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domingo, 12 de janeiro de 2014

A Aventureira de Las Vegas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Bárbara era o pecado a que Caleb não soube resistir "Você não me aceita, Caleb. No fundo gostaria que eu fosse diferente." 

Dizendo isso, Bárbara saiu e deixou para trás a chance de se unir a um homem que amava com loucura, que em poucas horas de amor lhe proporcionara lembranças para uma vida inteira. Mas não havia outra alternativa. 

Caleb Rutledge era um sonhador, recusava-se a enxergar a realidade. 
Via-se atraído pelo pecado que ela representava. Como ex-padre talvez nutrisse o desejo de salvá-la. Só que Bárbara não queria mudar. 
Amando-o ou não, continuaria a trocar a noite pelo dia, a ser assediada por muitas pessoas, a ser a rainha das cartas! 


Capítulo Um 

Parada diante da janela, brincando nervosamente com o colar de pérolas, Agnes Kidwell observava o jogo de futebol em que um homem se destacava em meio a vários garotos. 
Mas a senhora não teve de esperar muito para ver Caleb Rutledge dizer alguma coisa aos meninos, sair de campo e tomar o rumo da casa onde ela o aguardava. 
Antes de se afastar da janela para se preparar para o encontro, Agnes ainda lançou um último olhar para o luminoso céu de Nevada e por toda a extensão da Fazenda Rutledge de Aprendizado. 
Caleb constituía a chave para o futuro da família Kidwell. Alto, loiro e de porte atlético, tratava-se, de um homem da terra, como o marido e o filho de Agnes, ambos mortos. Apesar de possuir terras por todo o Oeste e controlar uma fortuna, ele não abria mão do trabalho com aqueles meninos. 
Instantes depois, entrava no escritório com um largo sorriso no rosto suado. 
— Sra. Kidwell, que surpresa! A que devo a honra de sua visita? 
— Olá, sr. Rutledge. Desculpe-me vir sem avisar, mas o assunto que me traz aqui é tão importante que decidi viajar para cá e conversarmos pessoalmente. 
— Certamente, mas... — ele se examinou — ... não estou vestido para um encontro. A senhora me daria alguns minutos para me trocar? 
— Não é necessário, fique como está. O que tenho a dizer não lhe tomará muito tempo, e naturalmente o senhor pretende voltar para o jogo com os garotos. 
Rutledge sentou-se na borda da escrivaninha, enxugando a testa com a manga do abrigo. 
Então fixou a atenção na mulher, pressentindo que algo muito sério a afligia. 
— Meu neto, Jason, não está jogando com esse grupo? 
— Não, ele não está na escola há tempo suficiente para se interessar pelo futebol. Mas é um esporte pelo qual faço questão de motivar os garotos por desenvolver o senso de equipe, entre outras coisas. 
— Como vai Jason? 
— Bem. É claro que enfrenta alguns problemas de adaptação, mas isso é normal no começo. Os professores não apresentaram nenhuma queixa dele nem a psicóloga detectou qualquer atitude preocupante até o momento. Creio que ele sente falta da mãe, porém isso também é normal. Uma expressão de dor crispou o rosto da senhora em reação a esse comentário. 
— De fato, em parte é a esse respeito que vim conversar com o senhor. 
— É mesmo? 
— Irei direto ao assunto, sr. Rutledge. Gostaria que conversasse com minha nora e a desencorajasse de tentar ver Jason. Soube que ela planeja se mudar para Nevada a fim de ficar mais perto do filho e quero lhe pedir para demovê-la dessa ideia.