Jake Howard e sua mulher, Helen, pareciam um casal perfeito.
E só eles mesmos sabiam que seu casamento era quase uma farsa.
Com a morte do pai, Helen viu no pedido de Jake a possibilidade de ter uma vida estável e luxuosa. Jake, que buscava a perfeição, não poderia desejar uma esposa mais bonita, sofisticada e discreta.
Então, eles se casaram.
Cada um dormia em seu próprio quarto, levava sua própria vida, tinha seus próprios amigos.
Agora, três anos depois, Helen começava a detestar aquela união, onde não havia afeto, intimidade... nem sexo.
E se ela trocasse tudo pela única coisa que lhe faltava: o amor?
Capítulo Um
O trem aproximava-se de King's Cross. Jake Howard deu-se conta, ao espiar pela janela, que já estava em Londres. O percurso de York até a capital levara aproximadamente duas horas e meia.
Ele podia ter tomado um avião, mas gostava de viajar de trem. Lembrava-lhe a mocidade e suas primeiras impressões sobre a grande cidade.
O guarda bateu à porta de sua cabine individual e Jake mandou que entrasse.
— Faltam só cinco minutos até King's Cross, Sr. Howard. Precisa de mais alguma coisa? Quer mais uma bebida?
Jake recusou e deu-lhe cinco libras de gorjeta.
— Por favor, poderia providenciar para que a minha bagagem seja levada até meu carro?
— Claro, senhor e muito obrigado. Espero que tenha feito uma boa viagem.
O empregado sorriu polidamente e retirou-se. Depois que saiu, Jake juntou os papéis que examinara e guardou-os em sua pasta. Durante a viagem analisara o negócio com a Havilland e sentia-se confiante por não haver nenhum obstáculo para efetuá-lo. A Química Havilland logo faria parte da Fundação Howard, e isto o deixava muito satisfeito. Teria ainda que discutir alguns detalhes com Sinclair, pela manhã, mas era mera formalidade.
Acendeu um charuto e pousou a cabeça no encosto macio. Pelas janelas levemente embaçadas, podia ver as luzes da cidade brilharem intensamente. Já passavam das sete horas e o sol quase desaparecera. Era outono e fazia frio. Acabara de voltar da Califórnia, por isso se sentia duplamente atingido pelo frio.
Sorriu para si mesmo. Que estranho itinerário de volta, passando antes por Glasgow e York! Mas já era um hábito. Quando viajava para o exterior, não deixava de passar a primeira noite na Inglaterra com sua mãe em Selby, seguindo depois para Londres.
Irritou-se ao pensar em tudo que o esperava: sua limusine com chofer, sua casa num quarteirão elegante de Belgravia, e Helen, sua esposa...
Comprimiu os lábios ao pensar em Helen. Àquela hora, já devia ter recebido as flores que ele enviara de Glasgow, e sem dúvida estaria pronta à sua espera. Tragou profundamente o charuto e lembrou-se da decoração refinada de sua casa, antecipando o prazer da noite que passaria em companhia da esposa, quando então lhe contaria todos os pormenores da viagem.
E ela o ouviria. Helen sempre o fazia, pensou, e sentiu novamente a sensação de espanto experimentada três anos atrás, quando ela aceitou sua proposta de casamento.
O guarda bateu à porta de sua cabine individual e Jake mandou que entrasse.
— Faltam só cinco minutos até King's Cross, Sr. Howard. Precisa de mais alguma coisa? Quer mais uma bebida?
Jake recusou e deu-lhe cinco libras de gorjeta.
— Por favor, poderia providenciar para que a minha bagagem seja levada até meu carro?
— Claro, senhor e muito obrigado. Espero que tenha feito uma boa viagem.
