Mostrando postagens com marcador A Força do Passado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Força do Passado. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A Força do Passado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Uma atração irresistível…
Um amor para sempre!
O caso de amor entre Laura e Falco terminara havia três anos, mas, para seu desespero, a atração que a unira a ele permanecia tão forte quanto antes.
Julgara ter colocado uma pedra sobre assunto no dia em que Falco resolvera acreditar nas mentiras do pai, no dia em que ela percebera que não conhecia o próprio noivo, o homem com quem estava prestes a casar-se.
Passados três anos, Laura teria de trabalhar para Falco.
Sabia que seria uma tarefa árdua, mas assinara um contrato e teria de honrá-lo. Porém, Laura pretendia partir daquela ilha assim que tivesse cumprido o contrato de trabalho, e antes que aquele demônio fosse capaz de descobrir o segredo que ela guardava escondido dentro do coração.

Capítulo Um

Laura Miskin abriu a porta e examinou rapidamente o local. A intensa claridade do sol fez com que apertasse os olhos, Tentou enxergar alguma coisa e, com dificuldade, avistou um homem em pé junto à janela. Alto, forte, ele usava roupas claras. Parecia absorto na costa azul-safira do Mediterrâneo, que se estendia para além do horizonte.
Não voltou-se para vê-la, nem mesmo quando ela entrou e fechou a porta, com um ligeiro estalido. Pigarreou, meio constrangida, e apresentou-se:
- Sou Laura Miskin. Temos uma entrevista marcada - disse, mas ele não pareceu ter ouvido.
Laura não entendia por quê, mas a figura máscula delineada contra a claridade a inquietava. Como se tivessem vontade própria, seus olhos não o deixavam um só instante. A aura de magnetismo que o envolvia a mantinha prisioneira.
Ela deu um passo à frente e, surpresa, ouviu-o finalmente dizer, embora sem se voltar:
- Foi muita gentileza ter vindo tão depressa.
Embora o tom fosse suave, Laura prendeu a respiração. Podia ser loucura, mas o som daquela voz pareceu-lhe familiar. Oh, não, o destino não lhe pregaria uma peça tão cruel. A voz que julgou reconhecer pertencia ao passado, um passado há muito tempo esquecido.
- Espero que tenha feito boa viagem - continuou ele, ainda de costas.
Na verdade, o vôo da nublada Londres até a ensolarada Nápoles fora agradável e sem atrasos, bem como a viagem até a ilha. Mas Laura não foi capaz de proferir uma só palavra.
Nesse momento, o homem finalmente virou-se. Por um momento, como dois inimigos, estudaram um ao outro. Laura sentiu o impacto daquela presença atingi-la como um golpe, fazendo seu coração disparar. Foi como se o chão se abrisse a seus pés. Os olhos negros de Falco Roth, frios como o mar de inverno, cravaram-se nos dela. E todos os seus piores temores se confirmaram.
- Seja bem-vinda, Laura - saudou ele, com um sorriso cínico. - Percebo que não fazia ideia de quem era seu novo patrão. Ficou pálida quando me viu. Perdoe-me se a assustei.
O tom arrogante a trouxe à realidade. Ele de fato a surpreendera. E, conhecendo-o tão bem, poderia jurar que aquela fora sua intenção. Mas Laura logo se recompôs, e sorriu friamente.