Bárbara era o pecado a que Caleb não soube resistir
"Você não me aceita, Caleb. No fundo gostaria que eu fosse diferente."
Dizendo isso, Bárbara saiu e deixou para trás a chance de se unir a um homem que amava com loucura, que em poucas horas de amor lhe proporcionara lembranças para uma vida inteira. Mas não havia outra alternativa.
Caleb Rutledge era um sonhador, recusava-se a enxergar a realidade.
Via-se atraído pelo pecado que ela representava. Como ex-padre talvez nutrisse o desejo de salvá-la. Só que Bárbara não queria mudar.
Amando-o ou não, continuaria a trocar a noite pelo dia, a ser assediada por muitas pessoas, a ser a rainha das cartas!
Dizendo isso, Bárbara saiu e deixou para trás a chance de se unir a um homem que amava com loucura, que em poucas horas de amor lhe proporcionara lembranças para uma vida inteira. Mas não havia outra alternativa.
Caleb Rutledge era um sonhador, recusava-se a enxergar a realidade.
Via-se atraído pelo pecado que ela representava. Como ex-padre talvez nutrisse o desejo de salvá-la. Só que Bárbara não queria mudar.
Amando-o ou não, continuaria a trocar a noite pelo dia, a ser assediada por muitas pessoas, a ser a rainha das cartas!
Capítulo Um
Parada diante da janela, brincando nervosamente com o colar de pérolas, Agnes Kidwell observava o jogo de futebol em que um homem se destacava em meio a vários garotos.
Mas a senhora não teve de esperar muito para ver Caleb Rutledge dizer alguma coisa aos meninos, sair de campo e tomar o rumo da casa onde ela o aguardava.
Antes de se afastar da janela para se preparar para o encontro, Agnes ainda lançou um último olhar para o luminoso céu de Nevada e por toda a extensão da Fazenda Rutledge de Aprendizado.
Caleb constituía a chave para o futuro da família Kidwell. Alto, loiro e de porte atlético, tratava-se, de um homem da terra, como o marido e o filho de Agnes, ambos mortos. Apesar de possuir terras por todo o Oeste e controlar uma fortuna, ele não abria mão do trabalho com aqueles meninos.
Instantes depois, entrava no escritório com um largo sorriso no rosto suado.
— Sra. Kidwell, que surpresa! A que devo a honra de sua visita?
— Olá, sr. Rutledge. Desculpe-me vir sem avisar, mas o assunto que me traz aqui é tão importante que decidi viajar para cá e conversarmos pessoalmente.
— Certamente, mas... — ele se examinou — ... não estou vestido para um encontro. A senhora me daria alguns minutos para me trocar?
— Não é necessário, fique como está. O que tenho a dizer não lhe tomará muito tempo, e naturalmente o senhor pretende voltar para o jogo com os garotos.
Rutledge sentou-se na borda da escrivaninha, enxugando a testa com a manga do abrigo.
Então fixou a atenção na mulher, pressentindo que algo muito sério a afligia.
— Meu neto, Jason, não está jogando com esse grupo?
— Não, ele não está na escola há tempo suficiente para se interessar pelo futebol. Mas é um esporte pelo qual faço questão de motivar os garotos por desenvolver o senso de equipe, entre outras coisas.
— Como vai Jason?
— Bem. É claro que enfrenta alguns problemas de adaptação, mas isso é normal no começo. Os professores não apresentaram nenhuma queixa dele nem a psicóloga detectou qualquer atitude preocupante até o momento. Creio que ele sente falta da mãe, porém isso também é normal. Uma expressão de dor crispou o rosto da senhora em reação a esse comentário.
— De fato, em parte é a esse respeito que vim conversar com o senhor.
— É mesmo?
— Irei direto ao assunto, sr. Rutledge. Gostaria que conversasse com minha nora e a desencorajasse de tentar ver Jason. Soube que ela planeja se mudar para Nevada a fim de ficar mais perto do filho e quero lhe pedir para demovê-la dessa ideia.
Mas a senhora não teve de esperar muito para ver Caleb Rutledge dizer alguma coisa aos meninos, sair de campo e tomar o rumo da casa onde ela o aguardava.
Antes de se afastar da janela para se preparar para o encontro, Agnes ainda lançou um último olhar para o luminoso céu de Nevada e por toda a extensão da Fazenda Rutledge de Aprendizado.
Caleb constituía a chave para o futuro da família Kidwell. Alto, loiro e de porte atlético, tratava-se, de um homem da terra, como o marido e o filho de Agnes, ambos mortos. Apesar de possuir terras por todo o Oeste e controlar uma fortuna, ele não abria mão do trabalho com aqueles meninos.
Instantes depois, entrava no escritório com um largo sorriso no rosto suado.
— Sra. Kidwell, que surpresa! A que devo a honra de sua visita?
— Olá, sr. Rutledge. Desculpe-me vir sem avisar, mas o assunto que me traz aqui é tão importante que decidi viajar para cá e conversarmos pessoalmente.
— Certamente, mas... — ele se examinou — ... não estou vestido para um encontro. A senhora me daria alguns minutos para me trocar?
— Não é necessário, fique como está. O que tenho a dizer não lhe tomará muito tempo, e naturalmente o senhor pretende voltar para o jogo com os garotos.
Rutledge sentou-se na borda da escrivaninha, enxugando a testa com a manga do abrigo.
Então fixou a atenção na mulher, pressentindo que algo muito sério a afligia.
— Meu neto, Jason, não está jogando com esse grupo?
— Não, ele não está na escola há tempo suficiente para se interessar pelo futebol. Mas é um esporte pelo qual faço questão de motivar os garotos por desenvolver o senso de equipe, entre outras coisas.
— Como vai Jason?
— Bem. É claro que enfrenta alguns problemas de adaptação, mas isso é normal no começo. Os professores não apresentaram nenhuma queixa dele nem a psicóloga detectou qualquer atitude preocupante até o momento. Creio que ele sente falta da mãe, porém isso também é normal. Uma expressão de dor crispou o rosto da senhora em reação a esse comentário.
— De fato, em parte é a esse respeito que vim conversar com o senhor.
— É mesmo?
— Irei direto ao assunto, sr. Rutledge. Gostaria que conversasse com minha nora e a desencorajasse de tentar ver Jason. Soube que ela planeja se mudar para Nevada a fim de ficar mais perto do filho e quero lhe pedir para demovê-la dessa ideia.
