Minisérie Sexto Sentido

Sua alma está em algum lugar entre o presente e a eternidade...
O paranormal Dax Vicknair desejava Celeste Beauchamp desesperadamente!Porém, apesar da intensa ligação entre ambos, ele sabia que não havia esperança. Mesmo assim, se tornava cada vez mais impossível resistir à vontade de tê-la consigo... para sempre.
Celeste esperou por um amor como o de Dax durante toda a vida. E agora, nada, nem mesmo a morte, a impedirá de estar perto dele... pelo tempo que quiser.
No entanto, mesmo dispostos a superar a distância que os separa, o tempo em que se amam não lhes pertence, e pode lhes custar o futuro...
Prólogo
Celeste Beauchamp estava novamente no meio-termo.
Onde ficava esse lugar, esse quarto escuro no qual se transformara sua existência? E que direção ela deveria seguir para sair?
Ela parou e observou o ambiente ao seu redor.
Uma porta à sua esquerda levava para um caminho pelo qual já passara e gostaria de viajar outra vez. Um caminho que levava a ele.
Mas esta porta estava fechada. Outra porta à sua direita estava aberta, como de costume, mas ela não conseguia lembrar para onde levava.
E no meio, bem em frente a ela, a parede inteira parecia regular e completa, mas Celeste sabia que naquele meio também havia uma porta.
Esta porta só era visível quando vinha a luz.
Ela levantou a mão e a inspecionou, resplandecendo ligeiramente.
Seus cabelos também brilhavam, bem como o resto de seu corpo. Com aquela porta central bem fechada, ela era a única fonte de luz do lugar.
Ela estava morta?
Sim, achava que sim, pois sonho nenhum seria assim tão vivido. Mas, se ela estava morta, então por que não seguia em direção ao seu destino final?
Vozes fracas lhe chamando pelo nome a fizeram pegar a direção do caminho da direita. Pronto e aberto, o caminho era de fácil acesso.
Ela já estivera lá antes, lembrava-se disso. Mas jamais ficara por lá muito tempo. Sempre voltava para cá, para aquele ponto de meio-termo, pois este era o caminho para ele.
Ouviu-se um suave estalo, e uma piscada de luz, como uma estrela abrindo caminho em meio a uma nuvem de tempestade, perfurou a parede do meio e fez Celeste retornar.
A luz cresceu um tiquinho, depois um pouco mais, até a abertura ficar do tamanho de uma moeda.
Comparada à escuridão ao redor, a radiância era belíssima, e Celeste sentiu uma súbita vontade de tocá-la. Deu um passo em direção à luz e então as vozes à sua direita gritaram e ela parou.
Passos rápidos subitamente ecoaram nos confins do recinto, e então uma menininha apareceu do nada em pleno ar rarefeito e correu em direção à luz. Com certeza era um fantasma; primeiro ela emitiu um brilho fraco e então seu corpo — ou melhor, seu corpo inteiro — absorveu a luz até que Celeste teve de proteger os olhos do brilho da menina.
Ela tinha dois rabos de cavalo de cabelos lisos e castanhos que culminavam em laços rosa-choque combinando com o adorno de seu vestido amarelo.
— É isso! — Ela juntou as mãos até que a luz aumentou e a abertura ficou do tamanho de uma porta que iluminou o recinto por completo. — Vou entrar. Diga à minha irmã, Prissy, que me siga. Ela está vindo. Diga a ela onde estou, está bem?
— Prissy? — Celeste perguntou, mas a garota estava concentrada demais na luz para ouvir.
— Vovó está lá dentro. Ela está me esperando. Vovó, estou indo! Uau

Minisérie Sexto Sentido
1- Paraiso
2- Rosas e Almas