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domingo, 13 de maio de 2012

A Alegria De Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


A tranqüilidade de James estava ameaçada pela alegria e o feitiço de Maggie.  
O locutor tentou em vão silenciar os assobios, os gritos e a desordem geral instalada após a aparição de Maggie. 


Considerando, por fim, o caso perdido, fez sinal para que ela iniciasse a demonstração. 
James ficou enfurecido vendo-a seminua, pronta para divertir a platéia. pós trinta anos de total controle sobre as emoções era inquietante ver as mãos tremerem, o sangue fervendo nas veias. 
Decididamente, o sério e comportado James Wyatt não tinha nervos para se relacionar com uma mulher excêntrica e desmiolada! 


Capítulo Um 


— Oh, ratos e camundongos! A exclamação um tanto quanto bizarra, seguida como foi de uma explosão, deteve o homem alto que atravessava o gramado naquele momento. 
Após um instante de hesitação, ele decidia adiar a escapada da festa de aniversário do afilhado de dois anos e redirecionou os passos para os fundos de um barracão. Ao contornar a parede lateral, localizou a fonte dos sons que ouvira: a versão feminina e empertigada de um palhaço de circo às voltas com uma bomba de balão que a julgar pelas aparências levava a melhor na luta. 
Saciada a curiosidade, ele ia dar meia-volta quando ouviu a palhacinha começar a falar:
 — Precisa ter balões a gás. — A voz era forçosamente esganiçada. — As crianças vão adorar. Será um sucesso. 
— A voz retomou, então, o tom agradável e meio rouco que chamara a atenção do homem a princípio. 
— Sucesso, uma ova. Fiasco, isso sim. Já estourei cinco desses balões. Cinco! Desse jeito, Sean estará completando a maioridade antes de eu conseguir encher vinte e duas dessas porcarias em formato de coração. Quando chegar em casa, vou estrangular Suzie! 
A esta altura o homem havia mudado de ideia. 
De braços e tornozelos cruzados, encostava-se à porta do barracão, com um sorriso se esboçando nos lábios enquanto observava a palhacinha atarantada travar uma batalha com outro balão indomável. 
Ele consultou o relógio e pensou: "Por que não?" Não estava com pressa. 
Havia tempo de sobra até a hora marcada para apanhar Rose para o jantar dançante no clube. 
— Posso ajudar? — Ele assustou a palhacinha com a oferta súbita, e o balão recém-enchido prestes a ser amarrado escapou das mãos dela e saiu a rodopiar pelo ar conforme se esvaziava. 
— Oh! Oh! Oh! — Ratos e camundongos? 
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