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domingo, 12 de agosto de 2012

A Chama Do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 





Joaquin Luís Sola é fiel à herança Argentina.

Orgulhoso e apaixonado.
Com isso, conseguiu reerguer os negócios da família.
Mas no amor, ainda era infeliz.
Abandonado há cinco anos pela bela Nicole Ashton, Quin ainda a deseja.
Agora, há uma chance de solucionar essa questão.
Nicole lhe oferece vinte e seis noites de amor, se ele pagar suas dívidas.
E para Quin, esta proposta promete um retorno muito mais rentável...

Capítulo Um

Era a noite de abertura do novo Havana Club, em Sidney, e Joaquin Luis Sola estava no bar lotado, esperando as bebidas que pedira, enquanto observava as pessoas dançando.
Seu amigo, o cobiçado advogado Tony Fisher, prometera que todas as pessoas bonitas estariam lá, para verem e serem vistas. 
Era o lugar do momento. Sem dúvida, Quin conseguiria uma parceira para mais que uma dança.
Para ele, ir à festa de Tony era mais uma maneira de escapar do tédio do que uma busca por sexo casual. Quin saíra de um relacionamento pouco satisfatório e não queria complicar a vida com outra mulher.
Sendo assim, pôs-se apenas a observar os casais dançando salsa. 
A música latino-americana estava na moda: vários programas de televisão exibiam competições, e o Havana Club apostava na tendência.
— É uma ótima maneira de conhecer gente — entusiasmou-se Tony.
Quin impressionara-se com a alegria exuberante do lugar. 
A maioria das pessoas havia adotado a moda da música latina; os homens de camisas justas e punhos dobrados, calças boca-de-sino e penteados bem cuidados; as mulheres, roupas provocantes e fendas laterais, calças pretas colantes, blusas que deixavam a barriga à mostra, saias rodadas e saltos altos.
A boate era um país exótico e sensual. 
Ali, as pessoas podiam soltar o cabelo, vestir-se como quisessem e aproveitar o prazer de mover-se ao som da música, sem esquecer a excitação sexual...com o parceiro certo.
Um casal chamou a atenção de Quin. O homem estava todo de branco. 
O cabelo preto preso em um rabo-de-cavalo deixava a pele morena e as belas feições mais dramáticas. 
A mulher usava um vestido preto, justo, de costas nuas. 
Tinha também um longo cabelo negro, que caía pelos ombros em cachos, fazendo Quin se lembrar de Nicole Ashton, o que não era muito agradável.
— Sua bebida senhor.
Quin pagou ao barman e viu que os preços dos drinques da boate também pertenciam ao mundo da fantasia, como sua clientela, que não calculava os gastos. 
Por mais rico que tivesse se tornado, o valor do dinheiro ainda era muito forte na mente. Isso não o impedia de comprar as coisas, mas era impossível esquecer as lições aprendidas com a pobreza.
Segurando o copo, Quin atravessou a pista de dança em direção às mesas que Tony reservara para sua festa. Encontrou a mulher com os cachos iguais aos de Nicole na sua frente.
A moça tinha um corpo estonteante. Os seios opulentos ficavam presos em um corpete. 
Os quadris eram como poesia. E suas longas pernas brilhavam com elegância feminina.
O homem de branco segurou-a e jogou-a sobre seu joelho. 
O belo corpo da mulher arqueou-se, os pés em ponta, a cabeça para baixo, o cabelo tocando no chão e os olhos verdes reluzindo de êxtase. 
Tudo isso iluminado com um sorriso. Aquele rosto foi um choque tão grande para Quin que ele chegou a derrubar a bebida.
Era Nicole!
 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Chama do Desejo

ROMANCE SEC. XIX






Texas, 1874

Artimanhas... do destino?

Tanner Burnett vivia recluso, isolado de tudo e de todos, até o dia em que salvou a vida de Elizabeth Anderson, durante um assalto na estrada.
Ao assumir os cuidados para com a linda convalescente, Tanner se viu despreparado para as emoções intensas que ela lhe despertava.
Com sua personalidade doce e gentil, Beth iluminava os dias de Tanner e fortalecia seu coração combalido.
Recuperada dos ferimentos, Beth aceitou a oferta de Tanner para acompanhá-la a Fort Worth, embora já não se sentisse tão entusiasmada com a ideia de conhecer o homem a quem fora prometida.
E a situação se complicaria ainda mais quando Beth e Tanner descobrissem quem estava por trás daquele noivado arranjado, e quem era o homem predestinado a casar-se com Beth...

Capítulo Um

De terno preto com colete e camisa branca, Tanner Bumett estava se fazendo passar por um funcionário de banco em viagem ao Texas.Com a diferença de que a gravata apertando seu pescoço o fazia lembrar o nó da forca que o ameaçava havia dez anos.
A diligência sacolejava pela estrada esburacada com suas rodas espalhando nuvens de poeira que entravam pelas janelas e se assentavam sobre o paletó que ele detestava mais e mais a cada minuto.
Sua única distração naquele cenário monótono era olhar para a beldade ruiva de olhos de esmeralda sentada a sua frente. Porque a passageira a seu lado, embora também fosse mulher, já era avó. Segundo o que dissera, estava a caminho da casa de sua filha mais velha, em Fort Worth, para ajudá-la por ocasião do nascimento de seu segundo filho.
Fort Worth. O nome dessa cidade conjurava imagens que ele queria esquecer.
Imagens do lar e da família que pertenciam a um outro homem, de uma outra época.
— Qual é seu ramo de atividade, senhor? — indagou a mulher ao lado dele, obrigando-o a interromper seu escrutínio.
— Bancos — ele respondeu com fingido tom de orgulho.
— E você, qual é seu nome e o que a leva ao Texas? Sua família é de lá?
A pergunta o fez examinar novamente a jovem. Ela era bonita com seu rosto expressivo de malares pronunciados.
— Eu me chamo Elizabeth e nasci em Jonesboro, na Geórgia. Estou acostumada que me chamem de Beth.
— Ainda tem parentes por aqueles lados?
— Ninguém que eu ainda mantenha contato. Meus pais são falecidos.
Agora ele prestou renovada atenção nos lábios cheios e vermelhos, que pareciam feitos para beijar.
E antes que enveredasse por esse caminho proibido e seu corpo denunciasse seus pensamentos, Tanner tirou o relógio do bolso e consultou a hora.
Mal podia esperar para chegar ao seu destino, resolver o que tinha para resolver, e voltar antes que algum conhecido o surpreendesse.
— Que Deus nos ajude! — exclamou a senhora e começou a se abanar com um leque. — Esse calor está sufocando!
— E verdade — a jovem concordou.
— Conheço muita gente em Fort Worth — a mulher prosseguiu. — Há alguém a sua espera?
Um estalido interrompeu a conversa.
O cocheiro estava fazendo uso do chicote para que os cavalos corressem mais.
Os passageiros se entreolharam. O que poderia estar acontecendo? E antes que pudessem tentar se informar, uma bala estilhaçou o vidro.
— Abaixem-se! Depressa! — Tanner puxou as damas pelos braços.
— Pare a diligência ou desta vez eu atiro para matar! — gritou uma voz masculina.