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domingo, 8 de junho de 2014

A Bela Bailarina

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Durante o dia, Terri era uma bem-sucedida secretária de um órgão estadual do governo norte-americano. 

À noite, porém, ela se transformava em outra mulher: era uma dançarina em um bar de San Francisco.
E era tão perfeita, tão sensual executando a dança do ventre, que Mark Denton acreditou mesmo que ela havia seduzido seu primo de vinte anos e fizera de tudo para que o rapaz a pedisse em casamento.
Mark, então, querendo livrar o primo de uma enrascada, ofereceu dinheiro a Terri para que ela o deixasse em paz.
O que Mark não imaginava era que a bela dançarina iria enfeitiçá-lo de uma maneira que nenhuma outra mulher conseguira!


Capítulo Um


Roupas coloridas, pés descalços, um vaivém ritmado dos quadris, gestos delicados com as mãos, a bailarina executava meticulosamente a dança do ventre. A música a envolvia por completo naquela dança erótica. E ela, sobre o pequeno palco circular, fazia tudo com extrema delicadeza, com extrema desenvoltura. Mas parecia distante. Ausente. Algo a mantinha longe daquele palco, daquele bar. O corpo, a beleza, os movimentos estavam ali. Sensuais, insinuantes. 
Mas a moça estava em um outro mundo. Não pertencia ao mesmo mundo das pessoas que a seguiam com os olhos extasiados. Mark Denton havia escolhido aquela mesa bem próxima ao palco para poder apreciar melhor o desempenho da moça. 
Agora, recostado no espaldar da cadeira, seguia, como se estivesse hipnotizado, cada gesto, cada movimento feito por ela. E cada gesto, cada movimento, parecia convidá-lo, parecia chamá-lo para um lugar só de prazeres, onde nunca estivera antes. 
— Inferno! — ele disse baixinho e tomou um gole de uísque. — Melhor mesmo é pensar em tudo o que o meu tio me disse. O que tenho diante de mim não passa de sonhos e fantasias! Meu tio, sim, sabe exatamente o que é a vida. 
Mark, ao invés de continuar olhando para aqueles quadris ritmados que tanto o provocavam, para aqueles olhos de um azul infinito, fixou a atenção no fundo do copo que tinha nas mãos. 
— Ela não passa de uma vagabunda, de uma interesseira. E tenho certeza absoluta que está de olho no dinheiro do meu neto. Dinheiro que é meu! Afinal, ainda estou bem vivo. — O tio, Jasper Goodrich, tinha dito a Mark com muita raiva. 
— Calma, tio. 
— Calma? E como é que posso me manter calmo numa situação como essa? — Robbie é um rapaz bastante ajuizado. 
— Era. Ele era um rapaz muito ajuizado. Agora parece que ficou bobo. 
— Mark apenas está tendo uma aventura com a moça. 
— Se fosse apenas uma aventura, não estaria tão preocupado — Jasper Goodrich afirmou. 
Ele está na idade de namorar, de... 
— Mark, entenda, para Robbie aquilo não é uma aventura. Ele está querendo se casar com ela! 
— Robbie está querendo se casar com ela? — Mark perguntou espantado.