Cowboys e índios nunca lutaram assim...
Quando Letícia DeMarco ganhou a fazenda em Montana, não sabia que recebera também uma dívida enorme, além de um administrador perpétuo: Tyler Barnes.
Antes mesmo que ela desfizesse as malas, constatou que a fazenda não passava de uma espelunca no meio da selva.
Letícia pertencia à alta sociedade, era italiana em todos os aspectos, exceto pelo sangue.
Tyler nascera e fora criado em fazendas; sua cadeira de descanso era o lombo de um cavalo.
No confronto entre os dois, haveria apenas um vencedor.
Mas quando o coração resolve pregar peças, ninguém é capaz de resistir...
Capítulo Um
Mas quando o coração resolve pregar peças, ninguém é capaz de resistir...
Capítulo Um
— Eu desejei que ele morresse, Jack. Quis que se afogasse, que fosse esquartejado e dado como alimento aos morcegos. Stephano tinha de pagar por tudo que me fez sofrer.
Letícia falava ao telefone com o irmão, e estava tão absorvida em suas ameaças que nem viu o homem que a observava junto ao balcão da companhia aérea. Tyler Barnes viajara duas horas para apanhar a nova dona da fazenda e descobriu logo que, apesar de o nome dela ser italiano, tratava-se de uma americana típica.
E, ironicamente, lindíssima. Ele continuou encostado no balcão, de braços cruzados. Tinha a impressão de que o show apenas começava e não queria perder um só momento.
— Ouvi dizer que ele morreu. Mas isso não vem ao caso, Jack, pois quero que o corpo seja exumado para eu ter certeza de que morreu mesmo. Às vezes penso que a família o escondeu em algum lugar para que ele não tenha de me pagar a pensão. Jack, todos os meus cartões de crédito foram cancelados! Quanto a Giancarlo... — Como se a língua inglesa não tivesse palavras bastante ofensivas, ela começou a praguejar em italiano.
— Puxa, ela sabe outro idioma além do inglês — um adolescente, em pé perto de Tyler, sussurrou.
— O que será que está dizendo?
Tyler estava concentrado nas pernas da mulher, visíveis quase até as coxas sob a transparente saia de seda branca, impecável, por sinal. Como conseguiu isso, após viagem exaustiva?
— Tenho a sensação de que não é nada agradável o que ela está dizendo — Tyler respondeu ao menino.
Em seguida resolveu interromper a conversa telefônica. Não podia esperar o dia todo, tinha muito a fazer. Arrancou o fone da mão dela e ouviu a voz de um homem que dizia:
— Tícia, acalme-se.
Letícia olhou para Tyler e protestou, mais curiosa que zangada:
— O que pensa que está fazendo?
— A condessa aqui vai ter de ligar de novo para o senhor — Tyler disse ao homem do outro lado da linha.
— Boa tarde.
— Você acabou de interromper o telefonema com meu irmão — ela informou, nada irritada, contudo.
— Se era seu irmão, ele entenderá meu comportamento.
— Tyler apresentou-se como administrador da fazenda e olhou para a bagagem.
— É tudo seu?
— É.


Letícia falava ao telefone com o irmão, e estava tão absorvida em suas ameaças que nem viu o homem que a observava junto ao balcão da companhia aérea. Tyler Barnes viajara duas horas para apanhar a nova dona da fazenda e descobriu logo que, apesar de o nome dela ser italiano, tratava-se de uma americana típica.
E, ironicamente, lindíssima. Ele continuou encostado no balcão, de braços cruzados. Tinha a impressão de que o show apenas começava e não queria perder um só momento.
— Ouvi dizer que ele morreu. Mas isso não vem ao caso, Jack, pois quero que o corpo seja exumado para eu ter certeza de que morreu mesmo. Às vezes penso que a família o escondeu em algum lugar para que ele não tenha de me pagar a pensão. Jack, todos os meus cartões de crédito foram cancelados! Quanto a Giancarlo... — Como se a língua inglesa não tivesse palavras bastante ofensivas, ela começou a praguejar em italiano.
— Puxa, ela sabe outro idioma além do inglês — um adolescente, em pé perto de Tyler, sussurrou.
— O que será que está dizendo?
Tyler estava concentrado nas pernas da mulher, visíveis quase até as coxas sob a transparente saia de seda branca, impecável, por sinal. Como conseguiu isso, após viagem exaustiva?
— Tenho a sensação de que não é nada agradável o que ela está dizendo — Tyler respondeu ao menino.
Em seguida resolveu interromper a conversa telefônica. Não podia esperar o dia todo, tinha muito a fazer. Arrancou o fone da mão dela e ouviu a voz de um homem que dizia:
— Tícia, acalme-se.
Letícia olhou para Tyler e protestou, mais curiosa que zangada:
— O que pensa que está fazendo?
— A condessa aqui vai ter de ligar de novo para o senhor — Tyler disse ao homem do outro lado da linha.
— Boa tarde.
— Você acabou de interromper o telefonema com meu irmão — ela informou, nada irritada, contudo.
— Se era seu irmão, ele entenderá meu comportamento.
— Tyler apresentou-se como administrador da fazenda e olhou para a bagagem.
— É tudo seu?
— É.

