Unidos por fatos intrigantes... Ameaçados por segredos perigosos...
Ao tentar vender uma antiga estatueta de bronze, Riley McAllister vai parar na famosa loja de antiguidades de Page Hathaway.
Subitamente, Riley e Page, que até então não se conheciam, e nada tinham em comum, se descobrem unidos por uma atração irresistível.Mal sabem eles que aquela pequena relíquia de família que os aproximou, os conduzirá ã investigação de uma intrincada trama envolvendo o passado das famílias de ambos.
Estranhos eventos os levam a descobrir que suas vidas estão entrelaçadas por segredos que jamais poderiam imaginar... e ambos terão de escolher entre a paixão que os une e a lealdade à família, entre acobertar mentiras e revelar a verdade.
Pois, uma vez que a porta do passado seja aberta, não haverá mais volta...
Capítulo Um
San Francisco - Dias atuais
— Dizem que os dragões trazem boa sorte a quem os possui — Nan Delaney comentou.
Riley McAllister observou a estatueta de bronze que sua avó segurava: tinha cerca de vinte e cinco centímetros e, de fato, parecia um dragão... Ou um monstro daqueles típicos das histórias de terror, com um corpo de serpente, coberto por escamas.
Os olhos verdes certamente não seriam de jade, assim como não poderia ser de ouro a corrente dourada em torno do pescoço. Mas que imitação perfeita de jade e ouro, Riley pensou.
Quanto à boa sorte que, supostamente, os dragões trariam a seus possuidores... Bem, ele jamais acreditara nisso. E não pretendia mudar de idéia justamente agora.
— Se essa coisa horrenda realmente nos desse sorte, não estaríamos no final da fila — Riley resmungou, lançando um olhar ao redor.
Havia pelo menos cem pessoas a sua frente, ele calculou. Quando concordara em ajudar a avó a limpar o sótão, alguns dias atrás, não poderia prever que acabaria ali, no estacionamento da Cow Palace Arena, em plena manhã de segunda-feira, cercado por pessoas ansiosas para se livrar de velhos trastes...
Esse evento já era famoso, em San Francisco: especialistas em antiguidades avaliavam os objetos levados pelo público e, eventualmente, acabavam por descobrir peças de valor inestimável.
— Paciência, querido. — A voz de Nan ainda trazia um leve sotaque irlandês, embora ela houvesse chegado à Califórnia cerca de sessenta anos atrás.
Mesmo aborrecido, Riley sorriu para a avó, perguntando-se aonde, afinal, ela conseguia tanta energia... Nan Delaney tinha setenta e três anos de idade.
Era alta, magra, dona de um par de olhos azuis, sempre muito brilhantes, cheios de vida e esperança.
— A senhora deveria ter me deixado vender essa estatueta pela internet, vovó.
— Ora, não teria graça — Nan discordou.
— Além do mais, alguém poderia tirar vantagem de mim.
— E o que a faz pensar que, aqui, as coisas podem ser diferentes?
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