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segunda-feira, 19 de maio de 2014

A Casa Das Ilusões Perdidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Com sangue de pirata espanhol nas veias, Rodolfo sabia como dominar uma mulher! 

“Meu irmão Jack só tem virtudes, eu só tenho defeitos...”, disse Rodolfo Salvador. Depois dessas cínicas palavras, Deborah Hartway, contratada para trabalhar como secretária na mansão da poderosa família Salvador, descobriu que mistérios e paixões pairavam no ar do majestoso casarão. 

Quem assassinara a esposa de Jack? E Rodolfo, sempre altivo e insolente, por que tentava seduzir Deborah, fazendo-a tremer de amor e desejo? 


Capítulo Um 

A primeira impressão que Deborah Hartway teve de Abbeywitch foi a de que a casa era mal-assombrada, cheia de fantasmas, enfim, a moradia perfeita para um escritor de romances históricos. 
Lá estava ela em cima de um penhasco, uma silhueta majestosa contra o céu tingido pelas cores do crepúsculo, os pináculos das torres lembrando o formato de velas acesas, as muitas janelas de vidro refletindo os raios flamejantes do sol do fim de tarde. 
Era como se aquela casa tivesse sido construída para resistir aos ventos cortantes vindos do mar, às tempestades assustadoras e aos intrusos não desejados. 
Um lugar privado, que abrigava as paixões de seus moradores, os descendentes de don Rodolfo de Salvador, conhecida figura do folclore espanhol, o capitão que violentara a jovem donzela que passeava tranquilamente pela areia branca da praia, há muitos e muitos anos. 
Eles partiram juntos para uma longa viagem de navio e voltaram dois anos depois, de modo que o bebê que a garota carregava no ventre pudesse nascer em solo inglês. 
Por meios um tanto ilícitos, don Salvador acabara tornando-se o proprietário da ilha e mandara construir Abbeywitch, como monumento ao amor que sentia pela noiva. E fora naquele casarão tão cheio de mistérios e de lembranças que a jovem Deborah Hartway havia sido convidada a trabalhar. 
Um dia, sem que jamais pudesse esperar, ela fora chamada à sala de seu chefe, Harrison Holt, o editor responsável pelo lançamento do novo livro do famoso escritor Jack Salvador, e recebera a proposta. 
— O pobre Jack está desolado — dissera ele, com ar de tristeza. 
— Como todos sabem, sua mulher Pauline, de vinte e três anos, morreu afogada e ele ainda não se recuperou do choque... Pois bem, Jack tem o costume de ditar seus livros a um gravador, que depois são devidamente datilografados por uma secretária. 
Ele só trabalha dessa maneira e se recusa a mandar as fitas para nossa editora, de modo que o serviço de datilografia possa ser feito aqui. Harrison Holt fizera uma pausa, estudara o rosto curioso de Deborah por um instante e continuara: 
— A última secretária de Jack discutiu com a mãe dele e foi despedida. E estamos precisando urgentemente de alguém que possa substituí-la em Abbeywitch. Você acha que poderia fazer isso? Ela levara um susto.