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domingo, 20 de janeiro de 2013

A Dama Vermelha

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Paul Lansing está perplexo. 

Nunca imaginou que Patrícia Courteau fosse reagir de forma tão arrebatadora ao seu beijo. 
Ela porém, se atira em seus braços e se oferece por inteiro, fogosa, sensual, envolvente. 
Pronta para o amor. 
Mesmo tomado de intenso desejo, Paul precisa se conter. 
Até aquele momento, nenhum incauto escapou com vida do apelo sedutor da perigosa 
Dama Vermelha, a mulher fria e cruel que atrai suas vítimas para a cama e então as elimina. 
Por anos ele a vem perseguindo e, ao que tudo indica, agora a tem nos braços. 

Capítulo Um 

Apesar de as ruas de Chicago estarem cobertas de lama e neve naquela fria noite de fevereiro, um fluxo de tráfego pesado e ininterrupto, apito de trens e barulho de uma multidão alvoroçada enchiam o ar de ruídos infernais. 
E as luzes eram proporcionais a tanta agitação, faiscando, quer nos faróis, luminosos e sinais de segurança, quer nos arranha-céus acesos por toda parte. 
Nessa mesma hora, a muitos quilômetros dali, no interior do Estado de Iowa, as estradas também estavam escorregadias. 
Mas não havia tráfego, vaivém de pessoas e, muito menos, barulho. 
De vez em quando, um luminoso indicava determinado local a distância e desaparecia rapidamente; estrelas apareciam esporadicamente entre as nuvens, e a lua lançava seu clarão cristalino sobre os vastos campos cobertos de neve. 
Mas o céu continuava escuro. Dirigindo com cuidado pela estrada deserta, com os pneus de seu carro amassando a neve que cobria o asfalto, Paul Lansing sentia-se solitário. 
Por ser um homem sozinho e estar acostumado a viver cercado de perigos, ele achava estranhos o mal-estar e a pressão que sentia na nuca. 
Afinal, embora vivesse cercado de assassinos e ladrões, nunca havia experimentado aquele tipo de insegurança antes. 
Por que estaria assim tão ansioso? No íntimo, Paul intuía a resposta. 
Apesar de viver sozinho desde a adolescência, morava numa cidade grande e sabia que, do outro lado das paredes de seu apartamento, do lado de fora do escritório ou da janela do carro, estava sempre rodeado de pessoas, “acompanhado”. 
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