O empregado sorriu polidamente e retirou-se. Depois que saiu, Jake juntou os papéis que examinara e guardou-os em sua pasta. Durante a viagem analisara o negócio com a Havilland e sentia-se confiante por não haver nenhum obstáculo para efetuá-lo. A Química Havilland logo faria parte da Fundação Howard, e isto o deixava muito satisfeito. Teria ainda que discutir alguns detalhes com Sinclair, pela manhã, mas era mera formalidade.
Acendeu um charuto e pousou a cabeça no encosto macio. Pelas janelas levemente embaçadas, podia ver as luzes da cidade brilharem intensamente. Já passavam das sete horas e o sol quase desaparecera. Era outono e fazia frio. Acabara de voltar da Califórnia, por isso se sentia duplamente atingido pelo frio.
Sorriu para si mesmo. Que estranho itinerário de volta, passando antes por Glasgow e York! Mas já era um hábito. Quando viajava para o exterior, não deixava de passar a primeira noite na Inglaterra com sua mãe em Selby, seguindo depois para Londres.
Irritou-se ao pensar em tudo que o esperava: sua limusine com chofer, sua casa num quarteirão elegante de Belgravia, e Helen, sua esposa...
Comprimiu os lábios ao pensar em Helen. Àquela hora, já devia ter recebido as flores que ele enviara de Glasgow, e sem dúvida estaria pronta à sua espera. Tragou profundamente o charuto e lembrou-se da decoração refinada de sua casa, antecipando o prazer da noite que passaria em companhia da esposa, quando então lhe contaria todos os pormenores da viagem.
E ela o ouviria. Helen sempre o fazia, pensou, e sentiu novamente a sensação de espanto experimentada três anos atrás, quando ela aceitou sua proposta de casamento.
A Reconquista
ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Jack Riordan era tudo o que se espera encontrar em um homem.
Por isso, precisava de uma mulher à altura!
No entanto, Rachel, sua esposa, não tinha lhe dado um filho.
E isso distanciava o casal.
Agora, Rachel tem uma rival.
E a amante de Jack diz estar grávida dele!
Rachel está determinada a reconquistá-lo.
Rachel está determinada a reconquistá-lo.
Se conseguir seduzi-lo, talvez enfim concebesse o filho que Jack tanto desejava...
Capítulo Um
— Uma jovem deseja vê-la, senhora.
A governanta olhava Rachel da janela nos fundos da casa enquanto esta cortava uma rosa branca e a colocava em uma cesta aos seus pés.
Rachel se endireitou. Não estava disposta a receber visitas. Provavelmente não conhecia a mulher, pois do contrário a Sra. Grady lhe teria dito quem era. Devia ser uma das clientes de Jack ou alguém trabalhando para a caridade. De qualquer forma, por que a Sra. Grady não cuidara do assunto?
— Não disse que o Sr. Riordan não está? — perguntou ela, acreditando que fosse uma das clientes dele.
— Ela não quer ver o Sr. Riordan — respondeu a Sra. Grady imediatamente. — Pediu para falar com a senhora. Disse se chamar Karen Johnson. Deu a entender que a senhora sabe quem é.
Todo o sangue pareceu sumir do rosto de Rachel naquele instante. Ela se sentiu tonta e enjoada ap mesmo tempo. Teria perdido o equilíbrio se não fosse por uma treliça próxima, que serviu de apoio para a mão trêmula. Mas a Sra. Grady a conhecia muito bem para não notar a súbita palidez e, correndo sobre o piso de granito do pátio, amparou Rachel pelo braço.
— O que houve? — repreendeu ela. — Não deveria trabalhar no sol sem um chapéu. Está exausta, não é mesmo? Venha comigo e tome um copo de chá gelado.
— Estou bem, verdade. — Rachel podia sentir a cor voltar ao rosto enquanto falava. — Bem... Onde está a... Srta. Johnson?
Capítulo Um
— Uma jovem deseja vê-la, senhora.
A governanta olhava Rachel da janela nos fundos da casa enquanto esta cortava uma rosa branca e a colocava em uma cesta aos seus pés.
