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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Dama de Copas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






O destino desse amor estava marcado nas cartas do baralho.

Laurel fracassara como atriz, mas, ao voltar para Dallas viu-se diante do papel mais desafiador de sua vida: derrotar, em um jogo de pôquer, o homem que arruinara seu pai. Para tanto, contaria com a ajuda de Jack Hartman, um homem que, além de atraente, era perito em jogos de pôquer. 

Porém, logo Laurel descobriria que “ter sorte com as cartas” não significava o mesmo que “ter sorte no amor”. Afinal Jack queria mais que uma simples parceira no jogo. Queria uma mulher disposta a conquistar seu coração... para toda a vida! E Laurel não tinha de ser o ideal de mulher com que ele sempre sonhara!

Capítulo Um

O táxi que transportava Laurel Hall percorreu a área circular e exclusiva do Highland Park, em Dálias, parando diante de uma suntuosa mansão, em cuja construção destacavam-se várias colunas brancas.
Ao ouvir o preço anunciado pelo motorista, ela abriu a bolsa e aos poucos foi fingindo uma expressão de surpresa.
— Minha carteira!
Sua voz saíra com a dose perfeita de espanto e desespero, pensou consigo.
Claro que o motorista não ficou impressionado, mas Laurel não queria desperdiçar todo seu talento com ele. Guardaria o melhor para sua família.
— Espere aqui, por favor.
O motorista deu de ombros e ligou o rádio. Laurel subiu correndo os três degraus e parou diante da entrada. Deveria tocar a campainha? A casa já não lhe parecia tão familiar, depois dos três anos em que ficara fora.
Tocou a campainha. A porta foi aberta quase imediatamente por seu cunhado. "Droga", pensou. Suas irmãs, Holly e Ivy, pagariam o táxi de bom grado se Laurel inventasse que sua bolsa havia sido roubada. Adam, porém, logo suspeitaria de que sua história não era verdadeira. Bem, mas será que dois anos de escola dramática não serviriam para nada?
— Gi, Adam! Uh...
Até que um script ajudaria muito agora.
— Laurel! Que bom revê-la. Eu...
O motorista tocou a buzina do táxi. Adam desviou a vista para o veículo, antes de voltar a olhar Laurel. "Droga de novo", pensou ela. Adam logo se daria conta do que ela negara para si mesma durante dois anos: Laurel Hall era um fracasso.
— Adam, eu...
— Tudo bem. — Ele tocou-a de leve no ombro e foi pagar o táxi. No meio do caminho, voltou-se para ela: — Trouxe bagagem?
Laurel balançou a cabeça que não. Tudo que trouxera da Califórnia estava na mochila pendurada em seu ombro: roupas íntimas e um vestido preto.
Conseguiu encarar Adam quando este subiu as escadas. Ao alcançarem a varanda, ele parou e voltou-se para ela.
Laurel submeteu-se a um dos olhares críticos do cunhado. Adam sempre via mais do que ela queria demonstrar, mas era um homem muito justo também. Ele até ficara do seu lado quando ela decidira deixar a Hall e Companhia, empresa de decoração de festas natalinas de suas irmãs, para ir tentar a sorte como atriz.
— Minha bagagem se perdeu no aeroporto — disse ela, esperando que Adam acreditasse.
Na verdade, vendera quase todos seus pertences antes de partir. Adam não perguntou por qual companhia aérea ela viajara. Ainda bem, já que Laurel viera de ônibus. Seria muito difícil perder a bagagem em um ônibus.
— Há alguma chance de recuperá-la? — ele indagou.
— Não.
Laurel tinha quase certeza de que Adam sabia que ela mentira. Sem dizer mais nada, ele passou o braço pelos ombros dela e conduziu-a para o interior da casa.
Será que Holly tinha noção do quanto tinha sorte em ter um marido como Adam? Alguém em quem se podia confiar?