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domingo, 6 de maio de 2012

A Chave Da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Quase no altar! 


Anthony Newman estava começando a parecer perfeito demais. 
Quando Jéssica tinha problemas com a filha adolescente, ele sempre sabia exatamente o que fazer para ajudá-la. 


Como se não bastasse, no momento em que se deu conta de que precisava de alguém em sua vida, e em sua cama, Anthony se mostrou mais do que interessado em fazê-la feliz. 
De fato ele logo se tornou seu "marido não-oficial". 
Não usavam alianças nem havia trocado votos de casamento, mas, para ela, ficar ao lado daquele homem parecia mais excitante do que uma eterna lua-de-mel! 
E este era o grande problema: tudo parecia perfeito demais... 


Capítulo Um 


Jéssica acordou com um sobressalto, ao ouvir a porta da sala sendo aberta e fechada devagar. 
Por alguns segundos, foi tomada por uma sensação estranha, até que o ambiente voltasse a lhe parecer familiar. 
Sentada na poltrona, onde adormecera algum tempo antes, ficou esperando Lucy se aproximar. 
— Que horas são? — perguntou, de repente. O sobressalto da garota teria sido cômico, se a situação não fosse trágica. 
Pelo menos do ponto de vista de Jéssica. Detestava ter de agir assim com a filha, mas não tinha alternativa. 
— Oh, mamãe! Você me assustou! — exclamou a jovem, com um sorriso nervoso. 
— O que está fazendo acordada há esta hora? Jéssica olhou para o relógio sobre a estante. — Já passa das duas horas da manhã, Lucy! 
— É mesmo? — Com certeza — confirmou Jéssica. 
— Mas amanhã é sábado! Não tenho de acordar cedo para ir à escola! 
Lucy acendeu a luz da sala. A adolescente de dezesseis anos era tão bonita quanto á mãe, com os cabelos castanhos na altura da cintura e expressivos olhos cor de mel. A menina que ela fora até alguns anos antes estava se transformando em uma bela mulher. 
Jéssica não pôde deixar de admirá-la, lembrando-se da época em que também era uma adolescente sonhadora. — Sente-se aqui, querida — disse a Lucy. — Precisamos conversar. 
— Agora? — perguntou á jovem, com ar de protesto. — Estou cansada, mamãe. Mesmo relutante, ela sentou-se ao lado de Jéssica. 
— Mesmo estando tão cansada não pensou em voltar mais cedo para casa? — argumentou Jéssica. 
"Não eleve o tom de voz", disse a si mesma, tentando ser razoável com a filha. 
Ainda se lembrava de quando a tomava nos braços no meio da noite, quando Lucy era um bebê. 
— Não sou mais criança, mamãe — disse ela, como que imaginando o que Jéssica estava pensando. 
— Claro que é! Está com dezesseis anos... 
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