ROMANCE CONTEMPORÂNEO
"Amor!
O amor é apenas uma justificativa para o comportamento tolo de um homem!"
Alexis Konstantin não podia acreditar que seu tio Dimitri deixara um testamento em favor de Emily Peterson, filha da mulher por quem ele um dia abandonara o país, a família e os negócios.
Para sua insatisfação, teria de dividir a ilha que sempre considerara sua com uma desconhecida, interesseira, que com certeza só pensava no dinheiro que aquele local lhe renderia!
Porém, quando a viu chegando, uma sensação desconhecida o inundou: Emily parecia fazer parte daquele cenário. Na verdade, ela era a perfeita réplica de Afrodite, a deusa do amor.
Capítulo Um
Emily Peterson remexeu-se na cadeira e, incrédula, fitou o advogado.
Num tom de voz que traía a descrença, indagou:
— O senhor está me dizendo que meu padrasto deixou tudo, absolutamente tudo, para mim, mas que não poderei entrar na posse da herança a menos que concorde em morar em Chipre durante um ano... Além disso, precisarei trabalhar para o sobrinho dele... Alexis Konstantin... É isso mesmo?
— Perfeitamente — o advogado concordou com polidez. — Os termos do testamento não são nada convencionais, mas seu padrasto, Dimitri Konstantin, foi muito claro e objetivo.
Emily suspirou. Realmente, não era fácil aceitar aquela situação.
Não ignorava que se concordasse com as disposições do testamento, sua vida se modificaria completamente.
— Confesso que me sinto meio atordoada. — Emily contraiu os lábios, denotando preocupação e dúvida. — Minha casa, minha vida, estão aqui.
Não posso simplesmente jogar tudo para o alto e mudar-me para outro país. E meu emprego? Estou terminando meu estágio como contadora e os exames finais na faculdade serão dentro de poucos meses. Não!
— Movimentou a cabeça, e os cabelos encaracolados balançaram em todas as direções. — Não, não posso ir. Talvez haja um meio de alterar as cláusulas desse testamento.
— Receio que seja impossível — o advogado explicou com paciência.
— O testamento é válido. A única possibilidade para contestá-lo seria provar que seu padrasto estava mentalmente incapacitado quando o elaborou. É o que quer?
— Não! Claro que não — respondeu sem hesitar.
Adorava o padrasto e não pretendia tomar qualquer atitude que viesse a comprometer o nome dele. Mordeu o lábio.
— Por que Dimitri fez um testamento nessas condições?
O advogado se ajeitou na poltrona e, mantendo o tom paternal, explicou:
— Bem, quando seu padrasto me procurou, já sabia da gravidade de seu estado de saúde. Confessou-me que sua grande preocupação era você e o que poderia lhe acontecer depois que morresse. Sabia que ficaria abalada com a morte dele, principalmente por ocorrer logo depois da morte de sua mãe. Acreditava que só lhe faria bem uma mudança radical.
Um novo país... novos amigos... Enfim, uma nova vida.
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