Ele é irresistível, sensual e... perigoso!
Ao acompanhar um amigo pianista durante a gravação de seu primeiro disco, Sophie Cárter jamais poderia imaginar que estava entrando em um caminho traçado pelo destino.
Então, conheceu Alex Tarrant, que com sua máscula beleza e seu poder de atração e modo autoritário parecia um demônio pronto para apoderar-se de sua alma. Um demônio irresistível, que podia fazer qualquer mulher apaixonar-se perdidamente...
Ao acompanhar um amigo pianista durante a gravação de seu primeiro disco, Sophie Cárter jamais poderia imaginar que estava entrando em um caminho traçado pelo destino.
Então, conheceu Alex Tarrant, que com sua máscula beleza e seu poder de atração e modo autoritário parecia um demônio pronto para apoderar-se de sua alma. Um demônio irresistível, que podia fazer qualquer mulher apaixonar-se perdidamente...
Capítulo Um
"O que uma pessoa faz, presa em Londres num dia sufocante de verão, sem ter um cantinho próprio onde morar e sem perspectiva de arrumar emprego?", pensou Sophie, desanimada. Curvou-se para olhar no espelho de um luxuoso carro branco estacionado no meio-fio.
O cabelo loiro-escuro caía-lhe em desalinho ao redor do rosto afogueado. Com um resmungo, arrumou as mechas, refletindo que estava para cometer uma burrice.
Contudo, a antiga Sophie, ponderada e indecisa, deixara de existir, dando lugar a uma nova mulher, afoita e capaz de assumir as próprias decisões. A transformação começara quando ela lera um livro de auto-ajuda sobre como gostar de si mesma e conduzir a própria vida. Mas, nem mesmo a autoconfiança recém-adquirida podia eliminar o fato de que ela não sabia ler música, a não ser as sete notas da escala.
Ainda assim, aceitara a incumbência de virar as páginas das partituras para um amigo que ia gravar um disco. E se fizesse uma mixórdia, arruinando a gravação? Não, não devia preocupar-se com isso. Estava precisando do dinheiro que aquele "bico" lhe renderia e teria de fazer o melhor que pudesse.
Inclinou-se mais diante do espelho para examinar a maquilagem dos olhos e perdeu o equilíbrio, caindo de encontro ao carro. O alarme disparou, fazendo um barulho dos infernos, que ressoou pela praça.
Um pombo voou, saindo do meio das folhas de uma árvore, com um arrulho de protesto. Sophie endireitou-se rapidamente e olhou em volta, mas não havia ninguém na pracinha. "Não há a quem pedir desculpas", refletiu, começando a andar depressa na direção de um prédio que parecia uma igreja.
A porta principal encontrava-se aberta, mas um segurança uniformizado barrou-lhe a passagem, quando ela fez menção de entrar. Olhou-a com suspeita e em seguida dirigiu o olhar para uma pequena luz vermelha acima da porta que dava passagem para o recinto além do vestíbulo. Nervosa, ouvindo os apitos incessantes do alarme do carro, Sophie distinguiu o som de um piano acima da barulheira.
— A gravação já começou — informou o segurança, com ar de poucos amigos. — Vai ter de esperar, moça. Sophie suspirou, desalentada. Atrasara-se alguns minutos e seu amigo Rupert começara a sessão de gravação sem ela.
— Vim para virar as páginas das partituras para o pianista. Ele se chama Rupert e é meu amigo — tentou, decidida a não se entregar tão facilmente.
— Não posso fazer nada, moça.
— Mas o metrô estava lotado. Tive de deixar passar dois trens, antes de...
— Esse metrô anda insuportável — concordou o homem, erguendo o quepe para coçar a cabeça. — Mas não sei...
Sentindo-lhe a indecisão, Sophie não pensou duas vezes. Marchou para a porta acima da qual brilhava a luzinha vermelha e empurrou-a com força. O ímpeto foi tanto que ela quase caiu para dentro de um salão característico do final do século dezenove.
A luz do sol jorrava através das vidraças de janelas imensas e o teto era muito alto, ornamentado por arabescos em alto-relevo. Tudo isso aumentava a sensação de que ela entrara numa igreja, por engano.
No meio do enorme espaço, de piso de tábuas enceradas, Rupert tocava uma melodia num piano de cauda. Parou de tocar abruptamente, quando a viu.

O cabelo loiro-escuro caía-lhe em desalinho ao redor do rosto afogueado. Com um resmungo, arrumou as mechas, refletindo que estava para cometer uma burrice.
Contudo, a antiga Sophie, ponderada e indecisa, deixara de existir, dando lugar a uma nova mulher, afoita e capaz de assumir as próprias decisões. A transformação começara quando ela lera um livro de auto-ajuda sobre como gostar de si mesma e conduzir a própria vida. Mas, nem mesmo a autoconfiança recém-adquirida podia eliminar o fato de que ela não sabia ler música, a não ser as sete notas da escala.
Ainda assim, aceitara a incumbência de virar as páginas das partituras para um amigo que ia gravar um disco. E se fizesse uma mixórdia, arruinando a gravação? Não, não devia preocupar-se com isso. Estava precisando do dinheiro que aquele "bico" lhe renderia e teria de fazer o melhor que pudesse.
Inclinou-se mais diante do espelho para examinar a maquilagem dos olhos e perdeu o equilíbrio, caindo de encontro ao carro. O alarme disparou, fazendo um barulho dos infernos, que ressoou pela praça.
Um pombo voou, saindo do meio das folhas de uma árvore, com um arrulho de protesto. Sophie endireitou-se rapidamente e olhou em volta, mas não havia ninguém na pracinha. "Não há a quem pedir desculpas", refletiu, começando a andar depressa na direção de um prédio que parecia uma igreja.
A porta principal encontrava-se aberta, mas um segurança uniformizado barrou-lhe a passagem, quando ela fez menção de entrar. Olhou-a com suspeita e em seguida dirigiu o olhar para uma pequena luz vermelha acima da porta que dava passagem para o recinto além do vestíbulo. Nervosa, ouvindo os apitos incessantes do alarme do carro, Sophie distinguiu o som de um piano acima da barulheira.
— A gravação já começou — informou o segurança, com ar de poucos amigos. — Vai ter de esperar, moça. Sophie suspirou, desalentada. Atrasara-se alguns minutos e seu amigo Rupert começara a sessão de gravação sem ela.
— Vim para virar as páginas das partituras para o pianista. Ele se chama Rupert e é meu amigo — tentou, decidida a não se entregar tão facilmente.
— Não posso fazer nada, moça.
— Mas o metrô estava lotado. Tive de deixar passar dois trens, antes de...
— Esse metrô anda insuportável — concordou o homem, erguendo o quepe para coçar a cabeça. — Mas não sei...
Sentindo-lhe a indecisão, Sophie não pensou duas vezes. Marchou para a porta acima da qual brilhava a luzinha vermelha e empurrou-a com força. O ímpeto foi tanto que ela quase caiu para dentro de um salão característico do final do século dezenove.
A luz do sol jorrava através das vidraças de janelas imensas e o teto era muito alto, ornamentado por arabescos em alto-relevo. Tudo isso aumentava a sensação de que ela entrara numa igreja, por engano.
No meio do enorme espaço, de piso de tábuas enceradas, Rupert tocava uma melodia num piano de cauda. Parou de tocar abruptamente, quando a viu.

