O céu está azul, e a luz do sol provoca reflexos dourados no pequeno lago de água límpida onde Michael e Ginger, nus, se abraçam, prontos para fazer amor.
Seus corpos se unem, e ambos têm a sensação de que encontraram o que lhes faltava para serem felizes.
Porém, quando retornam à mansão de Ginger, Michael não consegue deixar de pensar que caiu numa cilada.
Porém, quando retornam à mansão de Ginger, Michael não consegue deixar de pensar que caiu numa cilada.
Foram tantas as coincidências que o levaram a se aproximar de Ginger que não pode descartar a idéia de que querem vê-lo casado com ela.
Capítulo Um
Ginger Bellwood apoiou uma das mãos no corrimão da imensa escadaria e parou, pensativa: “Será que consigo sair sem que Tilly me veja”?
Baixou o olhar e observou por um instante a suntuosa sala impecavelmente limpa e arrumada. Como antiga governanta de Bellwood-Ridge, Tilly sempre fora para Ginger quase que uma verdadeira mãe.
E agora, mais que nunca, a boa senhora vigiava as maneiras de Ginger, apesar dos vinte e nove anos de sua protegida. Afinal, há seis meses a moça se tornara a única herdeira da fortuna dos Bellwood-Lynch.
Tilly com certeza não aprovaria a calça esporte de cor creme e a camiseta de algodão em verde-pálido que Ginger vestira para comparecer à reunião. Pois, ainda que o compromisso fosse com o próprio padrinho, tratava-se de uma ocasião importante.
Não gostava de contrariá-la, mas naquela manhã, quando seus sonhos estavam a ponto de se tornar realidade, Ginger sentia-se como uma verdadeira criança, ignorando as responsabilidades, que muitas vezes pareciam tão opressivas.
Com o canto dos olhos espiou a mão que mantinha no corrimão e, percorrendo o olhar pelo caminho sinuoso que se formava à sua frente, achou que a tentação era demais para resistir.
Sem hesitar, montou na larga e lustrosa madeira, de fino acabamento, e deslizou gostosamente, com um sorriso de júbilo nos lábios, como fizera por tantas vezes em seu tempo de criança.
Naquele momento Tilly adentrou o hall. Ao ver Ginger, que caía desajeitadamente no chão, exclamou com as duas mãos nos quadris:
— Acho que deve haver uma boa razão para essa alegria toda!
Ginger levantou-se de um salto e retrucou com um sorriso entusiasmado:
— E há. O padrinho vai me vender as terras, desde que o município financie as obras. E o contrato já está pronto para ser assinado.
— Ah! — Tilly exclamou feliz. — Você bem que merecia, depois de todo o trabalho que teve convencendo os vereadores e o juiz da necessidade da construção de um centro de recreação para esta cidade. — Depois de uma pausa, pensativa, concluiu: — Sabe, metade do povo não acreditava que você conseguiria, e a outra metade torcia tremendamente para que você falhasse.
— Eu sei disso — Ginger concordou e calou-se, atenta às lembranças. Tinha sido difícil mostrar aos fazendeiros da região, onde sua família era pioneira, que precisavam planejar o progresso que o aumento de população exigia.
— Você fez um grande trabalho — Tilly murmurou.
— Às vezes fico pensando se eu mesma não deveria ter financiado a obra com meus próprios recursos.
Tilly balançou a cabeça, num gesto de total discordância.
— Não, Ginger. Você sabe como o povo daqui é orgulhoso. Eles gostam de conseguir com esforço as obras que beneficiem a cidade e não por intermédio de doações. Além do mais, embora gostem de você e do seu padrinho, o juiz, ainda não esqueceram as atitudes de Lyle.
O rosto de Ginger assumiu uma expressão amarga, que a governanta bem conhecia.
— É verdade. Meu pai foi o tipo de homem que parecia não saber o significado da palavra humanidade. Na infância, costumava me perguntar se no coração de Lyle havia algum sentimento de amor ao próximo.
Tilly tomou-a pelo braço e as duas se encaminharam para a cozinha.
