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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A Dança do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO











Nos braços desse homem, o mundo se tornava perfeito! 

Ela é uma mulher obstinada procurando por algo mais que uma noite de amor. 
Ele é um belo caubói do Texas, cheio do charme e sem nenhuma experiência em relacionamentos permanentes.
Mas, numa sensual noite de verão, os dois sentiram apenas o calor da paixão. 
E Kerry teve certeza de que precisava mostrar a Tucker que a vida era mais do que simples momentos de prazer!

Capítulo Um

Kelly olhou para a folha de papel e franziu a testa. Num impulso, amassou-a e arremessou a bola na direção da cesta de lixo.
— Dois pontos — disse com sarcasmo ao acertar o alvo.
Então se levantou e alongou as costas, o rosto novamente sério. O dia não havia começado bem. Já desistira de sete rascunhos, e eram apenas nove da manhã!
Talvez devesse tirar o dia de folga. Afinal, era seu vigé­simo sétimo aniversário. Talvez fosse melhor fechar a loja, ir buscar a avó e passar o dia fazendo algo maravilhosa­mente exuberante.
Mas já estava fazendo algo maravilhosamente exuberan­te; estava fazendo aquilo que desejava fazer, e não o que seu pai queria.
Recentemente abrira o próprio negócio, uma pequena pa­pelaria e loja de presentes chamada Exclusivamente Kelly. Apesar de a loja ser um sonho que conseguia realizar, seu verdadeiro objetivo era desenhar cartões com motivos rurais e vendê-los para uma grande companhia do ramo.
Antes de deixar Houston e mudar-se com a avó para a pequena e sonolenta cidade de Lufkin no leste do Texas, estivera à disposição da vontade do pai desde a formatura na Universidade do Texas, cinco anos atrás.
Finalmente cansara-se de agir como anfitriã nas festas de Simon Warren, um magnata do setor de alimentos que recebia convidados com freqüência quase obsessiva. Sempre imaginara se sua vida teria sido diferente, caso a mãe não houvesse morrido em função de um coágulo sanguíneo logo após seu nascimento. Sabia que a resposta era afirmativa; Simon não a teria requisitado com tanta insistência.
Além das intermináveis festas, Kelly também aborrecia- se com os inúmeros jogos de cartas e os diversos chás be­neficentes em que as amigas do pai a envolviam. Seu único interesse verdadeiro era o trabalho de caridade, uma ati­vidade agradável, mas não completamente satisfatória.
Depois da morte de um amigo querido e do último ataque cardíaco da avó, Kelly compreendera o verdadeiro valor da vida e descobrira que estava jogando fora sua oportunidade de realizar algo importante. Assim, quando Simon mani­festara a intenção de enviar sua avó para um asilo, Kelly havia sugerido que ela trocasse Houston por Lufkin, e oferecera-se para cuidar de Claire.
Só havia decidido abrir a loja seis meses depois da mu­dança.
— Você enlouqueceu? — Simon perguntara ao tomar co­nhecimento de seus planos.
— Não, papai. Pelo contrário. Pela primeira vez, estou fazendo algo que desejo fazer, e não algo que você quer que eu faça.
Os olhos azuis de Simon, com os quais Kelly também fora abençoada, haviam brilhado mais intensamente.
— Pois posso afirmar desde já que não vai dar certo!
— Por que não?
— Porque você não tem a disciplina necessária para cui­dar de um negócio próprio. Desde que se formou, tem pas­sado de uma coisa para outra sem fixar-se em nenhuma.
— E quem é o culpado por isso? — ela irritara-se.
— Está bem, vá em frente com seu sonho maluco. Mas quando fracassar e tiver de voltar para casa correndo, não diga que não avisei!
 

domingo, 9 de janeiro de 2011

A Dança do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



















Apesar da ternura que sente por esse homem,
Sally precisa enganá-lo!

Saily, encantada, olhava. Paul adormecido.
A vontade dela era de tocar-me os lábios num beijo de amor e acariciá-lo com ternura. Tais gestos, porém, seriam uma loucura.
Paul poderia acordar e perceber a paixão que a consumia.
E tudo estaria perdido.
Precisava continuar mantendo-o a distância, caso contrário, ele acabaria descobrindo todo o segredo que envolvia aquela viagem à selva africana.
Aí, então, Sally, veria sua vida ser destruída pelo homem poderoso que era Paul Morrant!

Capítulo Um

Certas vezes o clima da Inglaterra fazia por merecer tudo de mau que se comentava a seu respeito, e aquele dia de outubro, em especial, vinha apenas reforçar tal reputação.
Não que estivesse muito pior do que o fora a última semana, ponderou Sally Hughes, erguendo o olhar em direção à porta do escritório, que se abria para deixar entrar um homem usando uma capa de chuva.
Uma rajada de vento frio e úmido o acompanhou.
Animada com a chance de ocupar-se de algo mais construtivo que fitar o tampo da mesa ou escutar o monótono tamborilar da chuva contra as janelas, abriu um sorriso de boas-vindas que tornava seu lindo rosto ainda mais simpático.
— Zambezi Safáris? — perguntou o visitante inesperado, sem corresponder ao sorriso. Impaciente, sacudiu a cabeça, fazendo saltar gotas de água de seus cabelos negros e curtos.
Sally assentiu, rezando para que seus olhos não lhe traíssem os pensamentos, ao ver o estranho aproximar-se e despir a capa encharcada.
Não costumava sentir-se tão profundamente atraída por qualquer homem que lhe aparecesse à frente, porém aquela figura masculina era deveras interessante.
Devia ter em torno de um metro e noventa de altura, e o físico atlético, os ombros largos eram realçados pelas roupas impecáveis, talhadas com perfeição.
Era o rosto, no entanto, o que mais chamava a atenção de Sally.
Embora dotado de um tipo de beleza muito próximo do comum, impressionava por um certo ar misterioso causado pelo contraste entre a boca extremamente sensual e os olhos, de um tom azul-acinzentado semelhante ao aço, frios e distantes.
— Eu gostaria de falar com a srta. Hughes. Meu nome é Paul Morrant.
A frase a despertou da contemplação em que mergulhara por um instante e fez seu sorriso desaparecer imediatamente.
— Então resolveu vir me atormentar pessoalmente, não? — disse Sally, entre os dentes.
— Pareceu-me necessário.
— Não concordo, sr. Mcrrant, afinal não temos mais nada a discutir! — Ela tentou suprimir o tom de raiva de sua voz. Seria inútil permitir que a conversa deteriorasse ainda mais, como acontecera antes, ao telefone. — Não há mais nada que eu possa lhe dizer, senhor. Já lhe expliquei a posição desta companhia mais de uma vez.
— Suas explicações obviamente não me satisfizeram — observou ele, aproximando-se de mesa. Sua voz era suave e, ao mesmo tempo, ameaçadora. — Para uma empresa como a Zambezi Safáris já é ruim o suficiente ter perdido um cliente. O que dizer, então, da total falta de preocupação demonstrada por vocês? — Largou a capa de chuva sobre o encosto de uma das cadeiras próximas à mesa de Sally e, sem ser convidado, sentou-se na outra.
— Tudo isso me parece a mais pura negligência, senhorita!