as de tua mãe bondosa?
Capítulo Um
Quando eu tinha sete anos, me tornei uma tutelada do Estado e fui inserida em um sistema de adoção.
No começo, eu esperava.
Esperava que a morte de minha mãe fosse um pesadelo e eu acordaria e descobriria que ela estava viva e bem.
Esperava que o meu pai verdadeiro, onde estivesse e quem quer que fosse, iria me buscar e me levar para casa.
Sonhava com uma família me adotando e me amando.
Minha necessidade por amor era uma dor penetrante que vivia no lado esquerdo do meu peito de criança, próximo à cicatriz que ainda estava se curando.
Ninguém nunca apareceu por mim.
Aprendi a apagar a minha esperança como se apaga um incêndio, colocando sujeira sobre ele, privando-o de oxigênio até que sufoque.
Quando crianças perdem suas famílias, aprendem que o mundo é um lugar onde o amor não tem nenhum poder, exceto o de quebrar os corações.
Nós não podemos confiar nos adultos que nos dizem para acreditar que há uma razão para tudo.
Eles não viveram no inferno e viram o que é estar sozinho em um universo cruel.
Para sobreviver, retrocedemos à nossa essência, ao nosso eu animal.
Algumas crianças eram como cobras, crescendo soltas e silvando alto para afastar as ameaças.
Algumas eram como macacos, que, ainda assim, não chamavam a atenção.
Alguns eram camaleões, imitando aqueles em torno de si.
Algumas criaturas jovens mancham a pele, o que permite com que se misturarem tanto na luz quando nas sombras, e se esconderem em plena luz do dia.
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Capítulo Um
Quando eu tinha sete anos, me tornei uma tutelada do Estado e fui inserida em um sistema de adoção.
No começo, eu esperava.
Esperava que a morte de minha mãe fosse um pesadelo e eu acordaria e descobriria que ela estava viva e bem.
Esperava que o meu pai verdadeiro, onde estivesse e quem quer que fosse, iria me buscar e me levar para casa.
Sonhava com uma família me adotando e me amando.
Minha necessidade por amor era uma dor penetrante que vivia no lado esquerdo do meu peito de criança, próximo à cicatriz que ainda estava se curando.
Ninguém nunca apareceu por mim.
Aprendi a apagar a minha esperança como se apaga um incêndio, colocando sujeira sobre ele, privando-o de oxigênio até que sufoque.
Quando crianças perdem suas famílias, aprendem que o mundo é um lugar onde o amor não tem nenhum poder, exceto o de quebrar os corações.
Nós não podemos confiar nos adultos que nos dizem para acreditar que há uma razão para tudo.
Eles não viveram no inferno e viram o que é estar sozinho em um universo cruel.
Para sobreviver, retrocedemos à nossa essência, ao nosso eu animal.
Algumas crianças eram como cobras, crescendo soltas e silvando alto para afastar as ameaças.
Algumas eram como macacos, que, ainda assim, não chamavam a atenção.
Alguns eram camaleões, imitando aqueles em torno de si.
Algumas criaturas jovens mancham a pele, o que permite com que se misturarem tanto na luz quando nas sombras, e se esconderem em plena luz do dia.
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