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sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Favorita Do Sultão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Atrações: palácios exóticos, belas mesquitas, tapetes coloridos, praias inexploradas e... Melik Haman.

"Pode estar certa de que irei deixar minha marca em sua alma!
Em breve o passado não mais terá lugar em sua memória, e o futuro lhe mostrará que só existe um homem capaz de dar razão a sua existência: eu!"
O todo-poderoso milionário franco-turco, Melik Haman, conduziu Natalie por um mundo que ela nem sequer imaginava existir.
Um mundo onde a paixão e o desejo impregnavam o ar e faziam com que o coração batesse mais forte.
No entanto, Natalie sabia que era apenas uma estrangeira de passagem pela mágica e ensolarada Istambul, como poderia acreditar que havia um lugar definitivo para ela no coração de Melik?

Capítulo Um

— Posso ajudá-la em alguma coisa, senhorita? — Quando a voz profunda e so¬nora soou a suas costas, Natalie Collins voltou-se para o homem alto e moreno, parado a poucos centímetros de distância e piscou os longos cílios dourados, como se não pudesse acreditar no que estava acontecendo.
"Não, de novo, não!", lamentou em pensamento.
Nas duas semanas que se passara desde que chegara a Istambul, o insistente assédio de certos membros da população masculina se tornara corriqueiro e começava a irritá-la profundamente.
— Creio que não entendi direito, senhor — manifestou-se num tom frio e cortante.
No entanto, antes mesmo que tivesse terminado de falar, percebeu que desta vez havia se enganado: o homem moreno e sensual não era apenas mais um galanteador, esforçando-se para chamar sua atenção por causa de sua pele clara e cabelos loiros, tão raros em meio à população de tez azeitonada.
Do corpo másculo emanava uma latente aura de poder e comando, que até mesmo ela, que o via pela primeira vez em sua vida, podia senti-la no ar.
As faces muito alvas de Natalie, de repente, cobriram-se de intenso rubor. Embaraçada, segurou com mais firmeza o tecido azul-safira que trazia nas mãos, como se tal gesto pudesse ajudá-la a manter a segurança e o
sangue-frio que a circunstância exigia.
— A senhorita parece estar tendo alguns problemas em se comunicar com meu patrício — insistiu o estranho, elegantemente vestido num sóbrio e, com toda certeza, caro temo de linho verde-jade.
Natalie foi incapaz de responder com naturalidade. Era como se, de uma hora para outra, as emoções tivessem fugido de seu controle.
Olhou de soslaio para a figura ao seu lado e acabou tendo de admitir que esta se sobressaía entre a multidão de turistas e moradores locais, que se apinhavam nas ruas onde se realizava a grande feira.
Por um instante, observou os ombros largos, o porte atlético, as faces de contornos angulosos e não pôde negar que seu interlocutor, além de muito atraente, era o homem mais viril e másculo que já conhecera.
Quantos anos ele teria?, perguntou a si mesma, quase sem querer, ao notar um fio prateado insinuando-se por entre a massa encaracolada de cabelos negros como as noites sem luar.
Quem sabe estivesse próximo dos quarenta, conjecturou com sensatez. Afinal, as feições atraentes espelhavam um alto grau de maturidade, do tipo que só o tempo e a experiência podem conferir às pessoas.
Os olhos sagazes, que a princípio ela julgara serem negros, mas que agora se revelavam tão verdes quanto a roupa bem-talhada que o estranho vestia, faiscaram zombeteiros.
Pela maneira atrevida como os lábios carnudos se abriram num largo sorriso, era óbvio que ele sabia exatamente o que Natalie estava pensando.
—Não preciso de ajuda, obrigada

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