
Luke esconde-se atrás das pedras e observa, fascinado, a beldade loira e nua que estende os braços para a lua e começa a dançar com gestos lânguidos e sensuais, provocando nele ondas da mais pura excitação.
A mulher mais parece uma deusa, que veio à praia para cumprir algum misterioso ritual...
E Luke não terá paz enquanto não descobrir quem é ela, enquanto não puder amá-la e saciar o desejo que o queima por dentro!
Capítulo Um
O vento amainara e o mar refletia o brilho prateado do luar. O som ritmado das ondas era suave, calmante. A água tocava os pés descalços de Luke Townsend, que caminhava pela praia, pensativo.
Luke contornou um grupo de pedras e parou abruptamente ao reparar que, apesar de já ser tarde da noite, havia outra pessoa na praia. Fez menção de voltar atrás, pois não queria encontrar ninguém, mas um movimento inesperado da figura distante chamou-lhe a atenção.
Era uma mulher. Ela esticou os braços acima da cabeça, a palma das mãos voltadas para o céu. Ficou naquela posição por alguns segundos, a cabeça inclinada para trás, os cabelos brilhando feito prata.
Quem seria a mulher? Uma excêntrica venerando a lua? Luke recuou um passo, mas logo tornou a ficar imóvel, hipnotizado pelos movimentos graciosos e fluidos da desconhecida.
Lentamente, com infinita elegância, ela arqueou o corpo para trás até que suas mãos tocaram a areia. Em seguida, tirou os pés do chão e suas pernas descreveram um arco gracioso no ar. Pouco depois, com os braços estendidos para cima, ficou na ponta dos pés e, inclinando-se para frente, repetiu o movimento ao contrário.
Luke queria ir embora, mas sua curiosidade era maior que o desejo de escapar sem ser visto pela mulher. Continuou a observá-la.
Ela movia-se como se fosse feita de borracha. Então, de repente, num gesto impaciente que contrastava com os movimentos graciosos de até então, a mulher tirou a calça preta que usava, jogando-a no chão, e começou a tirar também o blusão.
Luke sabia que não tinha o direito de observar aquela bela ninfa do mar despir-se à luz da lua, mas não conseguia desviar o olhar.
Recuou, escondendo-se atrás das pedras; por sorte usava roupa escura, e dificilmente sua presença seria notada.
Quando a mulher livrou-se do blusão, foi com alívio, e ao mesmo tempo com pesar, que ele notou que não estava nua. Ela vestia uma malha justa de ginástica que lhe realçava a cintura fina, os seios e quadris curvilíneos, a postura magnífica. Os cabelos loiros, presos num rabo de cavalo, deixavam-lhe à mostra o perfil clássico do rosto.