Rachel se endireitou. Não estava disposta a receber visitas. Provavelmente não conhecia a mulher, pois do contrário a Sra. Grady lhe teria dito quem era. Devia ser uma das clientes de Jack ou alguém trabalhando para a caridade. De qualquer forma, por que a Sra. Grady não cuidara do assunto?
— Não disse que o Sr. Riordan não está? — perguntou ela, acreditando que fosse uma das clientes dele.
— Ela não quer ver o Sr. Riordan — respondeu a Sra. Grady imediatamente. — Pediu para falar com a senhora. Disse se chamar Karen Johnson. Deu a entender que a senhora sabe quem é.
Todo o sangue pareceu sumir do rosto de Rachel naquele instante. Ela se sentiu tonta e enjoada ap mesmo tempo. Teria perdido o equilíbrio se não fosse por uma treliça próxima, que serviu de apoio para a mão trêmula. Mas a Sra. Grady a conhecia muito bem para não notar a súbita palidez e, correndo sobre o piso de granito do pátio, amparou Rachel pelo braço.
— O que houve? — repreendeu ela. — Não deveria trabalhar no sol sem um chapéu. Está exausta, não é mesmo? Venha comigo e tome um copo de chá gelado.
— Estou bem, verdade. — Rachel podia sentir a cor voltar ao rosto enquanto falava. — Bem... Onde está a... Srta. Johnson?
A Pedra da Feiticeira
Ela tentou esquecê-lo, com todas as suas forças. Mas o problema é que Jake não conseguia esquecê-la...
Pensando bem, Jake não era mesmo para ela: rico, sofisticado,muito mais velho e arrogante, ele pertencia a outra classe social.
E Ashley não passava de uma pobre órfã que só agora, morando com os tios, conhecia um verdadeiro lar.
Além do mais, Jake estava noivo e ia se casar em breve. Mas conto tirar da cabeça aquele homem de olhar intenso e provocante, que a fazia tremer e gaguejar quando estava por perto?
Como sair da vida dele se, pelo jeito, ele não estava nem um pouco disposto a sair da vida dela?
Que atitude tomar quando todos a acusavam de ser a responsável pela terrível desgraça que se abateu sobre ele, depois daquele acidente?
Capítulo Um
Os últimos raios de sol daquela tarde fria refletiam-se sobre os telhados quando Ashley Calder virou a esquina da Highstreet e avistou o pequeno hotel à sua frente.
Para ela era o mesmo que já estar em casa e, inconscientemente, apressou o passo ao pensar no fogo acolhedor aceso na lareira da sala de estar da tia e no agradável cheiro a comida que vinha da cozinha. Tudo era novo para ela.
Muito pequena ainda quando a mãe morrera, não se lembrava da época anterior ao seu falecimento. Depois, ficando a viver só com o pai e apesar dos esforços deste, sentiu sempre em casa a falta de uma presença feminina.
O Hotel Golden Lion era uma construção de pedra que suportava com dignidade o desgaste do tempo e que se encaixava bem nos edifícios altos à sua volta.
Tinha também o seu lado histórico, pois dizia-se que, uma vez, um membro importante de uma família real no exílio se abrigara ali durante uma viagem à Escócia, no Norte, em busca de refúgio e segurança.
Apesar de grande parte do edifício ter passado por diversas reformas, ainda persistia no conjunto uma atmosfera de passado, bem evidente no soalho e nas vigas de carvalho do teto. A
o fim de poucas semanas de lá estar, Ashley já se harmonizara com o ambiente, e as recordações do tempo passado em Londres iam-se tornando menos dolorosas.
Os tios eram muito bons para ela. Partilhavam da sua tristeza pela morte repentina do pai e faziam-na sentir-se parte da família, o mesmo acontecendo com os primos, Mark e Karen.
O futuro, que há apenas oito semanas lhe parecera tão negro, sorria-lhe outra vez.


