Séie O Lance Mais Alto
Um quadro sedutor.
A artista londrina Avery Cullen se recusa a vender a coleção de arte deixada por seu pai.
Mas o ousado e impetuoso Marcus Price fará de tudo para convencê-la do contrário.
Até mesmo criar um clima de sedução ousado para conquistar a herdeira solitária.
Arrematar a coleção seria uma aquisição importante para a casa de leilões, mas para a carreira de Marcus significaria uma jogada de mestre.
Ele consegue manter suas reais intenções escondidas tanto quanto seus segredos de família...
E agora está tão perto de seu objetivo que o beijo de Avery tem gosto de vitória. Porém, Marcus estaria preparado para as consequências de uma tórrida noite de paixão?
— A srta. Cullen não está recebendo visitas!
Avery se assustou com a voz irritada de sua governanta e borrou o toque de tinta de verde que daria. O som de passos chegou rapidamente por trás dela. Naquele nublado dia de outono em Londres, a luz já estava desaparecendo, e a pintura não estava indo nada bem.
Sua governanta não costumava ter problemas para espantar visitantes. A mulher era ferozmente protetora com Avery e respeitava totalmente o desejo de privacidade da jovem. Mas parecia que alguém conseguira passar pela sra. Jackson.
O homem que andava um metro à frente da atarracada governanta só tinha olhos para uma coisa: Avery.
Alto, de cabelo loiro-escuro curto e bagunçado e uma leve barba por fazer, não havia dúvidas de que ele era bonito. Também havia algo vagamente familiar nele. Não, não podia ser.
Ela se lembraria dele. Não o conhecia mesmo.
Claro que conhece, sussurrou uma minúscula voz dentro dela.
Não é aquele cara para quem Macy apontou quando estavam em Nova York para o leilão Tarlington? Avery expulsou aquela voz quando um calafrio lhe subiu pelo pescoço.
Não era medo. Nem mesmo apreensão pelo estranho que vinha tão determinadamente na direção dela.
Fosse o que fosse, aquilo fez o calor beijar as bochechas dela, e Avery sentiu sua pulsação acelerar.
— Sinto muito, sra. Cullen, informei ao sr. Price que a senhorita não estava recebendo visitas, mas ele não quis ouvir. — A reprovação era clara na voz da governanta.
— Ele disse que tinha uma hora marcada.
— Está tudo bem, sra. Jackson — respondeu Avery da forma mais tranquilizante que conseguiu e, invocando a hospitalidade que lhe fora incutida desde criança, continuou:
— Agora que ele já está aqui, talvez queira tomar um chá no terraço antes de ir embora.
— Café, por favor — disse o homem, e a memória dela finalmente filtrou o nome dele.
Enquanto a sra. Jackson se afastava para fazer o café, ainda ultrajada, Avery o olhou.
— Price? Então, você é Marcus Price, da Waverly’s de Nova York?
Waverly’s era a casa de leilões que cuidara da venda dos bens da mãe de Macy, amiga dela.
Ver tudo pelo que Macy passara com a venda deixara Avery ainda mais determinada a se apegar aos tesouros de seu passado.
— Estou lisonjeado por ter se lembrado do meu nome — disse ele, com um sorriso tranquilo que fez o estômago dela dar um salto.
— Não fique. Deixei bem clara minha posição a respeito da venda da coleção impressionista do meu pai na primeira vez em que você entrou em contato comigo. Sua viagem até aqui foi um desperdício de tempo.
Ele sorriu em resposta, e uma onda de interesse feminino percorreu o corpo de Avery. Uma onda que ela tentou suprimir rapidamente. Por mais lindo que ele fosse, ela conhecia muito bem aquele tipo. Ousado, inconsequente, confiante.
Ele era tudo o que ela não era e ficaria decepcionado se estivesse pensando que conseguiria convencê-la a vender a cobiçada coleção de seu finado pai.
— Agora que finalmente tive a oportunidade de conhecê-la, sei que meu tempo não foi totalmente desperdiçado.
A voz dele estava cheia de insinuação e da certeza de que ele conseguiria o que queria.
— Pode parar de tentar me bajular, sr. Price. Homens melhores já tentaram... e fracassaram.

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2- A Arte da Tentação e Herança Preciosa
