Um homem difícil de ser ignorado !
Quando Hawk Mallen tomou conta da empresa em que Joanne trabalhava, convenceu-se de que tomara conta da vida dela também.
Esperava então que os deveres de sua nova assistente se estendessem além das horas de trabalho!
Quando Hawk Mallen tomou conta da empresa em que Joanne trabalhava, convenceu-se de que tomara conta da vida dela também.
Esperava então que os deveres de sua nova assistente se estendessem além das horas de trabalho!
Capítulo Um
— Ei, por que essas caras, vocês aí? O que houve? Algum desastre enquanto estive fora? — O sorriso aberto de Joanne foi se apagando e sumiu de todo ao notar as fisionomias dos funcionários do escritório.
— Você... Não ouviu dizer nada?
— Ouvir o quê? — Joanne apertou as pálpebras ao repetir:
— Ouvir o quê, Maggie?
— O que aconteceu.
— Maggie?
— Sobre a mudança da diretoria, sobre o Sr. Brigmore e... Sobre tudo.
— A mudança da diretoria, Maggie? Não tenho a mínima idéia do que você está falando — Joanne disse pacientemente.
— E onde entra o Sr. Brigmore em tudo isso?
— Ele não entra, não mais. Ele sai. O Sr. Brigmore deixou a firma. Aposentadoria antecipada, ou algo semelhante.
Tudo aconteceu na última quinta-feira, quando a mudança da diretoria foi anunciada. O Sr. Brigmore foi embora no mesmo dia. Deixei recado em sua secretária eletrônica, Joanne...
— Não voltei para meu apartamento ainda, passei a noite com uma amiga... Está me dizendo, Maggie, que o Sr. Brigmore foi demitido? Não posso acreditar. Quem lhe tomou o lugar?
— Um parente do magnata, o dono da firma.
Então, queria aquilo significar que o nepotismo estava vivo na Concise Publications? E tudo acontecera durante o mês em que ela se divertia em sua viagem à Europa, na companhia das antigas colegas de universidade? Joanne ouvira falar muito sobre a tendência moderna de despedir os antigos funcionários, substituindo-os por pessoal jovem.
Mas, Charles? Subitamente ela sentiu um ódio profundo dos novos donos. Charles era como se fosse um pai para ela, o homem que lhe dera o emprego havia cinco anos. Ele havia sido seu mentor, porém, mais que tudo, um amigo.
Ele e a mulher, Clare, lhe proporcionaram a primeira sensação do que era uma verdadeira vida de família. E agora Charles fora mandado embora? Substituído por outro mais jovem, com certeza, que não entendia nada do assunto.
— Homem ou mulher? — Joanne perguntou, com voz firme.
— Homem. O nome dele é Mallen. Hawk Mallen.
— Hawk Mallen? — Joanne repetiu, em tom de caçoada.
— Que tipo de nome é esse?
— É meu nome, senhora... A voz masculina não foi alta, mas tinha um timbre que fez um líquido gelado correr sobre seus nervos.
Joanne não se apavorou por medo de perder o emprego. De forma alguma. Na verdade queria mesmo era pôr seu pedido de demissão no colo daquele burocrata antipático e ir embora de cabeça erguida.
— Crawford. E sou senhorita, não senhora.
— Ah... Sim. A ardilosa assistente de Charles. Prazer em conhecê-la, Srta. Crawford. — As palavras eram de cortesia, mas pronunciadas daquele modo tiveram um tom de ameaça.
— Que tal irmos ao seu escritório para podermos conversar com mais conforto sobre os recentes acontecimentos.
— Há razão séria para isso?
O terno que o homem usava devia ter custado várias vezes seu salário, Joanne pensou com revolta, e indicava soberania, riqueza e poder. Tratava-se de homem acostumado a ser obedecido sem contestação. Porém ela não se amedrontaria ante o homem responsável pela usurpação do emprego da única pessoa por quem ela realmente tinha afeição, em todo o mundo. Bem, havia Clare, Joanne recordou-se logo, sentindo-se desleal para com a esposa de Charles. Amava-a também, mas Charles era Charles...
— Há razão bastante séria, Srta. Crawford.
Quando, no instante seguinte, seu cotovelo foi agarrado por mão firme, e conduzida á seu pequeno, mas confortável oásis, ela estava tão surpreendida, que não deu uma palavra. Até que a porta fosse fechada, claro.
— O que pensa que está fazendo? Como me ousa... — Joanne explodiu.
— Estou tentando evitar que se porte tal qual uma tola, como vem se conduzindo até agora — ele respondeu, com uma severidade insultuosa.
— Agora olhe...