— Nunca poderei esquecer a forma como ele a tratava — resmungou no caminho.
Ginger balançou a cabeça.
— Nem eu. Era como se eu fosse um bibelô. A pequena princesa, pronta para ser oferecida ao primeiro pretendente capaz de continuar a dinastia — ela comentou com ironia

Capítulo Um
Ginger Bellwood apoiou uma das mãos no corrimão da imensa escadaria e parou, pensativa: “Será que consigo sair sem que Tilly me veja”?
Baixou o olhar e observou por um instante a suntuosa sala impecavelmente limpa e arrumada. Como antiga governanta de Bellwood-Ridge, Tilly sempre fora para Ginger quase que uma verdadeira mãe.
E agora, mais que nunca, a boa senhora vigiava as maneiras de Ginger, apesar dos vinte e nove anos de sua protegida. Afinal, há seis meses a moça se tornara a única herdeira da fortuna dos Bellwood-Lynch.
Tilly com certeza não aprovaria a calça esporte de cor creme e a camiseta de algodão em verde-pálido que Ginger vestira para comparecer à reunião. Pois, ainda que o compromisso fosse com o próprio padrinho, tratava-se de uma ocasião importante.
Não gostava de contrariá-la, mas naquela manhã, quando seus sonhos estavam a ponto de se tornar realidade, Ginger sentia-se como uma verdadeira criança, ignorando as responsabilidades, que muitas vezes pareciam tão opressivas.
Com o canto dos olhos espiou a mão que mantinha no corrimão e, percorrendo o olhar pelo caminho sinuoso que se formava à sua frente, achou que a tentação era demais para resistir.
Sem hesitar, montou na larga e lustrosa madeira, de fino acabamento, e deslizou gostosamente, com um sorriso de júbilo nos lábios, como fizera por tantas vezes em seu tempo de criança.
Naquele momento Tilly adentrou o hall. Ao ver Ginger, que caía desajeitadamente no chão, exclamou com as duas mãos nos quadris:
— Acho que deve haver uma boa razão para essa alegria toda!
Ginger levantou-se de um salto e retrucou com um sorriso entusiasmado:
— E há. O padrinho vai me vender as terras, desde que o município financie as obras. E o contrato já está pronto para ser assinado.
— Ah! — Tilly exclamou feliz. — Você bem que merecia, depois de todo o trabalho que teve convencendo os vereadores e o juiz da necessidade da construção de um centro de recreação para esta cidade. — Depois de uma pausa, pensativa, concluiu: — Sabe, metade do povo não acreditava que você conseguiria, e a outra metade torcia tremendamente para que você falhasse.
— Eu sei disso — Ginger concordou e calou-se, atenta às lembranças. Tinha sido difícil mostrar aos fazendeiros da região, onde sua família era pioneira, que precisavam planejar o progresso que o aumento de população exigia.
— Você fez um grande trabalho — Tilly murmurou.
— Às vezes fico pensando se eu mesma não deveria ter financiado a obra com meus próprios recursos.
Tilly balançou a cabeça, num gesto de total discordância.
— Não, Ginger. Você sabe como o povo daqui é orgulhoso. Eles gostam de conseguir com esforço as obras que beneficiem a cidade e não por intermédio de doações. Além do mais, embora gostem de você e do seu padrinho, o juiz, ainda não esqueceram as atitudes de Lyle.
O rosto de Ginger assumiu uma expressão amarga, que a governanta bem conhecia.
— É verdade. Meu pai foi o tipo de homem que parecia não saber o significado da palavra humanidade. Na infância, costumava me perguntar se no coração de Lyle havia algum sentimento de amor ao próximo.
Tilly tomou-a pelo braço e as duas se encaminharam para a cozinha.
— Nunca poderei esquecer a forma como ele a tratava — resmungou no caminho.
Ginger balançou a cabeça.
— Nem eu. Era como se eu fosse um bibelô. A pequena princesa, pronta para ser oferecida ao primeiro pretendente capaz de continuar a dinastia — ela comentou com ironia

