Quase no altar!
Anthony Newman estava começando a parecer perfeito demais.
Quando Jéssica tinha problemas com a filha adolescente, ele sempre sabia exatamente o que fazer para ajudá-la.
Como se não bastasse, no momento em que se deu conta de que precisava de alguém em sua vida, e em sua cama, Anthony se mostrou mais do que interessado em fazê-la feliz.
De fato ele logo se tornou seu "marido não-oficial".
Não usavam alianças nem havia trocado votos de casamento, mas, para ela, ficar ao lado daquele homem parecia mais excitante do que uma eterna lua-de-mel!
E este era o grande problema: tudo parecia perfeito demais...
Capítulo Um
Jéssica acordou com um sobressalto, ao ouvir a porta da sala sendo aberta e fechada devagar.
Por alguns segundos, foi tomada por uma sensação estranha, até que o ambiente voltasse a lhe parecer familiar.
Sentada na poltrona, onde adormecera algum tempo antes, ficou esperando Lucy se aproximar.
— Que horas são? — perguntou, de repente. O sobressalto da garota teria sido cômico, se a situação não fosse trágica.
Pelo menos do ponto de vista de Jéssica. Detestava ter de agir assim com a filha, mas não tinha alternativa.
— Oh, mamãe! Você me assustou! — exclamou a jovem, com um sorriso nervoso.
— O que está fazendo acordada há esta hora? Jéssica olhou para o relógio sobre a estante. — Já passa das duas horas da manhã, Lucy!
— É mesmo? — Com certeza — confirmou Jéssica.
— Mas amanhã é sábado! Não tenho de acordar cedo para ir à escola!
Lucy acendeu a luz da sala. A adolescente de dezesseis anos era tão bonita quanto á mãe, com os cabelos castanhos na altura da cintura e expressivos olhos cor de mel. A menina que ela fora até alguns anos antes estava se transformando em uma bela mulher.
Jéssica não pôde deixar de admirá-la, lembrando-se da época em que também era uma adolescente sonhadora. — Sente-se aqui, querida — disse a Lucy. — Precisamos conversar.
— Agora? — perguntou á jovem, com ar de protesto. — Estou cansada, mamãe. Mesmo relutante, ela sentou-se ao lado de Jéssica.
— Mesmo estando tão cansada não pensou em voltar mais cedo para casa? — argumentou Jéssica.
"Não eleve o tom de voz", disse a si mesma, tentando ser razoável com a filha.
Ainda se lembrava de quando a tomava nos braços no meio da noite, quando Lucy era um bebê.
— Não sou mais criança, mamãe — disse ela, como que imaginando o que Jéssica estava pensando.
— Claro que é! Está com dezesseis anos...
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