— Não, olhe você! Estou procurando fazer as coisas da melhor maneira possível — disse ele.
— Como fez com o pobre Charles?
— Deus dê-me forças... — Hawk sussurrou.
— Quer que eu a amordace? Assim parará de falar bobagens.
— Não ousaria. — Mas o homem ousaria, sim, disso Joanne tinha absoluta certeza.

— Você... Não ouviu dizer nada?
— Ouvir o quê? — Joanne apertou as pálpebras ao repetir:
— Ouvir o quê, Maggie?
— O que aconteceu.
— Maggie?
— Sobre a mudança da diretoria, sobre o Sr. Brigmore e... Sobre tudo.
— A mudança da diretoria, Maggie? Não tenho a mínima idéia do que você está falando — Joanne disse pacientemente.
— E onde entra o Sr. Brigmore em tudo isso?
— Ele não entra, não mais. Ele sai. O Sr. Brigmore deixou a firma. Aposentadoria antecipada, ou algo semelhante.
Tudo aconteceu na última quinta-feira, quando a mudança da diretoria foi anunciada. O Sr. Brigmore foi embora no mesmo dia. Deixei recado em sua secretária eletrônica, Joanne...
— Não voltei para meu apartamento ainda, passei a noite com uma amiga... Está me dizendo, Maggie, que o Sr. Brigmore foi demitido? Não posso acreditar. Quem lhe tomou o lugar?
— Um parente do magnata, o dono da firma.
Então, queria aquilo significar que o nepotismo estava vivo na Concise Publications? E tudo acontecera durante o mês em que ela se divertia em sua viagem à Europa, na companhia das antigas colegas de universidade? Joanne ouvira falar muito sobre a tendência moderna de despedir os antigos funcionários, substituindo-os por pessoal jovem.
Mas, Charles? Subitamente ela sentiu um ódio profundo dos novos donos. Charles era como se fosse um pai para ela, o homem que lhe dera o emprego havia cinco anos. Ele havia sido seu mentor, porém, mais que tudo, um amigo.
Ele e a mulher, Clare, lhe proporcionaram a primeira sensação do que era uma verdadeira vida de família. E agora Charles fora mandado embora? Substituído por outro mais jovem, com certeza, que não entendia nada do assunto.
— Homem ou mulher? — Joanne perguntou, com voz firme.
— Homem. O nome dele é Mallen. Hawk Mallen.
— Hawk Mallen? — Joanne repetiu, em tom de caçoada.
— Que tipo de nome é esse?
— É meu nome, senhora... A voz masculina não foi alta, mas tinha um timbre que fez um líquido gelado correr sobre seus nervos.
Joanne não se apavorou por medo de perder o emprego. De forma alguma. Na verdade queria mesmo era pôr seu pedido de demissão no colo daquele burocrata antipático e ir embora de cabeça erguida.
— Crawford. E sou senhorita, não senhora.
— Ah... Sim. A ardilosa assistente de Charles. Prazer em conhecê-la, Srta. Crawford. — As palavras eram de cortesia, mas pronunciadas daquele modo tiveram um tom de ameaça.
— Que tal irmos ao seu escritório para podermos conversar com mais conforto sobre os recentes acontecimentos.
— Há razão séria para isso?
O terno que o homem usava devia ter custado várias vezes seu salário, Joanne pensou com revolta, e indicava soberania, riqueza e poder. Tratava-se de homem acostumado a ser obedecido sem contestação. Porém ela não se amedrontaria ante o homem responsável pela usurpação do emprego da única pessoa por quem ela realmente tinha afeição, em todo o mundo. Bem, havia Clare, Joanne recordou-se logo, sentindo-se desleal para com a esposa de Charles. Amava-a também, mas Charles era Charles...
— Há razão bastante séria, Srta. Crawford.
Quando, no instante seguinte, seu cotovelo foi agarrado por mão firme, e conduzida á seu pequeno, mas confortável oásis, ela estava tão surpreendida, que não deu uma palavra. Até que a porta fosse fechada, claro.
— O que pensa que está fazendo? Como me ousa... — Joanne explodiu.
— Estou tentando evitar que se porte tal qual uma tola, como vem se conduzindo até agora — ele respondeu, com uma severidade insultuosa.
— Agora olhe...
— Não, olhe você! Estou procurando fazer as coisas da melhor maneira possível — disse ele.
— Como fez com o pobre Charles?
— Deus dê-me forças... — Hawk sussurrou.
— Quer que eu a amordace? Assim parará de falar bobagens.
— Não ousaria. — Mas o homem ousaria, sim, disso Joanne tinha absoluta certeza.

