Série Maquina do Tempo de Da Vinci

Toscana, 1821.
Uma luz na escuridão...
A condessa Donnatella di Poliziano possui poder, beleza e, sendo uma vampira, possui também vida eterna.
Seu grande arrependimento é não ter transformado em vampiro o homem a quem amava, Jergan, séculos atrás.
Essa decisão a privou do único e grande amor que ela conheceu na vida.
No entanto, quando tudo parece perdido, a descoberta de um bilhete escrito há trezentos anos conduz Donnatella a um tempo que possibilitará que ela reescreva a história do seu coração...
De volta ao passado, Donnatella perde a memória dos anos que se passaram desde então. Mas ao ver o atraente Jergan, ela tem a sensação de que o conheceu a vida inteira. Uma atração instantânea os aproxima, e Donnatella vive um romance intenso, uma paixão que lhe parece ao mesmo tempo nova e antiga.
Porém, à medida que Jergan e Donnatella se apaixonam outra vez, um novo perigo ameaça separá-los.
Agora, o amor de Jergan por Donnatella será colocado à prova da maneira mais perigosa possível, e se ele falhar, os dois amantes serão novamente separados... desta vez para sempre!
Capítulo Um
Florença, Toscana 1821
Sua amiga Eurípedes costumava dizer: "O tempo elimina a dor jovem".
Eurípedes estava errada.
Após mil e oitocentos anos, o espinho do arrependimento infeccionara até quase envenená-la.
A Condessa Donnatella Margherita Luchella di Poliziano foi até a varanda do Palazzo Vecchehio.
O cheiro de jasmim pairava no ar com a chegada do anoitecer.
O verão em Florença era um tempo de noites muito curtas e pouca escuridão, uma inconveniência aos de sua espécie.
Lá embaixo, na Piazza del Signoria, a habitual multidão de mulheres se espremia em torno da estátua de Davi de Buonarroti.
O modelo havia sido seu filho Gian, em 1504.
Gian era o ponto alto de sua existência. Era tão raro alguém de sua espécie ter a alegria de um filho!
Ele era parecido com o pai, Jergan, tão lindo quanto Jergan havia sido, com um espírito igualmente líder.
Mas Gian era vampiro, como Donnatella, nascido no ano 41 em Roma, e Jergan fora humano.
Seus olhos se encheram de uma forte emoção.
Poderia ter mudado essa situação. Não tivera coragem de transformar Jergan.
As Regras a proibiam, e os vampiros Anciões a obrigaram a acatar as Regras.
Assim, ela assistira ao único homem que havia amado envelhecer e morrer.
Tivera tão pouco tempo com ele... Meio século? Não mais do que isso.
Donnatella balançou a cabeça e entrou.
A biblioteca tinha o forte aroma do óleo de limão usado para polir a mobília pesada e escura. Seus olhos encontraram a tela preferida.
Botticelli havia retratado Jergan como Netuno se erguendo das ondas, tomando por base apenas a descrição de Donnatella.
A semelhança era impressionante, considerando que o artista jamais o vira.
Olhos verdes. Longos cabelos escuros.
Corpo esculpido pelo treinamento de guerreiro.
A pintura e um filho eram tudo que restava de Jergan.
Se soubesse antes como sofreria com isso, Donnatella teria encontrado coragem.
Teria tido forças para infectá-lo com seu Companheiro, o parasita que habitava sua corrente sangüínea.
Então, ele teria compartilhado de sua força sobre-humana e dos sentidos desenvolvidos, a cicatrização, o poder de dominar a mente humana, a capacidade de se translocar.
Havia existido um momento... ele fora ferido; quase o transformara naquela ocasião, quase usara a ocorrência como desculpa.
O Companheiro o teria curado. E claro, ele também teria obrigado o hospedeiro a beber sangue humano.
Mas como poderia tê-lo obrigado a suportar esse fardo? Ser considerado um monstro... Porém, se ele sobrevivesse à infecção, teriam tido a eternidade juntos.
É claro, se ele tivesse morrido, então não teria tido nenhum tempo com ele.
E era contra as Regras dos Anciões. Se um vampiro convertesse todos os humanos por quem se apaixonasse...
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Série Maquina do Tempo de Da Vinci
1– O Segredo dos Imortais
2– Em busca do elo perdido
3- A escolha de Donatella