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terça-feira, 20 de abril de 2010

A Casa de Cristal

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




















Quem disse aquilo de atirar a primeira pedra?
Tudo o que se interpunha entre Michael Dubrovnik e a criação do Dubrovnik Plaza era a obstinada proprietária da Casa de Cristal,um edifício que estava pedindo a gritos por demolição.
Michael já havia tido que se entender com a melhor sociedade de Manhattan, mas Laura Kelsey Winston era algo novo para ele. Laura tinha fogo nas veias.
Tinha caráter.
E coragem para desafiar ao homem mais poderoso de Nova Iorque.
Michael adorava desafios e aceitou com boa vontade aquela batalha de vontades.
Era uma batalha que ia entusiasmá-lo.

Capítulo Um

Laura Kelsey Winston entrou no elevador, apoiou as costas contra a parede e fechou os olhos esperando chegar ao décimo segundo andar da Casa de Cristal, o famoso edifício construído por seu avô, Clair Kelsey, no início do século.
O edifício conservava só dois de seus três elevadores originais. O terceiro estava agora no Museu de Arte Moderna, doado pela avó de Laura, e em seu lugar havia um silencioso Otis cinza pálido.
Laura nunca subia nele, embora tivesse pressa e estivessem danificados os outros dois.
Ela subiria ou desceria doze andares antes de ceder diante de um moderno elevador que tinha invadido seu edifício, sua herança, a única coisa neste mundo que importava.
A Casa de Cristal era a única coisa que não tinha mudado; prova sólida de que Laura Kelsey tinha sido amada, embora só fosse por sua avó. Era a prova de que ela valia algo.
Naquele dia o velho elevador funcionava bem e conduziu Laura longe do cansativo calor do chão, longe do ruído e da agitação da elegante Rua 66 Este de Nova Iorque. Quando sentiu que a paz familiar a envolvia, um sorriso se desenhou em sua brilhante boca pintada.
Não era o perigoso sorriso que sua ajudante, Susan Richards, e a metade das pessoas que trabalhavam com ela temiam. Era o sorriso de uma mulher que obtinha todo o prazer que podia em um mundo que tinha mudado totalmente.
Uma porta se abria para a sala da recepção de Rostos de Cristal, a pequena agência de modelos dirigida por Laura.
Através das grossas portas de cristal pôde ver a Susan conversando com Emelia Millhouse. A corpulenta figura de Susan era um grande contraste em comparação com a esbelta de Emelia.